{"id":7366,"date":"2012-11-21T16:04:53","date_gmt":"2012-11-21T18:04:53","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7366"},"modified":"2023-03-27T20:06:41","modified_gmt":"2023-03-27T23:06:41","slug":"conversa-na-cantina-e-a-matematica1","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/conversa-na-cantina-e-a-matematica1\/","title":{"rendered":"Conversa na cantina e a matem\u00e1tica<sup>1<\/sup>"},"content":{"rendered":"<h5>Situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, como conversa na fila da cantina sobre o dinheiro do lanche, transformam-se em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem sobre c\u00e1lculos e sistema num\u00e9rico<\/h5>\n<p>Uma aprendizagem significativa \u00e9 aquela que envolve a crian\u00e7a em sua curiosidade e em sua compet\u00eancia, desafiando-a em suas d\u00favidas cotidianas, ampliando e desencadeando novos conhecimentos e experi\u00eancias. S\u00e3o situa\u00e7\u00f5es que podem partir, muitas vezes, do interesse e da atitude dos pr\u00f3prios alunos, provocando professor a desenvolver atividades espec\u00edficas. Um exemplo disso foram as conversas vivenciadas em sala de aula sobre o dinheiro do lanche e de todos os dias que\u00a0 come\u00e7aram a chamar a aten\u00e7\u00e3o de educadores do Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o, em Santo Andr\u00e9 (SP).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5211.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-7377\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5211.jpg\" alt=\"mate5211\" width=\"294\" height=\"196\" \/><\/a>Identificamos, nessa situa\u00e7\u00e3o cotidiana, uma oportunidade para trabalhar conte\u00fados matem\u00e1ticos previstos no plano anual dessa turma. Momentos antes do recreio ouv\u00edamos os coment\u00e1rios: <!--more--><\/p>\n<p>\u2013 O que ser\u00e1 que d\u00e1 pra comprar na cantina?<br \/>\n\u2013 Ser\u00e1 que consigo comprar um pirulito?<br \/>\n\u2013 Vai sobrar dinheiro para amanh\u00e3?<\/p>\n<p>Come\u00e7amos a perceber que essas quest\u00f5es mobilizavam uma s\u00e9rie de conhecimentos matem\u00e1ticos dos alunos. D\u00favidas do cotidiano, algo que realmente era um \u201cproblema\u201d e que eles tinham de resolver de imediato. Come\u00e7amos a observar como eles resolviam essas quest\u00f5es sem nosso aux\u00edlio, e percebemos que muitos recorriam \u00e0 funcion\u00e1ria da cantina com a quest\u00e3o: \u201cO que d\u00e1 pra comprar?\u201d. Ao que ela pacientemente respondia: \u201cUm p\u00e3o de queijo, um pirulito, bala, salgado\u201d, tudo de acordo com o valor que a crian\u00e7a tinha em m\u00e3os. Eles ainda paravam um tempo para pensar e faziam o pedido.<\/p>\n<p>Observamos outras situa\u00e7\u00f5es na fila para compra, como conversa sobre quem tinha mais dinheiro. Constatamos que a quantidade de moedas ou notas era mais importante do que o seu valor propriamente dito. Algumas crian\u00e7as discutiam: \u201cEu tenho mais que voc\u00ea, tenho 2 notas (de 2 reais)\u201d, falavam, mostrando para o colega que, na verdade, tinha mais, pois tinha 5 reais, s\u00f3 que em uma nota apenas.<\/p>\n<p><strong>Sequ\u00eancia de atividades<\/strong><br \/>\nPartindo dessas observa\u00e7\u00f5es, resolvemos elaborar uma sequ\u00eancia de atividades sobre o sistema monet\u00e1rio. Contar, fazer equival\u00eancias, ordenar e realizar registros num\u00e9ricos seriam alguns conte\u00fados que a sequ\u00eancia de atividades contemplaria. Esses conte\u00fados seriam trabalhados a partir da resolu\u00e7\u00e3o de problemas, da formula\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de hip\u00f3teses acerca das situa\u00e7\u00f5es que envolvem o dinheiro, ouvindo os colegas e a professora. Selecionamos esses conte\u00fados, pois eram importantes n\u00e3o s\u00f3 para que os alunos avan\u00e7assem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 compreens\u00e3o do valor do dinheiro, mas tamb\u00e9m para que estabelecessem rela\u00e7\u00f5es com o que j\u00e1 estavam aprendendo nas aulas de Matem\u00e1tica. Dessa forma, quando tiv\u00e9ssemos de discutir como escrever um