O que o jornal de hoje nos traz?

O que o jornal de hoje nos traz?

Viver em um ambiente onde ler é parte do cotidiano das pessoas, faz toda a diferença no processo de alfabetização. A leitura de jornais, hábito em nosso país de algumas famílias apenas, pode fazer parte do dia-a-dia da educação infantil (e não apenas de outros níveis de ensino)


Quem acredita que ler e escrever não é mera questão de conhecer letras, sílabas e seus respectivos sons, mas sim um processo muito mais amplo e complexo, costuma eleger o trabalho com textos para aproximar as crianças do universo da escrita. E, nesse caso,muitos educadores têm dúvidas sobre que textos podem ser usados e quais são os mais adequados às diferentes faixas etárias.
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Um mundo novo para as crianças a partir da formação musical

Um trabalho voltado para a formação de ouvintes sensíveis e reflexivos e para a valorização da criação musical infantil


A educação musical no Espaço Gente Jovem Santa Clara2, localizado na zona oeste em São Paulo, tem como objetivo construir conhecimento musical por meio do fazer musical, valorizando o desenvolvimento das qualidades humanas envolvidas nesse processo. Com esse propósito, desenvolvi uma seqüência de atividades no EGJ Santa Clara, que contemplava, de forma integrada, a interpretação, a criação, a escuta e a reflexão sobre a música.

A maioria das crianças de minha turma, de 8 anos, já tinha algum contato com a música, graças ao professor do ano anterior, que lhes ensinara, entre outras coisas, um repertório vivamente relembrado pelo grupo desde o nosso primeiro encontro: Maracangalha; Canto do Povo de Um Lugar; Asa Branca, além de cantigas e brincadeiras tradicionais da cultura infantil, como Bambu Tirabu, Senhora Dona Sancha, A Casinha da Vovó, e outras.

Pela conversa inicial e pelas fitas e cadernos que pude analisar, notei que a turma já havia trabalhado com improvisos e acompanhamento musical, usando alguns instrumentos. E também com timbres, usando como forma de registro o desenho dos próprios instrumentos.

Nesse contexto, um desafio para o grupo seria aprofundar os conhecimentos específicos da música e, para tanto, planejei uma seqüência de trabalho: uma experiência de um semestre, que se iniciou com uma brincadeira rítmica e se encerrou com uma pequena composição coletiva.
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A Música da Criança

Importa, prioritariamente, a criança, o sujeito da experiência, e não a música em si. A educação musical não deve visar à formação de possíveis músicos do amanhã, mas sim à formação integral das crianças de hoje

Ilustração extraída do livro Música na Educação Infantil – Teca Alencar de Brito

Isso é o que diz Teca Alencar de Brito, professora de música, consultora da área e pianista de formação. Curiosa ouvinte das crianças e investigadora de práticas do ensino de música, Teca efende o direito fundamental da criança apreciar, pensar e produzir sua própria música. Ela critica a falta de reconhecimento e valorização da produção musical infantil.

Nas artes plásticas, por exemplo, a produção das crianças é muito mais respeitada. As pessoas, de um modo geral, tendem a reconhecer o valor de uma garatuja. Um papel com manchas de cores tem um valor estético.

Considera-se interessante como a criança misturou cores e as texturas resultantes. O que ela fez é valorizado, há também uma preocupação com a existência ou não de intenção em suas produções. Mas esse reconhecimento não acontece com a música produzida pela criança.
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Cuidar, tarefa de todos

Quem disse que as famílias não se interessam pela creche? Convide os pais para participar de algumas atividades e confira o que eles pensam sobre essa experiência

Em uma oficina de artes organizada pelos professores os pais conhecem um pouco mais do trabalho que se faz na creche.


Trabalhamos na Creche Despertar, na zona Sul de São Paulo. Participamos de um processo de formação profissional, por dois anos, que nos levou a pensar sobre muitos aspectos do trabalho que realizamos com as crianças. Desde 2001, vínhamos refletindo sobre as relações que tínhamos com a comunidade.

Achávamos que as famílias não participavam da educação das crianças na creche.Os educadores estavam muito desanimados e entendiam que as famílias não reconheciam seus esforços, não valorizavam o trabalho pedagógico desenvolvido com tanto empenho. Por outro lado, as famílias não se sentiam incluídas. Dessa forma, todos reclamavam, uns dos outros.Continue lendo >

Viva a banda e a Carmen Miranda !!

Por meio da brincadeira e da música popular crianças de 3 anos conhecem um jeito de ser brasileiro
Clara - 3 anos

Clara – 3 anos

Ao planejar as primeiras atividades de início do ano, procurei um assunto que pudesse interessar às crianças de 3 anos e que fugisse um pouco dos temas tradicionais para a faixa etária. Como o carnaval estava próximo, lembrei-me das marchinhas carnavalescas de antigamente, a que dificilmente as crianças têm acesso nos dias de hoje. Apostei que os pequenos se envolveriam com o ritmo alegre, as letras divertidas e a possibilidade de cantar e dançar. A escolha das músicas possibilitou o contato com informações interessantes da época em que foram compostas e divulgadas.
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