O espaço e a leitura

A organização de um lugar especial colabora para a relação dos pequenos leitores com os livros
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Crianças de Araraquara (SP) exploram e aprendem a manusear os livros (fotos: Eliana Chalmers Sisla)

Todos guardamos relações valiosas com muitos espaços que frequentamos ao longo da vida. Muitos ambientes permanecem vivos dentro de nós, despertando sentimentos e sensações com suas sombras ou luzes, seus cheiros, sua imensidão ou pequenas dimensões. Quem é que não se lembra dos longos corredores da escola, do pátio, de algumas salas de aula, ou de cantinhos que viraram casas, cabanas, esconderijos? Além de nos relacionarmos de afetivamente com alguns espaços que se tornam parte de nossa história, somos apresentados ao mundo também por meio dos ambientes em que vivemos. Pense, por exemplo, numa criança que aprende a engatinhar e a ficar em pé. Ela saberá muito sobre equilíbrio, força e apoio a partir de suas experiências com o espaço e seus móveis. Uma criança que entra na escola obterá muito rapidamente informações sobre o que vai ocorrer lá dentro, a partir da disposição das mesas, ou carteiras, da lousa, se há ou não acesso a livros, a brinquedos e a materiais.

Todo ambiente é carregado de intencionalidade. A maneira como o organizamos reflete o que queremos que aconteça ali e que relações permitimos que o usuário estabeleça com o lugar. Continue lendo >

O que é o que é?

Aproveitando o interesse das crianças pelas adivinhações, uma nova seqüência de atividades foi planejada: adivinhações visuais. Das fotos ao livro, as crianças participaram do planejamento e de todas as ações

Livro produzido

Livro produzido


Ao chegar na sala de aula do Pré 2 (crianças de 4 a 5 anos) de uma escola na qual eu trabalhava como professora de artes visuais, notei que a atenção e o interesse da turma estavam voltados para as adivinhas. As crianças divertiam-se na troca de “O que é o que é ?”. Pareceu-me, naquele momento, inadequado quebrar a motivação apresentando a proposta de trabalho que havia planejado para o dia. Rapidamente, precisei me adequar às necessidades da turma. E a idéia surgiu: criar adivinhas visuais. Fiz a proposta às crianças, que aderiram na hora, com muito entusiasmo.

E como faríamos isso? Como construiríamos adivinhas visuais? Continue lendo >

Em Rio Branco, no Acre, um centro de apoio às escolas

Ambiente estimulante de aprendizagem, criado pela secretaria municipal de educação, funciona como extensão da própria sala de aula, como laboratório de vivências interessantes e construtivas. Por intermédio da arte, da tecnologia, da cultura, alcança maior interação entre os alunos
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Fotos: Prefeitura Municipal de Rio Branco

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de Rio Branco, no Acre, criou e gerencia o Centro de Multimeios. O objetivo é oferecer às unidades escolares municipais recursos didático-pedagógicos, tecnológicos, artísticos e culturais.Continue lendo >

A formação do leitor num espaço de muitos encontros

A formação de um bom leitor pode ser auxiliada pela criação de uma atmosfera de troca, de entusiasmo, de intimidade com o universo da cultura escrita, compartilhada por professores, pais, crianças e comunidade. É preciso oferecer propostas que garantam às crianças um bom trânsito pelo mundo da escrita e experiências de encantamento com a leitura
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Computador à disposição, tanto para o conhecimento de novos softwares, como para pesquisa na internet

Não importa se a biblioteca é pequena ou grande, na sala ou fora dela; o que importa é que livros de qualidade cheguem às mãos das crianças e toquem de fato os leitores iniciantes. A rede de escolas municipais de São Bernardo do Campo, em São Paulo, tem uma importante contribuição a compartilhar com a adoção do Programa Rede Escolar de Bibliotecas Interativas-REBI.

O programa atende às escolas da rede municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil e, em dias específicos, abre-se para a comunidade. São ao todo 53 bibliotecas, cada qual com um acervo de cerca de 3 mil livros, jornais, revistas, computadores, CDs, CD-ROMs, fitas cassete, internet, televisão e vídeo, montadas no espaço das próprias escolas.

A idéia do programa nasceu, em 1999, de um convênio da Prefeitura de São Bernardo com a Universidade de São Paulo (USP), através da Escola de Comunicação e Arte, tendo o professor Edmir Perrotti como idealizador da proposta.

O que são as Bibliotecas Interativas
As Bibliotecas Interativas inseridas nas escolas devem cumprir uma função pedagógica e cultural, ampliando os vínculos entre a educação formal e a informal. O espaço dessas bibliotecas foi planejado para ser convidativo à pesquisa e à leitura, de maneira que os materiais estejam acessíveis e os usuários possam apropriar-se dos diferentes recursos, desenvolvendo condições de utilizá-los autonomamente como espaço.
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Brincadeiras e Jogos no Parque

Os espaços lúdicos ao ar livre estão presentes na maioria das instituições de educação infantil, mas nem sempre fazem parte do projeto pedagógico. Refletir sobre o tempo dedicado às brincadeiras de parque, os materiais e equipamentos oferecidos, a formação dos grupos e as formas de interação das crianças com o ambiente, entre si e com os adultos, pode contribuir para que a utilização do espaço seja permeada de intencionalidade educativa. Nesta matéria, vamos discutir como planejar o uso do espaço lúdico ao ar livre através de soluções criativas e de baixo custo, que valorizam a brincadeiraContinue lendo >