n\u00famero, far\u00edamos isso envolvendo situa\u00e7\u00f5es da sequ\u00eancia, assim conseguir\u00edamos avan\u00e7ar em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 escrita dos n\u00fameros e conferir\u00edamos sentido a essas atividades, j\u00e1 que a sequ\u00eancia estaria repleta de sentido para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nas situa\u00e7\u00f5es-problema, tamb\u00e9m envolvendo dinheiro, abordar\u00edamos quest\u00f5es relativas \u00e0 adi\u00e7\u00e3o e multiplica\u00e7\u00e3o, contemplando este conte\u00fado. Entre o recebimento do dinheiro para o cofrinho e as outras atividades conseguir\u00edamos trabalhar tr\u00eas vezes por semana a sequ\u00eancia nas aulas de Matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Com a inten\u00e7\u00e3o de n\u00e3o perder o momento rico de troca e de indaga\u00e7\u00f5es que aconteciam nos per\u00edodos que antecediam o lanche, fizemos uma proposta de \u201cpoupan\u00e7a coletiva\u201d para compra de um lanche especial. Assim, n\u00e3o interferir\u00edamos diretamente na compra da cantina e introduzir\u00edamos novas situa\u00e7\u00f5es-problema.<\/p>\n<p>Para as crian\u00e7as, a poupan\u00e7a coletiva seria uma forma de unir a turma a fim de juntar dinheiro para um momento de confraterniza\u00e7\u00e3o entre eles, um lanche fora da escola. Para n\u00f3s, seria uma forma de juntar uma quantia maior de dinheiro para possibilitar discuss\u00f5es com valores mais altos, j\u00e1 que acreditamos que crian\u00e7as pequenas tamb\u00e9m podem lidar com n\u00fameros maiores. Como o objetivo era juntar moedas de diferentes valores para formar quantias maiores uma poupan\u00e7a coletiva proporcionaria situa\u00e7\u00f5es com muito mais moedas, trazidas pela turma. As situa\u00e7\u00f5es-problema tamb\u00e9m seriam potencializadas, pois a ideia era que todos estivessem \u201cpreocupados\u201d em saber quanto tinham na poupan\u00e7a, o montante que juntariam ao fim de determinado per\u00edodo e como gastariam esse dinheiro.<\/p>\n<p><strong>Envolvimento das fam\u00edlias<\/strong><br \/>\nEm uma roda de conversa, fizemos a proposta de encerrar o trimestre com uma ida \u00e0 feira do nosso bairro. Al\u00e9m de frutas, poder\u00edamos comprar pastel e caldo de cana, que, embora n\u00e3o seja um lanche saud\u00e1vel nem adequado para todo dia, foi uma escolha das crian\u00e7as contemplada por n\u00f3s. Este era um acontecimento eventual e faz parte de nossa cultura comer pastel na feira. Para comprar este lanche precisar\u00edamos juntar dinheiro aos poucos, pois conversar\u00edamos sobre o valor das moedas que seriam depositadas no cofrinho e isso nos ajudaria a controlar quanto t\u00ednhamos juntado e quanto ainda precisar\u00edamos para a compra. Todos adoraram o fato de ter uma \u201cpoupan\u00e7a\u201d na escola e comentaram que poder\u00edamos ter um porquinho para guardar nossas economias.<\/p>\n<p>Depositar\u00edamos somente moedas no cofrinho da turma para operar com n\u00fameros inteiros. Depois de lidar com a representa\u00e7\u00e3o num\u00e9rica dos centavos gravada na moeda poder\u00edamos discutir as equival\u00eancias de valores em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s notas. No fim de quatro semanas far\u00edamos a nossa confraterniza\u00e7\u00e3o. Nosso lanche especial seria pastel, caldo de cana e salada de frutas, tudo comprado com o valor da nossa \u201cpoupan\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>Em reuni\u00e3o de pais, combinamos que toda segunda-feira seria enviado um valor qualquer para o aluno depositar no cofrinho; nosso \u00fanico pr\u00e9-requisito era que, depois de quatro semanas, todos tivessem depositado o total de 10 reais. Ansiosas, aguard\u00e1vamos o primeiro dia de dep\u00f3sito. Todos os alunos tinham sua ficha de controle, onde marcavam o valor que tinham, desenhando suas moedas.<\/p>\n<div id=\"attachment_7378\" style=\"width: 484px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5212.