Curso BNCC para bebês

Divulgação do curso

BNCC – foco nos bebês

O Avisa Lá e o Singularidades prepararam este curso para professores de berçário, com o apoio do Movimento pela Base Nacional e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal!

Com conteúdo gratuito, o curso de 10 horas visa materializar os princípios propostos pela BNCC para a educação infantil com o foco nos bebês de 0 a 1 ano e 6 meses.

O curso possibilita reflexões sobre as práticas pedagógicas com bebês, pautadas pela proposta da BNCC, relativas aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento a partir de proposições e objetivos
organizados por diferentes campos de experiências.

O educador e os bebês

Que educador não é igual a mãe, todo mundo sabe, mas por que essa idéia sempre retorna quando o assunto é bebê e creche? Qual o papel daquele que se ocupa diariamente das crianças pequenas? Ser professor de bebês é uma especialidade diferente dos demais profissionais da educação?
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Foto: Marcelo Carvalho

Essas foram algumas das perguntas que surgiram durante uma investigação1 sobre a relação entre o bebê e o educador de berçário, aquele que dele se ocupa no cotidiano da creche. O ponto de partida foi a certeza de que a creche tem um papel importante nos primórdios da vida do bebê, ou seja, a crença de que ir cedo para uma instituição, além de uma realidade atual, é um acontecimento que tem sua contribuição específica na formação dessa criança. Na unidade de educação, um bebê mobiliza sentimentos, expectativas, modificações ambientais, cuidados específicos. O educador que dele se encarrega, envolvido nesta mobilização, a ele dirige seu olhar, sua atenção, com ele se aflige, se alegra, vive diferentes sentimentos. Por ele, busca novos conhecimentos, defende sua posição profissional dentro da creche. No nosso imaginário, assim como no de nossa cultura, os bebês são criaturas a serem admiradas e cuidadas. A eles, são dirigidas gracinhas, caretas expressivas, palavras em tom diferenciado e muitas vezes no diminutivo, há vontade de tocá-los e de estreitá-los no peito. Sabemos que esses sentimentos não são gerais, pois os bebês também dão “medo de pegar”, por sua fragilidade, e angustiam, por sua extrema dependência. É em função dessa diversidade que é possível ouvir comentários diferentes sobre o tema, como:Continue lendo >

Adeus às fraldas…

Deixar de usar fralda e aprender a ir ao banheiro é um processo significativo que precisa de atenção especial dos educadores, sempre em parceria com a família
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Desenho feito por Danyelle

Em nosso meio cultural, as crianças aprendem a usar o sanitário em torno de dois anos de idade. Nesta fase, elas começam a se interessar pelas suas excreções e experimentar, com mais consciência, as sensações provocadas pela contração e pelo relaxamento dos esfíncteres anal e vesical. Vale lembrar que os esfíncteres são músculos compostos por fibras circulares concêntricas dispostas em forma de anel, que controlam o grau de amplitude de um determinado orifício. No caso dos esfíncteres anal e vesical, eles controlam a saída das fezes e da urina. As crianças adquirem maior controle sobre essas musculaturas a partir dos 18 meses de idade. Como todo desenvolvimento orgânico, esse é um processo que integra fatores biológicos, emocionais e cognitivos. No final do segundo ano de vida, a bexiga urinária possui maior capacidade, permitindo que a criança retenha o xixi por mais tempo e mantenha-se seca em intervalos maiores, o que logo é percebido pela professora e pelos pais.
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Sabor, saúde e afeto

Ao observar e refletir sobre sua prática, a equipe da creche CEDUC–Natura, na cidade de cajamar (SP), deu novo sentido à alimentação das crianças.

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“A gente não quer só comida…” (Titãs)


Olhar para a prática cotidiana é um exercício freqüente na vida do educador. Mas este olhar só faz sentido se vier acompanhado da reflexão. E a reflexão ganha força quando vem acompanhada da ação. Estes três ingredientes – observação-reflexão-ação – fazem parte do nosso dia a dia na Educação Infantil.

No primeiro semestre de 2005, observamos, refletimos e partimos para uma ação transformadora da nossa prática educativa, no que diz respeito à alimentação das crianças. Através da observação, percebemos que os momentos de alimentação precisam ser revistos em seus múltiplos aspectos: sociocultural, nutricional, afetivo e pedagógico.

