Uma parceria produtiva

A parceria entre diretor e coordenador pedagógico das unidades de educação infantil para o desenvolvimento de um projeto de ação beneficia a qualidade do atendimento e contribui para a profissionalização da equipe
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Fotos: Rita De Cássia Xavier

Os projetos de ação e ou institucionais, sejam eles de caráter pedagógico ou organizacional, mudam a prática estabelecida e conferem aos coordenadores e diretores uma função mais técnica, atenuando o desgaste das tarefas administrativas e emergenciais. Geralmente os projetos institucionais começam com a abordagem de algo que se pretende mudar, que traz algum desconforto no âmbito do atendimento à criança. Para isto, incentivamos a parceria entre coordenador pedagógico e diretor, que nem sempre possuem a mesma visão sobre o assunto. Essa é uma excelente oportunidade para esses parceiros trocarem idéias sobre as concepções de trabalho, as atividades desenvolvidas, o que observam e não gostam.
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Tudo igual, tudo diferente

As turmas do Pré 1 (crianças de 5 anos) participaram de um projeto que provocou o interesse de todos: a produção de um calendário para o ano vindouro. Os calendários foram concebidos pelas crianças, que engajaram-se na sua confecção desde a organização dos dias da semana no papel, até a escolha dos temas, frases e imagens, além da cuidadosa produção dos desenhos, brinquedos e ou modelagens que serviram de ilustração para cada mês
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Calendários feitos por crianças do Colégio Santa Cruz

O Projeto Calendário Ilustrado nasceu da iniciativa de duas professoras1. O sucesso da proposta, lançada inicialmente em 2002, foi tão grande que passou a fazer parte da programação didática da escola, ganhando cada vez mais consistência, na medida em que é constantemente reavaliado pela equipe pedagógica. É uma interessante forma de congregar todas as turmas em um projeto comum que, no entanto, guarda as peculiaridades e interesses de cada classe.

Em 2005, o projeto tomou conta de todos os grupos das crianças do pré 1. O objetivo foi a elaboração de um produto coletivo destinado a ser usado no ano letivo seguinte. Com essa iniciativa, foi possível apoiar a passagem das crianças para o ano vindouro, uma vez que, de forma simbólica, levaram, no material produzido, parte dos saberes construídos ao longo do ano. Além disso, o trabalho possibilitou aprendizagens em Artes, Matemática e Língua Portuguesa. A confecção do calendário ilustrado, como portador de números, palavras e imagens, teve a duração de 6 meses, iniciada no segundo semestre letivo.

Garantindo as condições didáticas
As crianças, nessa escola, entram no pré 1 e, já no primeiro semestre, têm contato com o calendário na rotina do trabalho escolar e ganham, assim, familiaridade com o mesmo, no que diz respeito à percepção da passagem do tempo. Aprendem a assinalar os dias que passam e marcam datas importantes, como aniversários, comemorações coletivas, passeios, etc. Esse contato é uma das condições didáticas a serem seguidas para o sucesso do projeto. Crianças e professoras de cada sala escolhem um tema como ilustração. Para tanto, elas são convidadas a trazer calendários que possuem em casa para analisarem as temáticas que aparecem. Aprendem também muito sobre sua forma e função. Para que servem? Quais as especificidades? Questões como “por que o primeiro dia de cada mês nem sempre é um domingo” e outras indagações semelhantes passam a fazer parte das reflexões infantis. As crianças, enfim, estudam as regularidades e características desse instrumento de medição de tempo.Continue lendo >

Capacitação continuada de professores é responsabilidade de toda a comunidade

Não basta preocupar-se apenas com a questão didática na qualificação de professores. É preciso conseguir apoio da sociedade civil, poder público e entidades privadas para garantir a permanência da ação nas redes públicas. Uma professora baiana transformou a idéia em projeto e conseguiu essa façanha

O Projeto Chapada, na Bahia, teve origem no Programa de Apoio e Auxílio ao Professor: Agentes de Educação (1997-1999), que contou com a parceria do Programa Crer para Ver – uma aliança da Natura Cosméticos com a Fundação Abrinq. O objetivo do Agentes de Educação era formar professores da zona rural do município de Palmeiras (BA). Seus bons resultados, a redução em 80% no índice de evasão escolar e de 70% no índice de repetência, levaram à ampliação da proposta para todos os municípios da 27ª Diretoria de Educação Regional (DIREC 27) do Estado da Bahia. Nos anos de 1999 e 2000, já com o nome de Projeto Chapada, essa ação envolveu gestores públicos das secretarias municipais de Educação e Cultura (Semecs) de 12 municípios baianos e a sociedade civil organizada (Ongs) dos locais onde foi implementado, tais como: Associação de Pais, Educadores e Agricultores de Caeté-açú (Palmeiras), Associação Rádio Comunitária Avante Lençóis, Associação Comunitária dos Produtores de Queixada (Iraquara), Grupo Ambientalista de Seabra, Associação dos Moradores e Produtores do Lagoão (Boninal), Grupo de Educação Alternativa de Piatã, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Souto Soares, Casa do Menor de Jacobina, Associação Comunitária do Brejo Luiza de Brito (Novo Horizonte), Conselho Municipal de Assistência Social de Ibitiara, Associação Barbado de Mucugê e Associação Família Agrícola de Boa Vista do Tupim.Continue lendo >

