Nossas Raízes: conhecendo povos africanos para saber mais sobre nós mesmos

Conhecer diferentes culturas fica muito mais interessante quando planejamos as seqüências de atividades dentro de um projeto didático. A idéia de conhecer mais sobre povos africanos foi trabalhada em duas creches usando esta modalidade de organização do tempo didático.

Bob Custódio a partir de foto de Seydou Keita

“Não se pode falar do povo brasileiro sem falar das orígens africanas”
(ilustração de Bob Custódio a partir de foto de Seydou Keita)

Os projetos Mama África e Aspectos Culturais da África envolveram pesquisa em várias fontes de informação e registros por meio das diferentes linguagens. Proporcionaram à todos os envolvidos, conhecimento e diversão. Embora o assunto fosse praticamente o mesmo, o desenrolar das atividades esteve subordinado às singularidades das crianças, de seus professores, das comunidades onde as instituições se encontravam. Isto faz a riqueza dos projetos. Nenhum é igual ao outro.

A escolha do assunto

A realidade brasileira é plural: pelo país afora encontramos gente de todo jeito, de todos os credos, diferentes religiões, costumes, etc. Essa diversidade é fruto das inúmeras influências que sofremos ao longo de nossa história; um bom exemplo é a influência negra. A chegada dos povos africanos teve tamanha importância ao ponto de não se poder mais falar do povo brasileiro sem falar das origens africanas e da fusão que se deu nas terras brasileiras.

Apesar da sua presença e da inegável importância, ainda convivemos com situações de preconceito muito recorrentes, apesar da maioria negra que frequenta grande parte das instituições de educação. Por que esse assunto é pouco discutido com as crianças?

Há duas razões principais que ocultam uma discussão direta sobre o racismo: a ignorância e o medo. Ignorância sobre a situação dos negros, sobre sua história, sua cultura e principalmente, ignorância das relações entre brancos e negros na nossa sociedade. Tanto desconhecimento gera atitudes que, movidas muitas vezes por atos inconscientes, reforçam ainda mais o preconceito. Ignorar a diferença, ignorar a palavra negro com medo de ofender ou humilhar as crianças como se houvesse algum motivo para isso, são exemplos de atitudes que desconsideram a questão racial e não protegem as crianças, ao contrário, dificultam a construção da auto estima e da identidade das crianças negras além de expor as crianças brancas a uma relação muito ruim com o poder.

Para mudar essa situação não se deve calar, ao contrário, é importante explicitar a questão, falar sobre ela, informar para formar atitude. O preconceito deve ser enfrentado pelos educadores sem medo, tocando diretamente as questões, promovendo discussões diretas sobre informações esclarecedoras pois quanto menos falamos, mais contribuímos para tornar o assunto proibido aos olhos das crianças reforçando assim o preconceito velado.

Conhecer o passado e a cultura de povos africanos possibilita entender que muitos de nossos costumes vieram da África: comidas, música, vocabulário, até mesmo as histórias que nossas crianças ouviram das mães de leite e ainda ouvem até hoje por meio da tradição oral. Ajuda a desenvolver uma atitude de respeito pela diferença, contribuindo efetivamente para a formação da identidade e da auto estima de todas as crianças que convivem numa instituição de ensino.

Bob Custódio com desenho de William Luis Ferreira (6 anos)

Projetos Mama África e Aspectos Culturais da África proporcionaram muita diversão e conhecimento
(Bob Custódio com desenho de William Luis Ferreira – 6 anos, em 99

 

Mama África: Comida, diversão e arte

(Diários de Edileine Fonseca)

Grupo: pré (5 a 6 anos)
Âmbito de experiência: Conhecimento de mundo e Formação Pessoal e Social Eixo de trabalho predominante: natureza e sociedade
Tempo previsto: 4 meses

I – Objetivos:

Compartilhado, combinado e dividido com as crianças: organizar um desfile afro e montar uma exposição sobre costumes de alguns povos africanos para as famílias e a comunidade.

Didáticos: ampliar os conhecimentos das crianças sobre a cultura africana para que possam saber mais sobre sua própria cultura, estabelecendo algumas relações entre o modo de vida de seu grupo social e outros grupos.

