“Infância sem Racismo”: crianças valorizam a diversidade cultural

Igualdade racial se aprende na infância. Para por em prática esta ideia, a Secretaria Municipal de Educação acaba de implantar o projeto Infância sem Racismo em todas as Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) e creches da Prefeitura de Jacareí.
O projeto, inspirado no livro “Práticas Pedagógicas para a Igualdade Racial”, lançado pelo MEC (Ministério da Educação), inclui oficinas para professores e funcionários de creches e Emeis que orientam sobre a importância de valorizar e promover as culturas afro e indígena entre os alunos.

Bonecos e brinquedos fazem parte do projeto nas Emeis e crechesValter Pereira/PMJ

“Além do conteúdo teórico, preparamos vários materiais como brinquedos, jogos educativos, livros e instrumentos musicais para que as creches e Emeis possam trabalhar o tema com os alunos”, explica a supervisora de Educação Infantil, Adriana Bertucci Martucelli.
“A Secretaria de Educação de Jacareí tem procurado oferecer à população uma educação de qualidade cada vez melhor, como a implantação dos EducaMais e a entrega dos kit de uniformes”, comenta o secretário de Educação, João Roberto Costa de Souza.
Mudança cultural – Entretanto, o secretário explica que, além dos investimentos na estrutura física, existe uma grande preocupação em promover práticas culturais que contribuam para a melhor convivência das pessoas. “As mudanças físicas se deterioram com o tempo, mas as culturais permanecem. Vejamos o exemplo do racismo que começou há séculos, com a escravidão, e as marcas permanecem até hoje”, comenta.

E se alguém tem dúvida de que criança tem preconceito, a supervisora Adriana explica que sim: “de 3 a 5 anos, a criança já começa a discriminar. Por isso é importante a educação que valorize a igualdade racial desde a infância”. E o secretário de Educação completa: “se nos incomodamos com o fato de a sociedade ser racista, precisamos trabalhar para que não seja. O projeto Infância Sem Racismo quer contribuir nesse sentido, considerando que as grandes mudanças de valores e culturas se constroem nessa fase”.

Publicado em: http://www.jacarei.sp.gov.br/noticia/educacao/2012/04/18/infancia-sem-racismo-criancas-valorizam-a-diversidade-cultural/12307

Racismo é tema de projeto na escola

As creches e as EMEI’s de Jacareí vão incentivar crianças de 4 meses a 6 anos a conhecerem as culturas africana e indígena

Natália Senóbio
Jacareí

A partir de maio, as creches e EMEI’s (Escola Municipal de Ensino Infantil) de Jacareí vão implantar o projeto “Infância Sem Racismo”, que vai incentivar crianças de 4 meses a 6 anos a conhecerem as culturas africana e indígena.
Bonecas negras, livros e dinâmicas serão usados para promover as culturas em sala de aula.
“Cada escola vai escolher a melhor forma de abordar o tema, que deve ser inserido no cotidiano dos alunos”, disse Adriana Martuscelli, supervisora de educação infantil da Secretaria de Educação de Jacareí.
Os coordenadores das escolas receberam uma apostila com sugestões para trabalhar o conteúdo cultural em sala de aula.
“Após os três anos, as crianças começam a discriminar. Por isso é importante que a educação valorize a igualdade racial desde a infância”, disse Adriana.

Experiência. Ana Cristina de Almeida, do apoio pedagógico da escola Afonsino Vilhena da Silva, no Cidade Salvador, já testou o projeto na prática. “Coloquei uma boneca negra em uma caixa para ver a reação das crianças. Algumas meninas queriam levar para casa”, disse.

Site: http://www.ovale.com.br/nossa-regi-o/racismo-e-tema-de-projeto-na-escola-1.247501

Projeto orienta crianças de Jacareí a valorizarem a diversidade cultural

Igualdade racial se aprende na infância. Para por em prática esta ideia, a Secretaria Municipal de Educação acaba de implantar o projeto ‘Infância sem Racismo’ em todas as Emeis (Escolas Municipais de Infantil) e creches municipais de Jacareí. O projeto, inspirado no livro ‘Práticas Pedagógicas para a Igualdade Racial’, lançado pelo MEC (Ministério da Educação), inclui oficinas para professores e funcionários de creches e Emeis que orientam sobre a importância de valorizar e promover as culturas afro e indígena entre os alunos.

