{"id":869,"date":"2001-04-14T23:32:12","date_gmt":"2001-04-15T02:32:12","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=869"},"modified":"2023-03-27T11:34:55","modified_gmt":"2023-03-27T14:34:55","slug":"mergulhando-no-universo-marinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/mergulhando-no-universo-marinho\/","title":{"rendered":"Mergulhando no Universo Marinho"},"content":{"rendered":"<h4>Crian\u00e7as de 4 a 5 anos aprendem a buscar e selecionar informa\u00e7\u00f5es<\/h4>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-876\" title=\"avisala_06_tempo1\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo1.jpg\" alt=\"Desenhos: crian\u00e7as de 3 a 6 anos das creches da Obra do Ber\u00e7o e Assist\u00eancia \u00e0 Inf\u00e2ncia Gota de Leite\" width=\"267\" height=\"208\" \/><\/p>\n<h5>Quando o trabalho teve in\u00edcio percebemos que a maior refer\u00eancia das crian\u00e7as sobre o universo marinho era a TV. Quatro meses depois, elas pesquisavam em diversas fontes de informa\u00e7\u00e3o. Esta foi apenas uma das conquistas de um projeto que apresentou os mist\u00e9rios e as maravilhas do fundo do mar<\/h5>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>In\u00edcio do ano: a vontade de trabalhar um novo projeto, desta vez nos aproximando das ci\u00eancias naturais.<br \/>\nEu havia sugerido um estudo sobre os animais. Com as professoras, acabamos por escolher a vida no mar, pela facilidade e disponibilidade de materiais para o trabalho. Tamb\u00e9m sab\u00edamos que esse tema encantaria as crian\u00e7as. Combinamos esbo\u00e7ar o projeto, fazer a pesquisa bibliogr\u00e1fica em bibliotecas, livrarias e a pesquisa de materiais. Lucila, a coordenadora, se ofereceu para conversar com profissionais da \u00e1rea. Quer\u00edamos cruzar todas as informa\u00e7\u00f5es para escrever o projeto juntas, pelo menos a primeira vers\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim sendo, dividimos tarefas, para que cada uma se responsabilizasse por algo a fazer: levantamentos de v\u00eddeos interessantes, livros em bibliotecas, livrarias, conversas com bi\u00f3logos, agendamento de visitas a aqu\u00e1rios etc.<\/p>\n<p><strong>A TV como \u00fanica fonte de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Logo no primeiro dia procurei conhecer um pouco sobre o que sabiam sobre a vida no mar, quem j\u00e1 tinha ido \u00e0 praia etc. Queria saber qual era a maior fonte de informa\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as. Sem d\u00favida a TV ganhou em disparada:<\/p>\n<p>\u2013 Eu assisti a Free Willy l\u00e1 na minha casa! \u2013 disse uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2013 Eu tamb\u00e9m vi tubar\u00e3o l\u00e1 na televis\u00e3o! \u2013 lembrou a outra.<\/p>\n<p>\u2013 Como eu sei que o tubar\u00e3o vive no mar? A minha televis\u00e3o que contou que \u00e9 \u00e1gua do mar! \u2013 respondeu a outra diante da pergunta feita pela professora.<\/p>\n<p>Mostrei, ent\u00e3o, um grande p\u00f4ster com alguns animais do mar: v\u00e1rios tipos de baleias, raias, tubar\u00f5es etc. Os tubar\u00f5es foram os primeiros a serem reconhecidos, embora as crian\u00e7as n\u00e3o distinguissem as esp\u00e9cies. Algumas baleias foram confundidas com jacar\u00e9s. A baleia orca era a mais famosa por causa do filme Free Willy.<\/p>\n<p>\u2013 Eu conhe\u00e7o essa a\u00ed. Sabe? \u00c9 a<br \/>\nbaleia assassina! \u2013 disse uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Eu confirmei a informa\u00e7\u00e3o lendo a legenda: &#8220;baleia orca tamb\u00e9m conhecida como baleia assassina&#8221;.<\/p>\n<p>\u2013 Onde vivem esses animais, no<br \/>\nmar ou no rio? \u2013 perguntei a eles, diante do p\u00f4ster das baleias e dos tubar\u00f5es.<\/p>\n<p>Alexandre, uma crian\u00e7a da turma, convenceu o restante do grupo diante de sua fonte segura: a televis\u00e3o de sua casa que &#8220;lhe contara&#8221; que tubar\u00e3o vive no mar. Muitos concordaram que j\u00e1 tinham visto tubar\u00e3o em mar. Depois argumentaram que os peixes s\u00f3 podiam viver no mar porque o rio era sujo.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c1gua do mar \u00e9 limpa, \u00e1gua do rio \u00e9 suja \u2013 disseram unanimemente.