{"id":7281,"date":"2012-05-18T21:48:42","date_gmt":"2012-05-19T00:48:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7281"},"modified":"2023-03-27T20:03:02","modified_gmt":"2023-03-27T23:03:02","slug":"um-comeco-que-instiga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/um-comeco-que-instiga\/","title":{"rendered":"Um come\u00e7o que  instiga"},"content":{"rendered":"<h5>Ampliar o repert\u00f3rio de imagens pode contribuir para que as crian\u00e7as se expressem de forma mais consistente e singular<\/h5>\n<div id=\"attachment_7282\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5011.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7282\" class=\"wp-image-7282 size-medium\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5011-300x231.jpg\" alt=\"Foto: Val\u00e9ria Pimentel\" width=\"300\" height=\"231\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5011-300x231.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5011.jpg 530w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7282\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Val\u00e9ria Pimentel<\/p><\/div>\n<p>O que fazer para ampliar o repert\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos? H\u00e1 um universo de varia\u00e7\u00f5es para encaminhar e propor desafios relacionados a esse conte\u00fado. Em muitas escolas, os professores respondem a essa pergunta planejando atividades que permitam aos alunos:<!--more--><\/p>\n<ul>\n<li>apreciar e refletir sobre as imagens feitas pelas pr\u00f3prias crian\u00e7as e por outros produtores, artistas ou n\u00e3o;<\/li>\n<li>fazer imagens a partir da observa\u00e7\u00e3o de outras, sejam elas produ\u00e7\u00f5es art\u00edsticas ou n\u00e3o;<\/li>\n<li>produzir a partir da pr\u00f3pria imagina\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m da lembran\u00e7a de algo que j\u00e1 se viu;<\/li>\n<li>produzir uma imagem a partir da continua\u00e7\u00e3o de outra incompleta.<\/li>\n<\/ul>\n<p>O procedimento de criar uma imagem dando continuidade a outra que est\u00e1 incompleta vem sendo utilizado pelos educadores h\u00e1 mais de vinte anos. Surgiu numa \u00e9poca de reformula\u00e7\u00e3o do Ensino da Arte, momento em que se questionou a validade da livre express\u00e3o ou autoexpress\u00e3o<sup>1<\/sup> do aluno como sendo o procedimento para a aprendizagem desta \u00e1rea.<\/p>\n<p>Assim, nos anos 1980, chegou-se ao conceito dos eixos b\u00e1sicos da aprendizagem da Arte, ou seja, o que todo aluno faz quando aprende sobre esta \u00e1rea: aprecia, reflete e produz. Com esta conclus\u00e3o, seria preciso, ent\u00e3o, alimentar o repert\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o de imagem desse aluno com quest\u00f5es art\u00edsticas que n\u00e3o partiriam somente dele pr\u00f3prio, como acontecia no conceito da livre express\u00e3o. Dessa forma, come\u00e7aram a habitar as aulas de Arte atividades que tratavam de conte\u00fados da pr\u00f3pria arte visual culta e popular, do artesanato, de imagens da m\u00eddia, da arquitetura e da propaganda.<\/p>\n<p><strong>Alimentando o repert\u00f3rio de imagens<\/strong><br \/>\nFoi nesse contexto que se criou a proposta de continuar fazendo uma imagem que j\u00e1 estava iniciada, divulgada com o nome de desenho com interfer\u00eancia. Nessa nova concep\u00e7\u00e3o de ensino, em que fazer, refletir e apreciar compreendiam os eixos b\u00e1sicos a serem trabalhados, os modelos eram bem-vindos, pois alimentavam o repert\u00f3rio de imagens dos alunos. No entanto, na livre express\u00e3o, esta proposta n\u00e3o estaria respeitando a t\u00e3o valorizada cria\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, j\u00e1 que se teria de partir de algo criado por outro, que geralmente era uma colagem de revista ou uma parte de um desenho colocado no suporte pelo professor. N\u00e3o se concebia este tipo de interfer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o do aluno.