Comparando diferentes versões de Pinóquio

A presença regular e intencional de situações em que o professor lê livros de literatura infantil para os alunos é recomendável por uma série de motivos. O principal deles refere-se ao propósito de formar leitores competentes, criando condições para que os alunos possam participar de uma comunidade de leitores e inserir-se no mundo letrado
avisala_25_pino1.jpg

Ilustrações da coleção colorida “trópico” pinocchio – livraria martins editora S. A.

A seqüência de atividades de leitura1 explicitada a seguir pretende auxiliar o aluno a ampliar sua competência enquanto leitor, por meio da interação com os livros, com o professor e os colegas. Essa ação tem a intenção de contribuir para a descoberta do valor da leitura de textos literários, assim como para o desenvolvimento do gosto pessoal do leitor.

A seqüência de atividades propõe a leitura e a comparação de diferentes versões2 de uma narrativa clássica da literatura infantil: Pinóquio3. As situações que compõem a atividade são as seguintes: leitura feita pelo professor (em várias sessões) da versão original da história; leitura feita pelo professor de uma segunda versão; reescrita em grupos de um fragmento do texto da segunda versão lida; leitura pelos alunos de outras duas versões; acompanhamento de uma versão filmada.
Continue lendo >

As crianças e o universo dos cordéis

Crianças de 5 anos se entusiasmam com a leitura de cordel na escola. Conhecem não só o texto mas o contexto onde esta literatura está inserida e aproveitam o canto e encanto desta tradição brasileira

avisala_22_cordel4
o processo de alfabetização, o domínio da escrita tem tido um papel preponderante, muitas vezes em detrimento do desenvolvimento da oralidade, tão importante na Educação Infantil. Este projeto, que aproxima as crianças da literatura de cordel, possibilita uma união saudável entre a oralidade e a escrita.

No Brasil ainda há comunidades que pensam o mundo, transmitem conhecimentos e se expressam segundo a lógica própria da oralidade. Além disso, em algumas das capitais do nordeste, e mesmo em São Paulo, ainda podemos encontrar núcleos que se preocupam com a divulgação do cordel por meio de material impresso, o que permite um convívio harmonioso das duas linguagens, a escrita e a oral, sem que uma simplesmente substitua a outra.
Continue lendo >

O preconceito nas entrelinhas

Quem nunca encontrou uma expressão ou informação preconceituosa e racista em algum livro, nos versos das brincadeiras tradicionais infantis, nas expressões populares? A presença desses textos no cotidiano das instituições de educação nos convida a pensar sobre os valores que queremos de fato transmitir e como os educadores podem mudar essa realidade

Continue lendo >