II – O que a professora quer que as crianças aprendam?

1. Conceitos (o que aprender)

  • aspectos da nossa cultura e de culturas diferentes da nossa.

2. Procedimentos (como aprender)

  • observar e descrever características dos hábitos e costumes dos povos negros africanos, apoiado-se em leituras de imagens.
    • comentar, formular perguntas dentro do contexto da discussão.
    • confrontar opiniões e informações.
    • registrar as informações adquiridas sobre o tema (desenho / escrita).
    • saber usar diferentes fontes de informação: livros, vídeo, obras de arte.
    • saber usar o desenho como forma de registro.

3. Atitudes

  • saber ouvir o relato dos amigos.
    • conhecer para respeitar a diversidade cultural.
    • interessar-se por conhecer grupos culturais em outros tempos históricos.

A primeira pergunta sobre os negros

…Em uma de nossas primeiras conversas, as crianças falaram que no Brasil existem pessoas com cabelos lisos outras com crespos, olhos azuis, verdes, marrom, cabelo loiro, castanho, preto, gente com pele branca e negra, e por fim falaram dos orientais. Disseram também que as pessoas vieram para o Brasil pois onde eles moravam devia ser muito chato. Alguém apontou para a Cris, a professora que é negra:
– Você morava num lugar muito chato e veio para cá?
O tempo destinado ao estudo dos nossos antepassados costuma ser mais interessante quando ajuda as crianças a comparar, comentar, discutir, opinar, conversar, apreciar, etc porque dessa forma elas pensam o tempo todo e comumente descobrem mais do que a história oficial relata.

A pesquisa nos livros; “Leitura de imagens”
…Apresentei três atlas ilustrados e o livro ‘Crianças como você da Unicef`. Conversamos sobre as diferenças entre esses em relação ao que haviam visto da outra vez. As crianças se dividiram em grupos de 4 ou 5 e cada uma de nós, educadoras, pôde ficar num grupo para intermediar a leitura das crianças. Pedi a elas que observassem os desenhos e as gravuras e fizessem uma leitura das imagens (as crianças ainda não liam convencionalmente).

Após essa leitura, elas contaram para os amigos o que puderam observar. Durante a discussão nos pequenos grupos as crianças, muito concentradas, falavam ao mesmo tempo apontando aquilo que lhes chamava mais a atenção. O grupo que estava comigo ficou impressionado quando viu a diversidade dos tipos étnicos, em especial uma menina da Tanzânia com uma roupa muito colorida e diferente. Ficavam apontando para as crianças do livro e diziam: ‘esta sou eu! este é fulano e está é …’ Fiquei lembrando que quando eu era pequena eu também gostava de fazer isso com personagens que admirava…

Navio Negreiro

Acima, Adriano, Barco de Exú, séc. XX, 55 cm, escultura em madeira
Abaixo, desenhos de Núbia da Silva Brito (6 anos – 1997) e Diogo Araújo (6anos, 1997): Navio negreiro

…Em seguida mostrei algumas gravuras (Debret, Rugendas, Verger etc) Diego pegou a folha e olhou-a de perto:
Diego M: Olha, tá cheio de negros aqui dentro! Deve ser o navio negreiro.
Wilian: Aquele que trazia os negros da África.
…pararam para pensar um pouco o que estava faltando pesquisar e alguém falou que eles não sabiam o que os escravos comiam.

