Mala da diversidade

Com histórias e bonecos que representam diferentes etnias, é possível trabalhar a questão racial com crianças de creche e de pré-escola
Toda segunda-feira um sorteio decide quem vai levar a mala para casa

Toda segunda-feira um sorteio decide quem vai levar a mala para casa

Mala cheia de bonecos e cada um representando uma criança do grupo. Esse foi o nosso ponto de partida para despertar nas turmas a valorização da autoestima, sentimentos de respeito ao outro, às diferenças e à autoaceitação. Com esse projeto, a Creche Heitor Villa-Lobos, em Santo André – SP, foi uma das vencedoras do 4º Prêmio Educar para a Igualdade Racial, promovido pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT). A instituição estava entre as quatro finalistas do estado de São Paulo e concorreu com o projeto Mala da diversidade – a viagem em busca de nossas raízes.Continue lendo >

De braços abertos

Acolher bem as crianças e suas famílias desde o primeiro momento exige atenção e preparo de toda a equipe da escola, e pode trazer resultados surpreendentes
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Organizar pequenos grupos para conhecer as novidades produziu um efeito positivo no uso dos ambientes (Fotos: arquivo EMEI J. G. de Araújo Jorge)

Quando recebemos a tarefa de pensar no acolhimento de nossas crianças para 2007, nos sentimos muito atraídas pelo desafio. Isto porque, olhando, lendo, sentindo o material que nos foi fornecido sobre o tema pelo Programa Capacitar na Educação Infantil1 tivemos a sensação de que “finalmente”, havíamos encontrado a porta para entrar no novo ano “com o pé direito”.Continue lendo >

Adeus às fraldas…

Deixar de usar fralda e aprender a ir ao banheiro é um processo significativo que precisa de atenção especial dos educadores, sempre em parceria com a família
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Desenho feito por Danyelle

Em nosso meio cultural, as crianças aprendem a usar o sanitário em torno de dois anos de idade. Nesta fase, elas começam a se interessar pelas suas excreções e experimentar, com mais consciência, as sensações provocadas pela contração e pelo relaxamento dos esfíncteres anal e vesical. Vale lembrar que os esfíncteres são músculos compostos por fibras circulares concêntricas dispostas em forma de anel, que controlam o grau de amplitude de um determinado orifício. No caso dos esfíncteres anal e vesical, eles controlam a saída das fezes e da urina. As crianças adquirem maior controle sobre essas musculaturas a partir dos 18 meses de idade. Como todo desenvolvimento orgânico, esse é um processo que integra fatores biológicos, emocionais e cognitivos. No final do segundo ano de vida, a bexiga urinária possui maior capacidade, permitindo que a criança retenha o xixi por mais tempo e mantenha-se seca em intervalos maiores, o que logo é percebido pela professora e pelos pais.
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Escola e família: uma parceria que rende frutos

A educação da criança é ação compartilhada entre educadores e familiares. Ninguém discorda. Mas realizar isso de forma integrada e colaborativa não é tarefa tão simples. Veja neste artigo uma experiência interessante de intercâmbio entre o pessoal de casa e a escola

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Brincadeira de peão de boiadeiro durante os estudos de Góias


Tradicionalmente, a presença da família em muitas escolas se restringe às reuniões de pais, festas previstas no calendário letivo ou conversas sobre o comportamento das crianças. Essa situação parece confirmar algo muito arraigado na educação: quem tem sempre o que dizer é a escola. Dessa maneira, os pais ficam numa posição passiva, de quem precisa ouvir a escola ou ser avaliado por ela.

Algumas escolas partilham de uma opinião corrente de que a boa família deve seguir um modelo, segundo uma visão bastante idealizada, cujo padrão é previamente estabelecido. Há muitos preconceitos envolvidos, visões estereotipadas que contribuem para dificultar o diálogo entre a escola e a família.
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O que significa cuidar de alguém

Cuidar dos bebês e educá-los são faces da mesma moeda: a promoção do desenvolvimento orgânico não está separada das atitudes e dos procedimentos que ajudam a criança a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural

Mães cuidando dos filhos no Congo

Para refletirmos sobre o cuidado com crianças atendidas em berçário das unidades de educação infantil, precisamos rever dois conceitos: berçário e cuidado. De acordo com o dicionário de língua portuguesa, “berçário” é uma sala ou quarto das maternidades onde ficam os berços destinados às crianças recém- nascidas.

Provavelmente foi com base nesta concepção que as primeiras creches da cidade de São Paulo, algumas localizadas em empresas, denominaram berçário: o setor que atendia crianças “de berço”. Em que pesem os avanços na educação infantil, a palavra ainda é utilizada tanto para designar um setor da creche quanto uma unidade de educação infantil destinada ao atendimento de crianças menores de 2 anos.
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Cuidar, tarefa de todos

Quem disse que as famílias não se interessam pela creche? Convide os pais para participar de algumas atividades e confira o que eles pensam sobre essa experiência

Em uma oficina de artes organizada pelos professores os pais conhecem um pouco mais do trabalho que se faz na creche.


Trabalhamos na Creche Despertar, na zona Sul de São Paulo. Participamos de um processo de formação profissional, por dois anos, que nos levou a pensar sobre muitos aspectos do trabalho que realizamos com as crianças. Desde 2001, vínhamos refletindo sobre as relações que tínhamos com a comunidade.

Achávamos que as famílias não participavam da educação das crianças na creche.Os educadores estavam muito desanimados e entendiam que as famílias não reconheciam seus esforços, não valorizavam o trabalho pedagógico desenvolvido com tanto empenho. Por outro lado, as famílias não se sentiam incluídas. Dessa forma, todos reclamavam, uns dos outros.Continue lendo >

Cuidados compartilhados – Um planejamento para acolher os pais

Ninguém mais duvida da importância que tem o acolhimento das crianças ao chegarem à escola (avisa lá nº 2). Tão importante quanto ele é o trabalho com as famílias. É comum que os pais alimentem uma expectativa de que seus filhos sejam cuidados, na instituição de educação, da mesma forma individualizada como são cuidados em casa. Na maioria das vezes, sabem pouco sobre as relações e o cotidiano em ambientes coletivos. A desinformação aumenta as dúvidas, gera ansiedade e insegurança, que acabam sendo transferidas aos filhos. Esta atmosfera tensa dificulta a entrada das crianças e o trabalho dos educadores que mediam a passagem de casa para a instituição educativa. Para cuidar desta relação tão delicada, duas creches planejaram o acolhimento aos pais buscando formas de compartilhar os cuidados e a educação das crianças. É o que vamos ver nesta matéria.

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