Mural de marcas

Elaborar com os pequenos um espaço com fotos e outros elementos relacionados a eles contribui para a construção da identidade
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Fotos: arquivo da Escola Criarte – SP/SP

O início da vida escolar marca um período de transição para qualquer criança, pois ela passa a conviver num segundo ambiente socializador. O primeiro é a sua casa. Esse processo de introdução à escola é gradual. As primeiras experiências são usualmente chamadas de adaptação, um tempo que varia de acordo com cada uma e que estabelece os primeiros vínculos dentro da instituição. Todo processo educativo envolve, de alguma maneira, aspectos emocionais. Na Educação Infantil, eles são intensos, pois desempenham papel fundamental no desenvolvimento infantil. A emoção age no nível da segurança, e essa estrutura possibilita prazer e bem-estar. A escola propicia a relação com o conhecimento e isso só acontece de maneira eficiente quando há confiança e estímulo.Continue lendo >

A criança como real interlocutora

Estar atento ao que a criança pequena fala, sente, pensa e observar suas ações é garantia para uma educação de qualidade
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Desenhos: acervo Reggio Children

Confesso que antes de ver pessoalmente as escolas de Educação Infantil da cidade de Reggio Emilia, no norte da Itália1, tive dúvidas em relação à utilidade desta viagem onerosa, e também acerca do tempo que seria gasto, já que este é um bem precioso nos dias de hoje. Conhecia a proposta já há tempos, tanto pelo material publicado, como por meio de cursos e seminários no Brasil, e também por uma visita a algumas escolas americanas que se inspiram no sistema educacional desta região da Itália. Porém, ao visitar, em maio de 2007, a primeira instituição de uma série de 5, nenhuma dúvida permaneceu. Compreendi a importância de estar presente, de sentir os espaços, de ver as crianças se relacionando entre si, com os adultos e os objetos.Continue lendo >

Muitos mundos numa única sala

Poderosa ferramenta de trabalho com as crianças pequenas, a organização de cantos de atividades diversificadas ainda não é uma prática usual no brasil, apesar de antiga em outros países. As instituições que experimentam a proposta obtém resultados significativos

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Os cantos de atividades diversificadas são uma modalidade de organização do espaço e do trabalho que oferece várias possibilidades de atividades ao mesmo tempo, de modo que as crianças possam escolher onde estar e o que fazer. Tais momentos são diários e acontecem por um período delimitado, entre 40 e 60 minutos. Esses cantos consideram a necessidade de acesso, por exemplo, a brinquedos e atividades de expressão plástica, sendo seguidos e/ou precedidos de outras formas de organização do tempo didático, incluindo atividades tais como roda de história, leitura, lanche, parque e também projetos e seqüências que possuem objetivos específicos de aprendizagem.

No Centro de Educação Infantil (CEI) da Mina, no bairro de Heliópolis, na cidade de São Paulo, há uma preocupação tanto com a constância como com a inovação das propostas oferecidas nos cantos de atividades diversificadas, para que estes sejam sempre convidativos e contemplem muitas oportunidades de construção de conhecimentos. Não faltam, assim, no planejamento atividades lúdicas voltadas à interação entre as crianças e objetos, como um aconchegante canto de leitura, mesa com propostas artísticas, espaço de faz-de-conta e jogos.
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Areia: as crianças adoram, já os adultos…

Seja na praia ou no parquinho, no quintal ou na beira dos rios, os pequenos se deliciam com a areia. Mas, nos espaços de educação infantil, a vivência com a areia continua pouco incentivada. Veja como ela pode ser incorporada no dia-a-dia das crianças de forma criativa e segura

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Crianças brincam na EMEI Profa Ana Maria Pappovic


Dos centros urbanos às comunidades indígenas (como mostram algumas fotos deste artigo), a areia desperta o interesse, a imaginação e a alegria dos pequenos. Muitos são os motivos que os levam a manipulá-la, se divertir e aprender com ela. Para começar, é fácil brincar com a areia: bastam duas mãos ou um pedacinho de pau para criar formas e desenhos. A areia oferece bons desafios, como vencer sua resistência ou obter consistências diversas ao misturá-la com água. Encher baldes, formas, planejar um castelo ou outras construções possibilita às crianças vivenciarem conceitos que só mais tarde poderão ser formalizados. Observar a areia escorrer por tubos e canos, descer numa ampulheta ou fazer caminhos no chão são experiências que podem ser planejadas por um professor preocupado em estimular as crianças a construir conhecimentos.