<\/p>\n<p>Interessante este dado. Deve ter a ver com a divulga\u00e7\u00e3o do problema da polui\u00e7\u00e3o dos rios. Apenas uma pequena parte das crian\u00e7as conhecia o mar de perto. Elas contaram que cataram conchinhas, que viram os pescadores com muitos peixes e tubar\u00e3o. Para as crian\u00e7as que nunca haviam estado numa praia, a televis\u00e3o novamente serviu como referencial nessa conversa. <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-878\" title=\"avisala_06_tempo3\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo3.jpg\" alt=\"Desenhos: crian\u00e7as de 3 a 6 anos das creches da Obra do Ber\u00e7o e Assist\u00eancia \u00e0 Inf\u00e2ncia Gota de Leite\" width=\"443\" height=\"331\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo3.jpg 443w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo3-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 443px) 100vw, 443px\" \/><\/p>\n<p><strong>Abre-se o acesso a diversas fontes <\/strong><\/p>\n<p>Em pouco tempo, o p\u00f4ster acabou sendo uma fonte de consultas constante pelas crian\u00e7as, que procuravam saber os nomes de tudo o que viam, mostrando ou pedindo aos<br \/>\nadultos que lessem os nomes das v\u00e1rias esp\u00e9cies ali ilustradas, principalmente dos filhotes. Imaginem como ficou o p\u00f4ster logo no primeiro dia com tanta gente tocando-o!<\/p>\n<p>Tanto interesse tornou evidente<br \/>\na necessidade de diversificar as fontes de pesquisa e promover o acesso a elas, sobretudo \u00e0s fontes visuais, material t\u00e3o apreciado pelo grupo.<br \/>\nCom esse prop\u00f3sito em mente, pensamos que tamb\u00e9m seria interessante propor \u00e0s crian\u00e7as a produ\u00e7\u00e3o de um fich\u00e1rio de bichos com nome, fotografias e informa\u00e7\u00f5es de algumas das esp\u00e9cies marinhas observadas. Para tanto, elas teriam que utilizar o procedimento de pesquisa, para saber mais sobre os bichos, leitura e escrita, para confeccionar o material. As fichas poderiam acompanhar uma pequena cole\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cies marinhas in vitro para observa\u00e7\u00e3o. Decidido o objetivo compartilhado com as crian\u00e7as, partimos<br \/>\npara a pesquisa, busca e sistematiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es, foco principal do nosso trabalho.<\/p>\n<p><strong>Leitura com apoio nas imagens <\/strong><\/p>\n<p>Achamos que seria interessante socializar alguns procedimentos de leitura de imagens, uma vez que as crian\u00e7as iriam pesquisar sozinhas.<\/p>\n<p>Realizamos, ent\u00e3o, algumas rodas para propor perguntas para as quais as crian\u00e7as n\u00e3o dispunham da resposta pronta. Teriam que procur\u00e1-las nos livros, a partir da leitura atenta das imagens. Elas deveriam<br \/>\ndescobrir, por exemplo, qual \u00e9 o tipo de alimenta\u00e7\u00e3o dos siris e caranguejos.<br \/>\nEm geral os livros que trazem tais informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito bem ilustrados, mas \u00e0s vezes \u00e9 preciso ter algumas informa\u00e7\u00f5es provenientes do texto cient\u00edfico para que as crian\u00e7as aproveitem melhor as ilustra\u00e7\u00f5es.<br \/>\nNesse caso, o professor pode apoiar o trabalho lendo trechos com as crian\u00e7as. Por exemplo, eu perguntei se sabiam qual dos dois caranguejos ilustrados no livro era macho e qual era f\u00eamea. As crian\u00e7as arriscaram v\u00e1rias respostas, sem chegar a um acordo. Ent\u00e3o li um trecho do livro que poderia ajudar a responder \u00e0 quest\u00e3o: o ventre do macho possui uma forma mais fina do que o da f\u00eamea e uma de suas garras \u00e9 maior do que a outra. Com essa informa\u00e7\u00e3o<br \/>\nas crian\u00e7as puderam imediatamente perceber as diferen\u00e7as naquela esp\u00e9cie. O mais interessante foi identificar depois o sexo<br \/>\ndos caranguejos e siris que tinham na classe (in vitro):<\/p>\n<p>\u2013 Tem um que \u00e9 macho, n\u00e9? E tem uma f\u00eamea! \u2013 disse Pamela, toda orgulhosa dos novos conhecimentos.<\/p>\n<p><strong>Consulta a livros especializados<\/strong><\/p>\n<p>Para o trabalho de pesquisa, subdividimos a sala a fim de que cada professora acompanhasse um grupo menor. Dilma, uma das professoras da sala, escolheu pesquisar os golfinhos e baleias com as crian\u00e7as. Meu grupo ficou com as estrelas-do-mar. Escolhemos estas porque<br \/>\nhav\u00edamos observado que as crian\u00e7as vinham desenhando muitas estrelas-do-mar e demonstrando interesse por essa esp\u00e9cie, e tamb\u00e9m porque t\u00ednhamos bastante material de apoio sobre esse assunto.