A constituição de si mesmo e dos objetos

A permanência dos objetos – construção fundamental das crianças em seu primeiro ano de vida – pode estar na origem da arte e da ciência
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Fotos: Pedro Caetano

Olhar, segurar, sugar, são algumas das ações dos recém-nascidos sobre os objetos a sua volta. Estes objetos são assimilados ao eu do bebê, como prolongamento de suas ações, sem que ele tenha ainda consciência nem da realidade, nem de si próprio. Mas os esquemas, como de preensão, por exemplo, vão se diferenciando e organizando em função das experiências que a criança realiza com os outros seres ou objetos que compõem parte da realidade em que ela vive. Em torno de um ano de idade, com a possibilidade de se deslocar — seja engatinhando ou andando – meninos e meninas assimilam os objetos ao próprio eu e, ao mesmo tempo, acomodam-se a leis causais que favorecem sua localização no espaço e no tempo. Crianças muito jovens adoram brincar de esconde-esconde! A cada vez descobrem novas relações entre as coisas do mundo e elas próprias.
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O diário da vida na escola

O presente e o passado se encontram nas páginas dos diários. Conheça a experiência de uma professora e um grupo de crianças de 5 anos em busca da memória e da construção de reais leitores.

Gostaria de contar sobre nosso encontro com Helena Morley e os desdobramentos que ele teve, tanto no que diz respeito aos conhecimentos sobre a língua portuguesa, as práticas de leitura, de escrita e a narrativa, quanto aos conhecimentos gerais, em especial um interessante estudo sobre o cotidiano e os modos de vida do passado.

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Museu Histórico Nacional

Tudo começou quando retornamos de férias e revíamos, em grupo, as lembranças de cada um sobre o mês de julho. Havíamos preparado uns cadernos de férias, nos quais as crianças poderiam anotar ou guardar tudo o que não desejavam esquecer a respeito de suas férias. E eis que, no meio desses cadernos, havia um diário trazido pela Izabel, no qual ela relatava, por meio da escrita de suas primas e de sua mãe, o que lhe havia acontecido naquele período.
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Cestinhas Surpresa

Cestinhas Surpresa

Regularidade e diversidade: componentes fundamentais no planejamento de atividades para bebês

Professora e crianças em interação (Foto: Rosemeire Rodrigues)


Em um um berçário as crianças devem explorar com segurança o mundo que as cerca, interagir com adultos e entre elas, brincar, transformar, aprender a se comunicar, ir conquistando maior independência. A diversidade de experiências amplia as possibilidades de um desenvolvimento pleno e da participação ativa nos desafios que o dia-a-dia impõe.

Foi nesta perspectiva que iniciei um trabalho com crianças das creches Papa João XXIII e Dom José Gaspar, ambas integrantes do Programa Capacitar Educadores, de São Paulo1. Meu trabalho consistia em uma intervenção de duas horas com as crianças, seguidas de uma hora de discussão com as professoras, que observavam atentamente minha prática.
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