Por dentro da moda

As roupas, os sapatos e acessórios contam muito sobre uma cultura e um tempo histórico. Por isso, constituem um rico material de investigação para as crianças de todas as idades
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Caixas de leite viram sapatos (fotos do desfile das crianças: Flávia Cunha Lima)

O mundo natural e social é campo de investigação para os cientistas, mas, sobretudo, para as crianças, que têm o frescor da dúvida, da inquietação, da curiosidade, do desejo de conhecer. As crianças pequenas possuem muito interesse acerca do mundo em que vivem, portanto, é preciso que a escola corresponda às expectativas infantis e dê respaldo às suas inquietudes e investigações.

As situações de aprendizagem devem proporcionar um caldo cultural fértil, capaz de aguçar ainda mais o desejo das crianças de construir explicações para o mundo. Na Educação Infantil, a aproximação das crianças com alguns procedimentos investigativos próprios das ciências naturais e sociais traz ótimos frutos1. Portanto, é necessário auxiliá-las na formulação de perguntas e explicações sobre o universo a ser conhecido; na utilização de diferentes fontes de informação; na busca por conhecimento em locais específicos, tais como bibliotecas, museus; na leitura e interpretação de registros, como desenhos e fotografias.

Além disso, fazer com que a criança aprenda a registrar informações (utilizando desenhos, textos orais ditados ao professor, comunicação oral registrada no gravador etc.) contribui para que ela valorize o conhecimento. Esses procedimentos são ferramentas importantes para a formação desses pesquisadores mirins, que têm um jeito muito particular de ver o mundo, repleto de relações criadas segundo sua ótica, que é simbólica e lúdica por natureza.

Não podemos subestimar a capacidade das crianças, oferecendo uma informação simplificada, estereotipada e/ou equivocada. Há que se pesquisar para olhar o mundo em toda a sua riqueza e complexidade, e fazer aflorar na sala de aula um espaço vivo e fervilhante de idéias que estejam integradas num contexto de pesquisa. As propostas a seguir são todas relacionadas ao mundo da moda. Elas têm um caráter lúdico, tal como deve ser o conhecimento, principalmente na Educação Infantil, e integradas num contexto de produção de sentido. A história do vestuário, por exemplo, guarda relação direta com a forma de comportamento através dos tempos e com a produção cultural da Humanidade.

A moda é uma linguagem não verbal que expressa identidade individual e de grupo, símbolo de status, ocupação, gênero, poder, riqueza etc. As propostas de estudo da moda podem ter muitas direções, conforme o interesse do grupo, materiais disponíveis conhecimentos das crianças e suas necessidades de investigação. A seguir, algumas possibilidades.

Criar linha do tempo
Vale uma atividade inicial para saber quais são os conhecimentos prévios das crianças. A sugestão é a seguinte: separar diversas imagens de brasileiras e brasileiros vestidos conforme a moda nos diferentes tempos e pedir que as crianças ordenem as imagens em ordem cronológica. É importante observar e registrar as discussões das crianças ao fazerem a ordenação, ressaltando, se houver, o interesse pelas formas diferenciadas de se vestir, tipos de penteados, adornos. A partir deste disparador, procurar saber das crianças o porquê das diferenças de estilo no decorrer dos anos.

A conversa pode se encaminhar na direção de questionamentos, tais como: Quem inventa novas formas de se vestir? De onde vêm as idéias para tantas roupas, estampas, tecidos diferentes, adornos, etc.? Na época dos índios, havia moda? Como desdobramento dessa atividade, sugerimos a leitura do belo e esclarecedor livro Moda, Uma História para Crianças2.


Montar minimuseu

Material necessário: painel; fotos antigas de crianças e de seus antepassados que revelem formas de se vestir; imagens de revistas, livros e internet que retratem a moda no Brasil; araras para expor roupas ou bonecos-manequins, que podem ser feitos de pano com enchimento; prateleiras para expor objetos, tais como acessórios, sapatos, chapéus, fichários ou pastas para guardar imagens que não forem colocadas no painel.

Objetivos:

  1. Compreender a idéia de transformação dos vestuários ao longo dos tempos, fruto de uma construção social.
  2. Colecionar materiais que enriqueçam a pesquisa, tal como fazem os cientistas para ter uma visão mais relacional daquilo que buscam investigar.

