{"id":7314,"date":"2012-08-20T11:48:09","date_gmt":"2012-08-20T14:48:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7314"},"modified":"2023-03-27T20:04:56","modified_gmt":"2023-03-27T23:04:56","slug":"observar-para-aprender-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/observar-para-aprender-o-mundo\/","title":{"rendered":"Observar para aprender o mundo"},"content":{"rendered":"<h5>Crian\u00e7as de quinto ano revelam sua trajet\u00f3ria como leitoras e a import\u00e2ncia de alguns influenciadores: escola e fam\u00edlia<\/h5>\n<div id=\"attachment_7318\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5111.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7318\" class=\"size-medium wp-image-7318\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5111-300x253.jpg\" alt=\"Curiosos, os alunos descobrem mais sobre o caranguejo de \u00e1gua doce Foto: divulga\u00e7\u00e3o Escola Santi\" width=\"300\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5111-300x253.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5111.jpg 571w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7318\" class=\"wp-caption-text\">Curiosos, os alunos descobrem mais sobre o caranguejo de \u00e1gua doce (Foto: divulga\u00e7\u00e3o Escola Santi)<\/p><\/div>\n<p>Propor situa\u00e7\u00f5es de estudo de Natureza e Sociedade para crian\u00e7as de dois anos \u00e9 um grande desafio. Em 2007, n\u00f3s, educadores da Escola Santi, em S\u00e3o Paulo (SP), reavaliamos o que est\u00e1vamos propondo para os alunos dessa faixa et\u00e1ria. Constatamos que um dos focos era organizar um estudo que possibilitasse aos alunos uma primeira aproxima\u00e7\u00e3o com a observa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, conte\u00fado procedimental essencial das Ci\u00eancias Naturais.<\/p>\n<p>Para crian\u00e7as de dois anos, o contato direto com o objeto de estudo \u00e9 fundamental para mant\u00ea-las envolvidas. No jardim da escola, temos dois jabutis \u2013 In\u00e1cio e Martin \u2013 que s\u00e3o cuidados e alimentados pelos alunos do T2 todos os dias da semana. Aproveitando-nos dessa situa\u00e7\u00e3o, organizamos um projeto de observa\u00e7\u00e3o e compara\u00e7\u00e3o entre os jabutis e outros animais trazidos por alunos de outras s\u00e9ries da escola. Por meio da observa\u00e7\u00e3o e do conv\u00edvio, nosso objetivo era que as crian\u00e7as pudessem perceber as caracter\u00edsticas f\u00edsicas, h\u00e1bitos alimentares e alguns cuidados b\u00e1sicos, al\u00e9m de estabelecerem compara\u00e7\u00f5es quanto a semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as entre os jabutis e os animais que seriam trazidos \u00e0 escola.<!--more--><\/p>\n<p><strong>1\u00aa etapa \u2013 Apresenta\u00e7\u00e3o do projeto e levantamento de conhecimentos pr\u00e9vios<\/strong><br \/>\nIniciamos o projeto compartilhando com as crian\u00e7as a proposta de estudo, informando-lhes que outros alunos da escola trariam seus animais de estima\u00e7\u00e3o para apresentar ao T2. Contamos que, assim como cuidamos do In\u00e1cio na Escola, h\u00e1 pessoas que cuidam de animais em casa, e perguntamos se elas faziam isso.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa etapa \u2013 Organiza\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es em fichas e socializa\u00e7\u00e3o dos conhecimentos em um mural <\/strong><br \/>\nRetomamos com as crian\u00e7as seus conhecimentos sobre Martin e In\u00e1cio, preenchendo uma ficha com a imagem dos dois jabutis e com informa\u00e7\u00f5es quanto \u00e0s suas caracter\u00edsticas f\u00edsicas e h\u00e1bitos alimentares. Nesse momento, percebemos o quanto as crian\u00e7as j\u00e1 sabiam a respeito desses animais:<\/p>\n<p>\u201cO In\u00e1cio tem casco.