Projeto Comer e Brincar na Escola Serve Para Quê?

Desenvolvido pelo Avisa Lá, com apoio da Fundação Cargill, o projeto propõe a capacitação de profissionais da Educação Infantil para o desenvolvimento de boas práticas voltadas para a educação alimentar e movimento em escolas de cinco municípios no interior de São Paulo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconiza a alimentação saudável aliada a prática de atividade física como estratégias efetivas para reduzir doenças e mortes no mundo, em conformidade com a ODS 3. Como a formação de hábitos se dá desde cedo, as boas práticas alimentares e de atividade física devem ser vivenciadas também na escola, espaço privilegiado de construção de conhecimento, aquisição de valores e formação de atitudes.

No Brasil, a Lei Federal 11.947, presente no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), determina as diretrizes da alimentação escolar que devem garantir, entre outros pontos, a inclusão da educação alimentar e nutricional no processo de ensino e aprendizagem. Nessa perspectiva, a escola se apresenta como uma instituição relevante por seu poder de atuar com profissionais da educação e alimentação em conjunto com as crianças.

Quando a Educação Física vira brincadeira do corpo

Novos princípios e atividades ajudam a reinventar a prática tradicional da educação física. O brincar, o conhecimento do corpo e do espaço passam a ser os conteúdos em ação

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A Educação Física, durante muitos anos, sofreu a influência de várias linhas de pensamento e de abordagens diversas. Já foi instrumento de formação militarista, da homogenia e da instituição de um padrão do movimento. Caracterizou-se também, em muitos casos, como uma área que buscava um indivíduo com grande capacidade e performance atlética. Por muito tempo, preteriu indivíduos “menos hábeis” em detrimento de perfis mais promissores.

Porém, nos últimos tempos, a Educação Física na escola vem buscando um novo caráter de atuação, repensando seus princípios e alinhando novos objetivos a serem desenvolvidos. Falamos de uma Educação Física que privilegia o indivíduo e suas capacidades, que pode enxergar em cada um competências motoras e conhecimentos; que reconhece a importância da diversidade dentro do grupo como fator gerador de novos conhecimentos para todos os seus integrantes; e que pode aceitar que diferentes indivíduos cheguem de formas diversas, e a seu tempo, nas expectativas de aprendizagem traçadas.
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