Oportunidades de aprendizado

Além do mais, brincar com areia proporciona muitas simbologias. Usada como elemento neutro, ela pode fazer o papel de muitas coisas: comidinhas que são misturadas nas panelas com folhas e água; material de construção que caminhões e carrinholas carregam de lá para cá e daqui para lá; sujeira para ser varrida; “pó de pirlimpimpim”; ou o que for necessário para alimentar o faz-de-conta de cada um. Também pode ser simbólica do ponto de vista da linguagem, pois muitas vezes a areia se torna a “companhia” para a criança conversar consigo mesma e estabelecerem diferentes narrativas.Continue lendo >

Em Rio Branco, no Acre, um centro de apoio às escolas

Ambiente estimulante de aprendizagem, criado pela secretaria municipal de educação, funciona como extensão da própria sala de aula, como laboratório de vivências interessantes e construtivas. Por intermédio da arte, da tecnologia, da cultura, alcança maior interação entre os alunos
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Fotos: Prefeitura Municipal de Rio Branco

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de Rio Branco, no Acre, criou e gerencia o Centro de Multimeios. O objetivo é oferecer às unidades escolares municipais recursos didático-pedagógicos, tecnológicos, artísticos e culturais.Continue lendo >

A formação do leitor num espaço de muitos encontros

A formação de um bom leitor pode ser auxiliada pela criação de uma atmosfera de troca, de entusiasmo, de intimidade com o universo da cultura escrita, compartilhada por professores, pais, crianças e comunidade. É preciso oferecer propostas que garantam às crianças um bom trânsito pelo mundo da escrita e experiências de encantamento com a leitura
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Computador à disposição, tanto para o conhecimento de novos softwares, como para pesquisa na internet

Não importa se a biblioteca é pequena ou grande, na sala ou fora dela; o que importa é que livros de qualidade cheguem às mãos das crianças e toquem de fato os leitores iniciantes. A rede de escolas municipais de São Bernardo do Campo, em São Paulo, tem uma importante contribuição a compartilhar com a adoção do Programa Rede Escolar de Bibliotecas Interativas-REBI.

O programa atende às escolas da rede municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil e, em dias específicos, abre-se para a comunidade. São ao todo 53 bibliotecas, cada qual com um acervo de cerca de 3 mil livros, jornais, revistas, computadores, CDs, CD-ROMs, fitas cassete, internet, televisão e vídeo, montadas no espaço das próprias escolas.

A idéia do programa nasceu, em 1999, de um convênio da Prefeitura de São Bernardo com a Universidade de São Paulo (USP), através da Escola de Comunicação e Arte, tendo o professor Edmir Perrotti como idealizador da proposta.

O que são as Bibliotecas Interativas
As Bibliotecas Interativas inseridas nas escolas devem cumprir uma função pedagógica e cultural, ampliando os vínculos entre a educação formal e a informal. O espaço dessas bibliotecas foi planejado para ser convidativo à pesquisa e à leitura, de maneira que os materiais estejam acessíveis e os usuários possam apropriar-se dos diferentes recursos, desenvolvendo condições de utilizá-los autonomamente como espaço.
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Um computador na sala das crianças

Na sua creche ou escola tem computador? Onde ele está? Pense um minuto antes de seguir lendo esta matéria, pois essas perguntas são bastante reveladoras do assunto que vamos tratar

Kaique, 6 anos

Sabemos que, em uma instituição educativa, a organização de espaços, o mobiliário e a disposição de materiais nunca são casuais: cada detalhe do ambiente revela idéias e concepções educativas. Isso vale também para os espaços destinados aos computadores, já que o modo como as instituições acolhem a máquina e socializam seu uso revelam o que pensam sobre o lugar da tecnologia na escola.Continue lendo >

Sobe, desce, agacha e pula

Uma proposta para explorar e ampliar os movimentos das crianças de 3 anos
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A confiança da educadora nas crianças e o conhecimento sobre o que elas são capazes de fazer possibilitam mais autonomia e maior liberdade

“Queríamos dar às crianças a oportunidade de conhecer mais seu próprio corpo e se apropriar de novos movimentos” – contam as educadoras que pesquisaram as possibilidades corporais das crianças pequenas. Veja como elas aproveitaram materiais e exploraram espaços diferenciados para propor boas atividades neste eixo de trabalho

Uma boa proposta pedagógica sempre parte de um olhar atento do professor sobre as crianças. O trabalho com o eixo de movimento para crianças pequenas, na creche Recanto Infantil Parque Figueira Grande, não fugiu à regra. Lá, tudo começou com uma boa avaliação. Observando as crianças no dia-a-dia, nas suas brincadeiras na sala ou no parque, as educadoras Claudinete Rocha Copari e Maria
Nazareth Eloy perceberam a necessidade de
ampliar suas possibilidades corporais, para que tivessem um maior domínio e pudessem executar novos movimentos, com mais autonomia e intencionalidade.Continue lendo >

Brincadeiras e Jogos no Parque

Os espaços lúdicos ao ar livre estão presentes na maioria das instituições de educação infantil, mas nem sempre fazem parte do projeto pedagógico. Refletir sobre o tempo dedicado às brincadeiras de parque, os materiais e equipamentos oferecidos, a formação dos grupos e as formas de interação das crianças com o ambiente, entre si e com os adultos, pode contribuir para que a utilização do espaço seja permeada de intencionalidade educativa. Nesta matéria, vamos discutir como planejar o uso do espaço lúdico ao ar livre através de soluções criativas e de baixo custo, que valorizam a brincadeiraContinue lendo >