Mobilização Ocupação Criança: práticas selecionadas – 4a. Mostra

A Mobilização Ocupação Criança é uma iniciativa do Instituto Avisa Lá em parceria com a Undime, Unicef e Instituto Alana.

Objetiva reconhecer o trabalho dos professores, diretores e CPs. das redes públicas e conveniadas de Educação Infantil e dos primeiros anos do Ensino Fundamental, bem como das Secretarias Municipais de Educação, em todo o país.
A Mobilização dá visibilidade às experiências que valorizam as produções infantis,  além de possibilitar a reflexão sobre ações pedagógicas resultantes da atividade da própria criança, incentivar a adoção de práticas que respeitem os direitos de aprendizagem e possibilitem o desenvolvimento de habilidades, segundo a BNCC.

A cada ano as mostras do Ocupação Criança apresentam práticas mais qualificadas, revelando as singularidades das manifestações infantis.

Conheça as práticas selecionadas da Mostra 2019!

Curso BNCC para bebês

Divulgação do curso

BNCC – foco nos bebês

O Avisa Lá e o Singularidades prepararam este curso para professores de berçário, com o apoio do Movimento pela Base Nacional e Fundação Maria Cecília Souto Vidigal!

Com conteúdo gratuito, o curso de 10 horas visa materializar os princípios propostos pela BNCC para a educação infantil com o foco nos bebês de 0 a 1 ano e 6 meses.

O curso possibilita reflexões sobre as práticas pedagógicas com bebês, pautadas pela proposta da BNCC, relativas aos direitos de aprendizagem e desenvolvimento a partir de proposições e objetivos
organizados por diferentes campos de experiências.

Formar formadores: uma tarefa complexa e coletiva

Para além de cursos, palestras e eventos pontuais, a formação continuada em uma rede pública, para se efetivar, depende de bons formadores locais

Maria Virginia Gastaldi1 desenvolve, desde 2005, consultoria técnica para as equipes de profissionais da Secretaria Municipal de Educação responsáveis pela Educação Infantil da cidade de Curitiba (PR). O longo processo formativo ensejou mudanças significativas nas práticas educativas com as crianças e também construção coletiva de conhecimentos sobre formação de formadores. Este foi o tema de sua dissertação de mestrado2.

Revista avisa lá: Em seu trabalho sobre formação continuada, você fala que o grande desafio do formador é aprender a aprender, aprender a ensinar e ensinar simultaneamente. O que significam essas ações simultâneas?
Maria Virginia Gastaldi: Quando falo que um dos desafios do formador é aprender a aprender, aprender a ensinar e ensinar simultaneamente, refiro-me ao que penso ser uma condição do agir profissional do formador. São ações simultâneas que marcam o período inicial de seu trabalho como formador, e permanecem ao longo de sua trajetória de trabalho. Em uma sociedade em mudança, a aprendizagem ao longo da vida é uma condição que se coloca hoje para todos os profissionais. Na educação, além das mudanças naturais de qualquer processo de aprendizagem, novas e numerosas demandas são feitas à escola e aos professores, o que acentua o valor da aprendizagem permanente e, consequentemente, de aprender a aprender.

Quais seriam as condições necessárias a um bom formador de formadores?
O formador precisa ser alguém com disponibilidade para aprender, para acolher os seus não saberes, os desafios que chegam, os apontamentos que parceiros lhe fazem, as inquietações, os resultados das propostas. O principal meio para dar conta de tudo isso é a reflexão. Ela potencializa as condições prévias e amplia a possibilidade de aprendizado. Quando se coloca na posição de pensar, refletir com os pares, o formador percebe que aprende muito e também produz mudanças. Essa é a função principal de um formador: produzir mudança. Quando ele se vê como alguém que sabe fazer, que sabe realizar ações que resultam em mudanças nas aprendizagens das crianças e dos professores, isso trás uma satisfação, uma alegria com o trabalho, reabastecendo-nos para novos desafios.

Há alguma especificidade no papel do formador em Educação Infantil?
A Educação Infantil, como parte da Educação Básica, é tão nova para nós, que estamos todos aprendendo sobre a especificidade desse ciclo da escolaridade. Ocorre, então, com muitos formadores, ter de trabalhar na formação com formas de organização de tempo, espaço, materiais e conteúdos que não conhece. Ele aprende nos programas de formação de formadores não só os conteúdos referentes à formação, mas também aqueles referentes à organização curricular da Educação Infantil, que são novos para ele. É por isso que digo que são ações simultâneas, porque o formador aprende e ensina praticamente ao mesmo tempo. E não é possível fazer muito diferente disso, dada a urgência das mudanças nos contextos da Educação Infantil. É preciso que as políticas e os programas de formação valorizem e considerem cada vez mais a complexidade da tarefa do formador e disponibilizem condições de tempo e recursos para que seu trabalho seja menos solitário e mais compatível com as condições do contexto em que trabalha. E nós, formadores de formadores, precisamos organizar contextos formativos de parceria e apoio cada vez
maior ao trabalho do formador.

