Redução das faltas dos professores

Gestão escolar democrática e participativa pode ser um dos caminhos para acabar com o absenteísmo em instituições de educação infantil? Conheça essas idéias
Pintura feita por Johnny, 5 anos

Pintura feita por Johnny, 5 anos

Este relato integra o projeto de pesquisa de mestrado, ainda em andamento, sobre o absenteísmo de professores de Educação Infantil na rede escolar paulistana. A intenção aqui é focar e apontar a influência da gestão democrática da EMEI Ana Maria Poppovic, em São Paulo – SP, como elemento responsável pela constituição de uma equipe autora de sua prática, capaz de intervir nos espaços escolares e também mais compromissada com a frequência ao trabalho. As faltas docentes têm ocupado manchetes de jornais, muitas vezes com informações parciais, superficiais e até tendenciosas e equivocadas. O fato é que a opinião pública, conforme investigação realizada pelo Ministério da Educação, em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), em 2005, diz que a categoria docente pública é vista como um segmento dotado de proteções e regalias pouco comuns aos profissionais do mercado privado. Entre os argumentos, são citados o excesso de abonos e greves e a ausência de punições e responsabilização pelas faltas.

A palavra absenteísmo é de origem francesa (absenteísme) e significa pessoa que não comparece ao trabalho ou se ausenta por diferentes motivos, propositais ou por situações alheias à sua vontade. O que o caracteriza é a imprevisibilidade, pois não é algo que pode ser esperado ou planejado com antecedência como férias, folgas e feriados. Ele é marcado pelas faltas abonadas, justificadas, licenças-médicas e por outros motivos impeditivos ao trabalho.Continue lendo >

Para planejar bem o brincar

A observação, o conhecimento sobre como as crianças de diferentes idades brincam são importantes para planejar o brincar
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Na brincadeira, as regras não limitam a ação lúdica, a criança pode modificá-las, ausentar-se quando desejar, incluir novos membros (fotos: Arquivo da Creche Gota de Leite)

À luz dos registros de uma coordenadora pedagógica, vamos acompanhar as mudanças realizadas em uma instituição de Educação Infantil, acerca da presença do brincar neste espaço. Questões importantes como a organização do ambiente, do tempo e as ações das professoras ajudam a definir a brincadeira como uma das atividades prioritárias dos pequenos, digna de planejamento, de registros e avaliação. Momentos destinados a variadas formas de brincar certamente fazem parte da rotina das Unidades Educativas. E não poderia ser diferente, pois a brincadeira é sempre associada ao desenvolvimento infantil. Ao brincar, desde cedo as crianças conhecem o próprio corpo, o mundo em que vivem e seus objetos, imitam os comportamentos dos adultos à sua volta, assimilando valores e hábitos culturais, elaboram sentimentos e situações vividas. Brincar é uma das formas mais importantes de estar no mundo e pensar sobre ele.

Toda criança sabe brincar. E justamente por ser a brincadeira expressão típica da infância, muitas vezes acreditamos que ela sempre acontece naturalmente e não necessita da intervenção do adulto. Mas o planejamento da brincadeira deve ser idêntico ao de outras atividades? Precisamos propor novas organizações do espaço, ou a criança é quem deve criar os cantos destinados ao brincar? Como pensar a brincadeira na rotina de CEIs e de escolas de Educação Infantil?

Neste artigo, teremos a oportunidade de discutir essas questões a partir das reflexões feitas pela coordenadora pedagógica Carla Luizato Pereira sobre o projeto realizado na instituição Gota de Leite, em Santos (SP).Continue lendo >

Uma parceria produtiva

A parceria entre diretor e coordenador pedagógico das unidades de educação infantil para o desenvolvimento de um projeto de ação beneficia a qualidade do atendimento e contribui para a profissionalização da equipe
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Fotos: Rita De Cássia Xavier

Os projetos de ação e ou institucionais, sejam eles de caráter pedagógico ou organizacional, mudam a prática estabelecida e conferem aos coordenadores e diretores uma função mais técnica, atenuando o desgaste das tarefas administrativas e emergenciais. Geralmente os projetos institucionais começam com a abordagem de algo que se pretende mudar, que traz algum desconforto no âmbito do atendimento à criança. Para isto, incentivamos a parceria entre coordenador pedagógico e diretor, que nem sempre possuem a mesma visão sobre o assunto. Essa é uma excelente oportunidade para esses parceiros trocarem idéias sobre as concepções de trabalho, as atividades desenvolvidas, o que observam e não gostam.
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Andanças por São Paulo: um projeto de ampliação cultural das equipes de apoio

A formação continuada em uma instituição de educação envolve todos os profissionais que nela trabalham, e não apenas os professores. Neste artigo, o acesso democrático à cultura foi o mote para um projeto que envolveu as equipes de apoio de dois centros de educação infantil da capital paulista
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Teatro Municipal de São Paulo

Dirigir uma instituição de Educação Infantil significa gerenciar diferentes projetos de formação que, embora tenham todos um objetivo comum – o de proporcionar uma Educação de qualidade para as crianças – trabalham de forma específica com os diferentes atores. A parceria entre gerentes e/ou diretores e coordenadores pedagógicos que planejam juntos as ações de formação garante harmonia e coerência da proposta educativa como um todo. Exemplificando essa atuação conjunta apresentamos o Projeto de Ampliação Cultural para as equipes de apoio (auxiliares de limpeza e de cozinha) e educadores dos Centros de Educação Infantil (CEIs) Dom José Gaspar e Isabel Ribeiro, na capital Paulista, que teve como objetivos, o acesso aos equipamentos culturais da cidade, e propiciar maior habilidade com a leitura e a escrita, visando uma melhor integração com a atuação da área pedagógica.Continue lendo >