{"id":7310,"date":"2012-08-19T11:42:56","date_gmt":"2012-08-19T14:42:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7310"},"modified":"2023-03-27T20:04:45","modified_gmt":"2023-03-27T23:04:45","slug":"investigando-contextos-de-formacao-do-leitor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/aprendendo-com-a-crianca\/investigando-contextos-de-formacao-do-leitor\/","title":{"rendered":"Investigando contextos de forma\u00e7\u00e3o do leitor"},"content":{"rendered":"<h5>Crian\u00e7as de quinto ano revelam sua trajet\u00f3ria como leitoras e a import\u00e2ncia de alguns influenciadores: escola e fam\u00edlia<\/h5>\n<div id=\"attachment_7311\" style=\"width: 241px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5111.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7311\" class=\"size-full wp-image-7311\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5111.jpg\" alt=\"Desenho: Pedro Melo Valim de Camargo\" width=\"231\" height=\"286\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7311\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Pedro Melo Valim de Camargo<\/p><\/div>\n<p>Os resultados da mais recente pesquisa \u201cRetratos da leitura no Brasil\u201d<sup>1<\/sup> confirmam que os leitores mais experientes que convivem com crian\u00e7as t\u00eam papel fundamental no ensino de comportamentos leitores, promovendo o contato com livros e a forma\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio cultural dos leitores em forma\u00e7\u00e3o. \u00c9 deles a responsabilidade de mostrar \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es o sentido e as caracter\u00edsticas da linguagem escrita, e isso acontece de diversas maneiras. Por exemplo, servindo como modelo e inserindo-as em pr\u00e1ticas de leitura. Assim, fica evidente a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia e da escola nesse processo, que come\u00e7a mesmo antes de a crian\u00e7a ler convencionalmente.<!--more--><\/p>\n<p>Para investigar o papel que a fam\u00edlia e a escola exercem na forma\u00e7\u00e3o de leitores, crian\u00e7as do quinto ano de uma escola particular da zona sul de S\u00e3o Paulo participaram de uma pesquisa por meio de entrevistas semiabertas, nas quais responderam perguntas a respeito de sua trajet\u00f3ria como leitoras e de suas principais influ\u00eancias, tanto em casa como na escola. Essa pesquisa, da qual apresentaremos alguns resultados e conclus\u00f5es nesse artigo, integrou o trabalho de conclus\u00e3o de curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o \u201cAlfabetiza\u00e7\u00e3o: rela\u00e7\u00f5es entre ensino e aprendizagem\u201d no Instituto Superior de Educa\u00e7\u00e3o Vera Cruz (ISEVEC), em S\u00e3o Paulo (SP).<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora Delia Lerner, ler significa atribuir significado \u00e0 escrita, e isso acontece como resultado de um longo processo. \u201cLer \u00e9 entrar em outros mundos poss\u00edveis. \u00c9 indagar a realidade para compreend\u00ea-la melhor\u201d.<sup>2<\/sup> Frank Smith, outro estudioso que pesquisou os processos de leitura, afirma, inclusive, que o aprendizado come\u00e7a a partir do momento em que o indiv\u00edduo tem qual quer ideia de escrita, e o seu desenvolvimento conta com toda a experi\u00eancia acerca da linguagem escrita vivenciada por ele.<\/p>\n<p>Para que uma pessoa se torne boa leitora, \u00e9 necess\u00e1rio que passe por um longo processo de forma\u00e7\u00e3o, envolvendo todas as suas viv\u00eancias acerca da linguagem escrita. Nesse processo, no qual tudo o que acontece pode ser relevante, a presen\u00e7a de leitores mais experientes tem grande import\u00e2ncia, pois eles podem proporcionar o contato com textos e a inser\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas de leitura: aspectos fundamentais para que a forma\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a.