<\/p>\n<p>Paula, a outra professora da sala, animada com a possibilidade de realizar pesquisas com as crian\u00e7as, percebeu que n\u00e3o havia entendido direito as informa\u00e7\u00f5es contidas no livro sobre o polvo. Percebemos, ent\u00e3o, a necessidade de termos uma diversidade de livros para comparar informa\u00e7\u00f5es. Achei interessante sua observa\u00e7\u00e3o. Os professores n\u00e3o precisam saber tudo, podem partilhar com as crian\u00e7as suas pr\u00f3prias d\u00favidas, mostrarem-se dispostos \u00e0 investiga\u00e7\u00e3o. A d\u00favida sobre a alimenta\u00e7\u00e3o das estrelas-do-mar de fato era uma curiosidade de todos. O grupo formado por Renan, Thiago, Pamela, Mikaiude e Rodrigo<br \/>\ninaugurou o trabalho.<\/p>\n<p>\u2013 \u00c9 a gente que vai pesquisar, n\u00e9? A gente vai estudar l\u00e1 nos<br \/>\nlivros! \u2013 diziam orgulhosos.<\/p>\n<div id=\"attachment_880\" style=\"width: 337px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-880\" class=\"size-full wp-image-880\" title=\"avisala_06_tempo6\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo6.jpg\" alt=\"A pesquisa foi feita em livros com ilustra\u00e7\u00f5es que fascinavam as crian\u00e7as\" width=\"327\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo6.jpg 327w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo6-300x195.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><p id=\"caption-attachment-880\" class=\"wp-caption-text\">A pesquisa foi feita em livros com ilustra\u00e7\u00f5es que fascinavam as crian\u00e7as<\/p><\/div>\n<p>Separei apenas os livros contendo as informa\u00e7\u00f5es desejadas. Anteriormente havia levado outros tipos de livro, ajudando as crian\u00e7as a escolherem e decidirem em quais<br \/>\npoder\u00edamos encontrar as informa\u00e7\u00f5es que quer\u00edamos: a alimenta\u00e7\u00e3o das estrelas-do-mar. Os livros traziam muitas outras informa\u00e7\u00f5es, o que causou uma certa<br \/>\ndispers\u00e3o, pois as crian\u00e7as queriam olhar tudo, esquecendo-se da proposta inicial da pesquisa. Precisei retomar com elas nossos objetivos, lembrando que o outro grupo estava aguardando uma solu\u00e7\u00e3o para aquela d\u00favida.<\/p>\n<p>\u2013 Elas comem peixes \u2013 afirmava Alexandre.<\/p>\n<p>Sua hip\u00f3tese foi comprovada pelos pesquisadores que<br \/>\nencontraram a resposta numa das gravuras.<\/p>\n<p>\u2013 Mas elas comem conchinhas tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>E por onde elas comem as conchas? \u2013 perguntaram as crian\u00e7as diante daquela informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Busca de respostas por meio de observa\u00e7\u00e3o direta <\/strong><\/p>\n<p>Nesse momento recorremos \u00e0 nossa cole\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas, guardada num canto da sala. Numa de minhas idas \u00e0 creche eu havia levado muitas conchas, caramujos e<br \/>\nalguns animais que um pescador de Ubatuba separou em sua rede para as crian\u00e7as: mor\u00e9ia, estrelas-do-mar, siri, caranguejo, caranguejo ermit\u00e3o e camar\u00e3o, todos devidamente lacrados em vidro com \u00e1lcool, exceto as estrelas-do-mar. Foi com uma delas em m\u00e3os e tamb\u00e9m com alguns tipos de conchas, como os mexilh\u00f5es, prato favorito das estrelinhas, que investigamos acerca da pergunta levantada. Enquanto lia algumas informa\u00e7\u00f5es sobre as partes<br \/>\ndo corpo, as crian\u00e7as iam identificando sua localiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 Em geral possuem 5 bra\u00e7os \u2013 li para o grupo.<\/p>\n<p>\u2013 J\u00e1 sei, aqui, \u00f3: 1,2,3,4,5! \u00c9 aqui o bra\u00e7o! \u2013 disse Rodrigo, investigando a estrela que passava de m\u00e3o em m\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2013 A boca deve ser aqui em baixo. E \u00e9 mesmo! Olha o buraquinho! \u2013 constatou Renan.<\/p>\n<p>Ao registrar os resultados de sua pesquisa num papel, ele fez quest\u00e3o de escrever o que ela comia. Foi o \u00fanico que se deteve para desenhar tamb\u00e9m a boca da estrela.<\/p>\n<p>Pamela fez umas conchinhas lindas! Demorou muito para desenhar, dizendo que n\u00e3o sabia fazer uma concha. Sugeri, ent\u00e3o, que observasse os livros e as pr\u00f3prias conchas. Parece que ela teve um grande &#8220;insight&#8221;. Que lindo seu desenho!