Curso BNCC para bebês

Divulgação do curso

BNCC – foco nos bebês

O Avisa Lá e o Singularidades prepararam este curso para professores de berçário, com o apoio do Movimento pela Base Nacional e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal!

Com conteúdo gratuito, o curso de 10 horas visa materializar os princípios propostos pela BNCC para a educação infantil com o foco nos bebês de 0 a 1 ano e 6 meses.

O curso possibilita reflexões sobre as práticas pedagógicas com bebês, pautadas pela proposta da BNCC, relativas aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento a partir de proposições e objetivos
organizados por diferentes campos de experiências.

Portfólios bem aproveitados

Não só para guardar as produções infantis mas, principalmente, esse instrumento auxilia na avaliação formativa das crianças e dos professores
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foto: Denise Tonello

Havia uma inquietação que eu e minha equipe de professores tínhamos ao fim de cada trimestre quando precisávamos formalizar a avaliação das turmas de Educação Infantil e séries iniciais do Ensino Fundamental. Já havíamos incorporado o registro e as reflexões contínuas dos educadores aos registros diários. As professoras anotavam as inúmeras atividades desenvolvidas e refletiam sobre a própria atuação, sobre o desenvolvimento dos pequenos e sobre as intervenções necessárias para que todos avançassem. Nesse grupo, compreendíamos a aprendizagem como construção do conhecimento que depende do desenvolvimento em processo dos saberes pedagógicos e das relações afetivas e, por isso, fazíamos uma avaliação contínua e formativa dos avanços de cada criança e também de suas dificuldades.
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Tentativas, experimentos e uso de tecnologia

Na educação infantil, o importante é criar e produzir com singularidade usando os meios e suportes tradicionais ou as novas tecnologias. Duas propostas em escolas muito distantes entre si estão a serviço de uma produção infantil criativa
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Arquivo Instituto Avisa Lá

Desde sempre, o desenho ocupou lugar de destaque na Educação Infantil porque toda criança tem necessidade de desenhar. Porém, o gosto pela atividade depende das oportunidades oferecidas a ela. Sendo assim, é grande a responsabilidade da escola em criar um ambiente favorável para que as crianças desenhem com propriedade e autoria. Muitas vezes, o professor não possui conhecimentos que lhe permita olhar o desenho elaborado pela criança de um jeito produtivo. Conseqüentemente tem dificuldade em estimular o progresso da produção gráfica infantil e a ampliação da expressão artística.Continue lendo >

Pesquisa didática é apoio para a sala de aula

Em entrevista exclusiva, a especialista argentina Mirta Castedo fala sobre os desafios da pesquisa e do ensino da leitura e escrita. A entrevista foi concedida a Silvia Carvalho, Cisele Ortiz e Immaculada Lopez1, na sede do Instituto Avisa Lá, onde prestou consultoria no último mês de abril

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Mirta Castedo, durante sua visita a São Paulo


Mirta Castedo é absolutamente comprometida com o ensino eficiente da leitura e da escrita nas escolas públicas. Nascida em La Plata, na Argentina, começou seu caminho, na área de Educação, impulsionada pelas palavras de Paulo Freire. Deparou-se, depois, com as idéias de Emilia Ferreiro, que anos mais tarde veio a ser sua orientadora no doutorado. Como professora, encontrou na sala de aula uma afinidade grande com as crianças pequenas, o que fez com que seguisse ligada para sempre a esse nível de ensino.

Lançou-se ao trabalho de pesquisa na escola e se especializou em didática da leitura e escrita. Co-autora do documento Pré-Desenhos Curriculares para Educação Geral Básica da Cidade de Buenos Aires e de diversos artigos, coordenou vários projetos de capacitação de docentes, sempre apoiados em uma visão construtivista. Hoje, Mirta é professora titular da cátedra de Didática do Nível Primário e Observação da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, e membro da Rede Latino-Americana de Alfabetização/Argentina.

