Homens das cavernas: uma viagem no tempo

Crianças de 4 a 5 anos recriam a seu modo, e com as informações de que dispõem, um ambiente pré-histórico. Felizes, encenam atos para compor um filme de vídeo a ser apresentado aos pais

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Logo nos primeiros dias após as férias, as crianças me questionaram sobre o que iríamos “estudar”: “Andréa, de tarde a Rosane disse que a gente vai estudar o Japão. E de manhã, o que a gente vai estudar?”. Retomei com eles a proposta firmada no semestre anterior de produzirmos uma fita de vídeo sobre os homens das cavernas. Para tanto, precisaríamos saber mais sobre o assunto e este seria, portanto, nosso projeto de estudo. Imediatamente uma criança protestou: “Mas a gente já estudou isso! A gente leu o livro do Rupi!”.

Eu concordei com o protesto, mas disse que durante as férias a escola adquirira vários livros novos superinteressantes que mostravam muito mais coisas do que a gente havia visto. Curiosos e interessados que são, empolgaram-se com a notícia e disseram: “Você traz amanhã pra gente ver?”.
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O universo lúdico do conhecimento

O universo científico está intrinsecamente relacionado ao lúdico. Ambos são espaços de possibilidades, investigação, autoria, autonomia, construção de conhecimento e subjetividade. É cada vez mais urgente que a escola de educação infantil assuma uma concepção de ensino que não separe o raciocínio da imaginação. É esse o objetivo do projeto homem das cavernas: uma viagem no tempo
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Grafismos encontrados na região de São Raimundo Nonato – PI
Ilustrações: A Arte Rupestre no Brasil

Encarar o estudo na escola de Educação Infantil por meio de uma perspectiva lúdica do conhecimento implica não apenas fazer associações dos projetos de pesquisa com brincadeiras, como também propor situações nas quais o aprendizado seja uma aventura de conhecimento em consonância com a forma de pensar das crianças e seu pensamento sincrético que mescla fantasia e realidade.

No projeto Homem das Cavernas: Uma Viagem no Tempo, do qual tive a oportunidade de participar enquanto coordenadora, dialogando com a professora Andréa Campidelli1, pude observar com atenção seu grupo de “pesquisadores mirins”, entre 4 e 5 anos. Foi possível investigar muitas situações de aprendizagem que realmente fazem sentido na Educação Infantil, as quais pretendo aqui partilhar com o leitor.
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