<\/p>\n<div id=\"attachment_888\" style=\"width: 225px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-888\" class=\"size-full wp-image-888\" title=\"avisala_06_tempo2\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo2.jpg\" alt=\"Desenhos: crian\u00e7as de 3 a 6 anos das creches da Obra do Ber\u00e7o e Assist\u00eancia \u00e0 Inf\u00e2ncia Gota de Leite\" width=\"215\" height=\"181\" \/><p id=\"caption-attachment-888\" class=\"wp-caption-text\">Desenhos: crian\u00e7as de 3 a 6 anos das creches da Obra do Ber\u00e7o e Assist\u00eancia \u00e0 Inf\u00e2ncia Gota de Leite<\/p><\/div>\n<p><strong>A confirma\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es <\/strong><\/p>\n<p>Cavalos-marinhos e tubar\u00f5es sempre encantaram as crian\u00e7as. Lembro que Rodrigo ficava encafifado com o papel do pai na produ\u00e7\u00e3o dos filhotes. Sabia que os filhotes, em geral, nascem das f\u00eameas, j\u00e1 formados ou por meio dos ovos que elas colocam, o que chamamos fecunda\u00e7\u00e3o interna e externa. Mas, quanto ao papel do pai, nada sabia.<\/p>\n<p>\u2013 Mas, se o filho nasce da m\u00e3e, a m\u00e3e nasce de quem? \u2013 perguntava,<br \/>\ninconformado com a insignific\u00e2ncia do macho.<\/p>\n<p>Lendo num livro, com a ajuda da professora, encontraram a resposta: o macho cumpria uma importante fun\u00e7\u00e3o, sendo respons\u00e1vel pela gesta\u00e7\u00e3o de seus filhotes. Conseguiram at\u00e9 localizar o buraquinho por onde saem os filhotes olhando as imagens dos livros e o animal seco que possu\u00edamos na cole\u00e7\u00e3o. No caso dos tubar\u00f5es, o papel do macho na reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie ficou mais evidente. As ilustra\u00e7\u00f5es, sem d\u00favida, contribu\u00edram muito para tanto, por isso a escolha do livro de boa qualidade. Engra\u00e7ada foi a descoberta que fizeram ap\u00f3s eu ler este pequeno trecho retirado de um dos livros:<\/p>\n<p>\u2013 &#8220;O macho segura a f\u00eamea com os dentes e encosta nela seus dois \u00f3rg\u00e3os copuladores\u2026&#8221; \u2013 estava escrito.<\/p>\n<p>\u2013 Como assim? \u2013 perguntaram euf\u00f3ricos e com risinhos marotos. \u2013 Quer dizer que o tubar\u00e3o tem dois &#8220;bilau&#8221;? \u2013 disse uma<br \/>\ncrian\u00e7a, referindo-se ao aparelho reprodutor.<\/p>\n<p>\u2013 E a f\u00eamea dois piu piu! \u2013 completou a amiga ao lado.<\/p>\n<p>\u2013 Adriana, eu tamb\u00e9m tenho dois piu piu? \u2013 quis saber Karoline.<\/p>\n<p>Todos acharam gra\u00e7a e combinaram<br \/>\nde ir \u00e0 feira para comprovar na barraca de peixes o que aprenderam no livro. As crian\u00e7as puderam fazer muitas dessas visitas, pois a feira estava bem pr\u00f3xima da creche, chamando a aten\u00e7\u00e3o da vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2013 Mas voc\u00eas v\u00e3o na feira de novo? Toda hora na feira? \u2013 provocou uma moradora do bairro que sempre via as crian\u00e7as saindo<br \/>\npara passear.<\/p>\n<div id=\"attachment_886\" style=\"width: 337px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-886\" class=\"size-full wp-image-886\" title=\"avisala_06_tempo5\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo5.jpg\" alt=\"A feira do bairro foi um local importante para as crian\u00e7as verem ao vivo peixes\" width=\"327\" height=\"257\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo5.jpg 327w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo5-300x235.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 327px) 100vw, 327px\" \/><p id=\"caption-attachment-886\" class=\"wp-caption-text\">A feira do bairro foi um local importante para as crian\u00e7as verem ao vivo peixes<\/p><\/div>\n<p>\u2013 Mas agora \u00e9 diferente! A<br \/>\ngente vai l\u00e1 pra ver qual \u00e9 o macho e qual \u00e9 a f\u00eamea do tubar\u00e3o \u2013 disse Mikaiude, envolvido com sua pesquisa.<\/p>\n<p><strong>Socializa\u00e7\u00e3o dos resultados da pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>A pesquisa orientada em pequenos grupos foi realizada v\u00e1rias vezes durante o projeto. De volta \u00e0 sala, os subgrupos sempre mostravam os resultados obtidos. Penso que esses dois momentos de conversa, um com o grupo todo e outro com os pequenos grupos de pesquisa, s\u00e3o fundamentais. Cabe ao professor retomar essas conversas, quando for interessante, socializando as descobertas e discuss\u00f5es. Foi assim que conduzimos nossa atividade: cada um foi explicando o que havia desenhado. Envergonhad\u00edssimos no in\u00edcio, foram se soltando e falando mais sobre o que haviam pesquisado. Em alguns momentos utilizaram os livros tamb\u00e9m para mostrar certas informa\u00e7\u00f5es. Pamela achou estranha a denomina\u00e7\u00e3o &#8220;carn\u00edvoro&#8221; para os animais que comem carne, como a estrela que come carne de molusco. J\u00e1 Rodrigo adorou a nova<br \/>\npalavra, repetindo-a, num esfor\u00e7o para n\u00e3o esquec\u00ea-la.