Zoom e clic!

O uso da imagem para analisar, refletir e observar o trabalho pedagógico1.

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Muito já se falou sobre a importância do registro para educadores. A primeira forma é a própria memória. Da infinidade de cenas, visões e acontecimentos diários, registramos apenas os que são selecionados inconscientemente em função de diversos filtros: os conhecimentos anteriores, a história de vida, os interesses pessoais, os desejos, os medos e demais associações.

Na profissão docente, a memória tem papel fundamental para o professor, pois é parcialmente responsável pela constituição de suas histórias pessoal e profissional, compreensão e apropriação dos conhecimentos relacionados à carreira, bem como pela construção de novas experiências. No entanto, por si só, ela não é suficiente para o trabalho reflexivo, pois só registra aquilo que pode reconhecer ou o que está acostumada a enxergar, aquilo que tem significado ou que já passou por uma filtragem familiar à própria experiência, aos esquemas assimilativos. Sendo assim, qual é o espaço para a novidade? Quando e como podemos utilizar nossos registros como meios não apenas para acomodar as observações, para preservar a memória do que já sabemos, mas sim para aprender a ver o novo?

Se, por um lado, há consenso sobre a importância da observação como instrumento profissional, por outro, vemos grande diversidade de práticas de registro além da escrita. Refiro-me, em especial, à fotografia, à filmagem, às apresentações multimídias e demais recursos tecnológicos que associam imagens e palavras e que, ultimamente, têm sido cada vez mais utilizados como apoios pedagógicos. Todos esses meios são importantes e há em seu uso uma dimensão formativa. Uma boa leitura desse material certamente nos permite reconhecer o olhar do próprio tomador de imagens, seus entendimentos e suas intenções por trás das lentes. Do mesmo modo, poderíamos reconhecer as concepções dos autores das coletâneas, dos álbuns de fotos da instituição e as apresentações multimídias, que unem imagem e texto. Em inúmeros casos, propõe-se a análise, a interpretação e, quem sabe, um exercício de compartilhamento de um olhar exterior. Nesses exemplos, quem olha é um pesquisador, alguém de fora, um estrangeiro, que tece análises sobre o que estudou a partir dessa leitura.

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Arquivo: Creche Monteiro Lobato – Manoel Honório – Juiz de Fora – MG

Porém, o que quero discutir aqui é o uso do registro como instrumento de trabalho no dia-a-dia escolar e como avançar para além do que já é de conhecimento de todos. Tal objetivo envolve conhecer e escolher com clareza os caminhos de observação e de registro, como organizá-los e utilizá-los no processo de ver o novo.

Vídeo e foto na escola
Temos visto, frequentemente, recursos tecnológicos sendo utilizados sem muita reflexão, à medida da disponibilidade de cada instituição: fotografias em papel e digital, filmagem e edição em programas de computador. É importante estabelecer critérios para a escolha consciente e eficiente dos instrumentos necessários, evitando-se o acúmulo de materiais que, por fim, são pouco utilizados ao longo do ano. Isso é ainda mais premente, considerando que, como educadores, queremos contribuir para a consciência crítica do consumo, objetivo importante para a formação educacional de adultos e de crianças. Não convém desperdiçar o que em pouco tempo já não mais servirá. Uma foto já diz muito, portanto, não precisamos de muitas. O mais importante é escolhêlas com critérios e dar a cada uma delas um destino mais proveitoso, além de arquivo para a memória.

Entre os registros visuais mais conhecidos, há dois cada vez mais comuns nas instituições educativas: os videorregistros e os portfólios2 (ou o que se convencionou chamar por esse nome). Cada vez mais popularizado nos CEIs e nas EMEIs, eles têm como alguns dos propósitos mostrar, divulgar, fazer reconhecer, rememorar, mas nem sempre estão a serviço do estudo, da pesquisa e da investigação da prática docente.

Para que serve o vídeo?
Em geral, ele é utilizado para registrar as festas e os eventos escolares. Às vezes, recebe algum tipo de edição profissional; em outros momentos, é simplesmente guardado como parte do acervo documental. Em alguns casos, é utilizado metodologicamente para avaliação e reorientação de práticas educativas. A educadora Telma Weisz é uma das divulgadoras desse recurso na formação de professores-alfabetizadores. Ela utiliza filmagens cruas da sala de aula e tematiza-as com um grupo a partir do relatório de atividade apresentado pelo autor da prática registrada. Seu objetivo de trabalho é estratégico. Ela usa o vídeo como um espelho que é devolvido ao profissional, colocando pontos de observação e questões para seguir pensando sobre aquilo que não era evidente ou não estava presente no momento da ação. Desse modo, ela desvenda os objetivos pedagógicos, os princípios, as condições e as orientações didáticas que ajudam a fazer o diálogo entre o ensino e a aprendizagem.
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À exceção desses exemplos, tematizados para o bem da reflexão sobre a prática docente, os demais me intrigam e, como formadora, me põem a pensar:

