Quando a Educação Física vira brincadeira do corpo

Novos princípios e atividades ajudam a reinventar a prática tradicional da educação física. O brincar, o conhecimento do corpo e do espaço passam a ser os conteúdos em ação

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A Educação Física, durante muitos anos, sofreu a influência de várias linhas de pensamento e de abordagens diversas. Já foi instrumento de formação militarista, da homogenia e da instituição de um padrão do movimento. Caracterizou-se também, em muitos casos, como uma área que buscava um indivíduo com grande capacidade e performance atlética. Por muito tempo, preteriu indivíduos “menos hábeis” em detrimento de perfis mais promissores.

Porém, nos últimos tempos, a Educação Física na escola vem buscando um novo caráter de atuação, repensando seus princípios e alinhando novos objetivos a serem desenvolvidos. Falamos de uma Educação Física que privilegia o indivíduo e suas capacidades, que pode enxergar em cada um competências motoras e conhecimentos; que reconhece a importância da diversidade dentro do grupo como fator gerador de novos conhecimentos para todos os seus integrantes; e que pode aceitar que diferentes indivíduos cheguem de formas diversas, e a seu tempo, nas expectativas de aprendizagem traçadas.
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Jogar por prazer e para aprender

Quando a criação de jogos ganha o espaço da sala de aula a animação é geral, como atestam crianças de 8 a 10 anos da cidade de São Paulo. Ler, escrever e desenhar em um contexto significativo e lúdico favorecem a autoria, a criação e a aprendizagem. Veja como foram concebidos e produzidos por esta garotada os jogos Super Clarius e Super Batalha
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Daniel 8 Anos

Grande parte das crianças brasileiras entre 8 e 10 anos tem muita dificuldade para ler e escrever. É comum a escola oferecer propostas descontextualizadas de escrita, as quais são executadas mecanicamente pelas crianças. Esta situação, sem dúvida, colabora para a criação de um grande contingente de analfabetos funcionais. Pessoas que passaram pela escola mas não escrevem, e lêem com uma compreensão básica.

Pensar em propostas que criam um contexto no qual escrever é preciso e desejado pelas crianças parece se constituir em um desafio geral para a educação. A produção de sentido nos atos de leitura e escrita nas escolas precisa ser levada em conta se pretendemos realmente desenvolver nas crianças verdadeiros comportamentos leitores e escritores.

Neste projeto didático realizado pela turma do Núcleo Socioeducativo Santa Clara1 podemos ver como uma realização que leva em consideração a cultura lúdica das crianças traz bons resultados em diferentes aprendizagens.

Como tudo começou
A idéia de trabalhar na criação de cards2 com minha turma surgiu do diálogo com a formadora Denise Nalini3. Queríamos que as crianças avançassem na leitura e na escrita aprendendo a elaborar as regras de um jogo; que tivessem sua criatividade estimulada por meio do desenho e da pintura, além, é claro, do desenvolvimento de habilidades diversas que os jogos proporcionam. Planejamos em conjunto um projeto didático intitulado Super-Heróis. Compartilhei com o grupo a idéia da criação de um jogo do tipo Super Trunfo4, com personagens de heróis e vilões, já que o tema era muito apreciado pela turma.
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Na era do computador

Enquanto muitos adultos fogem do mouse e do teclado, as crianças correm ao seu encontro. Veja o que elas pensam sobre o computador e como aproximá-las dessas máquinas no dia-a-dia da sala de aula

Desenho de Karina, 5 anos

O computador talvez seja a presença mais constante entre as novas tecnologias no nosso cotidiano. Nas grandes cidades, as máquinas estão por todo lado: no banco, no correio, no supermercado e em muitas casas, ampliando possibilidades de comunicação e alterando hábitos.

Seria espantoso imaginar que o computador pudesse passar despercebido aos olhos das crianças, sem ser objeto de sua atenção. As relações entre os adultos e as máquinas sempre exerceram fascínio para os pequenos e não seria diferente com a chegada dos computadores: em suas brincadeiras, imitam os adultos, conversam sobre o que vêem, imaginam e se esforçam para compreender o que se passa na tela de um monitor e no interior de uma CPU.

Por esse motivo, a presença do computador na educação infantil não espanta as crianças, que aderem a ele com entusiasmo e afinco. E, se questionadas sobre o assunto, elas têm sempre muito o que falar.Continue lendo >

Jogos de Percurso – Contribuições para o ensino da matemática na educação infantil

Jogos de percurso envolvem basicamente a sorte. Assim é o tradicional jogo do ganso e todas suas variações; trilhas simples em que os peões avançam de acordo com o número dos dados até a casa final. Para participar é preciso conhecer as regras e saber respeitar a vez de cada um jogar. Na educação infantil, entretanto, além dessas aprendizagens, os percursos também são utilizados para o trabalho didático com a seqüência numérica

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Brincadeiras e Jogos no Parque

Os espaços lúdicos ao ar livre estão presentes na maioria das instituições de educação infantil, mas nem sempre fazem parte do projeto pedagógico. Refletir sobre o tempo dedicado às brincadeiras de parque, os materiais e equipamentos oferecidos, a formação dos grupos e as formas de interação das crianças com o ambiente, entre si e com os adultos, pode contribuir para que a utilização do espaço seja permeada de intencionalidade educativa. Nesta matéria, vamos discutir como planejar o uso do espaço lúdico ao ar livre através de soluções criativas e de baixo custo, que valorizam a brincadeiraContinue lendo >