Avisa Lá Indica

Para finalizar o ano o Avisa Lá Indica livros e filmes para as férias.

Uma série de indicações literárias que encantou, fez rir e chorar; além de promover muitos encontros e conversas. Conheça o que permeou a imaginação da equipe do Avisa Lá em 2017.

Boas Festas e até 2018!

 

DESTAQUE – Elena Ferrante

Com um texto fluído que literalmente amarra o leitor, Elena nos convida a conhecer uma Napóles marcada pelo fim da guerra, através da vida e dos sonhos de Lenu e Lila. As reviravoltas dessa série e a escrita precisa da autora nos convida a pensar sobre a vida escolar, os preconceitos e o impacto do contexto social na história das personagens. Destine tempo, pois é o tipo de leitura que te fará ficar acordada de madrugada.

Elena Ferrante é o pseudônimo de uma escritora italiana, cuja identidade é mantida em segredo. Nesse ano, com o sucesso literário da Série Napolitana houve várias especulações sobre sua identidade.

A vida que ninguém vê – Eliane Brum

Uma repórter em busca dos acontecimentos que não viram notícia e das pessoas que não são celebridades. Uma cronista à procura do extraordinário contido em cada vida anônima. Uma escritora que mergulha no cotidiano para provar que não existem vidas comuns. O mendigo que jamais pediu coisa alguma. O álbum de fotografias atirado no lixo que começa com uma moça de família e termina com uma corista. Essas fascinantes histórias da vida real em uma obra que emociona pela sensibilidade da prosa da autora.
Editora Arquipélago, 2016. Indicado por Renata Frauendorf e Lucila da Silva Almeida
A resistência – Julián Fuks
Meu irmão é adotado, mas não posso e não quero dizer que meu irmão é adotado, escreve, logo na primeira linha, Sebastián, narrador deste romance. Como em diversas obras que tematizam a Guerra Suja o regime de terror inaugurado em 1976 na Argentina, “A resistência” envereda pela memória pessoal e nacional. Sebastián é o filho mais novo, e seu irmão adotado, o primogênito de um casal de psicanalistas argentinos que logo buscarão exílio no Brasil. Cabe então ao narrador o exame desse passado violento e a reescritura do enredo familiar. O resultado, uma prosa a um só tempo lírica e ensaística.
Companhia das Letras, 2015 Indicado por Renata Frauendorf

 