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7378\" class=\"size-full wp-image-7378\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5212.jpg\" alt=\" Fotos: Acervo Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o \" width=\"474\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5212.jpg 474w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5212-300x161.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7378\" class=\"wp-caption-text\"><br \/>Fotos: Acervo Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><strong>Primeira etapa: contando moedas e percebendo as diferen\u00e7as monet\u00e1rias<\/strong><br \/>\nCom o dinheiro em m\u00e3os, as crian\u00e7as come\u00e7aram a preencher suas fichas. Alguns arriscavam um palpite sobre quanto tinham trazido. Observando as moedas, fizemos uma reflex\u00e3o:<\/p>\n<p>\u2013 Todas as moedas s\u00e3o iguais?<br \/>\nGiovanna \u2013 N\u00e3o, elas s\u00e3o diferentes&#8230;<br \/>\nReinaldo \u2013 Tem n\u00famero diferente nelas&#8230;<br \/>\nMaria Luiza \u2013 Elas tamb\u00e9m t\u00eam tamanhos diferentes&#8230;<br \/>\nArthur \u2013 O n\u00famero \u00e9 o valor&#8230;<\/p>\n<p>Todas as respostas tinham coer\u00eancia, mas ap\u00f3s o coment\u00e1rio de Arthur, a sala come\u00e7ou a olhar mais atentamente para as moedas na mesa e come\u00e7amos a ouvir:<\/p>\n<p>\u2013 Olha, essa vale 5 porque tem o 5.<br \/>\n\u2013 Essa vale 10, 25, 50.<\/p>\n<p>Mas um coment\u00e1rio da dupla Arthur e Giovanna novamente mexeu com a turma:<\/p>\n<p>\u2013 Essa \u00e9 de 1 real, dizia Arthur para Giovanna. Ela \u00e9 que vale mais.<\/p>\n<p>Giovanna contestava:<\/p>\n<p>\u2013 N\u00e3o, ela s\u00f3 tem o 1! A que vale mais \u00e9 a de 50&#8230;<\/p>\n<p>Em raz\u00e3o desses coment\u00e1rios, percebemos que os mesmos alunos come\u00e7aram a perguntar para o restante da sala se estavam certos. Acabaram validando o coment\u00e1rio de Arthur, pois mesmo sem conhecerem o valor real, sabiam que com moedas de 1 real dava para comprar o salgadinho na cantina, enquanto que com a de 50 centavos s\u00f3 dava para comprar as balinhas.<\/p>\n<p>Registramos nossas descobertas no caderno, desenhamos as moedas e explicamos, com a ajuda deles, quanto valia cada uma delas. Alguns j\u00e1 usavam centavos para se referir \u00e0s moedas de 10, 25 e 50, e real para a moeda de 1 real. Durante a semana observamos que a primeira aula tinha surtido alguma mudan\u00e7a na hora do lanche, pois as crian\u00e7as que estavam com moedas j\u00e1 sabiam identific\u00e1-las.<\/p>\n<p><strong>Segunda etapa: trocando moedas e comparando valores<\/strong><br \/>\nNa segunda semana, novamente pegamos as moedas que cada crian\u00e7a havia trazido, s\u00f3 que individualmente tinham de contar o valor antes de depositar no cofre e, claro, anotar na ficha. Com essa atividade pudemos perceber se as crian\u00e7as j\u00e1 estavam pensando sobre o valor das moedas e se conseguiam \u201cjuntar\u201d esses valores.<\/p>\n<p>Come\u00e7amos tamb\u00e9m a \u201ctrocar\u201d nossas moedas. Combinamos com uma funcion\u00e1ria, do departamento financeiro da escola, que mandar\u00edamos alguns alunos para fazer a troca dos valores. Em sala, juntamos as moedas em grupos e fizemos a conta dos valores. Cada grupo sabia exatamente o valor que tinha, e o desafio agora era \u201ctrocar\u201d o dinheiro e conferir se a troca estava certa.<\/p>\n<p>Alguns fatos bem interessantes aconteceram durante essa troca. Num primeiro momento, demos valores exatos das notas existentes e, claro, as crian\u00e7as esperavam receber uma \u00fanica nota. Dois grupos receberam o valor de 20 reais e foi o que mais despertou a aten\u00e7\u00e3o da turma, pois a troca de valores aconteceu da seguinte forma:<\/p>\n<p>Um grupo recebeu uma nota de 20 reais e o outro grupo recebeu quatro notas de 5 reais. Quando chegaram \u00e0 sala, percebemos que os alunos tinham uma d\u00favida: o grupo que havia recebido a nota de 20 reais estava muito feliz e o grupo que havia recebido as quatro notas de 5 reais estava preocupado. Ent\u00e3o perguntamos aos grupos se estava tudo certo com a troca. O grupo da nota de 20 reais disse prontamente que sim, j\u00e1 o outro grupo disse que achava que n\u00e3o, porque eles n\u00e3o tinham uma nota de 20 reais. Lan\u00e7amos o problema para a turma:<\/p>\n<p>\u2013 Como podemos saber se est\u00e1 tudo certo com a troca?