<\/p>\n<blockquote><p>Como os leitores inexperientes se tornam familiarizados com os registros da linguagem escrita? J\u00e1 indiquei uma solu\u00e7\u00e3o \u00f3bvia \u2013 algu\u00e9m precisa ler para eles at\u00e9 que eles possam faz\u00ea-lo sozinhos. (SMITH, 1999)<sup>3<\/sup><\/p><\/blockquote>\n<p>A tarefa de mostrar \u00e0s crian\u00e7as as caracter\u00edsticas e o sentido da escrita fica, portanto, a cargo dos leitores que convivem com elas. Cabe a eles compartilhar momentos reais de leitura com as crian\u00e7as, tornando-as usu\u00e1rias da linguagem escrita.<\/p>\n<blockquote><p>Os adultos que leem \u00e0s crian\u00e7as lhes oferecem tanto um modelo do processo de leitura como uma s\u00e9rie de contextos diferentes que podem ser retomados em suas conversas com outros, ampliando assim as experi\u00eancias que compartilham. Em suas intera\u00e7\u00f5es cotidianas com os adultos, as crian\u00e7as descobrem que podem falar sobre o que acontece nos livros, e tamb\u00e9m que podem aplicar sua compreens\u00e3o cotidiana do mundo para interpretar o que leem. (MEEK, 2004)<sup>4<\/sup><\/p><\/blockquote>\n<p>Ana Teberosky e Teresa Colomer acreditam que, pela intera\u00e7\u00e3o com textos e com leitores em suas primeiras experi\u00eancias com a linguagem escrita, a crian\u00e7a adquire dois tipos de conhecimento: os elaborados por ela a partir da intera\u00e7\u00e3o com os leitores e com o material escrito e os conhecimentos socialmente transmitidos pelos adultos. Esse processo de aquisi\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar no ambiente familiar, quando isto \u00e9 poss\u00edvel.<\/p>\n<p>Em casa, os leitores encontram diversas oportunidades de mostrar \u00e0s crian\u00e7as seu comportamento leitor, e isso pode acontecer naturalmente, apenas fazendo uso de textos em diferentes momentos. O simples fato de ler um conto para uma crian\u00e7a enquanto ela se prepara para dormir, por exemplo, al\u00e9m de ser um excelente momento de entretenimento e de partilha, \u00e9 uma \u00f3tima oportunidade para se p\u00f4r em pr\u00e1tica prop\u00f3sitos de aprendizagem, como criar familiaridade com a formalidade da linguagem escrita ou ampliar o repert\u00f3rio de vocabul\u00e1rio.<\/p>\n<p>Com o objetivo de conhecer, mais de perto, os mecanismos que levam indiv\u00edduos a se tornarem bons leitores e ilustrar as teorias estudadas sobre o assunto, dez crian\u00e7as consideradas boas leitoras foram entrevistadas. As crian\u00e7as escolhidas cursavam o quinto ano do Ensino Fundamental em 2010 numa escola da rede particular da cidade de S\u00e3o Paulo. A raz\u00e3o da escolha dos sujeitos dessa faixa et\u00e1ria foi o fato de que:<\/p>\n<blockquote><p>\u201cpor volta dos 10 anos, ou ap\u00f3s quatro anos de escolariza\u00e7\u00e3o, o aluno que \u00e9 bom leitor j\u00e1 apresenta todas as caracter\u00edsticas do comportamento observ\u00e1vel do leitor proficiente.\u201d (KLEIMAN, 2001)<sup>5<\/sup><\/p><\/blockquote>\n<p>Como o intuito da pesquisa era analisar o percurso leitor de alunos que tivessem a leitura como uma atividade valorizada, o crit\u00e9rio de sele\u00e7\u00e3o dos participantes esteve relacionado ao n\u00famero de livros que retiravam da biblioteca. Foram escolhidas, portanto, as dez crian\u00e7as da s\u00e9rie que mais retiravam livros da biblioteca da escola. A sele\u00e7\u00e3o foi feita pelas professoras da s\u00e9rie, juntamente com a coordenadora e a bibliotec\u00e1ria.<\/p>\n<p>Durante a pesquisa, foi poss\u00edvel perceber as principais influ\u00eancias que tiveram para que pudessem se tornar boas leitoras. Foi tamb\u00e9m percept\u00edvel o modo como constru\u00edram, ao longo de suas trajet\u00f3rias, o comportamento leitor.