Antes de nascer o mundo – Mia Couto
Silvestre e seus dois filhos, Mwanito e Ntunzi, mais o Tio Aproximado e o serviçal Zacaria ensaiam um arremedo de vida. O passado para eles é pura negação recortada em torno da figura da mãe morta em circunstâncias misteriosas. E o futuro se afigura inexistente. Silvestre afiança aos filhos e ao criado que o mundo acabou e que qualquer mulher é a desgraça dos homens. Mas um belo dia os donos do mundo voltarão para reivindicar a terra. E não só isso- uma bela mulher também virá para agitar a inércia dos dias solitários daqueles homens.
Companhia das Letras, 2016. Indicado por Débora Rana
A morte do pai – Karl ove knausgard
Uma noite de ano-novo e rebeldia, regada a cervejas vedadas aos menores, um amasso nauseante na primeira namorada, um show fracassado com a banda de punk no shopping center – em A morte do pai, primeiro romance da série autobiográfica Minha Luta, Karl Ove Knausgård se concentra em narrar os anos de sua juventude. Ao embarcar numa investigação do próprio passado, o narrador busca reconstruir, sobretudo, a trajetória do pai, figura distante e insondável que entra em declínio e leva o núcleo familiar à ruína. O autor investiga também o próprio presente: aos 39 anos, pai de três filhos, ele deve se ajustar à rotina em família, enquanto tenta escrever seu novo romance, numa luta diária.
São seis volumes híbridos entre a ficção e a memória, em que o autor explora, com pleno domínio da atividade narrativa, as possibilidades da ficção contemporânea.
Indicado por Maria Paula Twiaschor e Silvia Carvalho
Catálogo de perdas – João Carrascoza e Juliana Carrascoza
A partir de imagens de objetos que simbolizam perdas, João Carrascoza constrói minicontos cheios de poesia. O livro se inspira no acervo do Museum of Broken Relationships de Zagreb, na Croácia que reún em exposições temporárias, relatos e objetos enviados por pessoas do mundo inteiro – símbolos de suas experiências de perdas. Um livro belíssimo com textos do João e fotos da Juliana Monteiro Carrascoza.
Sesi-SP Editora, 2017 Indicado por Ana Carolina Carvalho
O livro de Aron – Jim Shepard
Um livro de ficção, baseado na história do Orfanato do dr. Korcsak. Narrado em primeira pessoa, pela voz de uma criança, o livro nos apresenta a dura realidade do Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra e traz, de forma muito viva, a experiência no orfanato do dr. Korcsak e sua República de Crianças.
Companhia das Letras, 2016. Indicado por Ana Carolina Carvalho
Hibisco Roxo – Chimamanda Ngozi
A autora, uma das mais aclamadas escritoras africanas da atualidade, traça, de forma sensível e surpreendente, um panorama social, político e religioso da Nigéria atual. Protagonista e narradora, a adolescente Kambili mostra como a religiosidade extremamente “branca” e católica de seu pai, Eugene, famoso industrial nigeriano, inferniza e destrói lentamente a vida de toda a família. Durante uma temporada na casa de sua tia, Kambili acaba se apaixonando por um padre que é obrigado a deixar a Nigéria, por falta de segurança e de perspectiva de futuro. Enquanto narra as aventuras e desventuras de Kambili e de sua família, o romance também apresenta um retrato contundente e original da Nigéria atual.
Companhia das Letras, 2016. Indicado por Ana Paula Yazbek
Passado Perfeito – Leonardo Padura
No primeiro fim de semana de 1989, uma insistente ligação arranca da ressaca o tenente investigador Mario Conde, um policial cético e desiludido. Seu superior na Central de Polícia, encarrega-o de um caso misterioso e urgente: Rafael Morín, executivo do Ministério da Indústria, está desaparecido desde o dia 1º de janeiro. Quis o destino que o desaparecido fosse um ex-colega de escola do tenente, um sujeito que já então, ainda que sempre dentro das regras estabelecidas, se destacava por seu brilho e autodisciplina. Como se não fosse o bastante, o caso colocará Conde frente a frente com a recordação de seu amor por Tamara, agora casada com Morín, e o tenente descobrirá que mesmo por trás do aparente passado perfeito em que Rafael Morín construíra sua carreira brilhante já se escondiam sombras.
Editora Boitempo, 2016 Indicado por Alessandra Ancona
Poemas – Wislawa Szimborska
Esta coletânea é a primeira edição brasileira que reúne poemas de Wislawa Szymborska, poeta polonesa. Ao longo dos 44 poemas, o leitor poderá conhecer parte considerável da obra de Wislawa, composta de cerca de 250 poemas e cuja função é, segundo a própria poeta, perguntar, buscar o sentido das coisas.
Companhia das Letras, 2011. Indicado por Ana Lucia Bresciane

Poesia Reunida – Adelia Prado

Acostumada a verbalizar em sua obra a perplexidade e o encanto, norteados pela fé cristã e permeados pelo aspecto lúdico – uma das características de seu estilo único -, a poetisa mineira usa o mais comum da vida cotidiana em um tom doce e apaixonado para recriar a vida do interior mineiro por meio de uma linguagem inovadoramente feminina. Neste único volume, encontram-se todos os poemas de Bagagem, O coração disparado, Terra de Santa Cruz, O pelicano, A faca no peito, Oráculos de maio, A duração do dia e Miserere. Esta edição conta ainda com textos de Carlos Drummond de Andrade e Affonso Romano de Sant’Anna e posfácio de Augusto Massi
Editora Record, 2016. Indicado por Teresa Carvalho