  • Por que as escolas filmam tanto?
  • Quantos e quais vídeos são realmente necessários e importantes para o grupo?
  • Quem quer recordar tudo e para quê? O cinegrafista considera o seu próprio olhar, ou o dos espectadores, na hora da captação de imagens, selecionando o que eles desejariam assistir?
  • Em que momentos eles são exibidos aos pequenos? E ao restante da comunidade? Crianças e professores participam da roteirização, ou ela é feita espontânea e aleatoriamente por quem filma o evento?
  • A intenção é documentar? Se sim, o que se quer tornar documento: o evento como um todo, sua organização, as impressões das famílias, os depoimentos de quem viveu aquilo tudo?
  • De um ano para outro, o que é feito desse material?
  • Os novos funcionários assistem a esses vídeos? Se sim, para quê? Isso tem algum sentido para eles?

Portfólio e sua função
Tal como o vídeo, o portfólio também tem assumido a função de documentar uma experiência e, não raramente, como uma comprovação de que foi possível fazer alguma mudança, tal como fora proposto. No meio empresarial e na publicidade, em que os portfólios surgiram e se popularizaram, ele assume intenções diferentes. Servem para formar um case, um caso bem-sucedido que é divulgado para que outros tomem conhecimento do sucesso do empreendimento. Entre os publicitários, ele é uma apresentação pessoal de todas as peças já criadas por este profissional ou, então, um material coletivo, de uma agência que mostra o histórico das campanhas nas quais já participou. Nesses dois casos, servem para exibir um estilo de criação e dar mostras da competência profissional.

Na escola, muito frequentemente, ele é visto como um álbum de fotografias. Eu mesma já vi vários deles, que me são apresentados como um cartão de visitas quando vou a uma instituição pela primeira vez. Vejo pastas repletas de fotos de todos os eventos, calhamaços de escritos, de relatos, planejamentos de atividades, e muito mais. Isso tudo é apresentado com orgulho, o que me faz pensar que ele deve mesmo cumprir alguma função simbólica importante, representando uma espécie de prova ou de testemunho da conquista de um trabalho, como materialização da história de um grupo. Sem dúvida, há nesses materiais grande carga de afeto.

Eu imagino que produzir esses álbuns deva dar aos seus donos uma experiência similar aos noivos que organizam seus álbuns de casamento ou os slides da lua-de-mel, que depois insistem em mostrar aos amigos para compartilhar as lembranças. Como formadora, não deixo de me perguntar:

  • Qual é o objetivo para a elaboração desse portfólio ou dessa coletânea de fotos e textos?
  • Quem são seus interlocutores?
  • Quem seleciona as imagens e textos? Segundo quais critérios?
  • Ele é individual ou coletivo?
  • Quando individual, pertence ao professor que o produziu ou à escola? O docente pode leválo para casa no fim do ano ou quando muda de emprego?
  • Os portfólios de um trabalho em equipe são construídos em grupo? Quem seleciona o conteúdo? Como se discutem critérios para a sua organização?
  • Quem lê esse material e o que faz com ele?
  • Todos os anos organizam-se outros portfólios?
  • O que determina a nova demanda de registro?
  • Quando se elabora um portfólio inédito, parte-se dos anteriores?
  • Há uma leitura crítica dos já feitos antes de se iniciar a nova empreitada?
  • O que se faz com os portfólios antigos ao longo de anos da instituição?

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Uso reflexivo das imagens
Para se propor um trabalho reflexivo não são necessários muitos recursos nem grandes parafernálias tecnológicas. O pouco, selecionado com critérios e intenção clara, faz mais sentido do que um grande álbum com fotos de todo tipo. Para tanto, são fundamentais aspectos que dão contexto ao registro e que podem ser úteis na construção de metodologias de trabalho.

O primeiro questionamento que se deve fazer é: O que vamos registrar? Quais são os objetos de atenção, os que serão mais bem observados e registrados em um dado momento ou por um período? Em outras palavras, o quê e para quê devemos olhar? A definição do objeto é útil para a eleição do próprio modo de considerar e de registrar. Isso depende da intenção da pesquisa, do estudo do educador. Por exemplo, se ele quiser lançar um olhar avaliativo sobre o modo como os pequenos estão usufruindo dos espaços para brincar, será preciso filmar um mesmo lugar, em vários dias diferentes. Se o enfoque for abrangente, o olhar deverá ser mais amplo para todo o ambiente. Porém, se ele quiser analisar a qualidade dos objetos oferecidos para a brincadeira, as filmagens dos grandes ambientes pouco ajudarão e, nesse caso, muito melhor serão fotografias dos objetos isoladamente, das caixas de brinquedos, das coleções de bonecas etc.

