Cuidar, tarefa de todos

Quem disse que as famílias não se interessam pela creche? Convide os pais para participar de algumas atividades e confira o que eles pensam sobre essa experiência

Em uma oficina de artes organizada pelos professores os pais conhecem um pouco mais do trabalho que se faz na creche.


Trabalhamos na Creche Despertar, na zona Sul de São Paulo. Participamos de um processo de formação profissional, por dois anos, que nos levou a pensar sobre muitos aspectos do trabalho que realizamos com as crianças. Desde 2001, vínhamos refletindo sobre as relações que tínhamos com a comunidade.

Achávamos que as famílias não participavam da educação das crianças na creche.Os educadores estavam muito desanimados e entendiam que as famílias não reconheciam seus esforços, não valorizavam o trabalho pedagógico desenvolvido com tanto empenho. Por outro lado, as famílias não se sentiam incluídas. Dessa forma, todos reclamavam, uns dos outros.Continue lendo >

Viva a banda e a Carmen Miranda !!

Por meio da brincadeira e da música popular crianças de 3 anos conhecem um jeito de ser brasileiro
Clara - 3 anos

Clara – 3 anos

Ao planejar as primeiras atividades de início do ano, procurei um assunto que pudesse interessar às crianças de 3 anos e que fugisse um pouco dos temas tradicionais para a faixa etária. Como o carnaval estava próximo, lembrei-me das marchinhas carnavalescas de antigamente, a que dificilmente as crianças têm acesso nos dias de hoje. Apostei que os pequenos se envolveriam com o ritmo alegre, as letras divertidas e a possibilidade de cantar e dançar. A escolha das músicas possibilitou o contato com informações interessantes da época em que foram compostas e divulgadas.
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Esse jogo é nosso!

No dia combinado, todos compareceram cheios de expectativa. Para participar de uma experiência inédita e preciosa. 150 crianças de 5 a 7 anos, com 30 tabuleiros confeccionados por elas mesmas, se reuniram para jogar numa das creches de Osasco que participaram do projeto. O evento, organizado pelas crianças, é resultado de uma boa combinação entre conhecimento, tecnologia e muita diversão.


O primeiro semestre de 2002 trouxe importantes conquistas para as crianças das creches A.M.U.N.O (Associação das Mães Unidas de Novo Osasco) e A.M.E. (Associação das Mulheres pela Educação) com duas de suas unidades, Casa do Aprender e Menino Jesus, de Osasco, São Paulo.

Foi a primeira vez que as turmas puderam contar com um computador na própria sala, como um recurso a mais no desenvolvimento de seus projetos.

Além do computador, disponível para as crianças todos os dias, a professora também oferecia outras opções de atividades, já que um único computador não pode ser usado por todo mundo, ao mesmo tempo.

Um dia, entre as opções, ela levou jogos de percurso. Foi a maior animação: todo mundo queria jogar! Com a febre do jogo, em pouco tempo, as crianças começaram a produzir diferentes trilhas de percurso. Esses momentos de confecção e de jogo propriamente dito foram ganhando espaço no grupo. Assim nasceu o projeto Jogos de Percurso.

Gostamos da idéia: um projeto de construção de jogos pelas crianças valorizaria esse gosto e o interesse e legitimaria seus conhecimentos sobre regras e estratégias como algo que realmente tem importância e merece ser compartilhado.
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Contextos de alfabetização na Era Tecnologica

Gostando ou não, isto é fato: não se alfabetiza mais crianças como antigamente. Em tempo de avanços tecnológicos e diante das pesquisas sobre a didática da alfabetização, faz-se necessário pensar novos contextos para se ensinar a ler e a escrever


Trabalhei com muitos grupos de educadores. E nenhum ou apenas um dos integrantes sabia realizar operações muito simples com aparelhos e recursos audiovisuais, e raras foram as situações em que esses recursos eram de boa qualidade e funcionavam.

Costumava brincar dizendo que, definitivamente, educação e tecnologia não andam juntas. É uma brincadeira, mas junto com o riso vem o triste reconhecimento de quanto nós, da educação, estamos desinformados e distantes dos recursos tecnológicos existentes no mundo em que vivemos.
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Um computador na sala das crianças

Na sua creche ou escola tem computador? Onde ele está? Pense um minuto antes de seguir lendo esta matéria, pois essas perguntas são bastante reveladoras do assunto que vamos tratar

Kaique, 6 anos

Sabemos que, em uma instituição educativa, a organização de espaços, o mobiliário e a disposição de materiais nunca são casuais: cada detalhe do ambiente revela idéias e concepções educativas. Isso vale também para os espaços destinados aos computadores, já que o modo como as instituições acolhem a máquina e socializam seu uso revelam o que pensam sobre o lugar da tecnologia na escola.Continue lendo >

Na era do computador

Enquanto muitos adultos fogem do mouse e do teclado, as crianças correm ao seu encontro. Veja o que elas pensam sobre o computador e como aproximá-las dessas máquinas no dia-a-dia da sala de aula

Desenho de Karina, 5 anos

O computador talvez seja a presença mais constante entre as novas tecnologias no nosso cotidiano. Nas grandes cidades, as máquinas estão por todo lado: no banco, no correio, no supermercado e em muitas casas, ampliando possibilidades de comunicação e alterando hábitos.

Seria espantoso imaginar que o computador pudesse passar despercebido aos olhos das crianças, sem ser objeto de sua atenção. As relações entre os adultos e as máquinas sempre exerceram fascínio para os pequenos e não seria diferente com a chegada dos computadores: em suas brincadeiras, imitam os adultos, conversam sobre o que vêem, imaginam e se esforçam para compreender o que se passa na tela de um monitor e no interior de uma CPU.

Por esse motivo, a presença do computador na educação infantil não espanta as crianças, que aderem a ele com entusiasmo e afinco. E, se questionadas sobre o assunto, elas têm sempre muito o que falar.Continue lendo >

Quantas intenções cabem em um projeto

Uma mesma idéia pode gerar projetos didáticos com diferentes focos e aprendizagens. Confira como e por quê.


A prática de projetos na escola é objeto de muitas discussões entre educadores, nos dias de hoje. Mas é preciso reconhecer a idéia não é nova. Foi Dewey, em 1896, quem primeiro pôs à prova os projetos, na escola experimental de Chicago. De lá em diante, muitos outros educadores vêm pesquisando, ampliando esta prática e defendendo-a por diferentes motivos, alimentando o debate sobre o assunto (veja texto abaixo, no fim da matéria).
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Leitura, escrita e grafite

Educadores da zona sul de São Paulo descobriram, no grafite, um grande aliado para o ensino de práticas de leitura, escrita e de artes visuais. Além de promover o avanço na leitura, os conhecimentos adquiridos ao longo do projeto ajudaram crianças e jovens de 8 a 14 anos a pensar formas de intervenção que melhoraram o aspecto dos muros da instituição. Veja como esse trabalho foi realizado com pouco recurso e muito apoio da comunidade.


As crianças e os jovens que freqüentam o Espaço Gente Jovem (EGJ) Santa Cecília eram também alunos de uma escola pública. Mas, mesmo assim, muitos não sabiam escrever, e mesmo os alfabetizados não eram leitores.
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O preconceito nas entrelinhas

Quem nunca encontrou uma expressão ou informação preconceituosa e racista em algum livro, nos versos das brincadeiras tradicionais infantis, nas expressões populares? A presença desses textos no cotidiano das instituições de educação nos convida a pensar sobre os valores que queremos de fato transmitir e como os educadores podem mudar essa realidade

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