As vantagens de trabalhar a memória oral na escola

“Não há realidade histórica que não seja humana. Não há história sem homens, como não há história para os homens, mas uma história de homens que, feita por eles, também os faz”1

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O resgate da história oral se constitui em uma possibilidade real de construir a história. Desenvolvido como projeto de trabalho na escola, é um meio interessante de produzir conhecimentos, propiciar um processo de aproximação entre escola e comunidade, além de contribuir para a construção, pelos alunos, da própria identidade e para a percepção de si mesmos como seres históricos cuja experiência e saberes têm valor.

Nesta entrevista, a educadora Zilda Kessel2, integrante do projeto Memória Local3, discorre sobre a importância do resgate da memória local pela escola e aponta caminhos para a implantação de projetos desse tipo.

Avisa lá: Qual é o sentido de um projeto de memória na escola?

Zilda Kessel: A inserção de qualquer conteúdo no currículo escolar é sempre fruto da negociação, de escolhas e de pressões exercidas pelos diferentes grupos da sociedade. Escolher a própria comunidade como tema é uma atitude democrática, pois possibilita aos alunos olhar o universo que os cerca e compreender o seu papel histórico nesse contexto.

Quando a experiência vivida pelas crianças, pelos educadores e idosos de uma comunidade se faz conteúdo de trabalho escolar, torna-se possível para as crianças ler o mundo em que vivem, conhecer a história e o espaço não como realidade dada, mas como realidade construída pelas pessoas com quem convivem. Também são estimuladas a lembrar e registrar a sua memória. A experiência pessoal das crianças, trabalhada como tema que se articula à história da sua comunidade, possibilita tomar consciência de si. O acolhimento, pela valorização de suas memórias, é fator de incremento à imagem positiva que podem construir de si mesmas. Possibilita compreenderem-se como parte de uma comunidade maior, que tem valor.

Como um trabalho com a memória pode efetivamente contribuir para a construção da identidade e da elevação da auto-estima?

Zilda Kessel: A memória, constituída da experiência vivida, contribui para a construção da identidade porque possibilita a cada um elaborar os conceitos de si e de nós em oposição ao conceito de outro. São processos de identificação e de diferenciação. Conhecer a experiência de sua comunidade proporciona às crianças reconhecer um passado comum, que foi construído pelas histórias dos mais velhos. Eles chegaram antes, presenciaram e participaram de mudanças.

O compartilhar dessas experiências propicia a elas integrar o narrado à sua própria memória. É na articulação dessas memórias que se tecem as memórias das comunidades. Ao conectar a sua experiência à experiência dos mais velhos, as crianças se reconhecem como parte de sua comunidade, podem dizer “Nós, de Vila Isabel”.

Por que história oral e ênfase nas narrativas?

Zilda Kessel: A experiência vivida, preservada como memória, tem na oralidade um de seus meios privilegiados de socialização e de troca. Trabalhar com a oralidade é, portanto, um caminho para se conhecer as experiências, os valores, os sentidos que uma comunidade constrói a partir de suas experiências. A oralidade não é uma opção metodológica entre outras possíveis, nem uma escolha nos projetos com crianças pequenas, que ainda não escrevem.

Trabalhar com a linguagem oral é condição para a realização de projetos com memória, já que é por meio das narrativas do cotidiano que aprendemos acerca da nossa cultura e da nossa memória, que aprendemos a utilizar a própria linguagem.

Que tipo de atividade é mais adequada ao trabalho com narrativas?

Zilda Kessel: É preciso criar espaços para a prática da oralidade. Momentos específicos em que o grupo possa trocar idéias, percepções. É fundamental criar esse espaço no cotidiano da sala de aula. Nas rodas de conversa, por exemplo, a memória se exterioriza, as narrativas se encontram, há socialização e troca. Ali se articulam as memórias de todos.