<\/p>\n<p>Mas hoje, passados v\u00e1rios anos de pr\u00e1tica desta atividade, est\u00e1 comprovada sua validade. Sabe-se que ela \u00e9 adequada e possibilita resolver quest\u00f5es da Arte no n\u00edvel da produ\u00e7\u00e3o que outro tipo de atividade n\u00e3o permitiria. Ou seja, quando um aluno recebe de seu professor um suporte com algo em sua \u00e1rea a ser continuado, no m\u00ednimo ter\u00e1 de se perguntar: Como eu dou continuidade a isto? E esta situa\u00e7\u00e3o-problema mobilizar\u00e1 os conhecimentos de Arte que ele j\u00e1 possui para conseguir resolv\u00ea-la de forma pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>Nos anos 1990, a pr\u00e1tica do desenho com interfer\u00eancia foi se disseminando entre os educadores, ajudando-os a criar novos desafios para seus alunos. No entanto, o desenho com interfer\u00eancia abarcava apenas a produ\u00e7\u00e3o de uma modalidade, neste caso, bidimensional. Ou seja, no suporte era colocada uma colagem, um desenho ou mesmo uma pintura, que deveria ser continuada pelo aluno fazendo uso da modalidade do desenho.<\/p>\n<p>Muitos educadores encaminhavam atividades utilizando suportes com alguma imagem j\u00e1 colada, e o aluno deveria dar continuidade a ela, usando-se tamb\u00e9m da modalidade de colagem. Ou ent\u00e3o, continuar a representar o corpo de uma mulher a partir de uma cabe\u00e7a recortada da revista e colada no suporte, usando, para isso, a modalidade de pintura. Ou seja, embora essas atividades tamb\u00e9m fossem chamadas de desenho com interfer\u00eancia, a modalidade desenho nem sempre era empregada.<\/p>\n<p>Na tentativa de se encontrar um termo mais correto e abrangente para a atividade que prop\u00f5e a continuidade de uma imagem a partir de outra, chegou-se \u00e0 express\u00e3o interfer\u00eancia gr\u00e1fica. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel precisar quando e onde ela surgiu, mas certamente foi criada para adequar as possibilidades criativas deste tipo de proposta a essa nova denomina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que essa busca por um termo mais adequado foi um avan\u00e7o, j\u00e1 que ele abrange todo tipo de modalidade bidimensional. Mas ainda \u00e9 poss\u00edvel perguntar: E as modalidades tridimensionais cabem neste termo? N\u00e3o, elas ainda n\u00e3o entram nas propostas de atividades de interfer\u00eancia gr\u00e1fica.<\/p>\n<div id=\"attachment_7284\" style=\"width: 434px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5013.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7284\" class=\"size-full wp-image-7284\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5013.jpg\" alt=\"Foto: Val\u00e9ria Pimentel\" width=\"424\" height=\"294\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5013.jpg 424w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5013-300x208.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 424px) 100vw, 424px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7284\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Val\u00e9ria Pimentel<\/p><\/div>\n<p><strong>Atividade j\u00e1 iniciada<\/strong><br \/>\nH\u00e1 dezesseis anos a Escola Verde que te quero verde&#8230; utiliza a express\u00e3o atividade j\u00e1 iniciada, equilibrando pr\u00e1tica e conceito para nomear atividades bi ou tridimensionais, com o objetivo de ampliar as possibilidades de cria\u00e7\u00e3o das imagens feitas pelos alunos por meio da continua\u00e7\u00e3o de uma imagem, completando sua representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para possibilitar aos professores a compreens\u00e3o dos objetivos espec\u00edficos deste tipo de atividade, de sua adequa\u00e7\u00e3o aos diferentes grupos de alunos e demais quest\u00f5es, tanto na Educa\u00e7\u00e3o Infantil quanto nas aulas dadas pelo especialista de Artes Visuais, a coordenadora pedag\u00f3gica da Escola os atende semanalmente em reuni\u00f5es individuais, al\u00e9m de filmar e fotografar atividades para serem analisadas em tematiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um exemplo de atividade j\u00e1 iniciada feita com modalidade de colagem tridimensional, numa sala de G2 (crian\u00e7as de 4 a 5 anos), foi a seguinte: a partir de uma colagem tridimensional feita com palitos de sorvete coloridos produzida pelo aluno, ele deveria, em outro dia, continu\u00e1-la usando outros tipos de palitos.