Descrição da atividade:
Pode-se iniciar a construção do minimuseu solicitando às crianças o empréstimo de fotos delas, de seus pais e avós, bem como peças de roupas e acessórios. Pode-se escrever um bilhete para os adultos, explicando o motivo, combinando os cuidados que irão ter com material tão precioso, que deve ser devolvido após o projeto. É interessante que as crianças peçam relatos, principalmente das pessoas mais velhas da família, de como eram as roupas, uniformes escolares, quem os fazia, onde os compravam. É importante separar um lugar na sala para a montagem de um espaço para receber esses materiais, desde a improvisação de uma arara com cabides até a produção de um manequim, que pode ser feito de pano ou estrutura de madeira com papel machê3, para que possam vesti-lo.
Também seria bom separar uma caixa ou “baú da moda”, no qual pudessem guardar livros e revistas emprestados, bem como pastas para fotos e imagens que não vão para o painel. À medida que o estudo avança, as crianças podem enriquecer o painel, por meio de pesquisa, acrescentando imagens da moda desde os povos indígenas até os mais modernos desfiles de estilistas brasileiros, que freqüentemente estão presentes na mídia, bem como escrever legendas informativas do que estão estudando.

Atenção: nesta atividade, está em jogo uma perspectiva histórica da moda, mas é também necessário pensar num foco para o trabalho com crianças tão pequenas, talvez eleger uma época para “estudar” mais a fundo. É isso que permite à criança ter uma visão integrada e relacional do mundo. Digamos que a época selecionada pelo grupo seja a do Brasil Colonial. Neste sentido, poderão explorar a confluência das modas portuguesa, africana e indígena. Assistir a trechos do filme Carlota Joaquina4, para ver as roupas de chita usadas na época; podem, ainda, apreciar as pranchas e descrições do pintor Debret5, que retratou os costumes brasileiros dessa época; enfim, trazer para a sala de aula um rico universo.

É importante que o professor selecione um recorte da moda, para investigar mais com as crianças. A escolha não importa: pode ser a folia da moda de Carnaval de Joãozinho Trinta6, o colorido dos anos 60, até divertidos estilistas atuais brasileiros, tal qual o conceituado Jum Nakao7, paulista de origem oriental que inovou seu desfile com peças de roupa em papel vegetal, com modelos inspirados em personagens do brinquedo playmobil, ou então Lino Villaventura8, que sabe, como ninguém, valorizar o artesanato brasileiro do nordeste e a exuberância de cores de nosso país.

Organizar desfile
Material necessário: Livros de moda, para servirem de inspiração para a criação dos próprios figurinos; roupas; sapatos; tinta; pincéis; tesoura; cola; retalhos de tecidos; panos diversos; fios para amarração; baú; perucas; bijuterias; espelho; passarela, que pode ser feita com compensados finos pintados; caixas de papelão emendadas ou material de banner que não tenha mais utilidade; tapetes; esteiras, etc.

Objetivo: Poder criar e brincar de inventar novas formas de se vestir, inspiradas nas pesquisas e fontes imagéticas, explorando o universo lúdico da moda e do conhecimento por ela proporcionado, sobretudo experimentando novas formas de expressão cultural.

Descrição da atividade: As crianças podem ser convidadas a transformar e improvisar interferências em roupas velhas, brincando de colar panos, pintar; ou mesmo receber ajuda de voluntários que possam ensiná-las a costurar, usando agulha grossa e lã. O interessante é inspirar-se nos estudos que estão fazendo. No caso dos sapatos, podem ter idéias de como transformar sapatos velhos, pintando-os com guache dissolvido em cola, a partir da apreciação do livro que traz uma diversidade inusitada deles: Sapatos, de Linda O’Keeffe9.

As atividades de confecção de roupas podem ser feitas ao longo do estudo, e o que for produzido pode estar à disposição para as crianças brincarem na sala e pátio, improvisando camarim com tecido e apetrechos para desfilarem. A brincadeira pode ser enriquecida se as crianças assistirem a desfiles e conversarem com profissionais que trabalham neles. Assim, podem também descobrir outros papéis na brincadeira, como o de DJ, cabeleireiro, fotógrafo, apresentador, maquiador etc. Vale ressaltar que é importante que se pense tanto na moda feminina quanto na masculina, para que todos se integrem na brincadeira.

Variações:
Criar roupas para bonecas e bonecos manequins do tipo articulado, que podem ser feitos de tecido com fio de arame por dentro, com a técnica de enrolar tiras em volta de arame galvanizado.

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Terminando a bolsinha

Viajar no tempo
Material necessário: Livros e revistas com imagens da moda brasileira; cópias em preto-e-branco de fotos 3×4 das crianças do grupo; molde de boneco de papelão (papel Paraná); papéis; tesouras; canetinhas; lápis colorido e giz de cera; sacos plásticos ou caixas de sapatos.

Objetivo: Ampliar a comunicação oral, incentivar o registro escrito e o desenho de observação.

Descrição da atividade: Cada criança faz um molde de boneca, recortando o papel Paraná. Cola a cópia de sua foto 3×4 no rosto do boneco. A partir daí pode fazer diversas roupas de papel para seu boneco, tendo como referência os estilos de vestuário pesquisados. Esta atividade pode ser repetida em outros momentos. As crianças vão colecionando roupas, que podem guardar em sacos plásticos ou caixas de sapato.

