De olhos bem abertos

As professoras da Escola Projeto Vida, na cidade de São Paulo, descobrem que vale a pena estimular a observação das crianças como ferramenta valiosa para desenvolver as habilidades de desenho e criação
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Produções das crianças participantes do projeto

Artes Visuais foi a área de conhecimento selecionada como conteúdo principal no processo de formação continuada dos professores de Educação Infantil da Escola Projeto Vida, neste ano de 2006. Propusemos às professoras uma análise cuidadosa dos desenhos das crianças. A partir disso, optamos por discutir as imagens estereotipadas e repetidas que costumam inundar os desenhos infantis, como as casinhas, o sol, a linha do horizonte com flores e as árvores, entre outras. Definimos então o objetivo de ampliar o repertório de possibilidades de representação gráfica das crianças, principalmente da representação da figura humana. Entre tantas possibilidades, escolhemos investir no desenho ligado ao tema do movimento. Consideramos que seria um desafio instigante para as crianças, já que em geral seus desenhos apresentam figuras estáticas e vistas de frente.
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Sobe, desce, agacha e pula

Uma proposta para explorar e ampliar os movimentos das crianças de 3 anos
criança brincando

A confiança da educadora nas crianças e o conhecimento sobre o que elas são capazes de fazer possibilitam mais autonomia e maior liberdade

“Queríamos dar às crianças a oportunidade de conhecer mais seu próprio corpo e se apropriar de novos movimentos” – contam as educadoras que pesquisaram as possibilidades corporais das crianças pequenas. Veja como elas aproveitaram materiais e exploraram espaços diferenciados para propor boas atividades neste eixo de trabalho

Uma boa proposta pedagógica sempre parte de um olhar atento do professor sobre as crianças. O trabalho com o eixo de movimento para crianças pequenas, na creche Recanto Infantil Parque Figueira Grande, não fugiu à regra. Lá, tudo começou com uma boa avaliação. Observando as crianças no dia-a-dia, nas suas brincadeiras na sala ou no parque, as educadoras Claudinete Rocha Copari e Maria
Nazareth Eloy perceberam a necessidade de
ampliar suas possibilidades corporais, para que tivessem um maior domínio e pudessem executar novos movimentos, com mais autonomia e intencionalidade.Continue lendo >