SITE: http://www.diariodejacarei.com.br/new/?action=www&subaction=noticia&title=projeto-orienta-criancas-de-jacarei-a-valorizarem-a-diversidade-cultural&id=10604

Jacareí desenvolve boas práticas pedagógicas com o Projeto Institucional “Infância sem Racismo”

A Secretaria Municipal de Educação de Jacareí/ SP, desde o início de 2012, trabalha o Projeto Institucional “Infância sem Racismo”. Foram realizadas formações pedagógicas com os Apoios Pedagógicos das Unidades Escolares, houve a distribuição de bonecas negras  de diferentes  tamanhos e modelos. Todos os materiais de estudo foram enviados e disponibilizados aos professores e educadores das escolas. Na coletânea de atividades há orientações didáticas, leis, vídeos institucionais sobre o preconceito e racismo, curiosidades e informações sobre a cultura africana/ afro brasileira e indígena, indicações de bons livros paradidáticos e músicas etc.

A Secretaria de Educação também buscou fundamentação teórica:

Práticas Pedagógicas para a Igualdade Racial na Educação Infantil: Esta publicação tem o objetivo de apresentar subsídios para práticas pedagógicas e de gestão voltadas para a promoção da igualdade racial na educação infantil. Vale ressaltar que a natureza deste material é orientar programas e ações capazes de promover direitos, incidindo efetivamente na vida das crianças, a curto prazo. O documento é um dos produtos oriundos do projeto Educar para a igualdade racial em parceria entre o MEC/COEDI, o CEERT e o UNICEF1, com apoio logístico da SECADI na etapa final.

Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil: a proposta pedagógica das instituições de Educação Infantil deve garantir que elas cumpram plenamente sua função sociopolítica e pedagógica. Construindo novas formas de sociabilidade e de subjetividade comprometidas com a ludicidade, a democracia, a sustentabilidade do planeta e com o rompimento de relações de dominação etária, socioeconômica, étnicoracial, de gênero, regional, linguística e religiosa. A apropriação pelas crianças das contribuições histórico-culturais dos  povos indígenas, afrodescendentes, asiáticos, europeus e de outros países da América.

Educação Infantil e práticas promotoras de igualdade racial: Documento disponibilizado no site do MEC, realizado em parceria com NEAB (Núcleo de Estudos Afro-brasileiros) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), CEERT (Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades) e Instituto Avisa Lá.

Educação infantil, igualdade racial e diversidade: aspectos políticos, jurídicos, conceituais:  Projeto Formação da Rede em Prol da Igualdade Racial, em parceria com UFSCar e apoio da COEDI/SEB/MEC,

Algumas ações realizadas nas U.Es:

ü  As  04 Creches Municipais e 15 Creches Conveniadas de Jacareí estão recebendo a visita da “BONECA HANNA”,  é uma boneca da raça negra, que “está chegando” em sistema de revezamento, nos berçários das creches com o objetivo de favorecer a interação, o brincar, despertar o afeto e trazer a cultura africana para os bebês de zero a três anos. O nome HANNA, significa “Felicidade” na Nigéria .

ü  Foi criado, quatro “Caixas Móveis” que estão percorrendo as 34 EMEIs. A Caixa tem objetivo de sensibilizar, estimular e incentivar o professor para conhecer mais sobre a cultura afro-brasileira/ indígena e compartilhar com os demais educadores as boas práticas promotoras da Igualdade Racial de modo natural, claro e sem preconceitos.  Cada Unidade Escolar compartilha acrescentando na caixa as atividades realizadas com as crianças e educadores. Há bonecos criados com as crianças, filmagens, fotos, livros e DVDs, estudos, descobertas realizadas sobre o tema. Cada Unidade Escolar, também registra a avaliação dos professores e da Equipe Gestora sobre a abordagem do assunto, participação das famílias e parcerias realizadas.

A Secretaria de Educação ressalta que a iniciativa do trabalho vem de encontro às orientações do MEC, onde a Educação Infantil deve favorecer a construção positiva da autoimagem de todas as crianças, valorizando a raça, fazendo todas as crianças se sentirem bem com seu corpo, sua cor de pele, seu cabelo etc.