Variações: Pode-se fazer também esta mesma proposta usando caixas de papelão para o molde no tamanho da criança, bem como foto 3×4 ampliada e pendurar os bonecos na frente da escola, tendo o cuidado de colocar legendas para informar aos passantes a época na qual inspiraram seu figurino. Levar o que produzem para fora da sala possibilita socializar o conhecimento construído e ainda incentiva o recebimento de materiais e de ajuda para a pesquisa.

Descobrir os bastidores
Material necessário: Gravador; fita-cassete; pranchetas; lápis e papel para anotação; máquina fotográfica ou câmera de vídeo.

Objetivo:
Ampliar a noção de moda como sendo muito mais que um desfile, reconhecendo-a como uma ação humana construída por muitos profissionais e influenciada pela cultura, aprendendo, sobretudo, a contar com informantes especialistas na área.

Descrição da atividade: Nas cidades onde isto é possível, escolher locais relacionados à moda, para um passeio a campo: brechós, ateliês de costura, espaços de estilistas, editoras de moda, fábricas de tecidos, estamparias, bibliotecas especializadas em moda, como Senac Modas10, etc. Preparar previamente com o grupo um roteiro do que querem saber, bem como contar um pouco da especialidade de cada entrevistado e do lugar visitado, para terem a idéia de como podem aprender mais com estas situações. Durante a conversa com profissionais da moda, ajudar as crianças a retomarem o roteiro que fizeram, bem como a aproveitar ao máximo as contribuições dos entrevistados para o estudo.

Dica:
Separar gravador ou câmera de vídeo para registrar e rever em outra ocasião e ainda socializar a experiência, eventualmente, com outras pessoas. Os novos conhecimentos adquiridos podem ser traduzidos em painéis informativos do tipo “Você sabia que…”, para serem compartilhados com a comunidade escolar. Tais painéis devem ser constantemente alimentados, para fazer circular o conhecimento.

(Adriana Klisys, psicóloga pela PUC-SP, coordenadora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte. www.caleido.com.br)

1“Organização do mundo, seu modo de ser, viver e trabalhar” – Eixo Natureza e Sociedade, in Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil – RCNEI, publicação que integra a série de documentos dos Parâmetros Curriculares Nacionais, elaborados pelo Ministério de Educação e do Desporto, 1998. Volumes disponíveis no site: www.mec.gov.br
2Ver Para Saber Mais, pág. 42.
3Papel machê (do francês papier mâché) significa papel picado, amassado e esmagado. É uma massa feita com papel picado embebido na água, coado e depois misturado com cola.
4Carlota Joaquina, Princesa do Brazil é um filme de 1995, dirigido por Carla Camurati. Mostra, de forma bem-humorada, a vida da rainha portuguesa e princesa do Brasil Carlota Joaquina.
5Jean-Baptiste Debret, pintor e desenhista francês. (1768-1848)
6João Clemente Jorge Trinta, artista plástico e famoso carnavalesco brasileiro.
7Jum Nakao, estilista brasileiro. www.jumnakao.com.br
8www.uol.com.br/linovillaventura
9Ver Para Saber Mais, pág. 42
10www.sp.senac.br

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Uma bolsinha elegante

Ateliê de moda

Uma simples brincadeira no ateliê de artes plásticas transforma-se num rico e divertido processo de aprendizagem para um grupo de crianças pequenas

“Nossa! Este prato parece um chapéu! Cabe direitinhho na minha cabeça.” A partir daí começaram a surgir as mais diversas peças de vestuário nos momentos de ateliê-aula de um grupo da 1a série, com alunos de cinco e seis anos. Depois desta primeira observação, outras meninas foram atrás de pratos de papel para fazerem chapéus e as idéias foram surgindo:

“E se colocarmos fitas para enfeitar, como o chapéu da festa junina?”, dizia uma.

“Vou colocar um laço”, dizia outra.

Terminados os chapéus, não demorou muito para a idéia de fazer um vestido aparecer, afinal, precisavam ter algo para vestir com o chapéu. O trabalho tornou-se bem mais intenso: primeiro a escolha do “tecido” – que variou do papel ao TNT12, passando pelo plástico; depois foi necessário pensar o modelo; cortar; juntar tudo. Usaram durex, cola, linha e agulha… e ainda assim os vestidos não paravam no corpo. Sugeri que olhassem em casa os seus vestidos e os de suas mães para terem idéias de como prender. Foi ótimo. No encontro seguinte, todas as meninas trouxeram novas possibilidades para prender o vestido: duas alças, uma alça só, preso atrás do pescoço. Mais dois ou três encontros, e os modelos ficaram prontos.