O próximo passo é definir o que será registrado e com qual objetivo, e isso vai determinar a tecnologia a ser utilizada. Assim, há quem registre para documentar uma história vivida, para guardar a memória de um grupo. Para esse fim, lança-se mão de relatos de experiências pessoais, de depoimentos, de fotografias. Há quem registre para reconhecer os avanços de um grupo de crianças, para mostrar seus feitos, tornar público determinados resultados. Os álbuns de fotografia e alguns casos de portfólio se prestam bem a esses propósitos. Assim, rememorar, mostrar o que se valoriza a alguém, mostrar a si ou à própria turma como forma de reconhecimento, considerar ou certificar um feito são alguns propósitos de quem registra.

Na formação de professores é imprescindível que o propósito estimule a problematização para além do já sabido. O que observar está diretamente relacionado ao para quê. Formular previamente as perguntas que se quer responder por meio do olhar atento é um exercício bastante útil na definição dos propósitos. Também pode ser interessante iluminar uma situação para gerar novas questões. Nos dois casos, o fundamental é refletir acerca do sentido do que se está fazendo.
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Destinatários, recursos e regularidade
Os destinatários já sugerem o tipo de olhar e, portanto, de propósito ao registrar. Pode ser para mostrar, problematizar ou comprovar. Compartilhar o olhar é útil para conhecer outros pontos de vista, novos modos de ser. Por isso, é importante pensar criteriosamente nos destinatários desses registros e no modo como eles poderão contribuir para a prática da observação. Podemos registrar para pais e amigos da escola, para o coordenador pedagógico, para educadores do período complementar que trabalha com a mesma faixa etária no mesmo espaço, para parceiros do mesmo turno que atuam com outra turma, em espaços diferentes etc.

Definidos o quê e para quê se pretende acompanhar, em que contextos serão feitas tais observações e a quem serão mostradas as produções, é hora de pensar sobre os recursos mais adequados. Quantas fotos seriam realmente necessárias? Se for filmagem, do quê e por quanto tempo? Essas definições, como parte do planejamento, também são úteis para preparar o olhar. Comumente, as respostas às perguntas relacionadas a um estudo sobre as crianças e suas aprendizagens são bastante trabalhosas, não se resolvem em um episódio esporádico, mas exigem que se volte a olhar de forma integral para elas. É um acompanhamento curioso e interessado, por exemplo, do que se passa na interação dos pequenos: seus movimentos corporais, falas, expressões faciais, os objetos que manipulam e os locais que ocupam seu posicionamento isolado ou suas parcerias prediletas. Todos esses pontos não são esporádicos, mas podem se estender ao longo de certo tempo. Faz parte da formação definir por quanto tempo e em que situação observações e registros serão feitos.

Problematização e reorganização
Como dar sentido à tarefa de registrar para que não se encerre apenas nos limites da memória? Problematizar é o próximo passo. Muitas vezes, as informações são insuficientes porque, provavelmente, inúmeros aspectos não chamaram a atenção do professor, não estavam claras para ele. Aqui o papel de um outro parceiro é fundamental. Um olhar externo pode ajudar a encontrar a melhor maneira de aperfeiçoar o trabalho. É importante olhar a situação apresentada, formular perguntas que possam contribuir. Tais registros podem ser úteis como apoio ao estudo de caso, como estratégia de formação que requer do leitor o exercício da capacidade de problematizar, de analisar o ocorrido, de pensar sobre as impressões e sugestões e de tomar consciência de suas dimensões. É uma das ferramentas básicas do próprio processo de reflexão.

Há vários aspectos a serem considerados. Um deles é a própria visão de criança, de desenvolvimento e de aprendizagem. Pensar sobre o registro permite conhecer o conceito de infância, de educação da criança e seu desenvolvimento dentro de seu grupo social e também na cultura da instituição de Educação Infantil. Outro aspecto a ser problematizado é a dinâmica das interações em uma proposta feita pelo professor, a relação entre o que o profissional pensou em seu planejamento – hipótese de trabalho –, o que ocorreu com os pequenos e os elementos que interferiram nessa interação (objetos, disposição espacial, interações, consignas e intervenções).
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O que difere as modernas práticas de registro e de organização de vídeos e portfólios e as tornam mais ou menos eficientes rumo ao conhecimento é o planejamento do trabalho de formação que contextualiza e dá sentido às complexas ações humanas de observar e de registrar. Pensar em um plano de formação é essencial para enfocar algumas práticas educativas, para tomar consciência das condições de aprendizagem da turma e avaliar os ajustes no planejamento do trabalho pedagógico. Para que os recursos visuais sirvam à formação, é importante elaborar o plano que será utilizado, sobretudo pelo coordenador pedagógico, que deve se perguntar:

  • Como eu assumo o exercício da observação e do registro no meu trabalho profissional?
  • Como vou propor o mesmo trabalho à equipe escolar? Quais, como, para quem e para quê?
  • Quais são os propósitos do exercício disciplinado e regular da observação na escola?
  • Quais são os objetos (coisas ou situações) observados e os enfoques utilizados em sua análise nos registros produzidos?
  • Qual é meu objeto de observação e meu enfoque ao analisar as produções?
  • Quem são meus interlocutores? A quem eu confiaria meus registros e com quem eu compartilharia meu olhar?

