Está no almanaque?

Crianças de Osasco-SP avançam na leitura e na escrita ao participar do Projeto Almanaque. Tão rica e colorida quanto o produto final foi a aventura de produzi-lo: juntas, as crianças puderam pesquisar, ditar, escrever, revisar, ilustrar e editar a publicação

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Este é o registro do Projeto Almanaque1, um projeto sobre leitura e escrita de textos de gêneros diversos por meio da confecção de um almanaque, realizado com crianças de 6 anos, em 2004. Idealizar este projeto, planejá-lo em detalhes, participar de formações que foram fonte de subsídios e avaliá-lo constantemente foi um prazer, mas nada comparado à alegria dos resultados com as crianças. Com ele, venci dois desafios que há anos vinha tentando superar: o de compreender como um propósito social pode se articular aos propósitos didáticos e o de trabalhar leitura e escrita de forma significativa em pequenos grupos, aproveitando os conhecimentos prévios das crianças.

Escrevi originalmente o projeto com a ajuda da minha parceira Ana Paula. Depois da orientação da coordenadora da escola, de alguns estudos sobre o tema e de muitas dicas que foram surgindo durante as formações das quais participei, ele foi modificado muitas vezes de acordo com as necessidades das crianças e do conteúdo.Continue lendo >

A microbiologia e os cuidados

Os complexos conceitos da microbiologia se iluminam a partir da visita a um museu dedicado ao tema. Olhar os micróbios e bactérias pelo visor de um microscópio é um dado importante para iniciar uma ação fundamentada com vistas a profissionalizar a higienização em espaços educativos
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Os vírus não são visíveis em Microscópio comum. O Museu de Microbiologia exibe essa réplica, de
tamanho aumentado, feita em plástico

Hoje é consenso entre profissionais que atuam com Educação Infantil que cuidar é constituinte do educar. Isso significa que as creches e pré-escolas precisam planejar e manter ambiente adequado para operacionalização dos cuidados de crianças na faixa etária de quatro meses a seis anos em contexto educativo e coletivo. Para tanto, é preciso que os projetos de formação dos diretores, coordenadores, professores e agentes escolares incluam a construção de conhecimentos sobre cuidados com a saúde. Com a finalidade de contemplar essa necessidade, o Projeto Capacitar na Educação Infantil, desenvolvido na região Leste da cidade de São Paulo por meio de uma parceria entre o Instituto Avisa Lá, a Secretaria de Educação da Prefeitura do Município de São Paulo, as empresas Gerdau e o Instituto C&A, prevê, entre outros objetivos, conteúdos e estratégias formativas com vistas à integração do cuidar e educar e à promoção da saúde.
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Uma cabana no deserto

A partir do interesse das crianças por animais, a formadora de apoio, Silvana Augusto, propôs uma viagem por um mundo diferente: o deserto. Durante três meses, as crianças do centro de educação infantil meu abacateiro, na capital paulista, pesquisaram, desenharam, escreveram, brincaram e aprenderam sobre a relação dos animais, vida humana e meio ambiente.

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Mesquita


As crianças pequenas são muito atraídas pelo mundo dos bichos, sejam domésticos ou selvagens, pequenos ou gigantes. Descobrir a diversidade da vida animal pode ser um tema interessante e legítimo para ampliar o entendimento sobre o que é a própria vida. Uma criança de dois anos, por exemplo, pode com muita naturalidade confirmar que um carro é vivo só porque se mexe. Ela ainda não sabe que ser vivo requer outros atributos além da mobilidade.

Ficam encantadas quando descobrem que seres vivos têm pernas, boca, orelhas, e podem ser mamãe e filhote, características que as crianças conhecem bem. “Estudar” a vida dos bichos é fonte de prazer e curiosidade para os pequenos. Há muitas maneiras de trabalhar o tema, e eu escolhi apresentar-lhes os bichos nos ambientes em que vivem, e não apenas como organismos vivos isolados. Eu imaginava que o tema dos animais deveria aparecer em um contexto que incluísse o ser humano, afinal, o meio ambiente também contém a cultura de um povo.