\u201d<br \/>\n\u201cE \u00e9 duro.\u201d<br \/>\n\u201cEle tem 1, 2, 3, 4 patas.\u201d<br \/>\n\u201cEle come pepino e eu tamb\u00e9m!\u201d<br \/>\n\u201cOlha: ele tem l\u00edngua!\u201d<br \/>\n\u201cO Martin \u00e9 pequeninho e o outro \u00e9 grande!\u201d<\/p>\n<p>A maior parte do conhecimento das crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o aos dois jabutis decorre dos cuidados que elas dispensam aos dois animais na rotina semanal do grupo. Nesses momentos, elas observam os comportamentos e as caracter\u00edsticas de In\u00e1cio e Martin, e sempre fazem coment\u00e1rios sobre as suas descobertas. As informa\u00e7\u00f5es foram registradas nas fichas do Martin e do In\u00e1cio, afixadas no mural da sala, junto com as fotos. Compartilhamos com as crian\u00e7as que os animais que seriam trazidos \u00e0 escola tamb\u00e9m teriam uma ficha igual \u00e0 que havia sido elaborada para Martin e In\u00e1cio.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5112.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-7319\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5112-300x229.jpg\" alt=\"bichos5112\" width=\"300\" height=\"229\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5112-300x229.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5112.jpg 406w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>As crian\u00e7as ficaram agitadas, querendo saber quais animais seriam trazidos para a escola. Pudemos perceber os conhecimentos provenientes de situa\u00e7\u00f5es de contato das crian\u00e7as com outros bichos:<\/p>\n<p>\u201cEu j\u00e1 vi um hipop\u00f3tamo. Ele mora na \u00e1gua do zool\u00f3gico.\u201d<br \/>\n\u201cO Tunico \u00e9 um p\u00f4nei bem pequeninho que eu j\u00e1 galopei!\u201d<br \/>\n\u201cNa minha casa tem a Tuca. Ela n\u00e3o \u00e9 um jabuti. \u00c9 um cachorro!\u201d<\/p>\n<p>Para que pudessem ampliar suas primeiras observa\u00e7\u00f5es sobre os jabutis, colocamos no mural algumas imagens desses animais em seu habitat e, junto com o grupo, criamos legendas que pudessem informar e acrescentar novos dados aos conhecimentos levantados anteriormente. Dessa forma, ao observarem periodicamente essas imagens, as crian\u00e7as poderiam fazer compara\u00e7\u00f5es entre o comportamento desses animais em ambiente dom\u00e9stico e em seu ambiente natural.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa etapa \u2013 Preparando a observa\u00e7\u00e3o de outros animais<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante dizer que, primeiramente, hav\u00edamos pensado que os pr\u00f3prios alunos do T2 poderiam trazer seus animais de estima\u00e7\u00e3o para com par\u00e1-los com os jabutis. Entretanto, pelo fato de as crian\u00e7as serem muito pequenas, conclu\u00edmos que elas n\u00e3o conseguiriam apresentar muitas informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e as caracter\u00edsticas dos seus bichinhos. Nesse caso, garantir\u00edamos o contato com os animais, mas n\u00e3o as informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Escolhemos, ent\u00e3o, convidar alunos do 4\u00ba e 5\u00ba anos e do Fundamental II que conseguissem relatar as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias sobre seu bicho de estima\u00e7\u00e3o e, com isso, pudessem ampliar os conhecimentos da turma sobre diferentes animais. Elaboramos um texto sobre o projeto para os alunos das outras s\u00e9ries e os convidamos a trazer seus animais de estima\u00e7\u00e3o para os alunos do T2 conhecerem.