Feitas as considerações, encerro o texto não com uma conclusão, mas sim com perguntas, a fim de manter um diálogo depois dessas palavras, uma conversa que nos permita pensar sobre a importância do registro em nossas vidas. Espero que tais questões estimulem o avanço referente ao uso dos instrumentos de observação e de registro e alimentem olhares para novos textos e debates.

(Silvana Augusto, assessora de Educação Infantil, professora do Instituto Superior de Ensino Vera Cruz, coordenadora do Centro de Estudar Acaia-Sagarana e formadora de professores do Instituto Avisa Lá)

1Este texto nasceu no Seminário: Observação e registro – instrumentos metodológicos fundamentais, realizado no Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo – SINPEEM, em 31/05/2008. Agradeço às educadoras Irene Rodenas Marassi, do CEI Penha, e Maria Cecília P. Cricelli, da EMEI João Mendonça Falcão, que, pelo relato de suas experiências de trabalho, permitiram-me refletir sobre o tema.
2Há vários autores que tratam da construção de portfólios mas, nesse texto, vamos cercar as práticas institucionalizadas que envolvem a organização de imagens, textos e demais materiais que servem como mostras do trabalho e ajudam a refazer percursos profissionais.
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Olhar abrangente

O registro fotográfico é dirigido pelo olhar, guiado por uma intenção formativa. O objetivo pode ser investigar a organização do parque, tendo em vista o melhor uso pelas crianças. Nesse caso, o zoom ajuda pouco, melhor é um enquadramento abrangente, uma fotografia do ambiente, que permite ver, por exemplo, que:

  • O espaço não quer confinar as crianças e, por isso, em vez de muros, oferece telas de proteção, que permitem que se veja o mundo lá fora.
  • Há a possibilidade de brincar à sombra e sob o sol e que, portanto, é possível pensar em brinquedos para as duas situações.
  • Existe a possibilidade de transformar esse espaço a partir de novas alternativas lúdicas com recursos muito simples como, por exemplo, uma corda que atravessa o parque e vira um obstáculo para quem quiser aventuras perigosas.
  • Os objetos e as intervenções dos materiais servem como propósito para a aproximação das crianças, cria novas possibilidades de interação que podem ser ainda mais aperfeiçoadas se o grupo de educadores da instituição continuar investigando as possibilidades de brincar nesse ambiente.

Uma imagem diz muito

Para um estudo das práticas educativas, não precisamos de um álbum completo de fotos. Às vezes, uma foto resume tudo. A análise dessa imagem, por exemplo, já serviria para pautar uma boa supervisão, situação em que se poderia refletir sobre as seguintes questões:

  • O que nos faz pensar que essa foto é uma cena da brincadeira de faz-de-conta?
  • Que tipo de materiais são oferecidos?
  • Por que não há, objetos e acessórios para brincar com a beleza dos meninos?
  • Para que tipo físico esses pentes e cremes são pensados? São úteis para todos os tipos de cabelo?
  • Por que os objetos oferecidos são basicamente os industrializados?
  • O que aconteceria se nessa mesa também houvesse anéis e colares feitos de sementes e de outros materiais naturais, de inspiração indígena?
  • Sendo de uso coletivo, como cuidar da higiene de cada peça?
  • Como as crianças podem participar de uma possível reorganização desse espaço?

Para saber mais

Livros

  • Bem-vindo, mundo!, de Silvia Pereira de Carvalho, Adriana Klisys e Silvana Augusto (orgs.). Ed. Peirópolis. Tel.: (11) 3816-0699.
  • Práticas e teorias na Educação Infantil. Ed. novembro de 2008. Publicação do Sindicato dos Profissionais em Educação Infantil no Ensino Municipal de São Paulo. Tel.: (11) 3329-4500.
  • Observação, registro, reflexão: instrumentos metodológicos, de Madalena Freire, Fátima Camargo, Juliana Davini e Mirian Celeste Martins. Ed. Espaço Pedagógico. Edição esgotada. Disponível em bibliotecas.
  • Manual de Portfólio – Um guia passo a passo para o professor. Elizabeth Shores & Cathy Grace. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444.

Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #37 de fevereiro de 2009. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

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