<\/p>\n<p>Rapidamente alguns alunos disseram que t\u00ednhamos de somar. Ent\u00e3o eles realizaram a soma (5+5+5+5). Alguns desenharam palitinhos; outros pegaram o \u201cdinheiro de mentira\u201d do livro, juntaram esse dinheiro e disseram:<\/p>\n<p>\u2013 Est\u00e1 certo, professora! Olha s\u00f3: 5+5 d\u00e1 10. Ent\u00e3o, eu tenho 10 aqui e 10 aqui (Maria Luiza juntava 2 notas de 5 reais em cada m\u00e3o) e 10+10 d\u00e1 20. Ent\u00e3o est\u00e1 certo.<\/p>\n<p>Depois de uma conversa sobre essa descoberta, a turma concordou com o racioc\u00ednio feito. O grupo inicial da troca tamb\u00e9m concordou aliviado, concluindo que o mesmo valor pode ser composto de diferentes maneiras.<\/p>\n<p><strong>Terceira etapa: ampliando a pesquisa<\/strong><br \/>\nContinuamos com esse procedimento durante a terceira e a quarta semana. Como est\u00e1vamos trocando nossas moedas por notas, come\u00e7amos ent\u00e3o a calcular quanto t\u00ednhamos, o que foi mais tranquilo pois essa \u00e9 uma adi\u00e7\u00e3o de n\u00fameros redondos (10, 20, 50). Esse contato com as notas acabou estimulando outras pesquisas, como a dos animais ali representados e, simultaneamente, com rela\u00e7\u00e3o ao projeto de Matem\u00e1tica, outros conte\u00fados puderam ser trabalhados.<\/p>\n<p>Descobrimos que os animais impressos nas notas s\u00e3o bem significativos da fauna brasileira e que alguns est\u00e3o em extin\u00e7\u00e3o. Propusemos aos alunos fazer a releitura dos animais com desenho, e, na Mostra Cultural que a nossa escola realiza todos os anos, montar\u00edamos uma galeria dos desenhos de observa\u00e7\u00e3o dos animais das notas brasileiras. Assim, nossa sequ\u00eancia n\u00e3o terminaria somente com a ida \u00e0 feira.<\/p>\n<p>\u00c9 importante destacar tamb\u00e9m que a elabora\u00e7\u00e3o da lista de frutas a serem compradas no dia de nossa ida \u00e0 feira contribuiu significativamente para o aprimoramento da escrita.<\/p>\n<p><strong>Quarta etapa: momento de utilizar o dinheiro<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s tanto poupar, tanto juntar, trocar e contar, ser\u00e1 que t\u00ednhamos o valor para nosso lanche especial? Come\u00e7amos a fazer outra pesquisa. Se ir\u00edamos \u00e0 feira e comprar\u00edamos pastel para todos, quanto dever\u00edamos ter? Primeiro descobrimos o valor do pastel \u2013 3 reais \u2013, e ent\u00e3o lan\u00e7amos o problema para a turma:<\/p>\n<p>\u2013 Se cada pastel custa 3 reais, e temos 18 alunos, de quanto dinheiro vamos precisar?<\/p>\n<p>Em dupla, eles resolveram o desafio desenhando, contando, pois, embora seja um problema multiplicativo, as crian\u00e7as, nessa faixa et\u00e1ria, fazem contagem ou realizam adi\u00e7\u00f5es sucessivas. E, assim, chegaram ao resultado: 54 reais. Vimos que ainda sobraria dinheiro para comprar refrigerante e frutas.<\/p>\n<p>Nossos alunos sabiam que tinham o valor para a compra, mas precis\u00e1vamos organiz\u00e1-la, escolher o sabor do pastel e decidir sobre quais frutas comprar. Para obtermos essas informa\u00e7\u00f5es, fizemos uma pesquisa no grupo e registramos as respostas em um gr\u00e1fico. Tabuladas as informa\u00e7\u00f5es, vimos que os sabores preferidos eram carne e queijo. Assim, pudemos saber a quantidade exata para comprar.<\/p>\n<div id=\"attachment_7379\" style=\"width: 726px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5213.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7379\" class=\"size-full wp-image-7379\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5213.jpg\" alt=\" Fotos: Acervo Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o \" width=\"716\" height=\"363\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5213.jpg 716w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/mate5213-300x152.