Supervisão pedagógica como estratégia formativa

Observação da prática durante atividades de leitura pelo professor permite que o formador identifique possibilidades de melhorias da atuação do coordenador pedagógico

avisala_39_forma1No programa Formar em Rede1, a supervisão pelo formador local nas unidades educativas é uma das ações de grande importância. Tem o objetivo de apoiar e instrumentalizar o desenvolvimento de projetos institucionais. Durante os dois anos de atuação no município de Caxias – MA, muitos obstáculos precisaram ser vencidos não só por nós, formadoras, como por todos os envolvidos. No percurso, entendemos que algumas estratégias são imprescindíveis para uma reflexão sistemática sobre a prática e, nesse caso, a supervisão pedagógica foi uma dessas que implementamos, embora com algumas dificuldades.Continue lendo >

Três focos para começar

O Programa Além das Letras tem como objetivo específico apoiar as práticas de leitura e escrita nas séries iniciais do ensino fundamental. Para isto, definiu três conteúdos principais que são apresentados por módulos à escolha dos municípios integrantes da rede. Para apoiar o formador local foi elaborado um manual, do qual o programa socializa alguns trechos neste artigo

avisala_31_formacao3O objetivo final do Programa Além das Letras1 é contribuir para a formação de usuários competentes da língua escrita. Ensinar a ler e escrever – missão original e irrenunciável da escola – significa desenvolver práticas sociais que envolvam a escrita. Hoje em dia não é mais possível pensar na alfabetização somente como um processo de apropriação de um código. Os estudos sobre didática do ensino da língua afirmam que para aprender a ler e escrever são necessários dois processos:Continue lendo >

Redescobrir o lugar da leitura na escola

Um diagnóstico inicial sobre a situação de leitura nas escolas municipais levou a equipe técnica da Secretaria de Educação de Umuarama, no Paraná, a repensar a formação dos coordenadores pedagógicos
Mãe e filha encantadas com a leitura de um livro durante a inauguração da Biblioteca Gerdau

Mãe e filha encantadas com a leitura de um livro durante a inauguração da Biblioteca Gerdau

Com o apoio do Programa Além das Letras1, iniciamos em 2006 um projeto de formação de coordenadores pedagógicos para implantação de novas práticas de leitura nas escolas de Ensino Fundamental e de Educação Infantil. Elaboramos um diagnóstico da situação de leitura dos professores e dos alunos nas séries iniciais. Ficamos perplexas com os resultados descritos, pois pensávamos que, com os cursos e as formações anteriores, a importância da leitura para a inserção plena na cultura escrita estivesse internalizada. Mas que decepção: a leitura, na verdade, estava sendo realizada, na maioria das vezes, apenas como instrumento para o desenvolvimento da escrita e muito pouco com a finalidade de desenvolver práticas com propósitos explícitos como buscar informação, estudar ou, ainda, pelo prazer literário, como acontece fora da escola.Continue lendo >

A microbiologia e os cuidados

Os complexos conceitos da microbiologia se iluminam a partir da visita a um museu dedicado ao tema. Olhar os micróbios e bactérias pelo visor de um microscópio é um dado importante para iniciar uma ação fundamentada com vistas a profissionalizar a higienização em espaços educativos
avisala_28_jeitos3.jpg

Os vírus não são visíveis em Microscópio comum. O Museu de Microbiologia exibe essa réplica, de
tamanho aumentado, feita em plástico

Hoje é consenso entre profissionais que atuam com Educação Infantil que cuidar é constituinte do educar. Isso significa que as creches e pré-escolas precisam planejar e manter ambiente adequado para operacionalização dos cuidados de crianças na faixa etária de quatro meses a seis anos em contexto educativo e coletivo. Para tanto, é preciso que os projetos de formação dos diretores, coordenadores, professores e agentes escolares incluam a construção de conhecimentos sobre cuidados com a saúde. Com a finalidade de contemplar essa necessidade, o Projeto Capacitar na Educação Infantil, desenvolvido na região Leste da cidade de São Paulo por meio de uma parceria entre o Instituto Avisa Lá, a Secretaria de Educação da Prefeitura do Município de São Paulo, as empresas Gerdau e o Instituto C&A, prevê, entre outros objetivos, conteúdos e estratégias formativas com vistas à integração do cuidar e educar e à promoção da saúde.
Continue lendo >

Sabor, saúde e afeto

Ao observar e refletir sobre sua prática, a equipe da creche CEDUC–Natura, na cidade de cajamar (SP), deu novo sentido à alimentação das crianças.

