Um dia depois do outro para ler e escrever

A continuidade é peça fundamental no planejamento das atividades de escrita. veja neste artigo como uma atividade permanente, a leitura de jornal, pode ser bem aproveitada didaticamente, instigando um grupo de crianças a ler, escrever e a conhecer mais.

avisala_19_tempo2.jpg

As crianças ajudam a construir o texto que a colega registra


A leitura de jornal pode fazer parte da rotina de um grupo de crianças. Ler a programação especial para o fim de semana é sempre um bom assunto para a sexta-feira. Além disso, conhecer o noticiário e artigos interessantes ou mesmo anúncios que possam dar ganchos para boas conversas, ou um projeto didático.

Às vezes, a conversa sobre uma notícia motiva as crianças a continuarem investigando uma questão em pauta, alimentando os projetos do grupo. Foi o que aconteceu em uma das atividades de uma sexta-feira, na Escola Projeto Vida.

O jornal chega na sexta-feira à tarde
Escolhemos um artigo que falava sobre o Sítio Santa Luzia, onde hoje está sediada a Escola Projeto Vida. Era um artigo bastante antigo, de 1981. Tratava de um assunto de grande interesse para o grupo, e contava sobre a última moradora do Sítio Santa Luzia, local onde hoje funciona nossa escola.

As crianças ficaram muito curiosas com a parte que dizia que a construção era possivelmente uma casa rural do tempo dos bandeirantes.

– Professora, o que é bandeirantes?
– Tempo dos bandeirantes?

Resolvemos então saber mais sobre os bandeirantes. Continue lendo >

O diário da vida na escola

O presente e o passado se encontram nas páginas dos diários. Conheça a experiência de uma professora e um grupo de crianças de 5 anos em busca da memória e da construção de reais leitores.

Gostaria de contar sobre nosso encontro com Helena Morley e os desdobramentos que ele teve, tanto no que diz respeito aos conhecimentos sobre a língua portuguesa, as práticas de leitura, de escrita e a narrativa, quanto aos conhecimentos gerais, em especial um interessante estudo sobre o cotidiano e os modos de vida do passado.

avisa18_tempo3

Museu Histórico Nacional

Tudo começou quando retornamos de férias e revíamos, em grupo, as lembranças de cada um sobre o mês de julho. Havíamos preparado uns cadernos de férias, nos quais as crianças poderiam anotar ou guardar tudo o que não desejavam esquecer a respeito de suas férias. E eis que, no meio desses cadernos, havia um diário trazido pela Izabel, no qual ela relatava, por meio da escrita de suas primas e de sua mãe, o que lhe havia acontecido naquele período.
Continue lendo >

Aprender em grupo

O trabalho em grupo, na educação infantil, é uma prática bastante comum. No entanto, saber tirar proveito disso para potencializar as aprendizagens das crianças é algo que poucos professores dominam. Veja como crianças com diferentes hipóteses de escrita podem se ajudar quando trabalham juntas

avisala_17_cotia
No ano de 2002, a rede municipal de São José dos Campos teve a oportunidade de oferecer o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA) a 85 professores de salas de nível IV (6 anos) da Educação Infantil. Os encontros de estudos despertaram interesse do grupo em aprofundar seus conhecimentos referentes à linguagem oral e escrita. Essas professoras tiveram também mais uma oportunidade: participar de sessões específicas de Horário de Trabalho Coletivo (HTC) para aprofundar os conhecimentos adquiridos e ajustá-los à prática existente em nossa rede, considerando as especificidades da educação infantil. Os encontros ocorreram todas as terças-feiras, durante três horas.