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as que n\u00e3o participaram dos outros grupos estavam curiosas, fazendo perguntas que nem sempre nossos pesquisadores podiam responder, como no seguinte caso:<\/p>\n<p>\u2013 Ser\u00e1 que a estrela-do-mar tamb\u00e9m tem ouvido<\/p>\n<p><strong>A import\u00e2ncia de diversificar fontes de informa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Temos discutido muito em nossas reuni\u00f5es a necessidade de voltar ao mesmo assunto para buscar novas informa\u00e7\u00f5es, outros olhares, ou apenas falar sobre o que j\u00e1 se sabe para elaborar melhor. Temos sempre visto o quanto o fato de conversar sobre um assunto n\u00e3o significa em hip\u00f3tese alguma &#8220;mat\u00e9ria dada&#8221;, mas envolve questionamentos e reflex\u00f5es por parte das crian\u00e7as. Assim sendo, o fato de termos visto que as estrelas-do-mar comiam o<br \/>\nbicho da concha, como diziam as crian\u00e7as,<br \/>\nn\u00e3o queria dizer que essa informa\u00e7\u00e3o tenha sido processada por todas. Revisitar o assunto, retomar a leitura do livro sobre as estrelas-do-mar em outro momento, ir \u00e0 feira, ver um outro v\u00eddeo, deixar que as crian\u00e7as pesquisem em revistas especializadas, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es interessantes<br \/>\nneste caso. Da mesma forma: ver uma baleia desenhada num livro, v\u00ea-la numa foto, em um desenho tridimensional, num filme, ver o esqueleto dela no museu traz informa\u00e7\u00f5es<br \/>\ncomplementares que permitem \u00e0s crian\u00e7as fazer uma s\u00e9rie de rela\u00e7\u00f5es. \u00c9 importante dar a elas a oportunidade de ampliar seus conhecimentos por meio da troca de informa\u00e7\u00e3o entre si e da busca de outras fontes. Acho que \u00e9 por a\u00ed que caminhamos neste projeto.<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento de um ambiente<br \/>\nnatural: a praia<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_882\" style=\"width: 441px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-882\" class=\"size-full wp-image-882\" title=\"avisala_06_tempo7\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo7.jpg\" alt=\"Muitas crian\u00e7as vendo o mar pela primeira vez. Uau!!!\" width=\"431\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo7.jpg 431w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo7-300x229.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 431px) 100vw, 431px\" \/><p id=\"caption-attachment-882\" class=\"wp-caption-text\">Muitas crian\u00e7as vendo o mar pela primeira vez.<br \/>Uau!!!<\/p><\/div>\n<p>Uma segunda-feira diferente: l\u00e1 fomos n\u00f3s, em duas peruas tipo lota\u00e7\u00e3o, serra abaixo, em dire\u00e7\u00e3o a Santos, no litoral de S\u00e3o Paulo. Ao som da &#8220;m\u00fasica-hino&#8221; do grupo, &#8220;Peixinhos do Mar&#8221;, \u00edamos apreciando a paisagem. As crian\u00e7as se lembraram dessa m\u00fasica e a cantaram em diversos momentos, at\u00e9 quando puseram os p\u00e9s na areia. Uma delas come\u00e7ava a entoar a melodia e era acompanhado pelo coro de vozes. Como uma sauda\u00e7\u00e3o \u00e0 bela vis\u00e3o do mar! Tudo parecia t\u00e3o encantador \u00e0s crian\u00e7as, cientes de estarem em um lugar totalmente novo. A maioria do grupo nunca tinha visto o mar de perto.<br \/>\nO dia estava bel\u00edssimo! Um calor! Assim que chegamos, procuramos um lugar pr\u00f3ximo do aqu\u00e1rio para um piquenique antes da expedi\u00e7\u00e3o: guaran\u00e1 para refrescar, cachorro-quente, torta de frango e at\u00e9 de siri! Estavam todas muito admiradas com a vis\u00e3o do mar. Quando colocaram os p\u00e9s na areia, pareciam extasiadas, sem palavras. Por um instante mantiveram sil\u00eancio e um olhar abismado com o que estava a frente.<br \/>\nDepois come\u00e7aram a surgir as primeiras<br \/>\nimpress\u00f5es:<\/p>\n<p>\u2013 Por que a \u00e1gua do mar est\u00e1 se mexendo? \u2013 perguntou Mikaiude.