“avisala_26_jeitos1.jpg

“A gente não quer só comida…” (Titãs)


Olhar para a prática cotidiana é um exercício freqüente na vida do educador. Mas este olhar só faz sentido se vier acompanhado da reflexão. E a reflexão ganha força quando vem acompanhada da ação. Estes três ingredientes – observação-reflexão-ação – fazem parte do nosso dia a dia na Educação Infantil.

No primeiro semestre de 2005, observamos, refletimos e partimos para uma ação transformadora da nossa prática educativa, no que diz respeito à alimentação das crianças. Através da observação, percebemos que os momentos de alimentação precisam ser revistos em seus múltiplos aspectos: sociocultural, nutricional, afetivo e pedagógico.

Herança Cultural
Concebemos a alimentação como um produto cultural, pois aquilo que comemos, a maneira como comemos, oferecemos os alimentos, a organização da mesa, o uso de guardanapo e jogo americano, talheres e tantos outros “detalhes” são produtos da cultura ocidental. São hábitos dos quais nos apropriamos ao longo dos séculos, são valores transmitidos de geração a geração que vão se somando às inovações da vida moderna.

Na antigüidade, o alimento era considerado algo sagrado, uma dádiva divina, motivo pelo qual se faziam oferendas aos deuses como retribuição e agradecimento pelas boas colheitas, pela chuva, enfim, para retribuir as bênçãos. Nesse sentido, o ato de comer era também carregado de significado religioso. Assim como nas oferendas, era uma ocasião digna de rituais suntuosos, o que demonstrava a importância que os povos davam a esse momento. Essas práticas evoluíram cultural e historicamente ao longo dos séculos e chegaram aos nossos dias ainda carregadas de sentido. Assim, apesar da dinâmica da vida “moderna”, ainda sentimos prazer em nos reunir com pessoas queridas para batermos um bom papo acompanhado de uma boa comida.
Continue lendo >

Alto e em bom som – A importância da leitura em voz alta no processo inicial de alfabetização

Projeto de formação de coordenadoras pedagógicas, desenvolvido no sul do país, com consultoria do além das letras, contribui para que as professoras desenvolvam práticas diárias de leitura para seus alunos

São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, é um dos 20 municípios integrantes da Rede Além das Letras1 e vem desenvolvendo importante trabalho de formação de coordenadoras pedagógicas. O projeto visa implementar nas escolas práticas de leitura em voz alta pelo professor. Hoje sabe-se, por meio de pesquisas didáticas, a importância dessa atividade para uma alfabetização ampla. Realizado entre setembro e dezembro de 2004, a primeira fase do Projeto Formando Formadores envolveu coordenadoras pedagógicas, professoras e alunos da Educação Infantil e 1ª séries do Ensino Fundamental de São Miguel do Oeste. Apoiada por Beatriz Gouveia, uma das consultoras da Rede Além das Letras, a formadora do município de São Miguel do Oeste, Terezinha Bagatini, conduziu a formação das coordenadoras pedagógicas e relata aqui o desenvolvimento do projeto.

Passos iniciais
São Miguel do Oeste vinha desenvolvendo o Projeto de Formação Continuada de Professores Alfabetizadores baseado no PROFA2 do MEC, com resultados muito positivos para a alfabetização. Essa ação possibilitou que o município recebesse o Prêmio Além das Letras como destaque da região Sul. Em seminário em São Paulo, com os cinco municípios que foram destaques regionais, um novo desafio foi lançado às equipes técnicas. A proposta do Além das Letras foi dar ênfase à formação de formadores locais, ainda em caráter experimental, partindo de contextos3 que favorecem a alfabetização inicial. São Miguel optou pelo desenvolvimento do contexto de leitura em voz alta pelo professor para iniciar a formação de coordenadoras pedagógicas.Continue lendo >

Entre laços e Chuteiras, a Paixão pelo Futebol – Educação Física ampliando horizontes

Jogar futebol tem sido desde sempre e a qualquer tempo um assunto dos meninos. As meninas em geral são apenas torcedoras. Mas o EGJ Santa Clara quebrou a barreira do preconceito em um projeto que colocou um grupo de meninos e meninas, entre 10 e 11 anos, para correr atrás da bola. As crianças pesquisaram sobre a história do futebol, leram crônicas, noticiário esportivo e jogaram bastante. Conheça aqui detalhes da

Continue lendo >