Zoom e clic!

O uso da imagem para analisar, refletir e observar o trabalho pedagógico1.

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Muito já se falou sobre a importância do registro para educadores. A primeira forma é a própria memória. Da infinidade de cenas, visões e acontecimentos diários, registramos apenas os que são selecionados inconscientemente em função de diversos filtros: os conhecimentos anteriores, a história de vida, os interesses pessoais, os desejos, os medos e demais associações.

Na profissão docente, a memória tem papel fundamental para o professor, pois é parcialmente responsável pela constituição de suas histórias pessoal e profissional, compreensão e apropriação dos conhecimentos relacionados à carreira, bem como pela construção de novas experiências. No entanto, por si só, ela não é suficiente para o trabalho reflexivo, pois só registra aquilo que pode reconhecer ou o que está acostumada a enxergar, aquilo que tem significado ou que já passou por uma filtragem familiar à própria experiência, aos esquemas assimilativos. Sendo assim, qual é o espaço para a novidade? Quando e como podemos utilizar nossos registros como meios não apenas para acomodar as observações, para preservar a memória do que já sabemos, mas sim para aprender a ver o novo?
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Homens das cavernas: uma viagem no tempo

Crianças de 4 a 5 anos recriam a seu modo, e com as informações de que dispõem, um ambiente pré-histórico. Felizes, encenam atos para compor um filme de vídeo a ser apresentado aos pais

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Logo nos primeiros dias após as férias, as crianças me questionaram sobre o que iríamos “estudar”: “Andréa, de tarde a Rosane disse que a gente vai estudar o Japão. E de manhã, o que a gente vai estudar?”. Retomei com eles a proposta firmada no semestre anterior de produzirmos uma fita de vídeo sobre os homens das cavernas. Para tanto, precisaríamos saber mais sobre o assunto e este seria, portanto, nosso projeto de estudo. Imediatamente uma criança protestou: “Mas a gente já estudou isso! A gente leu o livro do Rupi!”.

Eu concordei com o protesto, mas disse que durante as férias a escola adquirira vários livros novos superinteressantes que mostravam muito mais coisas do que a gente havia visto. Curiosos e interessados que são, empolgaram-se com a notícia e disseram: “Você traz amanhã pra gente ver?”.
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