Com o mar por meio – uma amizade em cartas – Jorge Amado e José Saramago

A amizade entre Jorge Amado e José Saramago teve início quando os dois já tinham idade mais avançada e consolidada carreira literária, porém o vínculo tardio não impediu que os escritores formassem um laço forte, estendido as suas companheiras, Zélia e Pilar. Este livro reúne a correspondência entre os dois mestres – e os dois casais, muitas vezes -, entre os anos de 1992 e 1998. São cartas, bilhetes, cartões e faxes com uma rica troca de ideias sobre questões tanto da vida íntima como da conjuntura contemporânea, sobretudo a cena literária. “Com o mar por meio” aproxima os leitores do universo particular dos dois amigos.
Companhia das Letras, 2017. Indicado por Ana Brentano
A noite da espera – Milton Ratoum
Depois de 9 anos, Milton Hatoum presenteia o leitor com uma série de três volumes na qual o drama familiar se entrelaça à história da ditadura militar para dar à luz um poderoso romance de formação. Nos anos 1960, Martim, um jovem paulista, muda-se para Brasília com o pai após a separação traumática deste e sua mãe. Às descobertas culturais e amorosas de Martim contrapõe-se a dor da separação da mãe, de quem passa longos períodos sem notícias. Na figura materna ausente concentra-se a face sombria de sua juventude, perpassada pela violência dos anos de chumbo.
Companhia das Letras, 2017 Indicado por Walkyria Dias
A Madona de Cedro – Antonio Callado
Segundo romance na cronologia da obra de Antonio Callado, traz o tema religioso para contar a história de Delfino Montiel, comerciante de peças de pedra-sabão em Congonhas do Campo que vive o drama da tentação do crime de roubo, por fim cometido, e o arrependimento tardio, que o leva à purgação do pecado com a penitência dolorosa imposta pelo padre confessor.
Editora José Olympio, 2014 Indicado por Denise Nalini
Amores Mínimos – João Carrascoza
O amor em todas as suas vertentes, entre pais e filhos, irmãos, amantes, amigos é o tema deste livro de contos. Em ‘Amores mínimos’, Carrascoza procura aproximar sua prosa à poesia, e assim dissecar o sentimento que surge em qualquer fase da existência. Há a ternura, compaixão e a certeza de que as coisas pequenas, quase esquecíveis do cotidiano, são as que fazem a grandeza da vida.
Editora Record, 2011 Indicado por Cisele Ortiz
Antonio – Beatriz Bracher
Ao descobrir por acaso um segredo familiar, o protagonista decide saber dos envolvidos como tudo se passou. É de suas bocas, capítulo por capítulo, que ele escutará a história de sua família.
A autora aprofunda seu trabalho de dissolução da voz narrativa. De saída eliminou o narrador em primeira pessoa, distribuindo as vozes dos demais personagens. Nessa tensão de uma trama narrada em diferentes versões, o protagonista e os leitores se veem, curiosamente, na mesma condição: a de ouvintes emocionados, incapazes de tomar a palavra.
Editora 34, 2013 Indicado por Walkyria Dias
Romance de dom Pantero no palco dos pecadores – Ariano Suassuna
Último livro do autor, concluído poucos dias antes de sua morte, é uma espécie de testamento literário que procura integrar, na narrativa, elementos do seu teatro, da sua poesia, da sua prosa de ficção e do seu ensaio. Composto por cartas assinadas por Antero Savedra sob o pseudônimo de ‘Dom Pantero’, publicadas em um suplemento de jornal, o romance conta a trajetória de um misto de escritor, ator, encenador, professor e palhaço que dedica a sua vida à realização de uma grande obra, intitulada ‘A Ilumiara’ e escrita a partir das obras dos seus irmãos, o romancista Auro Schabino, o dramaturgo Adriel Soares e o poeta Altino Sotero.
Editora Nova Fronteira, 2017 Indicado por Denise Tonello
O velho e o mar – Ernest Hemingway
Havia tempos que Santiago não pescava um só peixe. Sozinho, o velho pescador rema mar adentro até que fisga um peixe especial: o peixe que mudaria sua vida.

Dias se passam enquanto a batalha dos dois é travada. Apesar dos sonhos e pensamentos que transcorrem em meio à solidão do alto-mar, o pescador não esmorece. Essa é a história de um homem de mãos calosas cuja crença em si mesmo é a única coisa que importa.