A roda garante o espaço de dizer, de dividir o que se pensa, se sente e se descobre. É ali que as crianças contam suas experiências e percebem que seus saberes merecem respeito. O objetivo não é discutir para chegar a um consenso, a uma verdade, mas garantir a cada um o direito de dizer, de contar, de ter a sua palavra, o seu jeito de dizer e o seu ponto de vista respeitados. Aí nascem novos vínculos com o grupo.

Na roda as memórias trazidas pelas crianças e pelos entrevistados podem ser partilhadas, articuladas a outras memórias trazidas por relatos, imagens e textos escritos.

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Painel de abertura da Exposição Santos das Crianças, 2002

Além da roda de conversa, em que outras atividades se pode trabalhar com narrativas orais?

Zilda Kessel: Sem dúvida, outra atividade fundamental é a entrevista com pessoas da comunidade. Primeiro as crianças levam para casa a tarefa de perguntar aos pais, avós e vizinhos como era o bairro antigamente, quais eram as brincadeiras e as festas. Elas podem registrar, se já escrevem, contar na roda ou pedir que os adultos escrevam um parágrafo a ser lido na escola para as crianças, pela professora. Pode-se também fazer pequenas entrevistas em saídas dos grupos pelo bairro, que devem ser registradas a posteriori.

A entrevista propriamente dita ocorre na escola, e é preparada com cuidado: as crianças discutem sobre quem convidarão, o que ele poderá contar sobre o tema em que estão trabalhando. Depois preparam convite e roteiro de perguntas, testam gravador e máquina fotográfica, preparam a sala e combinam uma forma de agradecimento.

O que as crianças aprendem ao entrevistar alguém?


Zilda Kessel:
Primeiro aprendem a ouvir, percebem que as pessoas comuns são portadoras de experiências e histórias interessantes. A partir da entrevista são realizadas atividades que reúnem todas as competências trabalhadas no projeto: oralidade, registro e edição de produtos. A entrevista é um momento de encontro, gera o diálogo entre pessoas com idades e vivências muito diferentes. Ali se estreitam os laços entre a escola e a comunidade.

Esse gesto de acolhimento é compartilhado com as crianças, é como dizer a elas “a sua história tem valor”. E fica muito clara a compreensão das crianças sobre este valor. Elas se envolvem profundamente com a atividade, mudam a atitude e impressionam seus próprios professores. Não é incomum ouvir: “Não reconheço os meus alunos.”

Como se o vínculo criado pela entrevista restituísse um sentido para a escola não como um espaço cujos conteúdos de aprendizagem pouco têm a ver com as vidas das crianças, mas como um espaço de viver e de construir saberes, experiências culturais significativas para elas.

Em um projeto em que as ações centrais ficam sob a responsabilidade das crianças e nas narrativas que elas recolhem, que papel assume o professor?

Zilda Kessel: O professor tem um papel muito importante como mediador e organizador das atividades com a oralidade. Criar as condições para que essas atividades ocorram é fundamental, já que não são espontâneas. Como nos lembra Benjamin4, os espaços em que a experiência vivida, a memória, podia ser comunicada e valorizada foram suprimidos na nossa sociedade. Portanto, o professor precisa garantir esse espaço na sala para que a memória possa circular e criar vínculos entre as crianças.

Isso envolve preparativos e a proposição de atividades que articulem leituras, imagens ou outros elementos que o professor pode trazer. Eles servem de ponto de partida ou contribuem para enriquecer o estudo do tema escolhido. É na roda que o educador também pode perceber o interesse delas pelo relato trazido por uma delas sobre histórias e pessoas de sua família.

Ao convidar a pessoa em questão no relato para ser entrevistada, a experiência pessoal de uma criança se estende. Se transforma numa oportunidade de encontro para todas elas.

Esse tipo de projeto se encerra no âmbito da oralidade? Qual é o papel do registro escrito?

Zilda Kessel: A produção de registros, escritos e gráficos, é muito importante. O registro permite preservar e rememorar. Também garante o acesso ao que foi produzido, tanto à comunidade que participa do projeto como também para as outras pessoas. No projeto de Memória Local, o registro é uma atividade constante, pois permite lembrar e refletir sobre cada momento vivido.

