Dinossauros ajudam a pesquisar, ler e escrever

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Produção feita pelas crianças do Colégio Santo Américo

No Colégio Santo Américo, na cidade de São Paulo, os dinossauros contribuíram para um trabalho sobre textos informativos. Através da construção de um jogo tipo Super Trunfo1, diversos tipos de textos passaram a fazer parte do cotidiano da sala de aula. Isso possibilitou às crianças ampliarem seus conhecimentos e repertório, apropriando-se assim da linguagem específica de cada texto, estabelecendo um vínculo prazeroso com a leitura e a escrita.

Os textos informativos propiciam às crianças vontade de ir à busca de conhecimentos, pesquisar e ampliar a aprendizagem através da curiosidade. Dinossauro é um tema pelo qual as crianças mostram interesse. É a ponte entre o real e o imaginário. Continue lendo >

Dinossauros alimentam o brincar

Um projeto bem direcionado possibilita a criança desenvolver pensamento investigativo, aprendendo a se perguntar e a procurar respostas

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No primeiro semestre tínhamos em nossa classe alguns dinossauros de brinquedo, e embora não fosse esse o tema dos estudos, percebíamos que, nas brincadeiras, as crianças demonstravam já possuir informações sobre esses animais. Integravam esses conhecimentos à ficção, construíam “casas” para os dinossauros, havia o pai, a mãe, o filho; separavam os animais em carnívoros e herbívoros, criavam diálogos. Observávamos, também, que elas buscavam entender a extinção dos dinossauros (atualmente, sabemos que não foram totalmente extintos, pois as aves são seus descendentes), se referiam a seus hábitos alimentares, aos diferentes tamanhos e ao ambiente em que viviam.

Quando, naquele semestre, pensamos em uma proposta para o evento do Sábado de Atividades com os pais do Jardim 2 – classe em que somos professoras de crianças de 5 anos, achamos que a construção de um ambiente para os dinossauros na areia seria uma proposta adequada para o nosso grupo. Pensamos que os pais, juntamente com seus filhos, poderiam modelar dinossauros e vulcões de argilas além de confeccionar plantas, rios e cachoeiras, criando um ambiente para os dinossauros. O evento aconteceu e deixou marcas. No segundo semestre encontramos os “fósseis dos dinos” e iniciamos o projeto.Continue lendo >

Cuidado é Educação: o trabalho com bebês

“Cuidar é mais que um ato; é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção, de zelo e de desvelo. Representa uma atitude de ocupação, preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro”, Leonardo Boff1
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Fotos: Fernanda Carolina Dias Tristão

A perspectiva moderna de compreender o ser humano em categorias estanques e já definidas implicou fragmentações no modo de conceber homens, mulheres e crianças. Herdamos a tradição de binarismos, em que um componente do par seria mais importante do que o outro. Um exemplo disso é a tendência de privilegiar a racionalidade, e, conseqüentemente, as atividades e profissões que supostamente lidam com a mente, preterindo as emoções e tudo o que se refere ao corpo. Essas dicotomias fizeram-se presentes na história da educação de crianças pequenas, quer sob a forma da existência de profissionais com funções diferentes atuando junto às crianças, quer na estruturação de formas de atendimento diferenciado para crianças de meios socioeconômicos diferentes, ou, ainda, no privilégio que as ações ditas educativas tiveram sobre as ações ditas de cuidados.

A expressão cuidar/educar foi uma tentativa de superar essas antinomias, sendo compreendidas como unidades indissociáveis do trabalho pedagógico em creches e pré-escolas. Desde a década de noventa, pesquisadores e professores vêm afirmando que o binômio cuidar e educar é definidor das ações pedagógicas com crianças pequenas. Contudo, a prática dessas instituições, que vem sendo colocada em evidência por diversas pesquisas, mostra que esses termos ainda estão entendidos e aplicados de forma dissociada. Assim, é predominante a visão do cuidado resumida apenas às atividades ligadas ao corpo, bem como da educação como a necessidade de ensinar algo, revelando a incapacidade de perceber o ser humano constituído de muitos aspectos que não podem ser descolados uns dos outros.

