Escola e família: uma parceria que rende frutos

A educação da criança é ação compartilhada entre educadores e familiares. Ninguém discorda. Mas realizar isso de forma integrada e colaborativa não é tarefa tão simples. Veja neste artigo uma experiência interessante de intercâmbio entre o pessoal de casa e a escola

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Brincadeira de peão de boiadeiro durante os estudos de Góias


Tradicionalmente, a presença da família em muitas escolas se restringe às reuniões de pais, festas previstas no calendário letivo ou conversas sobre o comportamento das crianças. Essa situação parece confirmar algo muito arraigado na educação: quem tem sempre o que dizer é a escola. Dessa maneira, os pais ficam numa posição passiva, de quem precisa ouvir a escola ou ser avaliado por ela.

Algumas escolas partilham de uma opinião corrente de que a boa família deve seguir um modelo, segundo uma visão bastante idealizada, cujo padrão é previamente estabelecido. Há muitos preconceitos envolvidos, visões estereotipadas que contribuem para dificultar o diálogo entre a escola e a família.
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Água com moderação é questão de educação

Água com moderação é questão de educação

Como conciliar as aprendizagens, a vontade e o prazer que as brincadeiras de água proporcionam com a saúde e o cuidado com o meio ambiente
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O educador tem um papel fundamental no planejamento das atividades com água

Lavar panelinhas, dar banho nas bonecas, fazer bolhas de sabão, navegar o barquinho de papel, tomar banho de esguicho. Que criança não gosta de brincar com água? O contato da água com o corpo, a pele, os cabelos, sobretudo nos dias de intenso calor, é fonte de prazer e muita aprendizagem. Por esses motivos, as brincadeiras com água são tão freqüentes entre os pequenos.

Apesar dos benefícios e do prazer que o contato com a água traz para as crianças, é preciso cuidado ao desenvolver atividades que envolvam consumo de água, sobretudo nos dias de hoje, em que o mundo todo discute formas de enfrentar uma das maiores crises sociais e naturais de todos os tempos: a falta de água.

Estudos prevêem que, nos próximos 20 anos, haverá uma queda de cerca de um terço na média mundial de abastecimento por habitante. Embora a Terra seja um planeta composto em sua maior parte por água, apenas 1% é próprio para o consumo, e é justamente essa pequena cifra que está ameaçada pela poluição, pelo desperdício, pelas mudanças climáticas e, principalmente, pelo aumento do consumo mundial de água que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), dobra a cada 20 anos.
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Álbum do Bebê

Creches na cidade do Recife encontraram na proposta de produção dos álbuns de bebês uma maneira de levar os educadores a atentar para as particularidades de cada criança
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Ilustrações de Yvonne Perrin, Álbum do Bebê, Editora Record

As fotografias e os registros de episódios marcantes da vida são elementos constitutivos da memória de cada um de nós. Por isso é costume entre muitas famílias brasileiras guardar a história de suas crianças desde cedo, em álbuns que começam às vezes antes do nascimento, quando a criança ainda está no ventre materno. Reescrevem o dia do nascimento, o surgimento do primeiro dente, os primeiros passos, as primeiras palavras e gracinhas.

Nas famílias, os álbuns servem para ajudar a rememorar, inscrever um novo membro na história do grupo, preservar por meio de imagens e às vezes palavras, momentos importantes da passagem do tempo e das marcas que as crianças vão deixando. Mas em uma instituição educativa, para além desses propósitos, o álbum do bebê pode servir a diferentes fins, entre os quais a formação dos educadores.
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Entre! As portas estão abertas

A experiência de uma creche situada no Jardim Shangri-lá, zona sul de São Paulo, mostra o quanto os projetos são capazes de ultrapassar os muros da creche e abrir as portas para as famílias

A comunidade se beneficia da biblioteca

O hábito da leitura faz o homem interagir com seu mundo. Entramos em contato com as idéias de outras pessoas e confrontamos nossas próprias idéias, estabelecemos relações sobre temas variados, criticando, concordando ou não com o autor.

Ao ler certos artigos, livros e outros textos, nos admiramos com tanta riqueza e sabedoria de seus autores e nos sentimos instigados a compreender suas idéias. Reconhecemos a importância e o papel da leitura em nossas vidas e entendemos que ela também deve estar presente no cotidiano das crianças desde muito cedo.

Por isso desenvolvemos em nossa creche projetos e atividades permanentes ligados à leitura e narrativa de histórias, a construção de coletâneas de cantigas e brincadeiras tradicionais, a leitura de notícias de jornais e outras oportunidades de contato com o mundo da escrita.
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O que significa cuidar de alguém

Cuidar dos bebês e educá-los são faces da mesma moeda: a promoção do desenvolvimento orgânico não está separada das atitudes e dos procedimentos que ajudam a criança a construir conhecimentos sobre a vida sociocultural

Mães cuidando dos filhos no Congo

Para refletirmos sobre o cuidado com crianças atendidas em berçário das unidades de educação infantil, precisamos rever dois conceitos: berçário e cuidado. De acordo com o dicionário de língua portuguesa, “berçário” é uma sala ou quarto das maternidades onde ficam os berços destinados às crianças recém- nascidas.

Provavelmente foi com base nesta concepção que as primeiras creches da cidade de São Paulo, algumas localizadas em empresas, denominaram berçário: o setor que atendia crianças “de berço”. Em que pesem os avanços na educação infantil, a palavra ainda é utilizada tanto para designar um setor da creche quanto uma unidade de educação infantil destinada ao atendimento de crianças menores de 2 anos.
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Cuidar, tarefa de todos

Quem disse que as famílias não se interessam pela creche? Convide os pais para participar de algumas atividades e confira o que eles pensam sobre essa experiência

Em uma oficina de artes organizada pelos professores os pais conhecem um pouco mais do trabalho que se faz na creche.


Trabalhamos na Creche Despertar, na zona Sul de São Paulo. Participamos de um processo de formação profissional, por dois anos, que nos levou a pensar sobre muitos aspectos do trabalho que realizamos com as crianças. Desde 2001, vínhamos refletindo sobre as relações que tínhamos com a comunidade.

Achávamos que as famílias não participavam da educação das crianças na creche.Os educadores estavam muito desanimados e entendiam que as famílias não reconheciam seus esforços, não valorizavam o trabalho pedagógico desenvolvido com tanto empenho. Por outro lado, as famílias não se sentiam incluídas. Dessa forma, todos reclamavam, uns dos outros.Continue lendo >

O preconceito nas entrelinhas

Quem nunca encontrou uma expressão ou informação preconceituosa e racista em algum livro, nos versos das brincadeiras tradicionais infantis, nas expressões populares? A presença desses textos no cotidiano das instituições de educação nos convida a pensar sobre os valores que queremos de fato transmitir e como os educadores podem mudar essa realidade

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Beleza se põe à mesa

“Beleza não põe a mesa.” Reinterpretando o ditado, cozinheiras de creches provam que valorizar a parte estética do ambiente das refeições torna mais agradável e harmonioso o hábito de comer. Com gestos simples, como usar toalhas de tecido, trocar pratos de plástico por de vidro, bacias por travessas coloridas, elas melhoram sensivelmente os momentos de refeições das crianças. Saiba mais sobre as sutis relações entre beleza, harmonia e alimentação na entrevista com Elza Corsi1, especialista em degustar com os olhos

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