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O condutor do bonde, Sr. José Pontes, 77, e seus entrevistadores no dia da
exposição em Santos

As crianças trabalham com diferentes maneiras de registrar: constroem textos coletivos, textos-legenda para as imagens e roteiros de perguntas. Também desenham e fotografam.

E quanto à leitura, como o projeto utilizou as diferentes práticas de leitura?

Zilda Kessel: A leitura é utilizada de diferentes maneiras: formadoras, educadoras e crianças tiveram acesso às informações disponíveis sobre os temas escolhidos, como história do bairro e festas, por meio de textos pesquisados em livros e na internet. As professoras também fizeram leituras sobre memória, conceitos e processos de aprendizagem de leitura e de escrita e trabalho por projetos.

Com as crianças, a leitura foi trabalhada de diferentes maneiras. Lemos, em voz alta, livros e trechos de textos articulados aos elementos do projeto. Conceituamos memória, por exemplo, a partir da leitura do livro Guilherme Augusto Araújo Fernandes5, em que uma criança ajuda uma senhora idosa a recuperar sua memória. Também lemos vários trechos de livros de relatos sobre o passado, feitos por pessoas com diferentes origens e faixas etárias, como, por exemplo, o livro Histórias de Avô e Avó6, em que o autor conta histórias que ouviu de seus avós.

Outra fonte importante foi o site do Museu da Pessoa.Net, onde estão disponíveis milhares de relatos que integram o acervo de histórias de vida do Museu. A fim de trazer para o cotidiano atividades de leitura diária, cada sala recebeu um baú de memórias. Ele já continha pequenos textos sobre temas do projeto, trechos de depoimentos sobre a infância, os brinquedos e o cotidiano de antigamente.

As crianças também foram convidadas a trazer contribuições para o baú. Muitos pais escreveram histórias e lembranças para que fossem lidas em sala. O baú é um meio muito importante para a socialização das informações trazidas pelas crianças, pois reúne a participação de todos. Os textos alimentam ainda curiosidades e dúvidas que podem se transformar em perguntas para serem feitas aos entrevistados.

A construção e o acesso permanente ao texto escrito permitem pensar sobre o que está sendo trabalhado e fazer ligações com as experiências vividas no cotidiano do projeto, tanto pelas crianças como pelos educadores. Isso ajuda todos a perceber como as informações a que temos acesso são construídas. O escrito nesse contexto não é uma informação que nos chega pronta, como nos textos didáticos, por exemplo, considerados a priori como verdades. Aqui ele ganha sentido na sua possibilidade de se articular com as experiências vividas.

Que contribuições os projetos de memória podem trazer para a comunidade escolar?

Zilda Kessel: A escola não preserva a sua própria história. Ao olhar arquivos escolares em geral encontramos listas de matrícula e notas, porém raramente registros realizados por professores, reflexões, planejamentos e relatos de como se realizaram as atividades planejadas. Também é raro encontrar trabalhos de alunos. Muitas vezes há fotos de eventos, mas nada, ou quase nada, sobre os processos de ensinar e de aprender.

A escola não reconhece a sua própria produção como um saber construído e que precisa ser preservado, que pode ser utilizado nos anos seguintes. Também não percebe que a sua ação é uma parte da História da Educação e merece ser preservada como fonte para que se possa conhecer e escrever essa História.

Ao final de cada ano boa parte dos materiais elaborados por professores e alunos é descartada. A biblioteca, em geral, só armazena e torna disponível o que lhe chega de fora, não preservando a produção da própria escola. Por isso, os projetos de memória podem contribuir para a mudança dessa atitude.

Cada entrevista, cada texto escrito não é uma repetição, uma simples tarefa, mas um momento único a partir do qual se pode coletar e organizar um conjunto de informações importantes e inéditas para a comunidade. Por isso é preciso organizar o material coletado e produzido no projeto para que ele possa ser preservado na escola. Ele poderá ser consultado permanentemente e ainda ser utilizado em outras atividades pedagógicas.