<\/p>\n<p>Lembro que nesse momento a praia de Santos se tornou incrivelmente bonita. Nada como crian\u00e7as para chamar nossa aten\u00e7\u00e3o e mudar nosso olhar sobre o mundo! Andamos ent\u00e3o \u00e0 beira-mar, apreciando a paisagem. Tudo chamava incrivelmente a aten\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as, desde o siri morto at\u00e9 as poucas conchas existentes na areia. Ali\u00e1s, quando mais tarde escrevemos as legendas sobre as fotografias da viagem, as crian\u00e7as fizeram quest\u00e3o de registrar que havia muitas conchas na areia de Santos.<br \/>\nCurioso! Depois de um tempo caminhando,<br \/>\nresolveram experimentar a areia: punhados de areia fina e seca foram jogados ao vento. Rolaram na areia da praia. N\u00e3o demorou muito tempo e pareciam verdadeiros croquetes. Encontraram alguns brinquedos:<br \/>\ngangorra, escorregador e balan\u00e7o. Depois foi a vez do banho naqueles chuveiros p\u00fablicos na areia da praia. Estavam adorando tudo e ainda nem tinham ido ao aqu\u00e1rio.<\/p>\n<p><strong>Reconhecimento de um ambiente artificial: o aqu\u00e1rio <\/strong><\/p>\n<p>A segunda etapa do passeio era uma visita ao aqu\u00e1rio de Santos. Eu n\u00e3o sabia se fotografava as express\u00f5es delas ou os peixes. Acho que a<br \/>\nmaioria das fotos tiradas retratou o deslumbramento estampado nos rostos infantis.<\/p>\n<div id=\"attachment_884\" style=\"width: 440px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-884\" class=\"size-full wp-image-884\" title=\"avisala_06_tempo4\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo4.jpg\" alt=\"No aqu\u00e1rio de Santos as crian\u00e7as reconheceram muitas das esp\u00e9cies que tinham visto nos livros\" width=\"430\" height=\"287\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo4.jpg 430w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/08\/avisala_06_tempo4-300x200.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 430px) 100vw, 430px\" \/><p id=\"caption-attachment-884\" class=\"wp-caption-text\">No aqu\u00e1rio de Santos as crian\u00e7as reconheceram muitas das esp\u00e9cies que tinham visto nos livros<\/p><\/div>\n<p>\u2013 No mar tamb\u00e9m tem aqueles vidros? \u2013 perguntou Karoline, referindo-se \u00e0s paredes do aqu\u00e1rio que permitem ver os peixes.<\/p>\n<p>\u2013 Ei fala comigo! Adriana, por<br \/>\nque ele n\u00e3o atende quando eu chamo? \u2013 perguntava Rodrigo que n\u00e3o parava de conversar com os peixes.<\/p>\n<p>\u2013 O tubar\u00e3o! Olha que fort\u00e3o! \u00c9 o maiorz\u00e3o! \u2013 disse outra crian\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2013 TAR-TA-RU-GAS MA-RI-NHAS!!!&#8221; \u2013 arriscou uma menina.<\/p>\n<p>\u2013 Tem at\u00e9 lobo-marinho! \u2013 apontou<br \/>\numa crian\u00e7a, enquanto fazia o reconhecimento de todas as esp\u00e9cies que ela conhecia.<\/p>\n<p>Mal est\u00e1vamos nos despedindo<br \/>\ndo Aqu\u00e1rio e j\u00e1 tinha crian\u00e7a que queria voltar outra vez. De l\u00e1 trouxemos muitos materiais para nossas pesquisas.<\/p>\n<p><strong>Confeccionando a ficha de informa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Depois de tantas descobertas, as crian\u00e7as j\u00e1 podiam produzir uma ficha sobre o polvo, animal que possu\u00edam na sala, num vidro com \u00e1lcool. A pesquisa que as crian\u00e7as haviam realizado anteriormente e registrado em desenhos, a cada etapa do trabalho, foi fundamental. Agora restava<br \/>\napenas escrever \u2013 segundo as orienta\u00e7\u00f5es<br \/>\ndid\u00e1ticas espec\u00edficas para o trabalho de escrita \u2013 e organizar as fichas com os dados que j\u00e1 tinham. O que n\u00e3o \u00e9 uma tarefa simples, na medida em que precisam se organizar para ditar o que eu escreveria. Como escriba do grupo, a todo<br \/>\nmomento eu lia para mostrar que estava escrevendo o que elas iam falando.<br \/>\nNesta ficha consideramos basicamente os itens que haviam sido motivo de pesquisa do grupo: reprodu\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e defesa. Inclu\u00edmos tamb\u00e9m o item curiosidades. Tivemos como modelo o fich\u00e1rio de bichos, da Editora Abril, que a turma do lado possu\u00eda e as fichas do chocolate Surpresa, da Nestl\u00e9, que na \u00e9poca trazia como tema os animais marinhos. Feita esta primeira etapa, foi a<br \/>\nvez de passarmos a limpo o que hav\u00edamos escrito para o computador e depois colarmos as ilustra\u00e7\u00f5es. Pronto! Agora cada uma delas estava encarregada de contar aos pais e a todos os interessados o que havia aprendido.