Editora BERTRAND BRASIL, 2013 Indicado por Cinthia Manzano
Tia Julia e o escrevinhador – Mario Vargas Lhosa
Tia Julia e o escrevinhador é um dos livros mais originais de Vargas Llosa. Mesclando humor e romance, o escritor narra a história de Varguitas, um jovem peruano com ambições literárias que se apaixona por uma tia com quase o dobro da sua idade. Em paralelo a esse romance proibido, na Lima dos anos 50, Varguitas conhece Pedro Camacho, autor excêntrico de radionovelas cujos enredos mirabolantes fascinam os peruanos. As novelas vão muito bem, até o dia em que Pedro Camacho, sobrecarregado, começa a confundir enredos e personagens. E, ao mesmo tempo, o romance entre Varguitas e tia Julia é descoberto pela família.
Editora ALFAGUARA BRASIL, 2007 Indicado por Mara Christofani

O último dia do mundo – fúria, ruína e razão no grande terremoto de Lisboa de 1755 – Nicholas Shrady

O jornalista Nicholas Shrady revela que o desastre natural, mais do que a tragédia em si, provoca fascínio. O terremoto em Portugal, na capital mais católica do continente, abalou as certezas intelectuais e religiosas que na época dominavam a Europa do Iluminismo. Carvalho, mais tarde Marquez de Pombal, fez com que a razão triunfasse sobre o obscurantismo religioso, pois, enquanto muitos rezavam, ele rapidamente enviou tropas para apagar o fogo, buscar sobreviventes em meio às ruínas e controlar os saqueadores. Lisboa seria reconstruída, e ressurgiria como uma cidade moderna, de ruas largas, com sistemas de esgoto e escoamento adequados.
Editora OBJETIVA, 2011 Indicado por Mara Christofani
Trem noturno para Lisboa – Pascal Mercier
Em ‘Trem noturno para Lisboa’, Raimund Gregorius, professor de línguas clássicas em Berna, se levanta no meio da aula, abandona a sala e toma um trem para Lisboa. Em sua bagagem está um exemplar de reflexões filosóficas escrito pelo médico português Amadeu de Prado. Fascinado pelo livro, Gregorius decide investigar o autor. Em sua viagem, encontra pessoas que ficaram marcadas por seu relacionamento com esse homem excepcional, que o conheceram como médico, poeta ou combatente da ditadura.
Editora: RECORD, 2009 Indicado por Fátima Totti
Uma breve história da humanidade de Yuval Noah Harari
O autor repassa a história da humanidade, ou do homo sapiens, desde o surgimento da espécie durante a pré-história até o presente, mas em vez de apenas ‘inventariar’ os fatos históricos, ele os relaciona com questões do presente e os questiona de maneira surpreendente. Além disso, para cada fato ou crença que temos como certa hoje em dia, o autor apresenta diferentes pontos de vista, sugerindo interpretações muitas vezes desconcertantes.
Editora L&PM EDITORES, 2015 Indicado por Damaris Maranhão
Dias de abandono – Elena Ferrante
Depois de quinze anos de casamento, Olga é abandonada por Mario. Presa ao cotidiano estilhaçado com dois filhos, um cachorro e nenhum emprego, ela se recusa a assumir o papel de pobre mulher abandonada. Essa opção a projeta num turbilhão de obsessões, angústias e ímpetos violentos, capazes de afastar Olga do fato de que as derrotas precisam ser assumidas para que a vida possa enfim seguir adiante. Dias de abandono colocou Elena Ferrante definitivamente no panteão dos maiores autores da literatura segundo público e crítica.
Editora: BIBLIOTECA AZUL, 2016 Indicado por Beatriz Gouveia
Série do detetive Harry Hole – Jo Nesbo
Aclamado pela crítica internacional, o escritor norueguês Jo Nesbø conquistou seu lugar entre os principais nomes da literatura policial escandinava. Suas tramas complexas e inteligentes protagonizadas pelo detetive Harry Hole sempre chegam ao topo da lista de mais vendidos. Nesta série o inspetor Harry Hole se envolve em tramas complexas e mortais, em muitos casos instigantes.
Editora: RECORD | Indicado por Priscila Monteiro
Revista quatro cinco um
Revista mensal de crítica de livros, publicada pela Associação Quatro Cinco Um, cobre cerca de 20 áreas da produção editorial, com resenhas dos lançamentos no país e serviço jornalístico voltado para o leitor de livros. É um panorama mensal das novidades editoriais. As resenhas são assinadas por nomes de destaque da crítica e da cultura, especialistas ou não – mas sempre grandes leitores.
Associação Quatro Cinco Um Indicada por Beatriz Gouveia

Filmes e documentários

A NOSTALGIA DA LUZ. Patricio Guzman, Chile, 2015.