Como a escola pode contribuir para a preservação da memória?

Zilda Kessel: Preservando partes significativas da produção de educadores e de crianças. É preciso identificar os materiais coletados e produzidos, como registros escritos, fotos, folhetos, fitas gravadas, manipular esses materiais com cuidado e guardá-los longe do calor e da umidade. É preciso também que eles estejam num local acessível a todos, como a biblioteca.

avisala_18_reflex6Sem dúvida, o meio mais importante de preservação e de comunicação dessa produção é a elaboração de produtos e sua veiculação. São eles que dão às ações da escola uma existência cultural e social. O produto faz com que a experiência vivida no interior da escola ultrapasse os seus muros e ganhe o mundo.

Assim, ao mesmo tempo em que valorizam os integrantes da comunidade, produtos como livros, álbuns e exposições possibilitam que a produção das crianças, a partir das histórias de suas comunidades, tenham uma existência social na forma de objetos culturais. Esses produtos articulam a memória da comunidade à história.

Pode-se dizer que o produto do projeto é responsável pela valorização da memória?

Zilda Kessel: Não é o simples fato de transformar a memória em produto que a torna valorizada pela comunidade. Hoje é possível ver como tudo pode ser transformado em produto sem, necessariamente, valorizar a experiência das comunidades em que esses produtos foram gerados.

Há teses, livros, filmes que nunca chegam aos grupos cuja história serviu para a sua elaboração. É preciso que eles retornem para as pessoas, que os envolvidos possam compartilhar da circulação dos produtos construídos a partir dos seus relatos. Ter acesso à exposição, ao livro, poder ver o site onde foram inseridos os textos produzidos pelas crianças; enfim, compartilhar a experiência inscrita nos produtos.

Estar nos eventos e perceber como suas memórias estão presentes em circuitos socialmente valorizados, como o site e as exposições, faz com que crianças, educadores e a comunidade percebam a importância de sua contribuição. Ela se torna visível.

Nada é tão organizador quanto a construção de produtos que comuniquem aos outros a experiência de cada um. É por meio dessa construção que a experiência ganha uma materialidade, passa a existir enquanto história. Esse processo torna a experiência comunicável e restitui a humanidade aos seus integrantes.

Qual é o papel das tecnologias nos projetos de memória na escola?

Zilda Kessel: As tecnologias têm um papel importante a desempenhar em projetos de memória. Utilizadas adequadamente, possibilitam a ampliação do alcance e da circulação dos saberes construídos no projeto. Eles passam a integrar o espaço virtual, por meio de sites e pela própria troca de informações, para além dos limites geográficos da comunidade.

Isso garante que a memória ganhe o mundo. O que é vivido, produzido e registrado por alunos e professores pode circular. A inclusão digital das comunidades escolares se faz em torno de saberes significativos que podem ser conhecidos e utilizados por outras pessoas. Ao mesmo tempo em que se preservam e estão disponíveis permanentemente para os participantes, os conteúdos ficam acessíveis a uma boa parte da sociedade, o que possibilita o diálogo e a circulação em circuitos mais amplos.

Eles dialogam com outras memórias, sendo sempre possíveis novas leituras. Na sociedade contemporânea, em que o espaço virtual vem crescendo em amplitude e importância, devemos pensar em garantir também um espaço para as nossas memórias.

Os professores são incluídos nesses contextos virtuais? Como?

Zilda Kessel: Não é possível pensar num projeto pedagógico que lance mão de tecnologias sem o professor. O trabalho de trazê-los para esse universo é um dos compromissos que assumimos. É preciso ter nele um foco da inclusão digital. O professor necessita do investimento inicial para que possa inserir a tecnologia no seu cotidiano, compreendêla e decidir sobre como usá-la com seus alunos.

Para isso ele precisa receber um mínimo de informações e ter acesso permanente aos equipamentos. É necessário, também, integrar atividades realizadas presencialmente, que têm significado para os professores e atividades no espaço virtual. Trocar experiências por e-mail, ver sites etc.: enfim, estreitar os laços e ampliar o diálogo entre educadores envolvidos no projeto.

