O diário da vida na escola

O presente e o passado se encontram nas páginas dos diários. Conheça a experiência de uma professora e um grupo de crianças de 5 anos em busca da memória e da construção de reais leitores.

Gostaria de contar sobre nosso encontro com Helena Morley e os desdobramentos que ele teve, tanto no que diz respeito aos conhecimentos sobre a língua portuguesa, as práticas de leitura, de escrita e a narrativa, quanto aos conhecimentos gerais, em especial um interessante estudo sobre o cotidiano e os modos de vida do passado.

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Museu Histórico Nacional

Tudo começou quando retornamos de férias e revíamos, em grupo, as lembranças de cada um sobre o mês de julho. Havíamos preparado uns cadernos de férias, nos quais as crianças poderiam anotar ou guardar tudo o que não desejavam esquecer a respeito de suas férias. E eis que, no meio desses cadernos, havia um diário trazido pela Izabel, no qual ela relatava, por meio da escrita de suas primas e de sua mãe, o que lhe havia acontecido naquele período.
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Ler, escrever e desenhar a partir da memória local

Aprender com sentido na escola tem sido desde sempre um desafio para professores. Produtos escolares, em geral, são aborrecidos exercícios com pouco significado e não entusiasmam os alunos, os professores e, muito menos, a comunidade. Veja como isso pode ser diferente:

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Uma das modalidades organizativas do tempo didático que mais ajudam a produzir com significado é, sem dúvida, o projeto didático1. Uma proposta com um tema bem escolhido e um produto final interessante favorece a ampliação cultural no ambiente escolar, além de contribuir para um objetivo social claro e visível para todos os envolvidos. Os projetos sobre memória local na escola cumprem ambos os critérios: o tema entusiasma a todos, pois diz respeito à identidade e auto-estima das pessoas; as crianças lêem e escrevem porque realmente precisam, e o que produzem tem uma destinação social.

Nos projetos sobre memória local, as crianças elaboram material para exposições presenciais e virtuais. O projeto sobre memória local na escola vem sendo desenvolvido em diferentes comunidades desde 2001. Nesse ano começou simultaneamente em Ituiutaba, Minas Gerais, e na Vila Isabel, na cidade do Rio de Janeiro. É uma criação conjunta do Museu da Pessoa e do Instituto Avisa Lá e conta com a parceria do Instituto Algar, em Minas; e do Instituto Pão de Açúcar2, no Rio de Janeiro e em Santos.
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As vantagens de trabalhar a memória oral na escola

“Não há realidade histórica que não seja humana. Não há história sem homens, como não há história para os homens, mas uma história de homens que, feita por eles, também os faz”1

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O resgate da história oral se constitui em uma possibilidade real de construir a história. Desenvolvido como projeto de trabalho na escola, é um meio interessante de produzir conhecimentos, propiciar um processo de aproximação entre escola e comunidade, além de contribuir para a construção, pelos alunos, da própria identidade e para a percepção de si mesmos como seres históricos cuja experiência e saberes têm valor.

Nesta entrevista, a educadora Zilda Kessel2, integrante do projeto Memória Local3, discorre sobre a importância do resgate da memória local pela escola e aponta caminhos para a implantação de projetos desse tipo.

Avisa lá: Qual é o sentido de um projeto de memória na escola?
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