O espaço e a leitura

A organização de um lugar especial colabora para a relação dos pequenos leitores com os livros
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Crianças de Araraquara (SP) exploram e aprendem a manusear os livros (fotos: Eliana Chalmers Sisla)

Todos guardamos relações valiosas com muitos espaços que frequentamos ao longo da vida. Muitos ambientes permanecem vivos dentro de nós, despertando sentimentos e sensações com suas sombras ou luzes, seus cheiros, sua imensidão ou pequenas dimensões. Quem é que não se lembra dos longos corredores da escola, do pátio, de algumas salas de aula, ou de cantinhos que viraram casas, cabanas, esconderijos? Além de nos relacionarmos de afetivamente com alguns espaços que se tornam parte de nossa história, somos apresentados ao mundo também por meio dos ambientes em que vivemos. Pense, por exemplo, numa criança que aprende a engatinhar e a ficar em pé. Ela saberá muito sobre equilíbrio, força e apoio a partir de suas experiências com o espaço e seus móveis. Uma criança que entra na escola obterá muito rapidamente informações sobre o que vai ocorrer lá dentro, a partir da disposição das mesas, ou carteiras, da lousa, se há ou não acesso a livros, a brinquedos e a materiais.

Todo ambiente é carregado de intencionalidade. A maneira como o organizamos reflete o que queremos que aconteça ali e que relações permitimos que o usuário estabeleça com o lugar. Tratar da construção de um espaço de leitura para crianças de 0 a 6 anos traz à tona essa questão da intencionalidade na organização do ambiente e de suas repercussões nas ações das crianças e dos educadores, tendo como foco o universo dos livros e da leitura. A distribuição dos objetos no espaço, a divisão do ambiente, os tipos de móveis escolhidos e as muitas formas de utilizá-los foram os principais temas dos encontros de formação. O projeto Compromisso pela Educação Infantil, do qual este texto faz parte, foi desenvolvido nas cidades paulistas de Araraquara, Bauru, Limeira, São Carlos e na cidade de São Paulo e envolveu voluntários e profissionais das Secretarias de Educação e de entidades sociais.

O espaço faz o leitor
Antes de termos as salas ou os cantos de leitura organizados procuramos discutir sobre as várias possibilidades de organização do ambiente e suas implicações. Analisamos muitas fotos de bibliotecas, de espaços de leitura durante os encontros de formação com os educadores dos municípios e os voluntários do Instituto C&A. Propositadamente, pesquisamos espaços bem distintos, que ofereciam diferentes possibilidades de uso aos seus leitores. Ao entrar em uma biblioteca cheia de estantes altas e mesas de trabalho, o que podemos pensar sobre a forma como a leitura acontece naquele espaço? Provavelmente, associaríamos a atividade de ler ao estudo e à pesquisa, a uma atividade silenciosa num espaço pouco mutável. E se entrássemos em uma imponente e antiga biblioteca com estantes de madeira escura, livros do chão ao teto, encadernados? Nesse espaço, muitos de nós tenderíamos a ver a leitura como uma atividade quase sagrada e os livros, como objetos raros, intocáveis. Bem diferente de quando entramos em uma biblioteca organizada com estantes com livros à mostra, mesas e cantos com sofás convidativos, tapetes e almofadas. O que um espaço assim revelaria sobre as diferentes possibilidades de relação com a leitura e com o universo dos livros?