Adriana Bertucci Martuscelli
Supervisora da Educação Infantil
Secretaria Municipal de Educação de Jacareí/ SP

Fonte de pesquisa:
http://www.ceert.org.br/
http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12579%3Aeducacao-infantil&Itemid=859

O espaço e a leitura

A organização de um lugar especial colabora para a relação dos pequenos leitores com os livros
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Crianças de Araraquara (SP) exploram e aprendem a manusear os livros (fotos: Eliana Chalmers Sisla)

Todos guardamos relações valiosas com muitos espaços que frequentamos ao longo da vida. Muitos ambientes permanecem vivos dentro de nós, despertando sentimentos e sensações com suas sombras ou luzes, seus cheiros, sua imensidão ou pequenas dimensões. Quem é que não se lembra dos longos corredores da escola, do pátio, de algumas salas de aula, ou de cantinhos que viraram casas, cabanas, esconderijos? Além de nos relacionarmos de afetivamente com alguns espaços que se tornam parte de nossa história, somos apresentados ao mundo também por meio dos ambientes em que vivemos. Pense, por exemplo, numa criança que aprende a engatinhar e a ficar em pé. Ela saberá muito sobre equilíbrio, força e apoio a partir de suas experiências com o espaço e seus móveis. Uma criança que entra na escola obterá muito rapidamente informações sobre o que vai ocorrer lá dentro, a partir da disposição das mesas, ou carteiras, da lousa, se há ou não acesso a livros, a brinquedos e a materiais.

Todo ambiente é carregado de intencionalidade. A maneira como o organizamos reflete o que queremos que aconteça ali e que relações permitimos que o usuário estabeleça com o lugar. Continue lendo >

Planejar para ler melhor

A leitura em voz alta pelo professor pode ser muito proveitosa para as crianças, mas, para tanto, é necessária a escolha prévia do texto a ser lido e o preparo cuidadoso da atividade
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Imagens retiradas dos livros de Ricardo Azevedo

Nosso encontro aconteceu na Escola Alto do Maracanã1, pois sua coordenadora, que faz parte do Programa Além das Letras, organizou, em parceria com as professoras, uma sala temática para a leitura de contos de Ricardo Azevedo2. Consideramos que seria uma ótima oportunidade para reflexão e aprendizado sobre o que vínhamos discutindo até então. Combinamos com as outras coordenadoras pedagógicas (CPs), que gostaram muito da idéia, e fomos à inauguração da sala temática. A sala para leitura recentemente organizada pela escola (ainda não há biblioteca) estava muito bem decorada, com os elementos do conto “A tartaruga e a fruta amarela3”, lembrando um agradável ambiente de floresta. Sobre o chão, onde cada turma que chegava se sentava para ouvir a leitura da história, por sua professora, havia muitas folhas espalhadas, compondo a atmosfera. Nas paredes, os personagens e também um cartaz com uma foto ampliada do autor, com um breve resumo sobre a sua vida, destacando sua competência de escritor e ilustrador.
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Aprender em grupo

O trabalho em grupo, na educação infantil, é uma prática bastante comum. No entanto, saber tirar proveito disso para potencializar as aprendizagens das crianças é algo que poucos professores dominam. Veja como crianças com diferentes hipóteses de escrita podem se ajudar quando trabalham juntas

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No ano de 2002, a rede municipal de São José dos Campos teve a oportunidade de oferecer o Programa de Formação de Professores Alfabetizadores (PROFA) a 85 professores de salas de nível IV (6 anos) da Educação Infantil. Os encontros de estudos despertaram interesse do grupo em aprofundar seus conhecimentos referentes à linguagem oral e escrita. Essas professoras tiveram também mais uma oportunidade: participar de sessões específicas de Horário de Trabalho Coletivo (HTC) para aprofundar os conhecimentos adquiridos e ajustá-los à prática existente em nossa rede, considerando as especificidades da educação infantil. Os encontros ocorreram todas as terças-feiras, durante três horas.

O grupo do qual fazia parte era composto por 24 professoras da Região Sul de São José dos Campos, e era orientado pelas formadoras Sandra Regina Santana de Siqueira Silva – orientadora pedagógica da EMEI Profa. Ângela de Castro Fernandes Lopes – e Lucimara Aparecida Santana – orientadora pedagógica da EMEI Torataro Takitani. Ao iniciar Continue lendo >