Quais são as condições fundamentais para aqueles que desejam desenvolver trabalhos relacionados à memória na escola?

Zilda Kessel: Em primeiro lugar, é fundamental a adesão dos educadores. Dialogar e sensibilizá-los é muito importante, na medida em que suas próprias experiências e práticas são objeto de trabalho do projeto. Não é possível realizar projetos dessa natureza como algo desvinculado de outras ações pedagógicas.

O processo de trabalho deve envolver necessariamente quatro pontos: a valorização das memórias dos integrantes da comunidade, a construção de espaços de oralidade, o registro de experiências e relatos e a produção de produtos. Acredito que os projetos de memória não são simples aplicações de técnicas. Nesse sentido conhecer conceitos teóricos sobre memória, registro, relações entre memória e escola também pode ajudar. O diálogo entre a teoria e a prática é sempre importante.

E ainda é fundamental ter em mente que um projeto como esse faz com que a escola atue como produtora de saber e de cultura, e não como simples transmissora de saberes que lhes chegam prontos. Que crianças e educadores têm aí uma oportunidade real de fortalecer seus laços com a sociedade e se perceberem como seres históricos cuja experiência tem valor. A partir disso, constroem significados e percebem a sua importância, na comunidade e no mundo.

1 A Pedagogia do Oprimido. Pág. 127. Paulo Freire. Editora Paz e Terra. Tel.: (11) 3337-8399.

2 Zilda Kessel é especializada em Museologia. Formadora do Museu da Pessoa, vem atuando no projeto Memória Local desde 2001, quando foi implantado no bairro de Vila Isabel, no Rio de Janeiro. Essa experiência integrou a pesquisa que resultou na sua dissertação de mestrado, A Construção da Memória na Escola, defendida em 2003 na USP.

3 O projeto de memória local é desenvolvido pelo Museu da Pessoa, com a parceria do Instituto Avisa Lá, com o objetivo de trazer para a escola a metodologia de história oral como um meio de propiciar às comunidades escolares a possibilidade de contar a história a partir dos relatos de seus integrantes.

4 Walter Benjamin foi escritor e pesquisador e também um dos mais eminentes pensadores do século XX.

5 e 6 Para saber mais, veja abaixo

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Sra. Aparecida Luiza de Miranda, desenhada por José Henrique Alves da Silva

Por que memória oral na escola

  • Cria a oportunidade de as crianças aprenderem por meio de uma abordagem criativa e coerente com a complexidade do mundo atual e sua nascente base tecnológica.
  • Atribui à escola um nível de inserção na comunidade que vai além das tarefas tradicionais.
  • Congrega vários agentes sociais para auxiliar na produção de um processo de aprendizagem contemporânea, real e efetiva.
  • Usa a memória oral como fator de valorização pessoal e comunitário e como instrumento para o desenvolvimento da cidadania.
  • Cria um produto final que dá visibilidade às ações de aprendizagem promovidas pela escola.
  • Abre a possibilidade de aproximar ensino e aprendizagem da leitura e da escrita das práticas sociais reais existentes na sociedade.
  • Cria conexões via internet dos alunos e professores com outros agentes em diferentes lugares do país e fora dele.
  • Aprimora a prática pedagógica com vistas à maior aprendizagem dos alunos, proporcionando aos professores a oportunidade de resolver problemas práticos do ponto de vista didático.
  • Aproveita o projeto para aprofundar o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas.