As mesas nos indicam que podemos sentar, fazer uma pesquisa ou estudar. Os sofás, tapetes ou almofadas nos convidam a ler em uma posição mais confortável e, talvez, esta seja de fato nossa preferência quando se trata da leitura de um romance, por exemplo. Um espaço com múltiplas possibilidades também contempla diferentes tipos de leitores, não só pelo tipo de texto que se lê, mas também pela relação que cada pessoa tem com a leitura. Durante nossas reuniões de formação, alguns educadores disseram não conseguir ler na cama ou deitados no sofá, pois isso os fazia perder a concentração. Outros, só liam nestas situações. Outros, ainda, liam no ônibus, mesmo quando viajavam em pé. Coisa inadmissível para quem necessita de um ambiente tranquilo, silencioso, uma mesa e uma cadeira, mesmo quando se trata de leitura de romances. As crianças pequenas, que estão se constituindo enquanto leitoras, também vão construindo diferentes relações com a leitura, não só pelas necessidades da faixa etária, mas também pelas particularidades de cada um.

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Simplicidade, bom gosto, plantas, móveis fáceis de serem carregados pelas crianças e reproduções de obras de arte enriquecem as experiências leitoras em São Carlos, SP

O leitor faz o espaço
Atualmente, muitos espaços de leitura possuem cantos diferenciados por conta dessa diversidade de leitores e leituras. Durante a elaboração do projeto da sala, algumas perguntas foram importantes para determinar o formato de nosso espaço de leitura: como é nosso público? Quais são suas características? Que tipo de ambiente atenderia à sua demanda e necessidades? Falar de crianças de 0 até 6 anos é falar de estágios muito diferentes de desenvolvimento. Um bebê que aprende a engatinhar e coloca tudo na boca é totalmente diferente de uma criança de 5 anos que está começando a ler por conta própria. Como contemplar toda essa diversidade? As crianças bem pequenas, por exemplo, possuem necessidades de movimento. Elas são curiosas; levam os objetos à boca para conhecer; ficam deitadas, engatinham, aprendem a andar, tiram a fralda; interagem com mais qualidade em pequenos grupos, gostam de música e cores, têm atenção flutuante e também uma grande concentração quando interessadas. Um pouco maiores, elas se mantêm curiosas, adquirem novas capacidades físicas e crescente concentração nas atividades.

Beneficiam-se muito do convívio com os colegas, trocam informações, conversam e brincam. Juntando essas informações e aquelas que recolhemos acerca das bibliotecas e salas de leitura conclui-se que os espaços para as crianças precisam:

  • Ter móveis adaptados: mesas e cadeiras pequenas garantem mais conforto, autonomia e identificação da criança àquele ambiente.
  • Possuir estantes ao alcance de todos os frequentadores e obras com capas visíveis: o acesso direto da criança aos livros influi em sua autonomia de leitora e possibilitam que as escolhas sejam feitas pela criança. É preciso lembrar que os me nores ainda não leem convencionalmente. Assim, a capa acaba sendo a forma de identificar uma história conhecida, um tema que interessa à criança, uma ilustração que lhe chama a atenção.
  • Garantir ambientes para diferentes atividades e relações com o espaço e cantos para possibilitar a interação em pequenos grupos: mesas e cadeiras, tapete com almofadas, colchonetes, pneus transformados em interessantes pufes. Quando há uma sala específica para os livros, a diversidade de cantos garante diferentes relações com a leitura, propiciam mudanças de atividade e interações em grupos menores, aspectos fundamentais para os pequenos.
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Centopeia de almofadas

Muitos fazeres
Sabemos que uma sala de leitura, ou o canto destinado aos livros em uma sala de aula, não é apenas o local onde se guardam livros ou são feitas leituras solitárias ou silenciosas, principalmente em se tratando de grupos de crianças pequenas. Quando pensamos sobre o que pode acontecer em uma sala ou canto de leitura, concluímos que neste espaço as crianças podem conversar e trocar ideias, pesquisar assuntos de seu interesse ou temas tratados na sala de aula, ouvir histórias lidas ou contadas pelo professor, brincar, rir, se encantar e imaginar. Além das ações dos educadores e do planejamento das atividades na sala ou canto de leitura, sabemos que a organiza-ção do espaço é um importante aliado para que tudo isto possa acontecer.

