O direito à diferença na Educação Infantil

Uma situação vivida em uma creche da cidade de São Paulo desencadeia a reflexão sobre o que é tratar de forma igual crianças diferentes
avisala_24_tema2.jpg

Ilustrações a partir da obra de Martha Simões

Diante da eminente entrada de uma criança com algum tipo de transtorno, questiona-se sobre a antecipação de suas necessidades específicas, o que corresponderia a uma preparação para recebê-la; questiona-se a formação e conhecimento necessários para essa recepção, e diz-se, em uníssono: a criança com necessidades especiais deve ser tratada igual às outras! Tratar igual? Continue lendo >

A heterogeneidade na sala de aula

Lidar com as diferenças na sala de aula sempre foi um desafio para os professores. O desejo de classes homogêneas tem sido constante nas escolas e agora a ordem é incluir. É preciso apoiar os professores nessa nova atitude
avisala_24._tema1jpg.jpg

Ilustrações a partir da obra de Martha Simões

Vivemos um momento na Educação em que a ordem é incluir. Continue lendo >

Desafios da inclusão escolar

Vivemos um momento na educação em que o tema da inclusão escolar está muito presente. A elaboração e regulamentação de leis federais e estaduais que obrigam as escolas a receber alunos com necessidades especiais coloca em cena as dificuldades enfrentadas pelos professores. Por isso, a reflexão sobre o assunto é sempre muito importante

Desde a década de 1950, diversas ações contribuíram para a discussão acerca da inclusão escolar, como por exemplo A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948; a Declaração dos Direitos da Infância, de 1959; a Declaração dos Direitos do Deficiente Mental, de 1971; as conferências de Jomtien, em 1990, e de Salamanca, em 1994, ambas organizadas pela UNESCO e que preconizaram a promoção de políticas que favorecessem uma escola para todos, independentemente de suas condições pessoais1.

O que significa incluí-los?
Historicamente, crianças com necessidades especiais nem sempre tiveram garantido o acesso à escola regular. Inicialmente segregadas, essas crianças ficavam restritas aos seus lares ou depositadas em instituições que as acolhessem sem que nenhum trabalho de inclusão fosse realizado. Na verdade, a intenção era o oposto: estimulava-se a segregação. A criação de escolas especializadas para a educação de crianças com necessidades especiais foi um avanço em relação à simples segregação, uma vez que havia um ensino apropriado às condições de cada criança. Ainda assim, pensar apenas em escolas especiais significava homogeneizar tanto esses espaços destinados a essas crianças, quanto as escolas regulares, na medida em que estas não recebiam crianças portadoras de necessidades especiais.Continue lendo >

Bruno, suas professoras e as outras crianças…

Seu nome é Bruno. Eu não era sua professora, mas o via de tempos em tempos devido ao trabalho de formação que fazia na creche Casa da Criança. Sei que ele teve um longo processo de adaptação atrapalhado por muitas faltas, quase sempre por problemas de saúde. Quase 3 anos, mas não andava nem falava. Para completar, tomava um remédio fortíssimo por causa da epilepsia. Sem firmeza nas pernas e nos braços, não segurava nem o giz de cera. Como não se sentava sozinho, eu o acompanhava nos momentos de atividade, quando lá estava. Era preciso apoiá-lo em meu peito como se eu fosse uma poltroninha, e mesmo assim escorregava.Continue lendo >