Observar para conhecer e documentar

O poder do olhar informado por uma concepção de criança potente e capaz muda a forma de registrar e documentar as ações educativas

As creches municipais de Teixeira de Freitas (BA)1 reconhecem a importância da brincadeira na infância e contemplam em sua rotina atividades permanentes que envolvem essa linguagem: cantinhos de atividades diversificadas, atividades com água e misturas variadas, circuitos para incentivar diferentes tipos de movimentos e brincadeiras de faz de conta, o tão imprescindível jogo simbólico.

Nesse sentido, o desafio para a formação dos gestores em 2011 não era mais a implantação do brincar na rotina das creches, mas identificar pontos que precisavam de investimento e aprimoramento. Analisado o resultado do diagnóstico acerca do brincar, nós, formadoras locais do Programa Formar em Rede, constatamos que ainda existiam fragilidades quanto à qualidade da interação entre educadores e crianças, uma vez que o processo educativo ainda era muito centrado no adulto.Continue lendo >

Um projeto aliado ao brincar

Nas unidades educacionais o brincar organiza o ambiente, a rotina e traz à tona o papel do professor
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Fotos: Arquivo Sme de São Bernardo do Campo

No município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, um dos 30 participantes da primeira edição do Programa Formar em Rede1, percebeu-se, após a realização de uma avaliação inicial sobre o brincar em suas creches conveniadas, a necessidade de ampliação dos olhares dos educadores em relação ao espaço destinado às brincadeiras. O diagnóstico revelou, ainda, a necessidade de se investir na proposição de momentos de brincadeiras e suas intervenções, direta ou indiretamente. Essa tarefa colocou o profissional em um contexto de aprendizagem real no qual ele aprende fazendo, errando, acertando, tomando decisões. Desta forma, a resolução de problemas, um dos princípios da formação de educadores, foi contemplado diretamente.
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Lendas brasileiras e computador: uma combinação que dá certo

Usar as novas tecnologias para envolver os alunos em situações reais de comunicação por meio da leitura e escrita foi o desafio enfrentado pelo projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas”, realizado em Campinas (SP). Para promover esse aprendizado entre os alunos, foi preciso trabalhar na mesma direção com os educadores

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O projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas” foi desenvolvido pelo Grupo Comunitário Criança Feliz, na cidade de Campinas (SP) em 2005 e teve repercussões na EEPG Prof. Alberto Medaljon. Com a finalidade de diminuir o número de crianças e pré-adolescentes com dificuldades na escrita e leitura, foi concebido como um projeto de formação de educadores com três metas concretas: implantar uma biblioteca alternativa enquanto espaço de uso comum para a escola, para o Grupo Comunitário e comunidade; desenvolver uma oficina de informática que possibilitasse o acesso e o uso contextualizado do computador; e organizar uma oficina de contos com intuito de preparar adolescentes para serem contadores de histórias e assim se tornarem multiplicadores do projeto com outros grupos de crianças.

O trabalho atendeu especificamente os educadores sociais do grupo de crianças de 7 a 10 anos que já fazia parte da oficina de informática. A equipe escolheu para trabalhar o gênero da narrativa literária, mais especificamente as lendas, por oferecer oportunidade de conhecer outras culturas e ampliar os horizontes. O produto final deste projeto foi o livro Lendas Contadas e Aprendidas. As crianças foram motivadas a pesquisar na Internet, digitar seus textos no Word e a fazer as ilustrações usando o Paint Brush1. O computador foi, assim, usado como ferramenta de aprendizado para estimular a leitura e a escrita de forma contextualizada e significativa.
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Brincar com a água e aprender na ação

Um dia de sol, muito calor no parque. Na volta para a sala, um grupo de crianças da creche educandário são domingos fez uma parada para beber água. mas nesse dia, tomar água foi algo diferente do que acontece todos os outros dias no grupo de crianças de 2 e 3 anos

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Sol, água e brincadeiras no desenho de uma criança do minigrupo da Creche Jardim Miriam


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Um computador na sala das crianças

Na sua creche ou escola tem computador? Onde ele está? Pense um minuto antes de seguir lendo esta matéria, pois essas perguntas são bastante reveladoras do assunto que vamos tratar

Kaique, 6 anos

Sabemos que, em uma instituição educativa, a organização de espaços, o mobiliário e a disposição de materiais nunca são casuais: cada detalhe do ambiente revela idéias e concepções educativas. Isso vale também para os espaços destinados aos computadores, já que o modo como as instituições acolhem a máquina e socializam seu uso revelam o que pensam sobre o lugar da tecnologia na escola.Continue lendo >

Estratégias de Leitura

No diário de campo de uma professora, encontramos uma interessante atividade cujo objetivo é ajudar crianças de 5 a 6 anos a avançar na reflexão sobre o sistema de escrita. Propõe-se a elas encontrar em uma lista, palavras que fazem parte de um poema lido com a professora. Como ainda não são alfabetizadas, precisam pôr em jogo tudo o que sabem sobre o sistema de escrita – conhecimento sobre o valor sonoro convencional das letras e das estratégias de leitura – para descobrir o que não sabem. Veja como elas pensam.

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