Capacitação continuada de professores é responsabilidade de toda a comunidade

Não basta preocupar-se apenas com a questão didática na qualificação de professores. É preciso conseguir apoio da sociedade civil, poder público e entidades privadas para garantir a permanência da ação nas redes públicas. Uma professora baiana transformou a idéia em projeto e conseguiu essa façanha

O Projeto Chapada, na Bahia, teve origem no Programa de Apoio e Auxílio ao Professor: Agentes de Educação (1997-1999), que contou com a parceria do Programa Crer para Ver – uma aliança da Natura Cosméticos com a Fundação Abrinq. O objetivo do Agentes de Educação era formar professores da zona rural do município de Palmeiras (BA). Seus bons resultados, a redução em 80% no índice de evasão escolar e de 70% no índice de repetência, levaram à ampliação da proposta para todos os municípios da 27ª Diretoria de Educação Regional (DIREC 27) do Estado da Bahia. Nos anos de 1999 e 2000, já com o nome de Projeto Chapada, essa ação envolveu gestores públicos das secretarias municipais de Educação e Cultura (Semecs) de 12 municípios baianos e a sociedade civil organizada (Ongs) dos locais onde foi implementado, tais como: Associação de Pais, Educadores e Agricultores de Caeté-açú (Palmeiras), Associação Rádio Comunitária Avante Lençóis, Associação Comunitária dos Produtores de Queixada (Iraquara), Grupo Ambientalista de Seabra, Associação dos Moradores e Produtores do Lagoão (Boninal), Grupo de Educação Alternativa de Piatã, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural de Souto Soares, Casa do Menor de Jacobina, Associação Comunitária do Brejo Luiza de Brito (Novo Horizonte), Conselho Municipal de Assistência Social de Ibitiara, Associação Barbado de Mucugê e Associação Família Agrícola de Boa Vista do Tupim.Continue lendo >

A arte da gravura na madeira

A xilogravura é uma arte antiga e possibilitou as primeiras reproduções de imagens e textos. No brasil há muitos seguidores em diferentes regiões do país
Procuro porém não acho, poeta que me dê choque. Canto de qualquer maneira, quem quiser que me provoque. O gênio manda que eu diga, a viola manda que eu toque. Mestre Lourival Batista (1915-1992)

“Procuro porém não acho, poeta que me dê choque. Canto de qualquer maneira, quem quiser que me provoque. O gênio manda que eu diga, a viola manda que eu toque”. Mestre Lourival Batista (1915-1992)

Esta técnica de impressão consiste em gravar imagens numa madeira mole (cajá, imburana, cedro ou pinho) com instrumentos cortantes (goiva, faca, formão, buril). Continue lendo >

O que fazer após ler uma história para as crianças

Essa é uma questão não resolvida para muitos professores. Parece que o ato de ler, por si só, não é suficiente como atividade em sala de aula. É preciso sempre finalizar com um desenho. Acompanhe a reflexão da formadora do instituto

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Essa é uma questão que se repete nos vários grupos de formação em que atuo. Ao trabalhar o conteúdo leitura pelo professor, esse assunto surge com freqüência. Posso propor um desenho depois da leitura da história? Como formadora, meu primeiro movimento é pontuar que essa nem sempre é uma atividade adequada na seqüência de uma leitura. Depois de algum tempo, observando a reincidência deste assunto, me interessei em pesquisar quais os motivos que levam as professoras a propor esta atividade.

Nas sondagens que fiz, concluí que esta é uma das propostas mais tradicionais na Educação Infantil, que repetida e associada ao trabalho com leitura de histórias ganhou o status de “inquestionável”. As perguntas feitas às professoras “Por que desenhar depois da leitura?” e “O que as crianças aprendem nesta atividade?” constantemente causam espanto geral. Afinal, sempre fizemos assim, são as respostas.

Outras justificam o desenho pela necessidade da representação do conteúdo, para o professor poder avaliar o que foi entendido pela criança, já que elas ainda não escrevem convencionalmente na Educação Infantil. Desenhando, podem mostrar o que apreenderam da história.

Quando desenhar não significa compreender
O curioso é que, apesar da expectativa das professoras de que o “desenho da história” pode ser um indicador do nível de compreensão das crianças, em geral se aceita qualquer produção, desde que ela se remeta a algum elemento que faça referência à história. É o que podemos perceber nesta descrição:
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As crianças e o universo dos cordéis

Crianças de 5 anos se entusiasmam com a leitura de cordel na escola. Conhecem não só o texto mas o contexto onde esta literatura está inserida e aproveitam o canto e encanto desta tradição brasileira

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o processo de alfabetização, o domínio da escrita tem tido um papel preponderante, muitas vezes em detrimento do desenvolvimento da oralidade, tão importante na Educação Infantil. Este projeto, que aproxima as crianças da literatura de cordel, possibilita uma união saudável entre a oralidade e a escrita.