Herança Cultural
Concebemos a alimentação como um produto cultural, pois aquilo que comemos, a maneira como comemos, oferecemos os alimentos, a organização da mesa, o uso de guardanapo e jogo americano, talheres e tantos outros “detalhes” são produtos da cultura ocidental. São hábitos dos quais nos apropriamos ao longo dos séculos, são valores transmitidos de geração a geração que vão se somando às inovações da vida moderna.

Na antigüidade, o alimento era considerado algo sagrado, uma dádiva divina, motivo pelo qual se faziam oferendas aos deuses como retribuição e agradecimento pelas boas colheitas, pela chuva, enfim, para retribuir as bênçãos. Nesse sentido, o ato de comer era também carregado de significado religioso. Assim como nas oferendas, era uma ocasião digna de rituais suntuosos, o que demonstrava a importância que os povos davam a esse momento. Essas práticas evoluíram cultural e historicamente ao longo dos séculos e chegaram aos nossos dias ainda carregadas de sentido. Assim, apesar da dinâmica da vida “moderna”, ainda sentimos prazer em nos reunir com pessoas queridas para batermos um bom papo acompanhado de uma boa comida.
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Brincar com a água e aprender na ação

Um dia de sol, muito calor no parque. Na volta para a sala, um grupo de crianças da creche educandário são domingos fez uma parada para beber água. mas nesse dia, tomar água foi algo diferente do que acontece todos os outros dias no grupo de crianças de 2 e 3 anos

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Sol, água e brincadeiras no desenho de uma criança do minigrupo da Creche Jardim Miriam


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Álbum do Bebê

Creches na cidade do Recife encontraram na proposta de produção dos álbuns de bebês uma maneira de levar os educadores a atentar para as particularidades de cada criança
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Ilustrações de Yvonne Perrin, Álbum do Bebê, Editora Record

As fotografias e os registros de episódios marcantes da vida são elementos constitutivos da memória de cada um de nós. Por isso é costume entre muitas famílias brasileiras guardar a história de suas crianças desde cedo, em álbuns que começam às vezes antes do nascimento, quando a criança ainda está no ventre materno. Reescrevem o dia do nascimento, o surgimento do primeiro dente, os primeiros passos, as primeiras palavras e gracinhas.

Nas famílias, os álbuns servem para ajudar a rememorar, inscrever um novo membro na história do grupo, preservar por meio de imagens e às vezes palavras, momentos importantes da passagem do tempo e das marcas que as crianças vão deixando. Mas em uma instituição educativa, para além desses propósitos, o álbum do bebê pode servir a diferentes fins, entre os quais a formação dos educadores.
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Entre! As portas estão abertas

A experiência de uma creche situada no Jardim Shangri-lá, zona sul de São Paulo, mostra o quanto os projetos são capazes de ultrapassar os muros da creche e abrir as portas para as famílias

A comunidade se beneficia da biblioteca

O hábito da leitura faz o homem interagir com seu mundo. Entramos em contato com as idéias de outras pessoas e confrontamos nossas próprias idéias, estabelecemos relações sobre temas variados, criticando, concordando ou não com o autor.

Ao ler certos artigos, livros e outros textos, nos admiramos com tanta riqueza e sabedoria de seus autores e nos sentimos instigados a compreender suas idéias. Reconhecemos a importância e o papel da leitura em nossas vidas e entendemos que ela também deve estar presente no cotidiano das crianças desde muito cedo.

Por isso desenvolvemos em nossa creche projetos e atividades permanentes ligados à leitura e narrativa de histórias, a construção de coletâneas de cantigas e brincadeiras tradicionais, a leitura de notícias de jornais e outras oportunidades de contato com o mundo da escrita.
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Cestinhas Surpresa

Cestinhas Surpresa

Regularidade e diversidade: componentes fundamentais no planejamento de atividades para bebês

Professora e crianças em interação (Foto: Rosemeire Rodrigues)


Em um um berçário as crianças devem explorar com segurança o mundo que as cerca, interagir com adultos e entre elas, brincar, transformar, aprender a se comunicar, ir conquistando maior independência. A diversidade de experiências amplia as possibilidades de um desenvolvimento pleno e da participação ativa nos desafios que o dia-a-dia impõe.

Foi nesta perspectiva que iniciei um trabalho com crianças das creches Papa João XXIII e Dom José Gaspar, ambas integrantes do Programa Capacitar Educadores, de São Paulo1. Meu trabalho consistia em uma intervenção de duas horas com as crianças, seguidas de uma hora de discussão com as professoras, que observavam atentamente minha prática.
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