<\/p>\n<p>No ambiente familiar, essas crian\u00e7as encontraram bons modelos de leitores, al\u00e9m de terem sido inseridas em pr\u00e1ticas de leitura nas quais puderam participar, com leitores mais experientes, de situa\u00e7\u00f5es reais em que a leitura \u00e9 utilizada para diversos fins.<\/p>\n<p>E., de 10 anos, por exemplo, contou-nos sobre a rela\u00e7\u00e3o que ela e o pai t\u00eam com a literatura e como eles conversam sobre os livros que leem, e ressaltou o fato de o pai n\u00e3o contar, propositadamente, alguns desfechos de hist\u00f3rias que leu, para que a filha possa se divertir com elas posteriormente, instigando a curiosidade e incentivando-a a ler:<\/p>\n<p>E.: Eu acho que eu gosto mais dos livros que o meu pai l\u00ea.<br \/>\nP.: O que seu pai l\u00ea? Seu pai tamb\u00e9m gosta desse tipo de suspense, assim, do Crep\u00fasculo?<br \/>\nE.: \u00c9!<br \/>\nP.: Ele j\u00e1 leu, tamb\u00e9m, esse livro que voc\u00ea leu?<br \/>\nE.: N\u00e3o, mas ele l\u00ea uns livros um pouco maiores, assim.<br \/>\nP.: E voc\u00ea fica com vontade de ler esses livros?<br \/>\nE.: Ah\u00e3. Quando ele termina, assim, \u00e0s vezes, eu pe\u00e7o pra ele me contar a hist\u00f3ria do livro&#8230;<br \/>\nP.: E ele conta?<br \/>\nE.: Alguns sim, alguns ele fala: ah n\u00e3o, quando voc\u00ea crescer voc\u00ea l\u00ea, porque n\u00e3o posso te contar o final.<\/p>\n<p>L., de 10 anos, tamb\u00e9m afi rma saber a prefer\u00eancia de sua m\u00e3e para livros e, num segundo momento, demonstra que conversam bastante sobre os livros lidos, exercendo, assim, um aspecto importante do comportamento leitor:<\/p>\n<p>L.: Minha m\u00e3e gosta de ler livros mais sobre essas culturas diferentes, tipo indiana, chinesa, assim: livros sobre lugares.<br \/>\nL.: Eu acho assim: a minha m\u00e3e, sempre que eu pe\u00e7o, ela me conta as hist\u00f3rias. Ela n\u00e3o me deixa ler porque tem detalhes, tudo. Mas eu lembro que eu li um livro da \u00e9poca da segunda guerra mundial que eu gostei muito, assim. Li com ela, porque ela j\u00e1 tinha lido e eu fiquei muito curiosa e a gente tinha amizade com um escritor e que recomendou muito, assim. A\u00ed ela me deixou ler junto com ela. Chama O pijama listrado.<\/p>\n<p>Em outro depoimento, M., de 11 anos, conta, com entusiasmo, que leu um livro porque a m\u00e3e j\u00e1 havia lido e recomendado:<\/p>\n<p>M.: Minha m\u00e3e tamb\u00e9m estava lendo Crep\u00fasculo. Meu pai, como \u00e9 advogado, ele l\u00ea mais esse tipo de coisa&#8230;<br \/>\nP.: Entendi. Voc\u00ea acha que a sua m\u00e3e leu Crep\u00fasculo por que voc\u00ea leu, ou voc\u00ea leu por que ela leu?<br \/>\nM.: Eu li porque ela leu.<br \/>\nP.: Ent\u00e3o ela que leu primeiro?<br \/>\nM.: \u00c9, da\u00ed eu vi que ela leu, e da\u00ed oba! Eu peguei e comecei a ler!<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, grande parte da forma\u00e7\u00e3o dessas crian\u00e7as aconteceu tamb\u00e9m na escola, onde elas encontraram, nos professores, modelos e refer\u00eancias de comportamentos t\u00edpicos do leitor, al\u00e9m de terem sido inseridas, constantemente, em pr\u00e1ticas que envolviam leitura e escrita.