  • Ter móveis que permitam novas disposições no ambiente para atender as diferenças entre os grupos e o desenvolvimento das crianças: móveis leves, que podem ser transportados pelas crianças, também colaboram para a sua autonomia relacionada ao uso do espaço. Pode acontecer, por exemplo, de a educadora propor uma atividade de jogo simbólico com os personagens de Os Três Porquinhos logo após ler a história. Assim, a turma pode se organizar para construir as casinhas. Os bebês não utilizarão as mesas e cadeiras, que podem ser retiradas para que eles tenham mais espaço para engatinhar e explorar a sala. Os maiores podem ter momentos de leitura nas mesas e hora de história no tapete e nas almofadas.
  • Ter objetos de eficiência poética ou fantoches para o jogo simbólico ou contação de histórias, bem como um canto para teatro, com fantasias: ouvir histórias é diferente de ler livros, mas são atividades que devem fazer parte na vida das crianças porque envolvem aprendizados diversos. Quando ouvimos histórias, estamos em contato com a linguagem oral e, portanto, com todos os seus aspectos: entonação, oralidade, mudança na forma de contar de cada um e situação em que se conta. Quando lemos um livro para as crianças, o que está em jogo é o contato com a língua escrita e suas peculiaridades, as palavras utilizadas e as expressões. Para a contação de histórias, algumas pessoas gostam de usar objetos como fantoches, ou ob jetos de eficiência poética tal como denominou a contadora e escritora Regina Machado. São objetos que podem representar um personagem, uma ação ou situação da história contada. Os educadores e voluntários de Araraquara, por exemplo, inventaram um baú de objetos mágicos, contendo sininhos, pedras bonitas, tules, panos e fantasias.
  • Exibir painéis com informações sobre livros e com trabalhos das crianças: além de estimular a troca entre os leitores, os painéis também dão identidade ao lugar. Murais com produções das crianças e dicas de livros fazem com que o espaço de leitura tenha a cara de seus frequentadores.
  • Ter e manifestar traços da cultura local: um tapete feito por artesão da cidade e cortinas feitas de materiais típicos são boas opções. Caso não se tenha conhecimento de objetos dessa natureza, é possível envolver a comunidade na confecção de móveis e demais objetos, garantindo, assim, identidade e “cara própria”, como aconteceu, por exemplo, em Bauru.
  • Ser claro, arejado e organizado: a claridade é fundamental para a leitura. O ambiente arejado e saudável contribui para a preservação dos livros. A organização propicia a autonomia do leitor, pois ele saberá onde estão os livros, quais são os espaços destinados para cada atividade e onde poderá guardar os exemplares lidos ou consultados. Um espaço organizado é mais bem cuidado.
  • Ser de fácil acesso: caso haja uma sala específica para leitura, ela não deverá ser distante dos locais onde as crianças costumam estar ou ficar muito longe dos pais e professores para não desencorajar as visitas e usos. Além disso, não deverá ficar o tempo todo trancada, sendo aberta apenas para o uso das crianças quando acompanhadas dos adultos. Momentos como o de chegada e saída, por exemplo, podem propiciar a visita dos pais. Em São Carlos, o espaço de leitura foi montado no hall de entrada da creche Estrela da Manhã, facilitando o acesso de pais, crianças, educadores e funcionários.
  • Ter um acervo adequado ao seu público e constantemente renovado: atualmente, há uma vasta oferta de livros infantis e juvenis no Brasil. Conhecê-los é o primeiro passo. Para tanto, valem as visitas a livrarias, editoras ou feiras de livros, leitura de catálogos de editoras, visitas a bibliotecas infantis. Quando montamos um acervo para as crianças pequenas, também não podemos esquecer da diversidade literária. São fundamentais os livros de histórias para crianças em geral, contos de fadas, lendas e fábulas, poesias, parlendas e trava-línguas, livros informativos, gibis, livros brinquedos.