No deserto de Atacama, astrônomos de todo o mundo se reúnem para observar as estrelas. Nessa região do Chile, a três mil metros de altitude, o calor do sol mantém intactos restos humanos. Ao mesmo tempo em que os astrônomos pesquisam as galáxias em busca de vida extraterrestre, mulheres procuram seus parentes na terra do deserto. São magens belíssimas e a história do Chile (antigo e atual), memórias e também mensagens de esperança apesar de tudo.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=otAMuEhRNKw

BOTÃO DE PÉROLA. Patricio Guzman, Chile, 2016.

O oceano contém a história de toda a humanidade. O mar porta todas as vozes da terra e aquelas que vêm do cosmo exterior. Água recebe impulso das estrelas e as conduz para os seres vivos. Água, a maior fronteira no Chile, também retém o segredo de dois botões misteriosos que foram encontrados no fundo de seu oceano. Chile, com suas 2.670 milhas de litoral e o maior arquipélago do mundo, apresenta uma paisagem sobrenatural. Nele estão vulcões, montanhas e geleiras, e também as vozes dos povos indígenas da Patagônia, os primeiros marinheiros ingleses e seus prisioneiros políticos. Alguns relatam que a água tem memória.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=uUijaeox4Z4

MAUDI. Aisling Walsh, Canadá, 2017.

Desde sua juventude Maud Lewis (Sally Hawkins) tem problemas de artrite reumatoide, que causa inflamações e deformações nas articulações do seu corpo. Dona de casa, Maud possui habilidades artísticas e, apesar das suas limitações físicas, ela consegue superar a doença e se tornar uma popular artista visual do Canadá, com interpretação maravilhosa de Sally Hawkins. história de superação, redenção pela arte, amor nos primeiros anos de vida e no final.De quebra o bonitão do Ethan Hawk. (Now)
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SitKHB8jPwA

PARECE COMIGO. Kelly Spinelli, Brasil, 2016.

O documentário explora o problema da falta de bonecas negras no mercado brasileiro e mostra o trabalho das bonequeiras que tentam mudar esse cenário, enfrentando a gigante indústria de brinquedos com seu artesanato consciente.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=yh2vU2n1JS8

A TRAMA (L’Atelier). Laurent Cantet, França, 2017

A narrativa mostra uma oficina literária coordenada por uma escritora já reconhecida, Olívia (Marina Fois), e dirigida a um grupo de jovens, interessados e com talento para a escrita, uns mais, outros menos, que revela a diversidade.  Ali estão jovens que representam diferentes etnias, imigrantes, extratos sociais e, consequentemente, posturas e visões de mundo.  Neste sentido, formam um microcosmos da realidade atual da França, ainda que se trate aqui de uma pequena cidade industrial, com sua história e características próprias.
Trailer: http://www.dailymotion.com/video/x67qt6z

COMO NOSSOS PAIS. Laís Bodansky. Brasil, 2017.

A abordagem é de cunho familiar: todas aquelas questões que dizem respeito às relações conjugais, às crises do casamento, às insatisfações, aos ciúmes, às relações com os pais e com os filhos, às histórias que ficaram no passado e que irrompem quando menos se espera.  O que ficou guardado por muito tempo, o que é insinuado e não dito, a busca por verdade no convívio.  Enfim, um painel bastante amplo, que possibilita uma identificação fácil com uma plateia de classe média urbana, nos dias de hoje.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=-_8t-3PG8Qk

O FILME DA MINHA VIDA. Selton Mello, Brasil, 2017.

O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e se vê em meio aos conflitos e experiências juvenis.
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=TDVegL5nfYs

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