Antes que eu pudesse sugerir um desfile, elas já estavam empenhadas em criar as bolsas e já tinham planos para os sapatos e brincos. E o melhor, desta vez eu nem precisei intervir: já tinham olhado seus sapatos, brincos e bolsas e sabiam o que fazer. Desta maneira, passamos praticamente quinze aulas de ateliê de artes conversando sobre o vestuário e, mais do que tudo, com a turma extremamente concentrada e trabalhando duro para ver realizadas suas peças. Prontas e catalogadas, elas estão agora guardadas na escola para serem apresentadas na Mostra de Artes que acontecerá no segundo semestre.

Como funciona o ateliê
Na escola Manacá,o ateliê tem por objetivo aproximar a criança da experiência dos artistas, que utilizam as artes plásticas para se expressar, com todas as dúvidas, ansiedades, possibilidades de exposição pessoal e de criação. É oferecida aos alunos uma gama crescente de materiais, suportes e instrumentos para que se manifestem com liberdade de escolha. O professor é um orientador atencioso, carinhoso, paciente, sem expectativas ou ansiedades, aberto a receber todos os trabalhos, pois cada criança vê o mundo de uma maneira diferente.

As atividades de artes plásticas começam já na turma de dois anos e são realizadas na própria sala do grupo com algumas alternativas de suporte ou material. Por exemplo, se vão fazer um desenho, podem ser oferecidos ao mesmo tempo lápis de cor, giz de cera e giz de lousa para que as crianças escolham quais querem usar. O material fica disponível para que experimentem em suas produções. Já na turma de três anos, a professora coloca duas ou mais opções de e trabalho a cada aula. Por exemplo: argila ou desenho; recorte ou pintura; pintura com rolinho e guache ou com tinta plástica etc. As crianças vão fazendo suas opções até que, aos quatro anos, em média, elas utilizam todos os materiais do ateliê para expressar-se.

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Arrumação antes do desfile

Para que tudo aconteça de forma tranqüila, algumas regras são importantes: nos três momentos de artes da semana, o professor avisa quando a aula está acabando, há constância dos materiais, a possibilidade de continuar o trabalho iniciado na aula seguinte e o comprometimento de todos em deixar a sala organizada e limpa para as outras turmas. As aulas começam com uma conversa sobre o que aconteceu no encontro anterior, incluindo as conquistas, os procedimentos interessantes ou mesmo os comportamentos que atrapalharam a atividade. É feito também um levantamento de quem tem trabalhos para continuar. No final, todas as produções são identificadas, e acontecem rodas de apresentação para que os alunos compartilhem suas idéias, tentativas, o que deu certo, o que deu errado.

(Flávia Cunha Lima, coordenadora pedagógica da Escola Manacá, Cotia,SP)

12TNT é a sigla para Tecido Não Tecido. É produzido a partir de fibras que não passam pelos processos têxteis mais comuns.

Ficha técnica

Texto “Por Dentro da Moda”
Caleidoscópio Brincadeira e Arte – Site: www.caleido.com.br

Box “Ateliê da Moda”
Escola Manacá – Endereço: Avenida São Camilo,748, Cotia – SP – Tel: (11) 4702-4370 – Site: www.escolamanaca.com.br
Professora: Sandra Regina R. Medeiros
Coordenadora: Flávia Cunha Lima

Para saber mais

Livros

  • A Roupa e a Moda – Uma História Concisa, James Laver. Ed. Companhia das Letras. Tel.: (11) 3707 3500
  • As Engrenagens da Moda, Marta Kasznar Feghali e Daniela Dwyer. Senac Rio Editora. Tel.: (21) 2240-2045
  • Moda, Uma História para Crianças, Kátia Canton e Luciana Schiller. Ed. Cosac & Naif. (11) 3218-1444.
  • More Lettie Lane Paper Dolls – Sheila Young – Dover Publications, Inc. – NY. Site: www.doverpublications.com
  • No Princípio… A Mais Nova História de Quase Todas as Coisas, Brian Delf e Richard Platt. Ed. Martins Fontes. Tel.: (11) 3241-3677
  • Que Chita Bacana, Renata Mellão e Renato Imbroisi. Editora Casa, Tel. (21) 2205-8661.
  • Revista Art Design – Jum Nakao e o papel da moda, no 37 –2004.
  • Sapatos – uma festa de sapatos de salto, sandálias, chinelos…, Linda O’Keeffe Ed. Könemann. À venda na livraria Siciliano. Site: www.siciliano.com.br
  • The Complete Costume History, Auguste Racinet. Ed.Taschen. site: www.taschen.com

Filme

  • Carlota Joaquina, Princesa do Brazil, dirigido por Carla Camurati. Disponível nas locadoras em formatos DVD e VHS.

Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #32 de outubro de 2007. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

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