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Bibliografia

Para professores:

  • O Narrador: Considerações sobre a obra de Nikolai Leskov. Obras Escolhidas. Vol. 1. Editora Brasiliense. Tel.: (11) 6198-1488.
  • O saber histórico na sala de aula. C. Bitencourt. (0rg). Editora Contexto. Tel.: (11) 3832-5838.
  • A cultura da Educação. J. Bruner. Editora Artes Médicas. Tel.: (11) 221-9033.
  • A pedagogia do oprimido. Paulo Freire. Editora Paz e Terra. Tel.: (11) 3337-8399.
  • A Construção da Memória na Escola: um estudo sobre as relações entre memória, história e informação na contemporaneidade. Zilda Kessel. Mestrado ECA/USP, 2003. www.memoriaeducacao.hpg.ig.com.br
  • Confinamento Cultural, Infância e Leitura. Edmir Perrotti. Summus Editorial. Tel.: (11) 3872-3322.
  • Escola e Memória. Maria Cecília Cortez Christiano de Souza. Editora da Universidade São Francisco (EDUSF). Tel.: (11) 4034-8441.
  • Reflexões sobre a Criança, o Brinquedo e a Educação. Walter Benjamin.Editora 34. Tel.: (11) 3032-6755.

Para ler com seus alunos:

  • Bisa Bia Bisa Bel. Ana Maria Machado. Editora Salamandra. Tel.: 0800 17 2002. As histórias trazidas do passado pela bisa Bia e as histórias projetadas para o futuro para a neta Beta proporcionam a Isabel entrelaçar passado, presente e futuro.
  • Guilherme Augusto Araújo Fernandes. Mem Fox.Editora Brinque Book. Tel.: (11) 3742-8142. O menino Guilherme Augusto tenta descobrir o que é memória e assim ajudar sua amiga velhinha a reencontrar a sua memória perdida.
  • Histórias de Avô e Avó – Coleção Memória e História de Arthur Nestrovski. Editora Companhia das Letrinhas.Tel.: (11) 3707-3500. O autor conta passagens de sua infância com os avós imigrantes de quem ouviu muitas histórias sobre os seus países de origem.
  • Nas Ruas Do Brás. Draúzio Varella. Editora Companhia das Letrinhas. Tel.: (11) 3707-3500. A infância vivida nas ruas do Brás: o futebol, a vida em família, as brincadeiras, doenças e prescrições, numa São Paulo em que se pescava no rio Tietê .

Para navegar:

  • Palmas: cidade do conhecimento – Ambiente virtual para educação a distância e inclusão digital. Além de conhecer a história de Palmas, GO, o site possibilita às pessoas contar suas histórias de vida, como viveram o passado, o dia-a-dia e projetam o futuro. É possível criar álbuns de família. http://www.cidadedoconhecimento.campusvirtual.br/
  • Centro de Documentação Oral e Memória (CEDOM) – Site do CEDOM, Centro que preserva as memórias da cidade de Brusque (SC). Destaque para o projeto Bairro & Memória realizado por várias escolas da região, que conduz a comunidade do bairro a interagir com a escola local. http://www.febe.edu.br/cedom/index.htm – Centro de Referência em Educação
  • Mário Covas – (CRE) Um portal que reúne referências para o trabalho do professor. Destaque para a área Memorial da Educação, com informações, relatos e exposição virtual sobre a História da Educação no Estado de São Paulo. http://www.crmariocovas.sp.gov.br/

Para Saber Mais

  • Museu da Pessoa na rede – O portal Museu da Pessoa.Net é um museu virtual de histórias de vida. Fazem parte do seu acervo depoimentos, fotografias, documentos, desenhos, gravações em áudio e vídeo sobre a história de vida de pessoas célebres e anônimas. Criado pelo Instituto Museu da Pessoa.Net, o portal é aberto à consulta e participação de toda pessoa que tenha o desejo de preservar e partilhar sua trajetória. Busca assim garantir o direito de todo ser humano de participar da História. Ao preservar, integrar e divulgar experiências de vida pela internet, o portal visa transformá-las em fonte de conhecimento e contribuir para a formação de uma nova memória social. Saiba mais acessando www.museudapessoa.net
  • Site da Zilda Kessel: www.memoriaeducacao.hpg.ig.com.br
  • Site do Instituto Pão de Açúcar: www.institutopaodeacucar.org.br
  • Site da CTBC: www.ctbctelecom.com.br

Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #18 de abril de 2004. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

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