É também necessário considerar que as publicações precisam ser bem cuidadas e que o acervo deve ser constantemente renovado. Em Bauru e Limeira, essa foi uma questão importante. Durante os encontros de formação, conversa mos muito sobre os livros como objetos perecíveis e sobre a importância deles estarem nas mãos das crianças. Muitas vezes, temos pena ou ficamos com receio de colocarmos os livros mais bonitos e mais caros nas mãos dos pequenos, com medo de que sejam estragados. Conversar sobre como conservar os livros, como cuidar deles é nossa tarefa e faz parte da formação de leitores. Precisamos considerar que os livros não são eternos e que para a criança aprender a manuseá-los alguns acidentes de percurso poderão ocorrer.

Por isso, devemos estar preparados para repor livros ou consertar exemplares. Além da manutenção de exemplares, também é interessante manter a atualidade do acervo, buscando sempre livros novos, edições diferentes etc. Neste sentido, Araraquara traçou uma estratégia muito criativa com a livraria local: as crianças elaboraram um projeto para a vitrine da loja. Uma vez por mês a livraria fornece um livro recém- lançado para o espaço de leitura.

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Organização, acesso aos livros e luz natural no espaço de leitura da Creche Estrela da Manhã, em São Carlos

Funcionamento e organização
Para que um espaço ou canto de leitura funcione bem são precisos alguns combinados e regras de uso. Em Bauru e Limeira, educadores e voluntários criaram regras de uso no último encontro:

  • Estabelecer um horário de uso.
  • Ter uma planilha de visitas dos vários grupos da unidade escolar.
  • Organizar acervos móveis para as salas de aula e sempre ter livros à mão das crianças.
  • Nomear um educador responsável pelo lugar, que observará a maneira como ele está sendo usado pelos diferentes grupos (caso não tenha uma bibliotecária).
  • Estabelecer regras claras de funcionamento, como a organização do ambiente na hora da saída.
  • Garantir que as crianças possam emprestar os livros e combinar as regras. Envolver a comunidade em atividades, como por exemplo, convidando os pais para contarem histórias, organizando reuniões no espaço de leitura, abrindo o espaço no horário de saída, entre outras ações.
  • Emprestar o acervo (via malas ou baús de livros), às creches ou escolas próximas fomentando, assim, um intercâmbio entre as crianças e expandindo o uso do acervo.

Com todas as sugestões acima foi possível compor um espaço agradável, amigável e eficiente em relação ao propósito de favorecer os comportamentos leitores das crianças. O envolvimento dos profissionais, das famílias, da comunidade e dos voluntários deram sentido e propriedade às ações que se desenvolveram nos ambientes de leitura. Esperamos que as ideias postas em prática nas quatro cidades possam inspirar outros grupos que pensam em promover a leitura.

(Ana Carolina Carvalho, psicóloga, escritora e formadora do Instituto Avisa Lá; Eliana Chalmers Sisla, psicóloga, consultora de projetos sociais e formadora do Instituto Avisa Lá e Denise Nalini, formadora do Instituto Avisa Lá e consultora nas áreas de Arte, de Educação Infantil e de Cultura)

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Cestas com fantoches e objetos de eficiência poética e, à esquerda, diferentes maneiras convidativas para a organização dos livros

Riqueza das imagens

Outra fonte muito fértil para nossas discussões em torno da leitura foi a observação de algumas obras de arte. Um artista que incrementou muito a nossa conversa foi o Almeida Júnior ( José Ferraz de Almeida Júnior), pintor e desenhista brasileiro da segunda metade do século 19. Por meio da reprodução de algumas telas do artista pudemos dialogar sobre o que a leitura pode despertar em cada um, definindo formas diversas de entrega a essa atividade. Veja a imagem abaixo. O que ela nos faz sentir e pensar sobre a leitura? Que relações a moça estabelece com a leitura?