Em uma pesquisa realizada em uma creche do município Continue lendo >

Só vê quem sabe

É comum uma família receber queixas da escola sobre o aluno que mora em área rural. Muitas professoras possuem preconceitos em relação a essas crianças e, ignorando seus saberes, não conseguem fazê-los avançar naquilo que desconhecem. Mas isto pode ser muito diferente, como mostra este artigo
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Matheus e sua avó

Matheus, para a família, nasceu no dia 6 de setembro de 1997 em Campinas, São Paulo. Desde então mora em Santa Maria da Serra das Cabras, Joaquim Egídio – um subdistrito de Campinas, com o irmão Ronei, a mãe Alessandra, os avós Ana e Benedito (o Ditão) e o tio Tidão. A primeira imagem sua que me assoma são cachos dourados e grandes olhos verdes iluminando o sorriso, que me levaram a pintar um São João, a partir de uma história de seu avô Ditão. A história a seguir Matheus fez em meu computador.
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Uma parceria produtiva

A parceria entre diretor e coordenador pedagógico das unidades de educação infantil para o desenvolvimento de um projeto de ação beneficia a qualidade do atendimento e contribui para a profissionalização da equipe
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Fotos: Rita De Cássia Xavier

Os projetos de ação e ou institucionais, sejam eles de caráter pedagógico ou organizacional, mudam a prática estabelecida e conferem aos coordenadores e diretores uma função mais técnica, atenuando o desgaste das tarefas administrativas e emergenciais. Geralmente os projetos institucionais começam com a abordagem de algo que se pretende mudar, que traz algum desconforto no âmbito do atendimento à criança. Para isto, incentivamos a parceria entre coordenador pedagógico e diretor, que nem sempre possuem a mesma visão sobre o assunto. Essa é uma excelente oportunidade para esses parceiros trocarem idéias sobre as concepções de trabalho, as atividades desenvolvidas, o que observam e não gostam.
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Planejar para ler melhor

A leitura em voz alta pelo professor pode ser muito proveitosa para as crianças, mas, para tanto, é necessária a escolha prévia do texto a ser lido e o preparo cuidadoso da atividade
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Imagens retiradas dos livros de Ricardo Azevedo

Nosso encontro aconteceu na Escola Alto do Maracanã1, pois sua coordenadora, que faz parte do Programa Além das Letras, organizou, em parceria com as professoras, uma sala temática para a leitura de contos de Ricardo Azevedo2. Consideramos que seria uma ótima oportunidade para reflexão e aprendizado sobre o que vínhamos discutindo até então. Combinamos com as outras coordenadoras pedagógicas (CPs), que gostaram muito da idéia, e fomos à inauguração da sala temática. A sala para leitura recentemente organizada pela escola (ainda não há biblioteca) estava muito bem decorada, com os elementos do conto “A tartaruga e a fruta amarela3”, lembrando um agradável ambiente de floresta. Sobre o chão, onde cada turma que chegava se sentava para ouvir a leitura da história, por sua professora, havia muitas folhas espalhadas, compondo a atmosfera. Nas paredes, os personagens e também um cartaz com uma foto ampliada do autor, com um breve resumo sobre a sua vida, destacando sua competência de escritor e ilustrador.
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Interferências gráficas como apoio para o desenho infantil

As interferências gráficas constituem referência para a construção do percurso criativo nos desenhos
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Desenhos feitos pelas crianças da Escola Criarte, de São Paulo

O desenho é uma marca tão presente da ação humana nos espaços e ambientes em que vivem os homens que, muitas vezes, podemos tomá-lo como espontâneo ou inato. Porém, a história e a evolução de diferentes percursos artísticos nos indicam que esta é uma atividade aprendida, que envolve ações, reflexões e pesquisas que influenciam os caminhos desta aprendizagem. Na Escola Criarte, entendemos o desenho como uma importante forma de experimentação, interação e comunicação.

Por esta razão, diferentes propostas e oportunidades de apropriação e diálogo com esta linguagem são proporcionadas aos nossos alunos em todos os grupos da escola. O desenho tem espaço garantido em diversos momentos de nossa rotina, e acompanha o desenvolvimento das crianças em toda a sua escolarização. A proposta desta série de trabalhos que ora apresentamos é acompanhar as produções de crianças de diferentes idades frente a uma mesma interferência: como reagem a este estímulo? Que condutas adotam? Que caminhos trilham? A interferência proposta foi um círculo branco sobre um fundo colorido.
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