<\/p>\n<h4>PARA SABER MAIS:<\/h4>\n<p><strong>PROJETO: <\/strong><strong>Mergulhando no Universo Marinho <\/strong><\/p>\n<p><strong>Eixo de trabalho predominante:<\/strong> natureza e sociedade (seres vivos) e l\u00edngua portuguesa (leitura de texto informativo)<\/p>\n<p><strong>Tempo de dura\u00e7\u00e3o:<\/strong> 4 a 5 meses<\/p>\n<p><strong>Objetivos: <\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><em><strong>compartilhado com as crian\u00e7as:<\/strong><\/em> &#8211; Montar uma cole\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas in vitro para a creche e um arquivofich\u00e1rio para consultas.<\/li>\n<li><em><strong>did\u00e1tico:<\/strong><\/em> &#8211; Apresentar alguns conhecimentos sobre esp\u00e9cies marinhas.<br \/>\n&#8211; Socializar procedimentos para a busca e sistematiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>O que a professora quer que as crian\u00e7as aprendam:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>A diversidade da vida marinha, algumas das esp\u00e9cies dessa fauna e sua rela\u00e7\u00e3o com o meio.<\/li>\n<li>Retirar informa\u00e7\u00f5es de diversas fontes de imagens, tais como livros, cartazes, filmes, observa\u00e7\u00e3o direta etc.<\/li>\n<li>Que, ao se informar, possam elaborar suas pr\u00f3prias id\u00e9ias sobre os fatos que observam e que se interessem por troc\u00e1-las, socializar suas descobertas com os demais.<\/li>\n<li>Que adquiram procedimentos, como a<br \/>\nobserva\u00e7\u00e3o, a verifica\u00e7\u00e3o e a experimenta\u00e7\u00e3o, que lhes permitam o desenvolvimento da postura de pesquisador, que se interessem por saber mais sobre o mundo que os cerca.<\/li>\n<li>Que possam reelaborar suas pr\u00f3prias<br \/>\nid\u00e9ias, reorganizando seus conhecimentos pr\u00e9vios, sistematizando-os de tal forma que outras crian\u00e7as possam aprender com o<br \/>\nmaterial produzido pela turma.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Etapas da pesquisa: <\/strong><\/p>\n<ol>\n<li>Levantamento dos conhecimentos das crian\u00e7as e das quest\u00f5es a serem pesquisadas.<\/li>\n<li>Organizar a turma em subgrupos menores para a pesquisa nos livros.<\/li>\n<li>Elaborar perguntas para nortear a busca de informa\u00e7\u00f5es.<\/li>\n<li>Procurar em livros especializados e ricos em imagens o que buscam saber, determinado por discuss\u00f5es anteriores.<\/li>\n<li>Registrar as respostas para as indaga\u00e7\u00f5es do grupo.<\/li>\n<li>Comunica\u00e7\u00e3o do resultado da pesquisa a todo o grupo, apoiada nos registros e livros.<\/li>\n<li>Organizar passeios para ampliar os conhecimentos sobre o assunto; levar quest\u00f5es que precisam ser pesquisadas in loco, propor a coleta de materiais para a pesquisa na sala.<\/li>\n<li>Sistematizar as informa\u00e7\u00f5es em fichas de consulta dispon\u00edveis na cole\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ol>\n<p><strong>Orienta\u00e7\u00f5es did\u00e1ticas:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Formar uma pequena biblioteca especializada sobre o assunto em quest\u00e3o para pesquisas do grupo. Todos, adultos e crian\u00e7as da creche, poder\u00e3o estar empenhados na montagem deste acervo.<\/li>\n<li>Separar na classe um painel onde as crian\u00e7as possam ir anexando informa\u00e7\u00f5es sobre o estudo. \u00c9 importante que a sala comece a ganhar a cara deste projeto, com<br \/>\nprodu\u00e7\u00f5es das crian\u00e7as e cartazes ilustrativos\/informativos.<\/li>\n<li>Ter na sala um mapa-m\u00fandi para localizar o local de origem e trajet\u00f3ria das baleias, golfinhos e outros animais.<\/li>\n<li>Organizar grupos de pesquisa de tal<br \/>\nforma que todas as crian\u00e7as participem.<\/li>\n<li>A professora precisa selecionar o material previamente, criando condi\u00e7\u00f5es para que as crian\u00e7as realizem a pesquisa com autonomia, isto \u00e9, atrav\u00e9s das imagens<br \/>\nfornecidas pelas ilustra\u00e7\u00f5es. A professora<br \/>\npode tamb\u00e9m, ap\u00f3s a pesquisa, ler trechos<br \/>\nimportantes dos livros utilizados.<\/li>\n<li>Lembrar que o objetivo central deste projeto n\u00e3o \u00e9 o de que as crian\u00e7as acumulem informa\u00e7\u00f5es sobre o assunto estudado, mas que saibam estabelecer rela\u00e7\u00f5es entre os conhecimentos pr\u00e9vios e as novas informa\u00e7\u00f5es, as hip\u00f3teses e o conhecimento cient\u00edfico.<\/li>\n<li>Procurar ao longo do estudo fazer perguntas direcionadas a cada uma das crian\u00e7as. \u00c9 importante que todas tenham a<br \/>\noportunidade de comunicar seus saberes a<br \/>\ntodos do grupo.