No Brasil ainda há comunidades que pensam o mundo, transmitem conhecimentos e se expressam segundo a lógica própria da oralidade. Além disso, em algumas das capitais do nordeste, e mesmo em São Paulo, ainda podemos encontrar núcleos que se preocupam com a divulgação do cordel por meio de material impresso, o que permite um convívio harmonioso das duas linguagens, a escrita e a oral, sem que uma simplesmente substitua a outra.
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Entre as sombras e as luzes : um contraste que diverte e ensina

Desde muito pequenas, as crianças se encantam com a luz e prestam muita atenção às sombras e seus movimentos. Neste artigo, vocês terão a oportunidade de conhecer um trabalho sobre luzes e sombras, conferindo como crianças de 9 meses a 2 anos de idade aprenderam e brincaram com esses elementos e seus contrastes
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Jean Morette – Contes de Grimm

Luzes e sombras têm realmente sua poesia. Oscilantes, mais ou menos intensas, elas brincam, sugerem formas, movimentos e até mesmo sensações. Há muito, esse contraste tem sido utilizado para encantar, sentir e fazer sonhar, como acontece no Teatro de Sombras. Não à toa, portanto, crianças são atraídas pelo jogo das luzes e das sombras. Quem trabalha com bebês e crianças bem pequenas sabe como uma fonte de luz pode chamar-lhes a atenção, e como o simples “acende e apaga” se transforma numa divertida brincadeira.

Crianças um pouco mais velhas gostam de brincar com sua própria sombra, tentando alcançá-la como em um jogo, entretendo-se também com os movimentos que fazem e as formas que produzem, a depender da hora do dia e da posição do Sol. Há tempos também sabemos que aquilo que encanta e atrai as crianças pode ser um bom tema para a elaboração de projetos nas escolas e creches.

Além da diversão, os assuntos abordados devem trazer informações, levantar questões e possibilitar a expressão das hipóteses das crianças. Em São Paulo, a formadora Clélia; a coordenadora pedagógica Delzuita; as professoras Ana, Rita, Vera, Nadires e Vera Lúcia, do Centro Comunitário e Creche Sinhazinha Meirelles, realizaram uma interessante seqüência de atividades com luzes e sombras, em que crianças bem pequenas (entre 9 meses a 1 ano e meio) puderam observar os contrastes, brincar com os resultados derivados da experiência, adquirindo mais repertório para suas brincadeiras e explorando o espaço físico da creche a partir do jogo entre claro e escuro.
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Em Rio Branco, no Acre, um centro de apoio às escolas

Ambiente estimulante de aprendizagem, criado pela secretaria municipal de educação, funciona como extensão da própria sala de aula, como laboratório de vivências interessantes e construtivas. Por intermédio da arte, da tecnologia, da cultura, alcança maior interação entre os alunos
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Fotos: Prefeitura Municipal de Rio Branco

A Secretaria Municipal de Educação da cidade de Rio Branco, no Acre, criou e gerencia o Centro de Multimeios. O objetivo é oferecer às unidades escolares municipais recursos didático-pedagógicos, tecnológicos, artísticos e culturais.Continue lendo >

Um ambiente seguro e saudável na Educação Infantil

Os espaços de educação infantil reúnem crianças de várias idades, provenientes de diferentes famílias, o que favorece a sociabilidade e a ampliação dos conhecimentos. Ao mesmo tempo, o contato cotidiano e prolongado de crianças em ambiente coletivo demanda alguns cuidados para preservar a segurança e a saúde de todos os envolvidos
Ilustrações: The Golden Dictionary

Ilustrações: The Golden Dictionary

Embora seja esperado que as crianças usuárias de creches e pré-escolas, na maior parte do tempo, sejam saudáveis, isto não impede que o risco potencial de transmissão de vírus, bactérias, fungos e parasitas exista, sobretudo porque as infecções que afetam essa faixa etária podem ser assintomáticas ou transmitidas ainda na fase de incubação, quando as manifestações clínicas não são evidentes.

As crianças menores de dois anos têm maior suscetibilidade às infecções, porque seu sistema imunológico está em desenvolvimento, além do que, pela característica do seu processo de desenvolvimento, levam as mãos e os objetos à boca com freqüência.

Para que o ambiente dos centros e escolas de Educação Infantil seja seguro, sob o ponto de vista sanitário, recomenda-se, a exemplo do que já ocorre em outros países, o emprego de precauções-padrão, cuidados que visam à segurança biológica de todos os envolvidos, independente da informação que se tenha sobre o estado de saúde das crianças, famílias e profissionais.
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