A formação do leitor num espaço de muitos encontros

A formação de um bom leitor pode ser auxiliada pela criação de uma atmosfera de troca, de entusiasmo, de intimidade com o universo da cultura escrita, compartilhada por professores, pais, crianças e comunidade. É preciso oferecer propostas que garantam às crianças um bom trânsito pelo mundo da escrita e experiências de encantamento com a leitura
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Computador à disposição, tanto para o conhecimento de novos softwares, como para pesquisa na internet

Não importa se a biblioteca é pequena ou grande, na sala ou fora dela; o que importa é que livros de qualidade cheguem às mãos das crianças e toquem de fato os leitores iniciantes. A rede de escolas municipais de São Bernardo do Campo, em São Paulo, tem uma importante contribuição a compartilhar com a adoção do Programa Rede Escolar de Bibliotecas Interativas-REBI.

O programa atende às escolas da rede municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil e, em dias específicos, abre-se para a comunidade. São ao todo 53 bibliotecas, cada qual com um acervo de cerca de 3 mil livros, jornais, revistas, computadores, CDs, CD-ROMs, fitas cassete, internet, televisão e vídeo, montadas no espaço das próprias escolas.

A idéia do programa nasceu, em 1999, de um convênio da Prefeitura de São Bernardo com a Universidade de São Paulo (USP), através da Escola de Comunicação e Arte, tendo o professor Edmir Perrotti como idealizador da proposta.

O que são as Bibliotecas Interativas
As Bibliotecas Interativas inseridas nas escolas devem cumprir uma função pedagógica e cultural, ampliando os vínculos entre a educação formal e a informal. O espaço dessas bibliotecas foi planejado para ser convidativo à pesquisa e à leitura, de maneira que os materiais estejam acessíveis e os usuários possam apropriar-se dos diferentes recursos, desenvolvendo condições de utilizá-los autonomamente como espaço.
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Formação de leitores: por onde começar

O que é ser leitor? Como crianças não alfabetizadas podem ler um texto? essas são algumas das perguntas que foram discutidas no encontro de formação que você vai conhecer a seguir. Veja como a resolução de problemas e a análise de situações homólogas de leitura ajudam o professor a construir novas práticas educativas no campo da alfabetização inicial.

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Construções lúdicas

As crianças são mestres em transformar objetos. Como em um passe de mágica, gravetos viram varinhas de condão, materiais aparentemente sem utilidade se tornam brinquedos inventivos. É possível aproveitar esse potencial infantil na escola
O tonel que virou barco

O tonel que virou barco

Os objetos utilitários, brinquedos, diferentes materiais servem como elos entre a criança e o meio. Proporcionam oportunidades para ela representar ou expressar seus sentimentos, preocupações ou interesses e se constituem em um canal para a interação social com os adultos ou com as outras crianças.

Os brinquedos industrializados de formas e funções predefinidas possibilitam um tipo de brincadeira mais dirigida. Quando as crianças brincam com objetos “menos realistas”, como muitos dos brinquedos elaborados artesanalmente, os espaços da invenção e da imaginação se ampliam, permitindo a elas transformá-los segundo sua própria ótica.

No entanto, nos dias de hoje são poucas as oportunidades que as crianças têm de criar seus próprios brinquedos. Por esse motivo, pareceu-nos que uma proposta de construção de brinquedos pelas próprias crianças seria uma experiência nova e enriquecedora. Por meio de um projeto que envolvesse planejamento e confecção de novos objetos, a partir de materiais de sucata, favoreceríamos o resgate do brinquedo feito artesanalmente no contexto da brincadeira infantil.

Assim nasceu o projeto Construções Lúdicas, no qual as crianças tiveram a oportunidade de explorar materiais inéditos, por meio de pesquisa em depósitos de sucatas da cidade. A proposta esteve pautada na reutilização de materiais descartados pela sociedade, matéria-prima para o processo criativo das crianças.
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Leitura, escrita e grafite

Educadores da zona sul de São Paulo descobriram, no grafite, um grande aliado para o ensino de práticas de leitura, escrita e de artes visuais. Além de promover o avanço na leitura, os conhecimentos adquiridos ao longo do projeto ajudaram crianças e jovens de 8 a 14 anos a pensar formas de intervenção que melhoraram o aspecto dos muros da instituição. Veja como esse trabalho foi realizado com pouco recurso e muito apoio da comunidade.


As crianças e os jovens que freqüentam o Espaço Gente Jovem (EGJ) Santa Cecília eram também alunos de uma escola pública. Mas, mesmo assim, muitos não sabiam escrever, e mesmo os alfabetizados não eram leitores.
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Mergulhando no Universo Marinho

Crianças de 4 a 5 anos aprendem a buscar e selecionar informações

Desenhos: crianças de 3 a 6 anos das creches da Obra do Berço e Assistência à Infância Gota de Leite

Quando o trabalho teve início percebemos que a maior referência das crianças sobre o universo marinho era a TV. Quatro meses depois, elas pesquisavam em diversas fontes de informação. Esta foi apenas uma das conquistas de um projeto que apresentou os mistérios e as maravilhas do fundo do mar

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