C 1 – Acho que era a mesma comida dos brancos.
C 2 – Não, era farinha e água!
C 3 – No navio negreiro a gente viu que era farinha e água.
Profa – E qual será o tipo de comida que tinham antes de serem escravizados?
Isto levou a outra pesquisa e dias depois…
…As crianças me contaram que fizeram paçoca no pilão que uma senhora da comunidade emprestou para eles.
C 1 – É um pilão muito antigo.
C 2 – Tem cem anos!
C 3 – Foi o pai da D… que fez.
Profa – Os negros escravisados usavam o pilão para moer milho, mandioca, café, amendoim…
Profa – E vocês lembram de que madeira foi feito esse pilão?
C 1 – Com madeira de eucalipto. Nós fizemos paçoca e tem um pouco para você.
Profa – E o que vocês colocaram nessa paçoca?
C 2 – Amendoim, farinha de mandioca e açúcar.
C 3 – Nós ‘tamo’ escrevendo a receita para levar para casa.
Profa – Minha avó fazia paçoca desse jeito, só que depois ela arrumava de uma forma que não desmanchava, a gente podia cortar com faca, mas não ficou assim, a nossa.
Profa – Mas ficou gostosa?
C 1 – Ficou! Ficou uma delícia! Todo mundo da creche comeu!
– O pessoal passava e perguntava o que é que estava cheirando tão gostoso! – reforçou Mábia.

Aprendendo a pesquisar nos filmes

…Num outro dia fomos assistir ao filme Chico Rei: Pedi que ficassem atentos aos detalhes de vestimentas, aos trabalhos realizados pelos negros escravizados, ao navio negreiro, ao mercado onde homens, mulheres e crianças negras eram vendidas ou compradas como
mercadoria, … As crianças ficaram muito interessadas e não tiravam os olhos da TV… Quando eu adiantava o filme eles reclamavam. Mesmo cortando alguns trechos, as crianças ficaram um bom tempo assistindo ao filme.

Fui contando a história de Chico Rei e explicando alguns episódios. Eles também fizeram perguntas durante a apresentação. Diego M. comentou cheio de ansiedade: ‘Nossa! Dá até vontade de chorar!’. Depois, as educadoras falaram sobre a importância de assistirem aos filmes antes das crianças para selecionarem partes e saberem se ele trata do assunto que está sendo estudado. Também apontaram como importante a apresentação do filme, a forma como é introduzido, contextualizado e de como é importante colocarmos para as crianças alguns pontos para serem observados.

Passado e presente

…Cris e Mábia estão bastante empolgadas. Mábia disse que o ex-chefe da mãe dela é nigeriano e poderá nos emprestar alguns materiais. Ela conhece um pessoal que joga capoeira e quer levá-los para uma apresentação na creche. Cris conhece umas pessoas que fazem dança
afro e também sabem preparar algumas comidas. Agora a cada encontro temos uma novidade sobre o projeto, vamos descobrindo informações e querendo contá-las para as outras.

William brincando com objetos da exposição

William, 6 anos (em 1999), brinca com objetos da exposição na sua sala de aula, ambientada durante o projeto

Momentos de Avaliar

…Durante as rodas de conversa sobre o projeto notei que enquanto
um grupo expunha suas obsevações era preciso que ficássemos pedindo
para que os outros prestassem atenção. Ainda existe a questão de falarem ao mesmo tempo, parece que não tem tanta importância o que o colega tem a dizer. Posso afirmar que eles estavam interessados durante a atividade em grupos pequenos e enquanto falavam também, mas
quando tiveram que escutar é que foram elas…

Orientação didática

…Talvez precisemos fazer com eles um combinado mais firme:
enquanto um amigo estiver falando os outros vão ouvir e isso vai valer para todos nós. É importante que possam falar, participar e serem ouvidas. Não é isso que escrevemos nas orientações
didáticas dos projetos? Será que valorizamos a fala das crianças? Será que muitas vezes não fazemos monólogos de assuntos que achamos legais mas que se tornam pouco interessantes? A questão é valorizar a fala das crianças, garantir que todos falem e sejam ouvidos, que o grupo trabalhe coletivamente discutindo sobre o que os colegas falam.

(25/9)

…A sala se tornou a casa do projeto. Aprendi muita coisa, palavras, conheci alguns objetos, pratos africanos. O mais interessante foi que toda creche se envolveu. Estou mais feliz ainda depois da exposição , já que o nosso trabalho e o das crianças foram reconhecidos. Quando passo ou vejo alguma coisa africana ou ligada à África eu logo penso no projeto das crianças. (Mábia, professora 12/12/1999)

… particularmente acreditava que esse seria um tema fundamental até porque não se fala muito no assunto e na sala a grande maioria é negra mas que não gostava de ser chamada assim. (Cris, professora)

Considerações sobre o projeto

Em Ermelino Matarazzo, há um grupo de consciência negra bastante atuante pois o bairro tem um passado histórico. Há inclusive um lugar que se chama Quilombo: dizem que foi mesmo! Apesar dessa proximidade, as crianças não sabiam muito sobre o assunto; havia mesmo algo a ser descoberto.

