Dinossauros alimentam o brincar

Um projeto bem direcionado possibilita a criança desenvolver pensamento investigativo, aprendendo a se perguntar e a procurar respostas

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No primeiro semestre tínhamos em nossa classe alguns dinossauros de brinquedo, e embora não fosse esse o tema dos estudos, percebíamos que, nas brincadeiras, as crianças demonstravam já possuir informações sobre esses animais. Integravam esses conhecimentos à ficção, construíam “casas” para os dinossauros, havia o pai, a mãe, o filho; separavam os animais em carnívoros e herbívoros, criavam diálogos. Observávamos, também, que elas buscavam entender a extinção dos dinossauros (atualmente, sabemos que não foram totalmente extintos, pois as aves são seus descendentes), se referiam a seus hábitos alimentares, aos diferentes tamanhos e ao ambiente em que viviam.

Quando, naquele semestre, pensamos em uma proposta para o evento do Sábado de Atividades com os pais do Jardim 2 – classe em que somos professoras de crianças de 5 anos, achamos que a construção de um ambiente para os dinossauros na areia seria uma proposta adequada para o nosso grupo. Pensamos que os pais, juntamente com seus filhos, poderiam modelar dinossauros e vulcões de argilas além de confeccionar plantas, rios e cachoeiras, criando um ambiente para os dinossauros. O evento aconteceu e deixou marcas. No segundo semestre encontramos os “fósseis dos dinos” e iniciamos o projeto.Continue lendo >

Arte e histórias das máscaras

Presentes na história da humanidade desde épocas muito remotas, as máscaras encantam adultos e crianças. Conheça algumas possibilidades de trabalho com crianças de 2 a 4 anos
Cavalhada – São Luís do Paraitinga

Cavalhada – São Luís do Paraitinga (Rômulo Fialdini)

Na antiguidade, os povos árabes usavam a palavra maskhara para dizer que alguém era um farsante, isto é, uma pessoa que finge ser de um jeito que não é. Sentido próximo ao que usamos hoje para falar de um objeto que é um falso rosto: uma máscara. As máscaras aparecem na história da humanidade desde as épocas mais remotas. Há registros de pinturas rupestres em que há cenas representando caçadores mascarados com cabeças de animais. É presumível que o homem primitivo usasse a máscara e a dança num ritual mágico para influir no êxito da caça. A máscara seria o elemento catalisador de forças misteriosas.

Na cultura africana, esse artefato representa a possibilidade de participar da multiplicidade da vida do universo, criando novas realidades fora daquela meramente humana – é o poder transfigurador da máscara que une o homem à energia extra-humana, ao mundo sagrado.Continue lendo >

Com a mão na massa

A escola de educação infantil tradicionalmente propõe colagens às crianças. Como fazê-lo bem? Que materiais são possíveis além do enfadonho papel crepon rasgado e amassado, do feijão, do macarrão e de formas geométricas recortadas? O que mais pode entrar em uma composição? Quem dá as dicas são as professoras de crianças de 2 a 3 anos da Escola Projeto Vida em São Paulo

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