<\/p>\n<p>P. E., de 10 anos, recorda-se de como as professoras apresentavam livros de literatura durante a Educa\u00e7\u00e3o Infantil, e consegue, inclusive, se lembrar de um t\u00edtulo que foi marcante para ela. Depois revela como a escola ainda fornece elementos importantes para a sua forma\u00e7\u00e3o:<\/p>\n<p>P. E.: Eu lembro que tinha vezes que as professoras&#8230; elas pegavam um tempo s\u00f3 pra ler livros, s\u00f3 pra ler pra gente. Da\u00ed elas pegavam uns livros maiores e liam um pouco a cada dia&#8230;<br \/>\nEu lembro que um dos livros que as professoras leram que eu mais gostei era aquele Os Mimpins. (&#8230;) Ah, as professoras leem ainda, \u00e9 que, assim: as professoras incentivam a gente a ler&#8230; Na Antologia<sup>6<\/sup>, por exemplo, eu lembro que teve uma \u00e9poca que a gente leu um trecho de uma hist\u00f3ria da Agatha Christie, na Antologia. Da\u00ed todo mundo ficou curioso para saber como era o final, e n\u00e3o tinha na Antologia, da\u00ed a gente foi na biblioteca pesquisar o livro e a gente encontrou&#8230; A\u00ed a professora terminou lendo pra gente!<\/p>\n<p>Na sequ\u00eancia, L. S. mostra que, por meio de uma atividade proposta pela professora, ele foi apresentado a um g\u00eanero e, com isso, teve a oportunidade de expandir seu horizonte de leitura:<\/p>\n<p>P.: E a\u00ed voc\u00ea quis mais livros da Agatha Christi, depois disso?<br \/>\nL. S.: Ah\u00e3. Da\u00ed eu comprei v\u00e1rios, eu lembro! Na verdade eu comprei um que era uma colet\u00e2nea, da\u00ed eu lia as hist\u00f3rias, assim, uma por dia&#8230; E eram bem legais! Eu tamb\u00e9m comprei Sherlock Holmes, \u00e9 bem legal! Da\u00ed, no come\u00e7o desse semestre, a professora, a A. L., ela come\u00e7ou a ler um do Pedro Bandeira, de mist\u00e9rio, que \u00e9 Os karas, j\u00e1 ouviu falar?<\/p>\n<div id=\"attachment_7312\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5112.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7312\" class=\"size-medium wp-image-7312\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5112-300x210.jpg\" alt=\"Desenho: Fernanda Ruivo Marques Domiciano\" width=\"300\" height=\"210\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5112-300x210.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/aprendendo5112.jpg 391w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7312\" class=\"wp-caption-text\">Desenho: Fernanda Ruivo Marques Domiciano<\/p><\/div>\n<p>As crian\u00e7as mencionadas, bem como as outras entrevistadas, que t\u00eam contato com bons modelos de leitores e participa\u00e7\u00e3o em pr\u00e1ticas de leitura, tendem a se tornar boas leitoras, com tra\u00e7os marcantes do comportamento leitor, como a escolha de um g\u00eanero preferido, de momentos de leitura, capacidade de compartilhar a leitura e de discutir o que leem, de seguir e fazer indica\u00e7\u00f5es, de explicitar os motivos pelos quais leem.<\/p>\n<p>Nos depoimentos contidos na pesquisa, foi percept\u00edvel a maneira como todas as viv\u00eancias acerca da l\u00edngua escrita que as crian\u00e7as tiveram, como as diversas influ\u00eancias provenientes fam\u00edlia e da escola, possibilitaram a forma\u00e7\u00e3o teia de caracter\u00edsticas e habilidades que culminam no comportamento leitor.<\/p>\n<blockquote><p>Nesse sentido, cabe dizer que, em ambos contextos, o familiar e o escolar, as pr\u00e1ticas alfabetizadoras que neles se desenvolvem e as expectativas postas nos meninos e nas meninas, por parte de familiares e professores, s\u00e3o fatores centrais de motiva\u00e7\u00e3o para a aprendizagem.(TEBEROSKY e SOLER, 2004)<sup>7<\/sup><\/p><\/blockquote>\n<p>Para garantir que formemos bons leitores, portanto, \u00e9 imprescind\u00edvel que as crian\u00e7as sejam estimuladas e tenham as refer\u00eancias de que necessitam. Nesse processo, fam\u00edlia e escola deveriam caminhar juntas. Mas sabemos que em nosso Pa\u00eds nem sempre as fam\u00edlias s\u00e3o leitoras. Por esse motivo, mais importante torna-se o papel da escola.