<\/li>\n<li>Pesquisar, em Bibliotecas P\u00fablicas ou das universidades da regi\u00e3o, materiais que possam ser usados com as crian\u00e7as ou para estudos das educadoras.<\/li>\n<li>A professora deve ser a escriba, anotando pontos importantes para o grupo.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>BIBLIOGRAFIA:<\/h4>\n<ul>\n<li>Atlas dos Oceanos. Anita Ganeri.<br \/>\nEd. Martins Fontes. Tel.: (0XX11) 3266-4603<\/li>\n<li>Naturalista Amador, Um Guia Pr\u00e1tico ao Mundo da Natureza. Gerald Durrell com Lee Durrell. Ed. Martins Fontes. Tel.: (0XX11) 3266-4603<\/li>\n<li>Dicion\u00e1rio do mar. S\u00e9rgio Cherques. Ed. Globo. Tel.: (0XX11) 3766-3000<\/li>\n<li>Cole\u00e7\u00e3o Aventura Visual \u2013 Peixe\/Litoral. Ed. Globo. Tel.: (0XX11) 3766-3000<\/li>\n<li>Tubar\u00f5es \u2013 Cole\u00e7\u00e3o Aventura Visual.<br \/>\nEd. Globo (acompanha v\u00eddeo)<\/li>\n<li>Mares e Oceanos. Anita Ganeri, Jakki Wood, Ed. Callis, Tel.: (0XX11) 3842-2066<\/li>\n<li>A Baleia. Ed. Melhoramentos. Tel.: (0XX11) 3874-0940<\/li>\n<li>Baleias: Gigantes do Mar \u2013 National<br \/>\nGeographic Society. Klick Editora. Tel.: (0XX11) 3031-5553<\/li>\n<li>Rosalina, a Baleia Pesquisadora de Homens. Bia Hetzel. Ed. Brinque-Book. Tel.: (0XX11) 3742-8142<\/li>\n<li>Siri e o Caranguejo; O Polvo; O Caramujo Marinho; O Mexilh\u00e3o; An\u00eamona. Godofredo Genofre. S\u00e9rie Vida no Mar. Ed. FTD. Tel.: (0XX11) 3611-3055<\/li>\n<li>A Estrela-do-Mar; \u00c1gua Viva; Ouri\u00e7o do Mar; Corais; A Esponja do Mar; As algas. Godofredo Genofre. Cole\u00e7\u00e3o Vida<br \/>\nMarinha. Ed. FTD.:<\/li>\n<li>Praia. Cole\u00e7\u00e3o de M\u00e3os Dadas com a<br \/>\nNatureza. Ed. Salamandra. Tel.: (0XX11) 6090-1500<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>FILMES nas locadoras:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Atlantis. Warner Bros.<\/li>\n<li>Tubar\u00f5es, As Grandes Baleias, As j\u00f3ias do Mar do Caribe. National Geographic.<\/li>\n<li>Fernando de Noronha \u2013 Uma aventura<br \/>\ndo Mar Azul. CIC V\u00eddeo.<\/li>\n<li>Um Mergulho no Caribe. Look V\u00eddeo.<\/li>\n<li>Imensid\u00e3o Azul. Empire Films.<\/li>\n<li>Mobie Dick. Warner Bros. OUTRAS FONTES:<\/li>\n<li>IBAMA- Caravelas (Projeto Baleia<br \/>\nJubarte\/88). Instituto Baleia Jubarte.<br \/>\nDecreto Lei 7643\/87. Tel.: (0XX73) 297-1320 \/ 297-1340\/ 297-1111<\/li>\n<li>Superintend\u00eancia do IBAMA no Estado<br \/>\nde S\u00e3o Paulo. Alameda Tiet\u00ea, 637. Cerqueira Cesar. S\u00e3o Paulo. SP. CEP 01417-020. Tel.:(0XX11) 3083-1300.<\/li>\n<li>Projeto Tartarugas Marinhas. Rua Alfa, 273. CEP 11680-000. Ubatuba. SP.<\/li>\n<li>Projeto Baleia Franca. Caixa Postal 5087. CEP 88040-970. Florian\u00f3polis. SC.<br \/>\nTel.: (0XX48) 255-1656<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>PASSEIOS:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Museu Oceanogr\u00e1fico da USP. Cidade Universit\u00e1ria. S\u00e3o Paulo. Tel.: (0XX11) 3818-6587<\/li>\n<li>Aqu\u00e1rio de Santos. Av. Bartolomeu de Gusm\u00e3o s\/n\u00ba. Santos. Tel.: (0XX13) 3236-9996<\/li>\n<li>Aqu\u00e1rio de Ubatuba. Rua Guarani, 859. Jardim Itagu\u00e1. Ubatuba. Tel.: (0XX12) 3432-1382<\/li>\n<li>Lojas de aqu\u00e1rios, feiras e peixarias locais.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o trabalho teve in\u00edcio percebemos que a maior refer\u00eancia das crian\u00e7as sobre o universo marinho era a TV. Quatro meses depois, elas pesquisavam em diversas fontes de informa\u00e7\u00e3o. Esta foi apenas uma das conquistas de um projeto que apresentou os mist\u00e9rios e as maravilhas do fundo do mar. Por Adriana Klisys<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":3022,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[207,34],"tags":[1102,220,218,219,214,223,179,222,221],"class_list":{"0":"post-869","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-06","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-revista-avisa-la-2001","10":"tag-aquario","11":"tag-mar","12":"tag-peixes","13":"tag-pesquisa","14":"tag-praia","15":"tag-projeto","16":"tag-santos","17":"tag-universo-marinho","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=869"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/869\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3022"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}