O Brincar e o Professor de Educação Infantil

O professor que trabalha com crianças de 0 a 5 anos precisa ter uma postura investigativa para compreender a complexidade da natureza infantil e favorecer o enriquecimento das competências imaginativas dos alunos por meio do lúdico
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Ilustrações feitas pelas crianças da Associação de Mulheres pela Educação (AME – Osasco)

Conceber as crianças como seres que pensam e sentem o mundo de uma forma própria é considerar a importância que o brincar tem no desenvolvimento infantil. Desde a mais tenra idade, as crianças revelam, pela brincadeira de faz-de-conta, o esforço que fazem para compreender o mundo em que vivem e as relações contraditórias que presenciam, explicitando também as condições de vida a que são submetidas. O fato de a criança poder se comunicar desde o período sensório-motor (0 a 2 anos) por meio de gestos, sons e, posteriormente, representar determinado papel na brincadeira, faz com que ela incremente sua imaginação. Nas brincadeiras que faz, ela pode desenvolver algumas capacidades importantes, como atenção, imitação, memória e imaginação.Continue lendo >

Escrever é uma aventura que vale a pena

Um olhar sensível e informado sobre as primeiras escritas; preocupado com a autoria e construção de significados pelas crianças

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Produções feitas pelos ex-alunos do Centro Educacional Monteiro Lobato, atual Coeducar – Viçosa – MG

Numa tarde ensolarada de domingo, Mayana, com seus cinco anos e meio, apanha uma rosa no jardim, arruma-a com cuidado num vaso com água, leva-a para o quarto, em seguida pega um papel e com os olhos brilhando, realiza a seguinte escrita:Continue lendo >

Mobiliário – a hora de compartilhar

Um olhar cuidadoso para o local das refeições reflete na atitude das crianças

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Ao considerar que os rituais de uma refeição agradável e saudável são de extrema importância para a formação e o convívio social das crianças, nós, do CEI Jardim Rodolfo Pirani, sensibilizamo-nos e trabalhamos para que eles sejam vivenciados. Acreditamos que, ao oferecermos aos alunos pratos, talheres, mesas, cadeiras adequados e um local limpo e arejado, estamos dando as condições necessárias para que aprendam os rituais, que estão relacionados à escolha daquilo que se quer comer, à capacidade de se servir, ao respeito pelo trabalho de quem preparou o alimento, à possibilidade de conviver com o outro durante a refeição. Isso pode ser algo que, muitas vezes, as crianças não encontram em casa, entre os familiares, e, como profissionais da educação, devemos proporcionar-lhes isso.

O projeto Hora de compartilhar – a vez do gestor veio complementar a sistematização das práticas de alimentação no CEI Jardim Rodolfo Pirani, ao qual questões de espaço físico e mobiliário estão intimamente ligadas. Segundo o professor Antonio Vinão Frago: O espaço físico não apenas contribui para a realização da educação, mas é em si uma forma silenciosa de educar. Esta frase sintetiza o nosso pensamento, deixando claro que o espaço não é apenas um cenário, mas sim o local onde se desenvolve a educação. E foi com este olhar que este projeto foi construído.Continue lendo >

Um projeto aliado ao brincar

Nas unidades educacionais o brincar organiza o ambiente, a rotina e traz à tona o papel do professor
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Fotos: Arquivo Sme de São Bernardo do Campo

No município de São Bernardo do Campo, em São Paulo, um dos 30 participantes da primeira edição do Programa Formar em Rede1, percebeu-se, após a realização de uma avaliação inicial sobre o brincar em suas creches conveniadas, a necessidade de ampliação dos olhares dos educadores em relação ao espaço destinado às brincadeiras. O diagnóstico revelou, ainda, a necessidade de se investir na proposição de momentos de brincadeiras e suas intervenções, direta ou indiretamente. Essa tarefa colocou o profissional em um contexto de aprendizagem real no qual ele aprende fazendo, errando, acertando, tomando decisões. Desta forma, a resolução de problemas, um dos princípios da formação de educadores, foi contemplado diretamente.
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Para planejar bem o brincar

A observação, o conhecimento sobre como as crianças de diferentes idades brincam são importantes para planejar o brincar
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Na brincadeira, as regras não limitam a ação lúdica, a criança pode modificá-las, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros (fotos: Arquivo da Creche Gota de Leite)

À luz dos registros de uma coordenadora pedagógica, vamos acompanhar as mudanças realizadas em uma instituição de Educação Infantil, acerca da presença do brincar neste espaço. Questões importantes como a organização do ambiente, do tempo e as ações das professoras ajudam a definir a brincadeira como uma das atividades prioritárias dos pequenos, digna de planejamento, de registros e avaliação. Momentos destinados a variadas formas de brincar certamente fazem parte da rotina das Unidades Educativas. E não poderia ser diferente, pois a brincadeira é sempre associada ao desenvolvimento infantil. Ao brincar, desde cedo as crianças conhecem o próprio corpo, o mundo em que vivem e seus objetos, imitam os comportamentos dos adultos à sua volta, assimilando valores e hábitos culturais, elaboram sentimentos e situações vividas. Brincar é uma das formas mais importantes de estar no mundo e pensar sobre ele.

Toda criança sabe brincar. E justamente por ser a brincadeira expressão típica da infância, muitas vezes acreditamos que ela sempre acontece naturalmente e não necessita da intervenção do adulto. Mas o planejamento da brincadeira deve ser idêntico ao de outras atividades? Precisamos propor novas organizações do espaço, ou a criança é quem deve criar os cantos destinados ao brincar? Como pensar a brincadeira na rotina de CEIs e de escolas de Educação Infantil?

Neste artigo, teremos a oportunidade de discutir essas questões a partir das reflexões feitas pela coordenadora pedagógica Carla Luizato Pereira sobre o projeto realizado na instituição Gota de Leite, em Santos (SP).Continue lendo >

Tentativas, experimentos e uso de tecnologia

Na educação infantil, o importante é criar e produzir com singularidade usando os meios e suportes tradicionais ou as novas tecnologias. Duas propostas em escolas muito distantes entre si estão a serviço de uma produção infantil criativa
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Arquivo Instituto Avisa Lá

Desde sempre, o desenho ocupou lugar de destaque na Educação Infantil porque toda criança tem necessidade de desenhar. Porém, o gosto pela atividade depende das oportunidades oferecidas a ela. Sendo assim, é grande a responsabilidade da escola em criar um ambiente favorável para que as crianças desenhem com propriedade e autoria. Muitas vezes, o professor não possui conhecimentos que lhe permita olhar o desenho elaborado pela criança de um jeito produtivo. Conseqüentemente tem dificuldade em estimular o progresso da produção gráfica infantil e a ampliação da expressão artística.Continue lendo >