Com essa bagagem, Mirta fala, a seguir, sobre os desafios do trabalho do professor e como a pesquisa pode ajudar na busca de alternativas para formar crianças que leiam e escrevam plenamente.Continue lendo >

Uma leitura inusitada: Harry Potter aos 4 anos

A professora Marcela põe abaixo, neste artigo, um mito da educação infantil: o de que não é possível ler livros com muitas páginas, sem ilustrações, para crianças muito pequenas. O entusiasmo de sua turma de leitores mirins com um texto considerado complexo para a faixa etária conduz a um repensar das propostas comumente oferecidas aos pequenos
Montagem do rosto ampliado de João Pedro sobre papelão dá origem ao “bruxo” que sobrevoa a sala de aula

Montagem do rosto ampliado de João Pedro sobre papelão dá origem ao “bruxo” que sobrevoa a sala de aula

Hoje se sabe, devido a inúmeras pesquisas etnográficas e piscolingüísticas, que viver em um ambiente no qual ler e escrever integra o cotidiano faz toda a diferença para o desenvolvimento de competências leitoras e escritoras. Dentre as inúmeras ações que uma criança ainda na educação infantil pode presenciar e participar, sem dúvida, a leitura compartilhada, dialógica, é uma das mais importantes. As interações entre adultos e crianças que uma leitura em voz alta pode proporcionar contribui para a construção de habilidades comunicativas fundamentais em nossa cultura da informação. Segundo Teberosky e Ribeira1, “O processo cognitivo de ler não é um processo natural, mas propiciado pelas interações com pessoas mais experientes no mundo letrado e que contribui para as formas de comunicação em nossa sociedade”.

Nessa atividade de leitura de um livro longo a professora, no caso a leitora experiente, conhecendo bem as experiências culturais de suas crianças, amplia significativamente a capacidade comunicativa desses leitores não convencionais. Neste caso, o cinema, por meio da filmografia de Harry Potter, não só virou pretexto para o encontro de crianças de 4 anos com a literatura, como também possibilitou um incremento do jogo simbólico e de outros conhecimentos, como se um grande caldeirão cultural fosse transportado para a sala de aula. Como num passe de mágica, o conhecimento foi oferecido tal qual um prato saboroso, convidativo, a ser degustado e transformado pelas crianças.Continue lendo >

Alfabetização e educação infantil: Relações delicadas

Pode-se dizer que essa questão é um dos grandes dilemas da educação infantil. Entre os que defendem a alfabetização inicial há diferentes posições e entre os que são contra também as opiniões divergem. O professor premido por concepções conflitantes, pela pressão das famílias, pela ação das crianças, sempre que pode quer refletir sobre o assunto

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Isso foi o que aconteceu com um grupo de professoras da rede municipal de Caieiras, que tendo participado de um curso ministrado pela formadora Ana Lucia, trouxe a questão da alfabetização na educação infantil para o centro do debate. Ela recebeu uma pergunta aparentemente simples: O que você acha de alfabetizar na educação infantil? Por trás dessa legítima demanda dos professores há uma complexa rede de concepções a serem analisadas, que vão desde o que é ser criança hoje, a função social da educação infantil, o ensino e a aprendizagem e evidentemente de que alfabetização falamos. As respostas em geral não dão conta de esgotar todo o assunto. E é sempre importante ampliar o debate. Continue lendo >

A Música da Criança

Importa, prioritariamente, a criança, o sujeito da experiência, e não a música em si. A educação musical não deve visar à formação de possíveis músicos do amanhã, mas sim à formação integral das crianças de hoje

Ilustração extraída do livro Música na Educação Infantil – Teca Alencar de Brito

Isso é o que diz Teca Alencar de Brito, professora de música, consultora da área e pianista de formação. Curiosa ouvinte das crianças e investigadora de práticas do ensino de música, Teca efende o direito fundamental da criança apreciar, pensar e produzir sua própria música. Ela critica a falta de reconhecimento e valorização da produção musical infantil.

Nas artes plásticas, por exemplo, a produção das crianças é muito mais respeitada. As pessoas, de um modo geral, tendem a reconhecer o valor de uma garatuja. Um papel com manchas de cores tem um valor estético.

Considera-se interessante como a criança misturou cores e as texturas resultantes. O que ela fez é valorizado, há também uma preocupação com a existência ou não de intenção em suas produções. Mas esse reconhecimento não acontece com a música produzida pela criança.
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Entre o acaso e a intenção – Como a criança pode conquistar autonomia para criar

Que a arte deve estar presente nos currículos escolares é dado, e ninguém discorda. O “como”, no entanto, está sujeito a diferentes interpretações.Vemos hoje, no Brasil, pelo menos duas tendências de ensino da arte que se apresentam quase sempre como opostas: ou bem os educadores levam à sala apenas atividades propostas por eles, ou bem apostam nas surpresas da criação espontânea das próprias crianças. Nesta matéria, você vai conhecer uma experiência que pode ajudar a equilibrar as duas práticas. A introdução da oficina de percurso possibilita uma autoria infantil mais elaborada e autônoma

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