Chita no Carnaval e no São João

Um simples tecido pode ser o mote para desencadear um bom trabalho com crianças sobre diversidade cultural e suas manifestações artísticas na música, na dança e nas artes visuais brasileiras
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Painel coletivo das festas de São João (fotos: arquivo da escola Grão de Chão)

No início do ano letivo, é importante planejar ações pedagógicas para conhecer as crianças, deixando espaço para atividades significativas que encerrem também muitas aprendizagens. Em fevereiro, em geral, além da adaptação e dos aspectos de incentivo à socialização, outro tema que sempre vem à tona é o Carnaval. Com ênfase na música e na dança, a intenção é contextualizar essa comemoração fazendo recortes das mais diferentes manifestações populares que acontecem nesse período no Brasil. As artes visuais se beneficiam na construção de fantasias, adereços e cenários, com base em pesquisas que envolvem diferentes materiais e suportes.
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Professores, crianças e a cidade

O lugar onde se vive é um excelente tema de trabalho com os pequenos de pré-escola porque possibilita a valorização da produção artística com essa faixa etária
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Ilustrações feitas pelas crianças da Rede Municipal de Educação de Recife – PE

Crianças entre 4 e 6 anos constroem cenas em seus desenhos. São marcantes os entornos, os cenários e as situações em que há casinhas, ruas, jardins, habitantes, céus, carros etc. Estamos diante de um indivíduo inserido em um contexto cultural, com imagens estáticas e em movimento, e que, por isso mesmo, alimentam suas produções. Por esse motivo, é fundamental oferecer desenhos, pinturas e gravuras aos pequenos. A intenção é dar repertório para ampliar o próprio universo gráfico e as possibilidades de representações com linguagens particulares, além de permitir que eles pensem sobre suas produções.

Exatamente por isso, elaborei algumas seqüências de atividades que serviram como guias, motes para propor conversas entre os professores, suas turmas e as cidades. Contudo, caberia fundamentalmente a cada educador adequar, criar situações, selecionar materiais e, principalmente, acompanhar todas as etapas para, coletivamente, definir novos passos. E assim, como parte do processo de formação continuada Continue lendo >

Arte: base do projeto na escola

Na Escola Grão de Chão, a proposta pedagógica é guiada pela arte. Oficinas diárias com diferentes linguagens artísticas favorecem um trabalho estético de alta qualidade, e a cada ano uma caprichada exposição revela a consistência do trabalho realizado. Em 2006, o encanto ficou por conta de uma instalação com móbiles produzidos pelas crianças e professores

O projeto educativo da escola Grão de Chão1, que já completou 22 anos de atuação na cidade de São Paulo, tem como objetivo desenvolver habilidades, competências afetivas das crianças por meio de projetos cuidadosamente planejados, com ênfase no jogo/brinquedo e nas artes, em suas diferentes linguagens: Teatro, Música e Artes Visuais. As linguagens artísticas e o brincar permeiam o dia-a-dia da escola e estão garantidos nos tempos e espaços que são organizados pelos coordenadores e professores. A opção de trabalhar com a arte e o brincar, no entanto, não impede o desenvolvimento das outras áreas do conhecimento como a Língua Portuguesa ou a Matemática, por exemplo, já que os projetos são interdisciplinares.Continue lendo >

Lendas brasileiras e computador: uma combinação que dá certo

Usar as novas tecnologias para envolver os alunos em situações reais de comunicação por meio da leitura e escrita foi o desafio enfrentado pelo projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas”, realizado em Campinas (SP). Para promover esse aprendizado entre os alunos, foi preciso trabalhar na mesma direção com os educadores

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O projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas” foi desenvolvido pelo Grupo Comunitário Criança Feliz, na cidade de Campinas (SP) em 2005 e teve repercussões na EEPG Prof. Alberto Medaljon. Com a finalidade de diminuir o número de crianças e pré-adolescentes com dificuldades na escrita e leitura, foi concebido como um projeto de formação de educadores com três metas concretas: implantar uma biblioteca alternativa enquanto espaço de uso comum para a escola, para o Grupo Comunitário e comunidade; desenvolver uma oficina de informática que possibilitasse o acesso e o uso contextualizado do computador; e organizar uma oficina de contos com intuito de preparar adolescentes para serem contadores de histórias e assim se tornarem multiplicadores do projeto com outros grupos de crianças.

O trabalho atendeu especificamente os educadores sociais do grupo de crianças de 7 a 10 anos que já fazia parte da oficina de informática. A equipe escolheu para trabalhar o gênero da narrativa literária, mais especificamente as lendas, por oferecer oportunidade de conhecer outras culturas e ampliar os horizontes. O produto final deste projeto foi o livro Lendas Contadas e Aprendidas. As crianças foram motivadas a pesquisar na Internet, digitar seus textos no Word e a fazer as ilustrações usando o Paint Brush1. O computador foi, assim, usado como ferramenta de aprendizado para estimular a leitura e a escrita de forma contextualizada e significativa.
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Traga notícias do mundo

“Quando você voltar traz mais notícias do mundo?” Assim uma criança de 5 anos de pré-escola despede-se do formador1, desejando que ao retornar traga novos aprendizados na bagagem: livros, vídeos, imagens e jogos, que sempre carrega consigo. Este artigo trata do desejo de conhecer o mundo que as crianças pequenas possuem e de como seus professores podem contribuir para concretizá- lo
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Tabuleiros de jogos feitos por crianças da rede pública de Cajamar