O grupo do qual fazia parte era composto por 24 professoras da Região Sul de São José dos Campos, e era orientado pelas formadoras Sandra Regina Santana de Siqueira Silva – orientadora pedagógica da EMEI Profa. Ângela de Castro Fernandes Lopes – e Lucimara Aparecida Santana – orientadora pedagógica da EMEI Torataro Takitani. Ao iniciar Continue lendo >

Alfabetização e educação infantil: Relações delicadas

Pode-se dizer que essa questão é um dos grandes dilemas da educação infantil. Entre os que defendem a alfabetização inicial há diferentes posições e entre os que são contra também as opiniões divergem. O professor premido por concepções conflitantes, pela pressão das famílias, pela ação das crianças, sempre que pode quer refletir sobre o assunto

avisala_17_alfabet1
Isso foi o que aconteceu com um grupo de professoras da rede municipal de Caieiras, que tendo participado de um curso ministrado pela formadora Ana Lucia, trouxe a questão da alfabetização na educação infantil para o centro do debate. Ela recebeu uma pergunta aparentemente simples: O que você acha de alfabetizar na educação infantil? Por trás dessa legítima demanda dos professores há uma complexa rede de concepções a serem analisadas, que vão desde o que é ser criança hoje, a função social da educação infantil, o ensino e a aprendizagem e evidentemente de que alfabetização falamos. As respostas em geral não dão conta de esgotar todo o assunto. E é sempre importante ampliar o debate. Continue lendo >

Em Português bem escrito

Trabalhando a revisão de textos bem escritos, em grupos e individualmente, auxiliamos as crianças a aprender ortografia e pontuação desde a 1ª série

Neste artigo está o resultado de um semestre de trabalho intenso na 1ª série. Para entendê-lo em toda sua magnitude é preciso contar um pouco dos bastidores deste contexto de trabalho. As crianças dessa classe convivem com as práticas sociais de leitura e escrita desde as séries anteriores. A escola entende que a leitura tem um papel fundamental para o desenvolvimento da capacidade de produzir textos escritos. Através da leitura, as crianças entram em contato com toda a complexidade da linguagem escrita, com as diferentes funções comunicativas dos textos, ampliam o repertório textual e a condição de produzir os próprios textos, entre outras possibilidades. Quando as crianças ainda não sabem ler, é a professora quem realiza as leituras.Continue lendo >

O que o jornal de hoje nos traz?

O que o jornal de hoje nos traz?

Viver em um ambiente onde ler é parte do cotidiano das pessoas, faz toda a diferença no processo de alfabetização. A leitura de jornais, hábito em nosso país de algumas famílias apenas, pode fazer parte do dia-a-dia da educação infantil (e não apenas de outros níveis de ensino)


Quem acredita que ler e escrever não é mera questão de conhecer letras, sílabas e seus respectivos sons, mas sim um processo muito mais amplo e complexo, costuma eleger o trabalho com textos para aproximar as crianças do universo da escrita. E, nesse caso,muitos educadores têm dúvidas sobre que textos podem ser usados e quais são os mais adequados às diferentes faixas etárias.
Continue lendo >

Contextos de alfabetização na Era Tecnologica

Gostando ou não, isto é fato: não se alfabetiza mais crianças como antigamente. Em tempo de avanços tecnológicos e diante das pesquisas sobre a didática da alfabetização, faz-se necessário pensar novos contextos para se ensinar a ler e a escrever


Trabalhei com muitos grupos de educadores. E nenhum ou apenas um dos integrantes sabia realizar operações muito simples com aparelhos e recursos audiovisuais, e raras foram as situações em que esses recursos eram de boa qualidade e funcionavam.

Costumava brincar dizendo que, definitivamente, educação e tecnologia não andam juntas. É uma brincadeira, mas junto com o riso vem o triste reconhecimento de quanto nós, da educação, estamos desinformados e distantes dos recursos tecnológicos existentes no mundo em que vivemos.
Continue lendo >

Linhas e entrelinhas de uma história – Como trabalhar reescrita com crianças de 6 anos

As histórias são fonte para inúmeras aprendizagens que colaboram para a construção do sujeito, para a compreensão das questões afetivas, para o desenvolvimento da imaginação, do pensamento. São também recursos inestimáveis para conhecer a linguagem com a qual se escreve. A reescrita do conto oriental “O Quebrador de Pedras” surpreende e encanta, pois as crianças aprendem muito sobre o que envolve a escrita e a produção de texto

Continue lendo >