De braços abertos

Acolher bem as crianças e suas famílias desde o primeiro momento exige atenção e preparo de toda a equipe da escola, e pode trazer resultados surpreendentes
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Organizar pequenos grupos para conhecer as novidades produziu um efeito positivo no uso dos ambientes (Fotos: arquivo EMEI J. G. de Araújo Jorge)

Quando recebemos a tarefa de pensar no acolhimento de nossas crianças para 2007, nos sentimos muito atraídas pelo desafio. Isto porque, olhando, lendo, sentindo o material que nos foi fornecido sobre o tema pelo Programa Capacitar na Educação Infantil1 tivemos a sensação de que “finalmente”, havíamos encontrado a porta para entrar no novo ano “com o pé direito”.Continue lendo >

Como receber bem a criança e sua família

A entrada de uma criança pequena em uma instituição de educação não é preocupação apenas do seu educador, mas responsabilidade de todos os envolvidos. É importante que seja fruto de uma interação planejada entre os dirigentes, os educadores, os funcionários de apoio, a família, tendo em vista acolher a criança da melhor forma possível. Esta é a proposta da equipe do Centro de Educação Infantil Isabel Ribeiro1

A criança, ao ingressar na escola e separar-se dos pais, vive um momento delicado, em que precisa aprender a ficar longe do convívio familiar e a relacionar-se com diferentes pessoas em um novo ambiente. Por isso, é fundamental que o Centro de Educação Infantil (CEI) que a acolhe esteja preparado para lidar com este momento, planejando suas ações de forma a contribuir para que a criança não se sinta só e abandonada, facilitando assim sua adaptação.

O trabalho de acolher bem a criança e sua família deve implicar toda a equipe da instituição de educação: diretor, coordenador, professores, funcionários da administração, cozinha e limpeza. É um período especial, em que a rotina e o espaço da instituição são modificados. A reflexão sobre o acolhimento de crianças pequenas que ingressam na vida escolar pode ser feita a partir de diferentes aspectos que dizem respeito aos “personagens” envolvidos nesse momento: podemos enfocá-lo mais sob o ponto de vista da criança que chega, de sua família, do professor, da instituição e das crianças que já estavam nela.
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Cuidados compartilhados – Um planejamento para acolher os pais

Ninguém mais duvida da importância que tem o acolhimento das crianças ao chegarem à escola (avisa lá nº 2). Tão importante quanto ele é o trabalho com as famílias. É comum que os pais alimentem uma expectativa de que seus filhos sejam cuidados, na instituição de educação, da mesma forma individualizada como são cuidados em casa. Na maioria das vezes, sabem pouco sobre as relações e o cotidiano em ambientes coletivos. A desinformação aumenta as dúvidas, gera ansiedade e insegurança, que acabam sendo transferidas aos filhos. Esta atmosfera tensa dificulta a entrada das crianças e o trabalho dos educadores que mediam a passagem de casa para a instituição educativa. Para cuidar desta relação tão delicada, duas creches planejaram o acolhimento aos pais buscando formas de compartilhar os cuidados e a educação das crianças. É o que vamos ver nesta matéria.

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Entre adaptar-se e ser acolhido

Até pouco tempo atrás, nas creches e pré-escolas e até mesmo nas escolas de ensino fundamental parecia não haver outro jeito: ou as crianças se adaptavam ou se adaptavam. No entanto, isso vem mudando. As boas instituições de educação têm se preocupado em acolher bem a criança que chega.Continue lendo >

Colo: um cuidado que educa

Ser seguro no colo, ser abraçado e tocado são experiências humanas essenciais. Os jeitos de segurar e tocar variam conforme as diferentes culturas. Hoje existe, na maioria das sociedades urbanas, todo um aparato de objetos e mobiliário para conter os bebês e crianças pequenas, o que reduz em muitos casos as oportunidades de contato físico com os pais e outros adultos.
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