Por isso o projeto foi tão significativo, valorizou a cultura negra e o trabalho das crianças; seus frutos assumiram uma função na comunidade pois houve, ao final, apresentação de danças, desfile, capoeira, fotos, “museu” de objetos da África… tudo o que as crianças puderam ensinar num sábado de lazer para as famílias que vivem naquele bairro.

 

Aspectos Culturais da África: tratando preconceitos e construindo novos valores

Desestabilizar idéias preconcebidas pode ajudar a criança a aprender novos valores.Esse foi o desafio que o projeto colocou às professoras da creche Cantinho da Criança.

Relatórios de Beatriz Gouveia

 

Preconceitos na sala de aula

…Ao procurar saber o que as crianças sabiam sobre a África percebi que elas tinham muitas informações: possuiam conhecimentos sobre a pobreza, lugares desérticos, animais ferozes, capoeira e negros. Pude
perceber pelas falas que algumas crianças tão pequenas, 5, 6 anos mostravam intolerância e desprezo pelas pessoas de pele mais escura, embora a maioria das crianças da creche serem negras com diferentes tons de pele. Na primeira roda que mostrei o livro com imagens de crianças negras, Rafael disse rindo:
– Essa menina parece uma macaca como a Maria Isabel.

(Rugendas, Negra com Crianças, 1678, Litografia)

“Olha como ela carrega o bebê!”
(Rugendas, Negra com Crianças, 1678, Litografia)

Todos os seus colegas riram com ele. No mesmo momento respondi ao seu comentário:
– Você está enganado. Essa imagem mostra uma menina, não um bicho. Aqui no Brasil convivemos com crianças muito diferentes, de muitas cores, tem negro, misturado, como você Rafael que é mulato, tem a cor branca e a negra misturadas.
Ao dizer isso, Rafael quase voou no meu pescoço! Ficou ofendidíssimo
mas eu continuei dizendo que tínhamos que respeitar todo mundo. Mais
tarde, Rita e Sueli, as professoras, me disseram que Rafael e outras crianças não tocam nas que possuem a pele mais escura e quando são obrigadas a pegar na mão, correm para lavá-las.

Enfrentando o preconceito

…Levei a revista Raça (especialmente pensada para o públiconegro, da editora Símbolo) para a roda de conversa e conseguimos dar um passo importante em relação às diferenças. Na revista há reportagens sobre
os artistas negros que fazem sucesso atualmente como Claudinho
e Bochecha e vários outros de conjuntos de pagode. Evidenciei que os artistas que eles tanto gostam estão lá porque representam o sucesso;
eles buscam roupas, maquiagem, produtos de pele e cabelo, novos penteados, perfumes, tudo o que combina ainda mais com eles. As crianças adoraram e pediram que eu continuasse lendo trechos da
reportagem sobre seus artistas preferidos, inclusive Rafael (o menino que se ofendeu quando eu disse que era mulato). Pediu para ler sozinho a revista e fechou essa roda com a máxima do dia: ‘eu vou ter um filho negro’. A revista foi um marco importante; conciliou os negros com a imagem do sucesso e as crianças passaram a olhá-los com mais respeito e admiração.

Estudar e brincar

…Nessa semana encerraremos este projeto com um grande evento reunindo os vários aspectos conhecidos sobre o continente africano. Teremos um banquete com algumas comidas típicas, pinturas, as imagens estudadas, panos e tecidos para montarmos roupas parecidas com as dos massai, acessórios (colares, perfumes, brincos), vídeos sobre a selva africana, danças, músicas e brincadeiras. Será um dia de faz-de-conta alimentado por um universo africano.