Você disse que a principal função do formador de professores é produzir mudanças e que isso é um desafio. Pode dar algum exemplo disso observado na sua pesquisa?Continue lendo >

Qual é a melhor versão?

Sabemos que ler diariamente na escola é fundamental, mas serve qualquer livro? Veja aqui a discussão a distância entre profissionais de educação sobre critérios de escolha de acervo literário para crianças

No curso online* sobre leitura pelo professor, propusemos uma unidade de estudo sobre os critérios de seleção de textos para serem lidos para as crianças. Para além da ilustração, do tema e do gênero, o que é preciso considerar? Como selecionar o texto a partir de uma apreciação literária atenta à linguagem empregada?

Desenho: Arquivo Instituto Avisa Lá

Desenho: Arquivo Instituto Avisa Lá

Para iniciar a discussão, fizemos uma pesquisa e, depois, abrimos um fórum para discutir as justificativas de cada voto. Foi um sucesso! Tivemos 1.283 visitas a esse fórum, com 183 comentários em duas semanas. Foram produzidos tantos posts que não seria possível relacionar todos os nomes dos participantes e todos os comentários. Nesse artigo, procuramos realizar uma síntese e resgatar os momentos mais importantes da conversa.

Esperamos, com a apresentação do resultado de nosso trabalho, levar esse debate às escolas, provocando discussões que possam alimentar os momentos de reflexão e de estudo dos professores.

Tudo começou com uma escolhaContinue lendo >

Como destacar os conteúdos da formação

Como o formador pode ajudar o supervisor pedagógico a selecionar os conteúdos que vai trabalhar com sua equipe de professores

Encontro de formação de supervisores (fotos: Jaquelline Andréa Marques)

Encontro de formação de supervisores (fotos: Jaquelline Andréa Marques)

O município de Nova Lima (MG) participa pelo terceiro ano consecutivo do Programa Além das Letras1, realizando a formação continuada dos supervisores pedagógicos da rede municipal de ensino que, por sua vez, atuam com os professores de suas escolas. A Secretaria Municipal de Educação, ao entender a importância da formação constante desses profissionais como principal estratégia para a conquista de uma educação de qualidade, criou o Núcleo de Formação Continuada. O objetivo é investir na formação dos supervisores (como formadores de professores) a fim de que se instituam nas unidades escolares espaços de formação permanente a partir da reflexão sistemática da prática.Continue lendo >

Supervisão pedagógica como estratégia formativa

Observação da prática durante atividades de leitura pelo professor permite que o formador identifique possibilidades de melhorias da atuação do coordenador pedagógico

avisala_39_forma1No programa Formar em Rede1, a supervisão pelo formador local nas unidades educativas é uma das ações de grande importância. Tem o objetivo de apoiar e instrumentalizar o desenvolvimento de projetos institucionais. Durante os dois anos de atuação no município de Caxias – MA, muitos obstáculos precisaram ser vencidos não só por nós, formadoras, como por todos os envolvidos. No percurso, entendemos que algumas estratégias são imprescindíveis para uma reflexão sistemática sobre a prática e, nesse caso, a supervisão pedagógica foi uma dessas que implementamos, embora com algumas dificuldades.Continue lendo >

Diálogos formativos

Ações formativas nos municípios do Programa Além das Letras são apoiadas a distância pelos consultores. Devolutivas, reuniões online, indicação de textos e vídeos alimentam o processo local a cada encontro de formação

Polyana Contarato

Polyana Contarato

Apoiar os planejamentos dos encontros de formação que se realizam nos municípios é uma das principais ações do programa Além das Letras1. O desafio é estabelecer ao mesmo tempo unidade de ação entre os diferentes municípios e possibilitar que as especificidades de cada grupo de profissionais sejam consideradas. Sem dúvida, o respeito ao pilar básico da metodologia que incentiva a reflexão sobre a prática pode auxiliar a possível contradição entre objetivos e metas do programa e a autonomia dos municípios. Mas abandonar uma prática tradicionalmente transmissiva para evitar o “democratismo” de só atender àquilo que cada professor manifesta como necessidade formativa é bastante difícil. Para uma ação formativa atrelada às questões de salas de aula que envolvam leitura e escrita, ponto central do programa Além das Letras, discussões sobre as estratégias de formação mais eficientes e sobre o papel do formador de coordenadores pedagógicos (CPs), e destes com os professores, são bastante relevantes.Continue lendo >