Finalmente uma receita!

Há quem diga que, em matéria de educação, não existem receitas. De fato, mais importante do que o passo a passo, são as concepções de ensino e aprendizagem que estão por trás de cada passo, o grau de abertura que oferecem e, principalmente, o reconhecimento ao processo das crianças. Esses são ingredientes imprescindíveis para se respeitar as condições de uma boa situação didática. Como a que se verá a seguir, apresentada com graça, como uma “boa receita”, para desenvolver propostas de produção e revisão de texto com crianças de 5 anos

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Para além do desenho livre – Quando a interferência ajuda as crianças

Desenhar não é uma atividade inata, mas aprendida. As crianças pequenas podem iniciar uma formação artística desde que encontrem um professor que alimente seus processos. Para que ele possa fazer propostas significativas e tomar decisões adequadas ao que pretende ensinar, precisa conhecer o percurso criador das crianças e regular as interferências de acordo com as reais possibilidades de aprendizagem

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Uma carta para Inos Corradin – O artista que não pára de pintar

Aproximar crianças da produção dos artistas já é uma prática bastante comum na educação. Nomes como Picasso, Miró, Volpi e Tarsila são freqüentemente explorados e trazem um fato em comum: todos produziram num tempo passado. Será que as produções artísticas são mais consideradas depois que seu autor morre? E as obras de arte produzidas por artistas vivos? Essas preocupações das educadoras levaram crianças de 4 a 5 anos a conhecerem Inos Corradin, artista que trabalha nos dias de hoje.

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Cadernos de desenho – Um diário do percurso criador das crianças

Tradicionalmente o caderno de desenho era usado para aprender geometria ou para copiar imagens, nem sempre de boa qualidade. Hoje, ele está de volta com novos usos e significados: para a criança, pode ser um recurso que ajuda a perceber as mudanças de seus traçados. Para o educador, pode ser um objeto de pesquisa que apóia o planejamento de seu trabalho. Saiba mais sobre o uso do caderno de desenho nas páginas seguintes

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Eu sou assim – Como as crianças elaboram seus auto-retratos

“Estamos nesse grupo e precisamos nos conhecer melhor”, é o que dizem as crianças de uma creche em São Paulo ao apresentar os auto-retratos da turma. Observar imagens, conhecer procedimentos e formas diversas de expressar-se foram algumas das oportunidades oferecidas ao grupo nas propostas levadas pela professora. O resultado salta aos olhos: imagens belíssimas que recheiam as páginas seguintes. Conheça essas crianças por meio de suas letras, traços e cores.

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Entre o acaso e a intenção – Como a criança pode conquistar autonomia para criar

Que a arte deve estar presente nos currículos escolares é dado, e ninguém discorda. O “como”, no entanto, está sujeito a diferentes interpretações.Vemos hoje, no Brasil, pelo menos duas tendências de ensino da arte que se apresentam quase sempre como opostas: ou bem os educadores levam à sala apenas atividades propostas por eles, ou bem apostam nas surpresas da criação espontânea das próprias crianças. Nesta matéria, você vai conhecer uma experiência que pode ajudar a equilibrar as duas práticas. A introdução da oficina de percurso possibilita uma autoria infantil mais elaborada e autônoma

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Comida de alma – Uma tradição de cuidados por meio da alimentação

Sopas, chás, mingaus e outros que tais. Mais que alimentos, essas delicadas delícias são um verdadeiro banquete para a alma nos momentos de tristeza, saudade ou até mesmo de dor de cotovelo. Isso é o que pensa a cronista e gourmet Nina Horta em seu livro Não é Sopa. Inspirados pela autora a equipe de operacionais da creche e pré-escola Gota de Leite, em Santos, SP, resgatou suas próprias comidas da alma para editar um pequeno livro. Para falar sobre o assunto avisa lá convidou a nutricionista Elza Corsi1, que orientou o grupo

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Jogos de Percurso – Contribuições para o ensino da matemática na educação infantil

Jogos de percurso envolvem basicamente a sorte. Assim é o tradicional jogo do ganso e todas suas variações; trilhas simples em que os peões avançam de acordo com o número dos dados até a casa final. Para participar é preciso conhecer as regras e saber respeitar a vez de cada um jogar. Na educação infantil, entretanto, além dessas aprendizagens, os percursos também são utilizados para o trabalho didático com a seqüência numérica

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Leitura pelo professor – Um projeto para conhecer e apreciar histórias

Com o objetivo de mudar a prática de contar histórias para as crianças, uma escola de São José dos Campos (SP) usou o tempo destinado às reuniões pedagógicas e desenvolveu um trabalho muito bem-sucedido
Pierre Auguste Renoir (1841-1919) - A Leitora acervo Museu do Louvre, Paris

Pierre Auguste Renoir (1841-1919) – A Leitora acervo Museu do Louvre, Paris

A hora da história em nossas escolas não era bem aproveitada. Contávamos histórias para preencher os buracos que havia em nosso tempo didático, mas não tínhamos objetivos específicos e clareza da importância deste trabalho como prática de leitura. Por outro lado, sabíamos que a leitura muitas vezes não era compartilhada em casa pelos pais e familiares das crianças, o que reforçava nosso papel. Ler é direito de todos e a escola tem que fazer diferença é a que propicia às crianças o exercercício desse direito.Continue lendo >

Quem conhece pode escolher melhor – A importância de bons livros para crianças

Como levar os educadores a escolherem bons livros para suas crianças? Comecei o trabalho compartilhando com as professoras de uma instituição de educação infantil do Rio de Janeiro um texto de que gosto muito. Arrebatadas pelo poder de Malika e outras histórias, elas iam se dando conta da importância da diversidade e qualidade dos textos. Essa experiência contribuiu para que pudessem selecionar melhores livros para as crianças
As ilustrações desta matéria são obras da artista Beatriz Milhazes. 1001 Noites às Luz do Dia, Katia Canton. Ed. Difusão Cultural

As ilustrações desta matéria são obras da artista Beatriz Milhazes. 1001
Noites às Luz do Dia, Katia Canton. Ed. Difusão Cultural

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