<\/p>\n<p>Por isso, \u00e9 indispens\u00e1vel que esteja preparada para isso: \u00e9 necess\u00e1rio que os professores sejam capacitados adequadamente e que sejam inseridas nos curr\u00edculos pr\u00e1ticas de leitura. Podem inclusive trazer as fam\u00edlias para a escola, criando, como prop\u00f5e Delia Lerner, microssociedades de leitores, envolvendo crian\u00e7as, professores, pais e funcion\u00e1rios em pr\u00e1ticas de leitura. Assim, \u00e9 poss\u00edvel garantir que todas as crian\u00e7as que frequentam as escolas tenham influ\u00eancias e est\u00edmulos para que possam se tornar leitoras proficientes.<\/p>\n<p>(Paula Carrascosa Von Glehn Strano, professora do Ensino Fundamental na rede particular de S\u00e3o Paulo\u2013SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Pesquisa realizada pelo Instituto Pr\u00f3-Livro, com apoio da Abrelivros, CBL e SNEL, cujo objetivo principal \u00e9 avaliar o comportamento leitor do brasileiro, estimulando novas reflex\u00f5es e decis\u00f5es em torno de poss\u00edveis interven\u00e7\u00f5es para melhorar os atuais indicadores sobre o tema.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Ler e escrever na escola: o real, o poss\u00edvel e o necess\u00e1rio, de Delia Lerner. Porto Alegre: Artmed, 2002. Tel.: 0800 703 3444. Site: www.grupoa.com.br<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Leitura significativa, de Frank Smith. Porto Alegre: Artes M\u00e9dicas, 1999. Tel.: 0800 703 3444. Site: www.grupoa.com.br<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>En torno a la cultura escrita, de Margaret Meek. M\u00e9xico: Fondo de Cultura Econ\u00f3mica, 2004. (Tradu\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria). Tel.: (0052 55) 5227-4672. Site: www.fondodeculturaeconomica.com<\/p>\n<p><sup>5<\/sup>Leitura: ensino e pesquisa, de Angela Kleiman. Campinas: Pontes, 2001. Tel.: (19) 3252-6011. Site: www.ponteseditores.com.br<\/p>\n<p><sup>6<\/sup>As crian\u00e7as dessa escola t\u00eam um Caderno de Antologia (reuni\u00e3o de textos), com textos selecionados pelas professoras da s\u00e9rie.<\/p>\n<p><sup>7<\/sup>Contextos de alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial. Porto Alegre: Artmed, 2004. Tel.: 0800 703 3444. Site: www.grupoa.com.br<\/p>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Paula Carrascosa Von Glehn Strano<br \/>\nE-mail: paulastrano@hotmail.com<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Leitura: ensino e pesquisa, de Angela Kleiman. Campinas: Pontes, 2001. Tel.: (19) 3252-6011. Site: www.ponteseditores.com.br<\/li>\n<li>Aprender a ler e a escrever: uma proposta construtivista, de Ana Teberosky e Teresa Colomer. Porto Alegre: Artmed, 2003. Tel.: 0800 703 3444. Site: www.grupoa.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7as de quinto ano revelam sua trajet\u00f3ria como leitoras e a import\u00e2ncia de alguns influenciadores: escola e fam\u00edlia. Por Paula Carrascosa Von Glehn Strano<\/p>\n","protected":false},"author":218,"featured_media":7361,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[756,1268],"tags":[1304,1325,1161,151,414,1272],"class_list":{"0":"post-7310","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-aprendendo-com-a-crianca","8":"category-revista-avisa-la-51","9":"tag-1304","10":"tag-alfabetizacao","11":"tag-delia-lerner","12":"tag-leitura","13":"tag-linguagem-escrita","14":"tag-paula-carrascosa-von-glehn-strano","16":"post-with-thumbnail","17":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7310","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/218"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7310"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7310\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7310"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7310"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7310"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}