Considerações sobre o projeto

Beatriz criou uma oportunidade de tratar das questões raciais para aquela creche que assistia o preconceito racial entre as próprias crianças, todos os dias, situação que precisa ser revertida em uma instituição de educação: ela explicitou o problema e as diferenças, conversou abertamente. Mas vale ainda lembrar que para a aprendizagem de atitudes não basta apenas conversar na roda. A informação é importante mas não se pode esquecer que as crianças pequenas aprendem muito na observação e imitação dos adultos o que torna imprescindível o cuidado das ações cotidianas numa instituição de educação. Por isso é importante observar os jeitos como os adultos tratam as diferentes crianças e famílias.

Existem diferentes raças?

“Em 1950 a Unesco convidou renomados cientistas para examinarem se de fato havia alguma comprovação científica de que a espécie humana poderia ser dividida em diferentes raças. Depois de muito estudo, os cientistas afirmaram categoricamente; os diferentes grupos humanos, em razão das contínuas migrações, não podem ser divididos em diferentes raças. A ciência não tem como classificar rigidamente determinado grupo partindo de características físicas, até porque é visível a miscigenação.
O que ocorre é que cada grupo pode apresentar predominância de um ou outro traço físico. Há também grupos que fogem a quaisquer modelos. Exemplo típico é o dos aborígenes da Austrália – têm pele escura, nariz largo, mas cabelo ondulado. Nesse caso, os cientistas partem da hipótese de que eles tiveram origem no cruzamento de dois grupos que se encontraram em razão de migrações, realizadas há milhares de anos.

Rugendas, Litografia, 1835

Não existem diferentes raças, mas uma única espécie: a espécie humana
(Rugendas, Litografia, 1835)

(…) Noutras palavras, não existem “diferentes raças” mas uma única espécie. Originados nessa espécie indivisível, os diversos grupos desenvolveram diferentes línguas, costumes, culturas, mas pertencendo todos à mesma espécie: a espécie humana.”

(Maria Aparecida Silva Bento, Cidadania em Branco e Preto, discutindo as relações raciais, ed Ática.)

Para saber mais:

  • A Mão Afro-brasileira, Significado da Contribuição Artística e Histórica. Emanoel Araújo e outros. São Paulo, Tenenge, 1988.
  • Arte e Religiosidade Afro-brasileira. Frankfurt, Câmara Brasileira do Livro, 1994.
  • Os Herdeiros da Noite, Fragmentos do Imaginário Negro – Palmares 300 anos. São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1993.
  • Cidadania em Branco e Preto, discutindo as relações raciais. Maria Aparecida Silva Bento. São Paulo, Ática, 1997.
  • Entre o rio e as nuvens – algumas histórias africanas. Kátia Canton e Dudi Maia Rosa. São Paulo, Difusão Cultural do Livro,1997.
  • Dicionário do Folclore Brasileiro. Luís da Câmara Cascudo. Rio de Janeiro, INL, 1954.
  • Viagem pitoresca e histórica ao Brasil. Jean Baptiste Debret. São Paulo, Edusp, 1978.
  • Casa-Grande & Senzala. Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, José Olympio, 2 vols. 1954.
  • Sobrados e Mucambos. Gilberto Freyre. Rio de Janeiro, José Olympio, 2 vols. 1954.
  • Crianças como você. Barnabas & Anabel, Kindersley. UNICEF, Ática, 1996.
  • Histórias da Preta. Heloísa Pires Lima. São Paulo, Cia. das Letrinhas, 1998.
  • O Povo Brasileiro, A Formação e o Sentido do Brasil. Darcy Ribeiro. São Paulo, Cia. das Letras, 1998.
  • O espetáculo das raças. Lilia Schwarcz. São Paulo, Cia. das Letras, 1993.
  • Raça e Diversidade. Lilia Schwarcz, São Paulo. Edusp, 1996.
  • Influência África-Brasil e Brasil – África. In África Brasil. Pierre Verger. São Paulo, Pinacoteca do Estado, 1992.
  • Jogo Duro, Uma História de Negros que Passou em Branco. Lia Zatz. Belo Horizonte, Dimensão, 1988.

Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #1 de setembro de 1999. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

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