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 716px) 100vw, 716px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7379\" class=\"wp-caption-text\"><br \/>Fotos: Acervo Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Chegado o t\u00e3o esperado dia, os alunos estavam organizados em dupla para realizar a compra. De posse do valor, eles deveriam conferir se era suficiente, se sobraria troco. Foi um momento de muito aprendizado. As crian\u00e7as puderam colocar em pr\u00e1tica tudo o que havia sido pensado e discutido em sala.<\/p>\n<p>Para finalizarmos as atividades, al\u00e9m do lanche na feira, elaboramos uma saborosa salada de frutas e todos ficaram com gostinho de quero mais! Foi um m\u00eas intenso de reflex\u00f5es, de descobertas e aprendizados que s\u00f3 aconteceram por termos clareza dos conte\u00fados matem\u00e1ticos que as crian\u00e7as dessa faixa et\u00e1ria precisam se apropriar, e pudemos, para isso, aproveitar uma situa\u00e7\u00e3o cotidiana observada por n\u00f3s.<\/p>\n<p>A partir da realiza\u00e7\u00e3o dessa sequ\u00eancia did\u00e1tica muitas situa\u00e7\u00f5es enriqueceram nossa rotina di\u00e1ria, pois, al\u00e9m das aprendizagens acerca do valor das notas, das moedas e das in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es-problema geradas em sala de aula, esses aprendizados possibilitaram \u00e0s crian\u00e7as mais autonomia e conhecimento na hora de lidar com o dinheiro nas in\u00fameras situa\u00e7\u00f5es em que ele est\u00e1 presente, dentro da escola e fora dela.<\/p>\n<p>(Regina C\u00e2mara, assessora; Bianca de Paula, coordenadora; Ana Carolina Gomes e Simone Pepinelli Salgado, professoras do Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o, em Santo Andr\u00e9\u2013SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Trabalho com dura\u00e7\u00e3o de quatro semanas desenvolvido com crian\u00e7as de 6 anos, do 1\u00ba ano do Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o, Santo Andr\u00e9 \u2013 SP.<\/p>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Centro Educacional Intera\u00e7\u00e3o<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Maranguape, 78 \u2013 Parque Jo\u00e3o Ramalho \u2013 CEP: 09290-610 \u2013 Santo Andr\u00e9 \u2013 SP<br \/>\nTel.: (11) 4472-8329<br \/>\nSite: www.escolainteracao.com.br<br \/>\nProfessoras: Ana Carolina Gomes e Simone Pepinelli Salgado<br \/>\nCoordenadora pedag\u00f3gica: Bianca de Paula<br \/>\nE-mail: biancainteracao@gmail.com<br \/>\nAssessora pedag\u00f3gica: Regina Celia dos Santos C\u00e2mara<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Did\u00e1tica da Matem\u00e1tica, de Cec\u00edlia Parra e Irma Saiz (orgs.). Porto Alegre: Artmed, 1996.<\/li>\n<li>Matem\u00e1tica na escola: aqui e agora, de Delia Lerner. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1993<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Situa\u00e7\u00f5es do cotidiano, como conversa na fila da cantina sobre o dinheiro do lanche, transformam-se em situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem sobre c\u00e1lculos e sistema num\u00e9rico. Por Regina C\u00e2mara, Bianca de Paula, Ana Carolina Gomes e Simone Pepinelli Salgado<\/p>\n","protected":false},"author":220,"featured_media":7360,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1285,34],"tags":[1304,1289,1288,1144,1293,727,1291,78,1292,1287,1290],"class_list":{"0":"post-7366","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-52","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-1304","10":"tag-ana-carolina-gomes","11":"tag-bianca-de-paula","12":"tag-calculo","13":"tag-centro-educacional-interacao","14":"tag-cotidiano","15":"tag-dinheiro","16":"tag-matematica","17":"tag-moeda","18":"tag-regina-camara","19":"tag-simone-pepinelli-salgado","21":"post-with-thumbnail","22":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7366","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/220"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7366"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7366\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7360"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7366"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7366"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7366"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}