<\/p>\n<p>Fomos \u00e0s salas de 4\u00ba e 5\u00ba anos e do Fundamental II com as crian\u00e7as e entregamos o convite aos demais colegas. Explicamos que os interessados deveriam nos procurar na sala do T2 e fazer a inscri\u00e7\u00e3o. Na ocasi\u00e3o, pontuamos que nem todos os inscritos seriam convidados para trazer seus animais, j\u00e1 que est\u00e1vamos preocupadas em garantir a diversidade de esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Nesse primeiro momento, as crian\u00e7as ficaram entusiasmadas e muitas queriam se inscrever, por\u00e9m solicitamos que elas pedissem autoriza\u00e7\u00e3o aos pais, j\u00e1 que teriam de ficar na escola durante a visita. Nos dias que se seguiram, poucos alunos nos procuraram. Talvez por termos conversado apenas com os alunos, as crian\u00e7as n\u00e3o tenham conseguido se organizar nem transmitir aos pais os objetivos do projeto. Isto gerou uma ang\u00fastia em n\u00f3s, pois achamos que o trabalho n\u00e3o daria certo. Pedimos aos professores dessas turmas que retomassem com os alunos as ideias, a\u00e7\u00f5es e o prop\u00f3sito da visita e, com isso, conseguimos garantir o estudo.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa etapa \u2013 Visitas<\/strong><br \/>\nAs visitas foram realizadas uma vez por semana, sempre no in\u00edcio do dia. Um dia antes, faz\u00edamos uma roda de conversa, antecipando para as crian\u00e7as qual animal seria trazido e, a partir de uma foto, levant\u00e1vamos os conhecimentos pr\u00e9vios das crian\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s caracter\u00edsticas f\u00edsicas, h\u00e1bitos alimentares e habitat do animal.<\/p>\n<p>Ao longo do projeto, ficamos sabendo mais sobre caranguejo, hamster, gato e cachorro. Os convidados receberam uma ficha na qual deveriam registrar o nome do animal, o local de origem, os cuidados necess\u00e1rios, a alimenta\u00e7\u00e3o, as caracter\u00edsticas f\u00edsicas e curiosidades. Solicitamos tamb\u00e9m que trouxessem, no dia determinado, uma amostra do tipo de alimenta\u00e7\u00e3o oferecida ao animal.<\/p>\n<p>Informamos que, durante a apresenta\u00e7\u00e3o, seria interessante se as crian\u00e7as pudessem tocar o animal, observ\u00e1-lo comendo e que tamb\u00e9m recebessem dicas sobre como poderiam fazer isso sem estress\u00e1-lo. Um dos primeiros animais que recebemos foi um caranguejo de \u00e1gua doce. Antes, fizemos uma roda de conversa a partir de uma foto do caranguejo e perguntamos se algu\u00e9m sabia que animal era:<\/p>\n<p>\u201cCaranguejo.\u201d<br \/>\n\u201cN\u00e3o \u00e9 um caranguejo, \u00e9 um polvo.\u201d<br \/>\n\u201cN\u00e3o \u00e9 um polvo, \u00e9 um caranguejo!\u201d<br \/>\n\u201cEu vi um caranguejo na praia com a mam\u00e3e.\u201d<br \/>\n\u201cEle n\u00e3o tem boca, ele vive na \u00e1gua!\u201d<br \/>\n\u201cEle fala?\u201d<br \/>\n\u201cN\u00e3o, s\u00f3 gente que fala!\u201d<\/p>\n<p>Quem trouxe o caranguejo foi um aluno do 3\u00ba ano que o recebeu de presente da fam\u00edlia. Diante de um animal t\u00e3o ex\u00f3tico, as crian\u00e7as ficaram ainda mais curiosas.<\/p>\n<p>Ao observarem o animal de perto, perceberam que ele era pequeno. Descobriram que era um animal de \u00e1gua doce e notaram que ele tinha casco parecido com o do In\u00e1cio: duro. Pedro, respons\u00e1vel pelo animal, informou \u00e0 turma que o caranguejo ficava dentro de um aqu\u00e1rio e que era alimentado com ra\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. O aluno tamb\u00e9m nos contou que havia ganhado o animal de um tio que gosta de pescar.<\/p>\n<p>No dia em que o gato chegou, as crian\u00e7as ficaram muito agitadas, algumas corriam em sua dire\u00e7\u00e3o e passavam a m\u00e3o nele; outras ficavam com medo e sentavam-se pr\u00f3ximas \u00e0 professora. Em roda, o dono do bichano nos contou sobre os cuidados e as caracter\u00edsticas do seu animal, al\u00e9m de mostrar o que ele comia.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preto e muito peludo.