Tentativas, experimentos e uso de tecnologia

Na educação infantil, o importante é criar e produzir com singularidade usando os meios e suportes tradicionais ou as novas tecnologias. Duas propostas em escolas muito distantes entre si estão a serviço de uma produção infantil criativa
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Arquivo Instituto Avisa Lá

Desde sempre, o desenho ocupou lugar de destaque na Educação Infantil porque toda criança tem necessidade de desenhar. Porém, o gosto pela atividade depende das oportunidades oferecidas a ela. Sendo assim, é grande a responsabilidade da escola em criar um ambiente favorável para que as crianças desenhem com propriedade e autoria. Muitas vezes, o professor não possui conhecimentos que lhe permita olhar o desenho elaborado pela criança de um jeito produtivo. Conseqüentemente tem dificuldade em estimular o progresso da produção gráfica infantil e a ampliação da expressão artística.Continue lendo >

Lendas brasileiras e computador: uma combinação que dá certo

Usar as novas tecnologias para envolver os alunos em situações reais de comunicação por meio da leitura e escrita foi o desafio enfrentado pelo projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas”, realizado em Campinas (SP). Para promover esse aprendizado entre os alunos, foi preciso trabalhar na mesma direção com os educadores

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O projeto “Aventuras com as Letras e as Teclas” foi desenvolvido pelo Grupo Comunitário Criança Feliz, na cidade de Campinas (SP) em 2005 e teve repercussões na EEPG Prof. Alberto Medaljon. Com a finalidade de diminuir o número de crianças e pré-adolescentes com dificuldades na escrita e leitura, foi concebido como um projeto de formação de educadores com três metas concretas: implantar uma biblioteca alternativa enquanto espaço de uso comum para a escola, para o Grupo Comunitário e comunidade; desenvolver uma oficina de informática que possibilitasse o acesso e o uso contextualizado do computador; e organizar uma oficina de contos com intuito de preparar adolescentes para serem contadores de histórias e assim se tornarem multiplicadores do projeto com outros grupos de crianças.

O trabalho atendeu especificamente os educadores sociais do grupo de crianças de 7 a 10 anos que já fazia parte da oficina de informática. A equipe escolheu para trabalhar o gênero da narrativa literária, mais especificamente as lendas, por oferecer oportunidade de conhecer outras culturas e ampliar os horizontes. O produto final deste projeto foi o livro Lendas Contadas e Aprendidas. As crianças foram motivadas a pesquisar na Internet, digitar seus textos no Word e a fazer as ilustrações usando o Paint Brush1. O computador foi, assim, usado como ferramenta de aprendizado para estimular a leitura e a escrita de forma contextualizada e significativa.
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A formação do leitor num espaço de muitos encontros

A formação de um bom leitor pode ser auxiliada pela criação de uma atmosfera de troca, de entusiasmo, de intimidade com o universo da cultura escrita, compartilhada por professores, pais, crianças e comunidade. É preciso oferecer propostas que garantam às crianças um bom trânsito pelo mundo da escrita e experiências de encantamento com a leitura
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Computador à disposição, tanto para o conhecimento de novos softwares, como para pesquisa na internet

Não importa se a biblioteca é pequena ou grande, na sala ou fora dela; o que importa é que livros de qualidade cheguem às mãos das crianças e toquem de fato os leitores iniciantes. A rede de escolas municipais de São Bernardo do Campo, em São Paulo, tem uma importante contribuição a compartilhar com a adoção do Programa Rede Escolar de Bibliotecas Interativas-REBI.

O programa atende às escolas da rede municipal de Ensino Fundamental e Educação Infantil e, em dias específicos, abre-se para a comunidade. São ao todo 53 bibliotecas, cada qual com um acervo de cerca de 3 mil livros, jornais, revistas, computadores, CDs, CD-ROMs, fitas cassete, internet, televisão e vídeo, montadas no espaço das próprias escolas.

A idéia do programa nasceu, em 1999, de um convênio da Prefeitura de São Bernardo com a Universidade de São Paulo (USP), através da Escola de Comunicação e Arte, tendo o professor Edmir Perrotti como idealizador da proposta.

O que são as Bibliotecas Interativas
As Bibliotecas Interativas inseridas nas escolas devem cumprir uma função pedagógica e cultural, ampliando os vínculos entre a educação formal e a informal. O espaço dessas bibliotecas foi planejado para ser convidativo à pesquisa e à leitura, de maneira que os materiais estejam acessíveis e os usuários possam apropriar-se dos diferentes recursos, desenvolvendo condições de utilizá-los autonomamente como espaço.
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Contextos de alfabetização na Era Tecnologica

Gostando ou não, isto é fato: não se alfabetiza mais crianças como antigamente. Em tempo de avanços tecnológicos e diante das pesquisas sobre a didática da alfabetização, faz-se necessário pensar novos contextos para se ensinar a ler e a escrever


Trabalhei com muitos grupos de educadores. E nenhum ou apenas um dos integrantes sabia realizar operações muito simples com aparelhos e recursos audiovisuais, e raras foram as situações em que esses recursos eram de boa qualidade e funcionavam.

Costumava brincar dizendo que, definitivamente, educação e tecnologia não andam juntas. É uma brincadeira, mas junto com o riso vem o triste reconhecimento de quanto nós, da educação, estamos desinformados e distantes dos recursos tecnológicos existentes no mundo em que vivemos.
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Um computador na sala das crianças

Na sua creche ou escola tem computador? Onde ele está? Pense um minuto antes de seguir lendo esta matéria, pois essas perguntas são bastante reveladoras do assunto que vamos tratar

Kaique, 6 anos

Sabemos que, em uma instituição educativa, a organização de espaços, o mobiliário e a disposição de materiais nunca são casuais: cada detalhe do ambiente revela idéias e concepções educativas. Isso vale também para os espaços destinados aos computadores, já que o modo como as instituições acolhem a máquina e socializam seu uso revelam o que pensam sobre o lugar da tecnologia na escola.Continue lendo >

Na era do computador

Enquanto muitos adultos fogem do mouse e do teclado, as crianças correm ao seu encontro. Veja o que elas pensam sobre o computador e como aproximá-las dessas máquinas no dia-a-dia da sala de aula

Desenho de Karina, 5 anos

O computador talvez seja a presença mais constante entre as novas tecnologias no nosso cotidiano. Nas grandes cidades, as máquinas estão por todo lado: no banco, no correio, no supermercado e em muitas casas, ampliando possibilidades de comunicação e alterando hábitos.

Seria espantoso imaginar que o computador pudesse passar despercebido aos olhos das crianças, sem ser objeto de sua atenção. As relações entre os adultos e as máquinas sempre exerceram fascínio para os pequenos e não seria diferente com a chegada dos computadores: em suas brincadeiras, imitam os adultos, conversam sobre o que vêem, imaginam e se esforçam para compreender o que se passa na tela de um monitor e no interior de uma CPU.

Por esse motivo, a presença do computador na educação infantil não espanta as crianças, que aderem a ele com entusiasmo e afinco. E, se questionadas sobre o assunto, elas têm sempre muito o que falar.Continue lendo >