Na Amazônia, por exemplo, macaco, onça pintada, arara convivem com índios, seringueiros, etc. Tudo num ambiente está relacionado. E como seria no deserto? Essa foi a minha pergunta ao grupo e à professora Sônia Boaventura. Para tanto, trilhei os caminhos do jogo simbólico e da própria pesquisa. Queria mostrar como seres humanos e animais vivem em diferentes partes do mundo. Queria apresentar não só a diversidade animal, mas também a integração da vida.
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Traga notícias do mundo

“Quando você voltar traz mais notícias do mundo?” Assim uma criança de 5 anos de pré-escola despede-se do formador1, desejando que ao retornar traga novos aprendizados na bagagem: livros, vídeos, imagens e jogos, que sempre carrega consigo. Este artigo trata do desejo de conhecer o mundo que as crianças pequenas possuem e de como seus professores podem contribuir para concretizá- lo
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Tabuleiros de jogos feitos por crianças da rede pública de Cajamar

Esse trabalho consistiu no desenvolvimento de dois projetos simultâneos: um didático, direto com as crianças, chamado Tabuleiros do Mundo Todo, e outro de formação, com professores e coordenadores pedagógicos. A escolha dos conteúdos, a partir do desenvolvimento do trabalho com jogos, justificou-se pela demanda dos professores da rede de educação do município de Cajamar, São Paulo, que queriam ampliar seus conhecimentos em relação aos projetos na área de Natureza e Sociedade.
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Andanças por São Paulo: um projeto de ampliação cultural das equipes de apoio

A formação continuada em uma instituição de educação envolve todos os profissionais que nela trabalham, e não apenas os professores. Neste artigo, o acesso democrático à cultura foi o mote para um projeto que envolveu as equipes de apoio de dois centros de educação infantil da capital paulista
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Teatro Municipal de São Paulo

Dirigir uma instituição de Educação Infantil significa gerenciar diferentes projetos de formação que, embora tenham todos um objetivo comum – o de proporcionar uma Educação de qualidade para as crianças – trabalham de forma específica com os diferentes atores. A parceria entre gerentes e/ou diretores e coordenadores pedagógicos que planejam juntos as ações de formação garante harmonia e coerência da proposta educativa como um todo. Exemplificando essa atuação conjunta apresentamos o Projeto de Ampliação Cultural para as equipes de apoio (auxiliares de limpeza e de cozinha) e educadores dos Centros de Educação Infantil (CEIs) Dom José Gaspar e Isabel Ribeiro, na capital Paulista, que teve como objetivos, o acesso aos equipamentos culturais da cidade, e propiciar maior habilidade com a leitura e a escrita, visando uma melhor integração com a atuação da área pedagógica.Continue lendo >

Um dia depois do outro para ler e escrever

A continuidade é peça fundamental no planejamento das atividades de escrita. veja neste artigo como uma atividade permanente, a leitura de jornal, pode ser bem aproveitada didaticamente, instigando um grupo de crianças a ler, escrever e a conhecer mais.

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As crianças ajudam a construir o texto que a colega registra


A leitura de jornal pode fazer parte da rotina de um grupo de crianças. Ler a programação especial para o fim de semana é sempre um bom assunto para a sexta-feira. Além disso, conhecer o noticiário e artigos interessantes ou mesmo anúncios que possam dar ganchos para boas conversas, ou um projeto didático.

Às vezes, a conversa sobre uma notícia motiva as crianças a continuarem investigando uma questão em pauta, alimentando os projetos do grupo. Foi o que aconteceu em uma das atividades de uma sexta-feira, na Escola Projeto Vida.

O jornal chega na sexta-feira à tarde
Escolhemos um artigo que falava sobre o Sítio Santa Luzia, onde hoje está sediada a Escola Projeto Vida. Era um artigo bastante antigo, de 1981. Tratava de um assunto de grande interesse para o grupo, e contava sobre a última moradora do Sítio Santa Luzia, local onde hoje funciona nossa escola.