\u201d<br \/>\n\u201cEle \u00e9 preto e o meio, marrom.\u201d<br \/>\n\u201cEle me deu um beijo (a crian\u00e7a recebeu uma lambida).\u201d<br \/>\n\u201cTem bigode, igual o rato do Ratatouille.\u201d<br \/>\n\u201cEsse gato \u00e9 de verdade, ele at\u00e9 mexe o pesco\u00e7o!\u201d<br \/>\n\u201cVoc\u00ea j\u00e1 colocou \u00e1gua pra ele?\u201d<br \/>\n\u201cOnde ele mora?\u201d<br \/>\n\u201c1, 2, 3, 4 patas!\u201d<br \/>\n\u201cOlha o bigode dele.\u201d<br \/>\n\u201cO pelo de cima \u00e9 branco e marrom\u201d.<\/p>\n<p>Nessa visita, as crian\u00e7as descobriram que os gatos t\u00eam alimenta\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Observaram que ele tem cauda e pelos que cobrem todo o corpo. Viram que, assim como os hamsters, eles possuem quatro patas. No entanto, perceberam que os hamsters usam as patas dianteiras de forma diferente se comparados aos gatos: eles conseguem segurar a comida com os dedos.<\/p>\n<p><strong>5\u00aa etapa \u2013 Registrando as observa\u00e7\u00f5es <\/strong><br \/>\nDepois de se observar o animal, preenchia-se uma ficha com as informa\u00e7\u00f5es pertinentes. Assim, garant\u00edamos o registro e a s\u00edntese dos conhecimentos obtidos que nos possibilitariam, depois, compar\u00e1-los com o que sab\u00edamos sobre In\u00e1cio, Martin e demais animais observados ao longo do projeto. As fichas e as fotos foram colocadas no mural, processo que se repetia logo depois da chegada de um novo animal. Nosso objetivo era valorizar o ato de registrar como procedimento necess\u00e1rio para a memoriza\u00e7\u00e3o e organiza\u00e7\u00e3o dos conhecimentos adquiridos. Com isso, pretend\u00edamos que os alunos pudessem aproximar-se da observa\u00e7\u00e3o como forma de apreens\u00e3o do mundo e como um primeiro passo na aprendizagem da Ci\u00eancia a partir da percep\u00e7\u00e3o sensorial, estabelecendo seus primeiros contatos com o vocabul\u00e1rio espec\u00edfico da \u00e1rea.<\/p>\n<p><strong>6\u00aa etapa \u2013 Comparando as observa\u00e7\u00f5es realizadas<\/strong><br \/>\nConclu\u00eddo o que havia sido programado, organizamos uma roda com as crian\u00e7as para que elas pudessem observar novamente todas as fotos tiradas ao longo do projeto, retomando as caracter\u00edsticas de cada animal, os cuidados necess\u00e1rios para suprir suas necessidades b\u00e1sicas, as curiosidades e demais informa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em seguida, foi preenchida uma tabela com os dados coletados, desafiando-as a comparar os animais observados em suas semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as e ajudando-as a formular crit\u00e9rios que pudessem justificar suas opini\u00f5es.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5113.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-7320 size-full\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5113.jpg\" alt=\"bichos5113\" width=\"638\" height=\"458\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5113.jpg 638w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/bichos5113-300x215.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 638px) 100vw, 638px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Nesse momento, percebemos que as crian\u00e7as faziam rela\u00e7\u00f5es entre os animais que haviam sido trazidos e os que eles tinham algum contato fora da escola. Estabelecer semelhan\u00e7as e diferen\u00e7as a partir da pr\u00f3pria experi\u00eancia ajudava-as a resgatar as informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para montar o quadro.<\/p>\n<p>Durante essa etapa do projeto, percebemos que as crian\u00e7as sabiam muito mais sobre os animais, respondendo praticamente sozinhas \u00e0s perguntas formuladas. Notamos que, mesmo n\u00e3o sendo leitoras da palavra escrita, utilizavam-se dos registros e das imagens para retomar os conceitos aprendidos ao longo do projeto e justificar suas coloca\u00e7\u00f5es perante o grupo.