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Leitura. Óleo sobre tela, 1892, 95x141cm. Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo

Questões para discussão nos grupos e elaboração das regras para a sala de leitura durante os encontros de formação em Limeira e Bauru

1. Sobre os usos do espaço:

  • Já foram feitos combinados entre crianças e professores?
  • Quantas crianças o espaço comporta? Qual é o número que o frequentará? Há necessidade de dividir o grupo?
  • O espaço de leitura ficará o tempo todo aberto?
  • O acervo vai circular entre as outras escolas que participaram do projeto? Como?
  • As crianças poderão retirar os livros com que frequência? Como deverá ser organizada a reposição dos exemplares?
  • Haverá um professor responsável pela biblioteca? Ou mais de um? Quem será ele? Quais serão as suas atribuições?

2. Sobre a catalogação dos livros:

  • Já foi feita? Se ainda não, como será e por quem? Pelos voluntários? Com a ajuda de professores ou de um bibliotecário?

Pontos para refletir sobre o empréstimo de livros para casa

  • Quanto tempo o livro fica na casa da criança?
  • Quantas crianças podem retirar o livro por semana?
  • Como será a manutenção caso o livro seja perdido?
  • Como o livro vai para a casa da criança – numa sacola, na mochila?
  • É interessante fazer uma reunião com os pais no próprio espaço para que eles se envolvam tanto no contar a história para o filho, quanto no cuidado do livro que vai para a casa.
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Educadores e voluntários refletem como será o espaço de leitura

Ficha técnica

Compromisso pela Educação Infantil
Formadoras: Ana Carolina Carvalho e Eliana Chalmers Sisla
Coordenadora: Denise Nalini
Responsabilidade Técnica: Instituto Avisa lá e Instituto C&A
Parceiro: Instituto C&A de Desenvolvimento Social

Desenvolvimento: Secretaria Municipal de Educação de Araraquara – Endereço: Rua D. Jerônimo Freire, 22 – Vila Xavier – Araraquara – SP. CEP: 14810-038 – Tel.: (16 ) 3301-1900 – E-mail: seceducacao@araraquara.sp.gov.br Creche Pinheiros – Tel.: (16) 3337-9515

Secretaria de Educação de Bauru – Endereço: Rua Padre João, 8-48, Altos da Cidade – Bauru –SP. CEP: 17014-003 – Tel.: (14 ) 3234-1977 – E-mail: educacao@bauru.sp.gov.br Creche Recanto Rainha da Paz – Tel.: (14) 3238-2893

Secretaria Municipal de Educação de Limeira – Endereço: Boa Morte, 1135, Praça vereador Vitório Bortola Filho, Centro – Limeira – SP. CEP: 13480-180 Tel.: (19 ) 3404-2438 – Site: http://www.limeira.sp.gov.br/secretarias/sme/ – Centro Municipal de Estudos Pedagógicos (CEMEP) – Tel.: (19 ) 3404-2438

Secretaria Municipal de Educação de São Carlos – Endereço: Rua Conde do Pinhal, 2017, Centro – São Carlos – SP. CEP: 13560-905 – Tel.: (16) 3307-7505/ 3373-3221 – Casa da Infância Estrela da Manhã – Tel.: (16) 3375-0504

Para saber mais

Livros

  • Biblioteca ativa, de Adriana Klisys e Carlos Dala Stella, coordenação geral: Silvia Carvalho. Instituto Avisa lá/Gerdau. – Tel.: (11) 3032 5411.
  • Biblioteca viva – Fazendo histórias com livros e leituras, coleção Dá Para Resolver. Fundação Abrinq, em parceria com Citigroup. Fundação Abrinq:Tel.: (11) 3848 8799.
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Crianças de Araraquara exploram e aprendem a manusear os livros


Este conteúdo faz parte da Revista Avisa lá edição #40 de novembro de 2009. Caso queira acessar o conteúdo completo, compre a edição em PDF ou impressa através de nossa loja virtual – http://loja.avisala.org.br

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