As crianças ficaram muito curiosas com a parte que dizia que a construção era possivelmente uma casa rural do tempo dos bandeirantes.

– Professora, o que é bandeirantes?
– Tempo dos bandeirantes?

Resolvemos então saber mais sobre os bandeirantes. Continue lendo >

Formação de leitores: por onde começar

O que é ser leitor? Como crianças não alfabetizadas podem ler um texto? essas são algumas das perguntas que foram discutidas no encontro de formação que você vai conhecer a seguir. Veja como a resolução de problemas e a análise de situações homólogas de leitura ajudam o professor a construir novas práticas educativas no campo da alfabetização inicial.

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O que significa cuidar de alguém

Cuidar dos bebês e educá-los são faces da mesma moeda: a promoção do desenvolvimento orgânico não está separada das atitudes e dos procedimentos que ajudam a criança a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural

Mães cuidando dos filhos no Congo

Para refletirmos sobre o cuidado com crianças atendidas em berçário das unidades de educação infantil, precisamos rever dois conceitos: berçário e cuidado. De acordo com o dicionário de língua portuguesa, “berçário” é uma sala ou quarto das maternidades onde ficam os berços destinados às crianças recém- nascidas.

Provavelmente foi com base nesta concepção que as primeiras creches da cidade de São Paulo, algumas localizadas em empresas, denominaram berçário: o setor que atendia crianças “de berço”. Em que pesem os avanços na educação infantil, a palavra ainda é utilizada tanto para designar um setor da creche quanto uma unidade de educação infantil destinada ao atendimento de crianças menores de 2 anos.
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Um mundo novo para as crianças a partir da formação musical

Um trabalho voltado para a formação de ouvintes sensíveis e reflexivos e para a valorização da criação musical infantil


A educação musical no Espaço Gente Jovem Santa Clara2, localizado na zona oeste em São Paulo, tem como objetivo construir conhecimento musical por meio do fazer musical, valorizando o desenvolvimento das qualidades humanas envolvidas nesse processo. Com esse propósito, desenvolvi uma seqüência de atividades no EGJ Santa Clara, que contemplava, de forma integrada, a interpretação, a criação, a escuta e a reflexão sobre a música.

A maioria das crianças de minha turma, de 8 anos, já tinha algum contato com a música, graças ao professor do ano anterior, que lhes ensinara, entre outras coisas, um repertório vivamente relembrado pelo grupo desde o nosso primeiro encontro: Maracangalha; Canto do Povo de Um Lugar; Asa Branca, além de cantigas e brincadeiras tradicionais da cultura infantil, como Bambu Tirabu, Senhora Dona Sancha, A Casinha da Vovó, e outras.

Pela conversa inicial e pelas fitas e cadernos que pude analisar, notei que a turma já havia trabalhado com improvisos e acompanhamento musical, usando alguns instrumentos. E também com timbres, usando como forma de registro o desenho dos próprios instrumentos.

Nesse contexto, um desafio para o grupo seria aprofundar os conhecimentos específicos da música e, para tanto, planejei uma seqüência de trabalho: uma experiência de um semestre, que se iniciou com uma brincadeira rítmica e se encerrou com uma pequena composição coletiva.
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Viva a banda e a Carmen Miranda !!

Por meio da brincadeira e da música popular crianças de 3 anos conhecem um jeito de ser brasileiro
Clara - 3 anos

Clara – 3 anos

Ao planejar as primeiras atividades de início do ano, procurei um assunto que pudesse interessar às crianças de 3 anos e que fugisse um pouco dos temas tradicionais para a faixa etária. Como o carnaval estava próximo, lembrei-me das marchinhas carnavalescas de antigamente, a que dificilmente as crianças têm acesso nos dias de hoje. Apostei que os pequenos se envolveriam com o ritmo alegre, as letras divertidas e a possibilidade de cantar e dançar. A escolha das músicas possibilitou o contato com informações interessantes da época em que foram compostas e divulgadas.
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