<\/p>\n<p>Vivenciar esse projeto foi muito significativo para as crian\u00e7as, pois elas puderam perceber que a observa\u00e7\u00e3o pode ser feita de v\u00e1rias maneiras e que o olhar pode ser direcionado e aprofundado. Al\u00e9m disso, aprenderam com outras turmas da Escola e puderam observar animais pouco comuns, como o caranguejo. Nas compara\u00e7\u00f5es, com o apoio das professoras, pensaram, entre outros aspectos, sobre a diversidade da alimenta\u00e7\u00e3o dos animais. Mesmo muito pequenas, as crian\u00e7as viveram experi\u00eancias de aprendizagem importantes.<\/p>\n<p>(Marta Durante, diretora; Priscila Canteri Serra Silva coordenadora; e Maiara Sela Jayme Avila e Paula Tres Ara\u00fajo, professoras. Todas da Escola Santi, em S\u00e3o Paulo-SP)<\/p>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Escola Santi<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Ab\u00edlio Soares, 425 \u2013 Vila Mariana. CEP: 04005-001 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP<br \/>\nTel.: (11) 3884-0566<br \/>\nE-mail: santi@escolasanti.com.br<br \/>\nSite: www.escolasanti.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Diretora pedag\u00f3gica: Marta Durante<br \/>\nE-mail: martadurante@escolasanti.com.br<br \/>\nCoordenadora pedag\u00f3gica: Priscila Canteri Serra Silva<br \/>\nE-mail: priscilacanteri@escolasanti.com.br<br \/>\nProfessoras do T2 em 2011: Paula Tres Ara\u00fajo e Maiara Sela Jayme Avila<br \/>\nE-mails: paulaaraujo@escolasanti.com.br e maiaraavila@escolasanti.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Alfabetiza\u00e7\u00e3o cient\u00edfica: quest\u00f5es e desafios para a educa\u00e7\u00e3o, de Attico Chassot. Iju\u00ed: Uniju\u00ed, 2003. Tel.: (55) 3332-0208 Site: www1.unijui.edu.br\/editora-unijui<\/li>\n<li>Linguagem, leituras e ensino da Ci\u00eancia, de Maria Jos\u00e9 P. M. Almeida e Henrique C\u00e9sar da Silva (org.). Campinas: Mercado de Letras\/ALB, 1998. Tel.: (19) 3241-7514. Site: www.mercado-de-letras.com.br<\/li>\n<li>Ci\u00eancias na escola: novas perspectivas para a forma\u00e7\u00e3o do aluno, de Ana Espinosa. S\u00e3o Paulo: Editora \u00c1tica, 2010. Tel.: (11) 4003-3061. Site: www.atica.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudando e comparando dois jabutis com outros animais, crian\u00e7as experimentam alguns procedimentos das ci\u00eancias naturais. Por Marta Durante, Priscila Canteri Serra Silva, Maiara Sela Jayme Avila e Paula Tres Ara\u00fajo<\/p>\n","protected":false},"author":217,"featured_media":7361,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1268,34],"tags":[1304,957,1278,229,246,233,1275,1273,1277,1276,1274],"class_list":{"0":"post-7314","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisa-la-51","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-1304","10":"tag-animais","11":"tag-bichos","12":"tag-ciencia","13":"tag-conhecimento","14":"tag-curiosidade","15":"tag-maiara-sela-jayme-avila","16":"tag-marta-durante","17":"tag-mundo-natural","18":"tag-paula-tres-araujo","19":"tag-priscila-canteri-serra-silva","21":"post-with-thumbnail","22":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7314","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/217"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7314"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7314\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7314"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7314"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7314"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}