Esse trabalho consistiu no desenvolvimento de dois projetos simultâneos: um didático, direto com as crianças, chamado Tabuleiros do Mundo Todo, e outro de formação, com professores e coordenadores pedagógicos. A escolha dos conteúdos, a partir do desenvolvimento do trabalho com jogos, justificou-se pela demanda dos professores da rede de educação do município de Cajamar, São Paulo, que queriam ampliar seus conhecimentos em relação aos projetos na área de Natureza e Sociedade.
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Andanças por São Paulo: um projeto de ampliação cultural das equipes de apoio

A formação continuada em uma instituição de educação envolve todos os profissionais que nela trabalham, e não apenas os professores. Neste artigo, o acesso democrático à cultura foi o mote para um projeto que envolveu as equipes de apoio de dois centros de educação infantil da capital paulista
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Teatro Municipal de São Paulo

Dirigir uma instituição de Educação Infantil significa gerenciar diferentes projetos de formação que, embora tenham todos um objetivo comum – o de proporcionar uma Educação de qualidade para as crianças – trabalham de forma específica com os diferentes atores. A parceria entre gerentes e/ou diretores e coordenadores pedagógicos que planejam juntos as ações de formação garante harmonia e coerência da proposta educativa como um todo. Exemplificando essa atuação conjunta apresentamos o Projeto de Ampliação Cultural para as equipes de apoio (auxiliares de limpeza e de cozinha) e educadores dos Centros de Educação Infantil (CEIs) Dom José Gaspar e Isabel Ribeiro, na capital Paulista, que teve como objetivos, o acesso aos equipamentos culturais da cidade, e propiciar maior habilidade com a leitura e a escrita, visando uma melhor integração com a atuação da área pedagógica.Continue lendo >

As crianças e o universo dos cordéis

Crianças de 5 anos se entusiasmam com a leitura de cordel na escola. Conhecem não só o texto mas o contexto onde esta literatura está inserida e aproveitam o canto e encanto desta tradição brasileira

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o processo de alfabetização, o domínio da escrita tem tido um papel preponderante, muitas vezes em detrimento do desenvolvimento da oralidade, tão importante na Educação Infantil. Este projeto, que aproxima as crianças da literatura de cordel, possibilita uma união saudável entre a oralidade e a escrita.

No Brasil ainda há comunidades que pensam o mundo, transmitem conhecimentos e se expressam segundo a lógica própria da oralidade. Além disso, em algumas das capitais do nordeste, e mesmo em São Paulo, ainda podemos encontrar núcleos que se preocupam com a divulgação do cordel por meio de material impresso, o que permite um convívio harmonioso das duas linguagens, a escrita e a oral, sem que uma simplesmente substitua a outra.
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Arte e histórias das máscaras

Presentes na história da humanidade desde épocas muito remotas, as máscaras encantam adultos e crianças. Conheça algumas possibilidades de trabalho com crianças de 2 a 4 anos
Cavalhada – São Luís do Paraitinga

Cavalhada – São Luís do Paraitinga (Rômulo Fialdini)

Na antiguidade, os povos árabes usavam a palavra maskhara para dizer que alguém era um farsante, isto é, uma pessoa que finge ser de um jeito que não é. Sentido próximo ao que usamos hoje para falar de um objeto que é um falso rosto: uma máscara. As máscaras aparecem na história da humanidade desde as épocas mais remotas. Há registros de pinturas rupestres em que há cenas representando caçadores mascarados com cabeças de animais. É presumível que o homem primitivo usasse a máscara e a dança num ritual mágico para influir no êxito da caça. A máscara seria o elemento catalisador de forças misteriosas.

Na cultura africana, esse artefato representa a possibilidade de participar da multiplicidade da vida do universo, criando novas realidades fora daquela meramente humana – é o poder transfigurador da máscara que une o homem à energia extra-humana, ao mundo sagrado.Continue lendo >

Viva a banda e a Carmen Miranda !!

Por meio da brincadeira e da música popular crianças de 3 anos conhecem um jeito de ser brasileiro
Clara - 3 anos

Clara – 3 anos

Ao planejar as primeiras atividades de início do ano, procurei um assunto que pudesse interessar às crianças de 3 anos e que fugisse um pouco dos temas tradicionais para a faixa etária. Como o carnaval estava próximo, lembrei-me das marchinhas carnavalescas de antigamente, a que dificilmente as crianças têm acesso nos dias de hoje. Apostei que os pequenos se envolveriam com o ritmo alegre, as letras divertidas e a possibilidade de cantar e dançar. A escolha das músicas possibilitou o contato com informações interessantes da época em que foram compostas e divulgadas.
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Mil e Uma Noites – uma aventura de faz de conta

Quando era professora, desenvolvi um projeto que procurava integrar o estudo sobre diferentes povos e o faz-de-conta da criança. Hoje, distanciada dessa experiência, aproveito este espaço para avaliar e refletir a respeito da relação lúdica que as crianças estabelecem com o conhecimento, procurando mostrar, por meio de minha experiência, como é possível alimentar suas brincadeiras e ao mesmo tempo apresentar a elas uma outra cultura

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