<\/p>\n<p>Os alunos dos quintos anos foram desafiados de forma diferente: outra proposta era partir de alguns canos de PVC, j\u00e1 encaixados pelo professor de Artes Visuais, interferindo no espa\u00e7o de parque da escola. O grupo deveria fazer uma instala\u00e7\u00e3o, dando continuidade \u00e0 imagem j\u00e1 feita por ele, usando tamb\u00e9m os canos de PVC. Nesse caso, o desafio era descobrir como compor uma imagem tridimensional com um material j\u00e1 pronto que se encaixava formando linhas no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>Esta imagem deveria ser criada considerando o que j\u00e1 existia no local, al\u00e9m de fazer os alunos pensarem em como compor as linhas tridimensionais e deix\u00e1-las na posi\u00e7\u00e3o desejada: quest\u00f5es puramente art\u00edsticas relacionadas \u00e0 modalidade instala\u00e7\u00e3o. O di\u00e1logo e a combina\u00e7\u00e3o de ideias tamb\u00e9m eram quest\u00f5es fundamentais a ser tratadas pelo grupo, at\u00e9 chegarem ao produto final. Nestes dois exemplos, as imagens oferecidas aos alunos eram tridimensionais e n\u00e3o gr\u00e1ficas. Assim, a atividade n\u00e3o poderia ser oferecida com o nome de desenho com interfer\u00eancia nem interfer\u00eancia gr\u00e1fica, mas sim como atividade j\u00e1 iniciada.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o que vem a ser atividade j\u00e1 iniciada? Qualquer atividade que proponha a continua\u00e7\u00e3o de uma imagem j\u00e1 iniciada pelo professor, pelo pr\u00f3prio aluno ou pelo seu colega. Essa continua\u00e7\u00e3o pode ser feita por meio de modalidade bi e tridimensional.<\/p>\n<p><strong>Amplia\u00e7\u00e3o do conceito<\/strong><br \/>\nConsiderar que a continua\u00e7\u00e3o de uma imagem pode ser feita por uma modalidade diferente daquela usada inicialmente amplia ainda mais as possibilidades de quest\u00f5es art\u00edsticas a serem encaminhadas neste tipo de atividade. Por exemplo, continuar um desenho usando a colagem. \u00c9 importante esclarecer tamb\u00e9m que oferecer um suporte recortado diferentemente do padr\u00e3o retangular, como um sulfite em forma de ameias em um dos lados, n\u00e3o faz da proposta de desenhar neste suporte uma atividade j\u00e1 iniciada, a n\u00e3o ser que uma imagem tivesse sido feita dentro do per\u00edmetro do suporte.<\/p>\n<p>Ou seja, al\u00e9m deste suporte ser recortado num formato diferente, tamb\u00e9m teria em sua \u00e1rea, por exemplo, uma linha tortuosa e preta previamente desenhada para que os alunos pudessem dar continuada a ela. Pensando neste conceito, o professor pode sugerir diversas quest\u00f5es art\u00edsticas para o aluno resolver por meio de uma atividade j\u00e1 iniciada<sup>2<\/sup>. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio:<\/p>\n<ol>\n<li>Considerar a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos;<\/li>\n<li>lembrar-se de conferir o que eles j\u00e1 conhecem sobre produ\u00e7\u00e3o de imagens;<\/li>\n<li>ter clareza daquilo que se espera que o aluno aprenda com a atividade;<\/li>\n<li>considerar o n\u00famero de alunos, agrupamento (sozinho ou em grupos), os materiais, o espa\u00e7o f\u00edsico, o tempo para a atividade ser encaminhada;<\/li>\n<li>Elaborar a atividade j\u00e1 iniciada combinando os seguintes aspectos:<\/li>\n<\/ol>\n<ul>\n<li>modalidades: modalidades art\u00edsticas bidimensionais como desenho, pintura, colagem,gravura e fotografia;<\/li>\n<li>modalidades art\u00edsticas tridimensionais como esculturas e instala\u00e7\u00f5es; mistura de modalidades art\u00edsticas;<\/li>\n<li>quem inicia a atividade: atividade j\u00e1 iniciada pelo professor;<\/li>\n<li>atividade j\u00e1 iniciada pelo pr\u00f3prio aluno;<\/li>\n<li>atividade j\u00e1 iniciada por outro aluno; materiais: meios (aquosos ou secos), instrumentos e suportes bi ou tridimensionais.<\/li>\n<\/ul>\n<blockquote><p>Para finalizar \u00e9 sempre bom lembrar que:<br \/>\n&#8230;a arte leva os indiv\u00edduos a estabelecer um comportamento mental que os levam a comparar coisas, a passar do estado das ideias para o estado da comunica\u00e7\u00e3o, a formular conceitos e a descobrir como se comunicam esses conceitos. Todo esse processo faz com que o aluno seja capaz de ler e analisar o mundo em que vive, e dar respostas mais inventivas.<\/p>\n<p>O artista faz isso o tempo todo, seja para melhor se adequar ao mundo, para apontar problemas, propor solu\u00e7\u00f5es ou simplesmente para encantar, que \u00e9 uma das formas de tirar voc\u00ea das mazelas do dia a dia. A arte n\u00e3o tem certo ou errado, o que \u00e9 muito importante para as crian\u00e7as que s\u00e3o rejeitadas na escola por terem dificuldade de aprender, ou problemas de comportamento. Na arte, eles podem ousar sem medo, explorar, experimentar e revelar novas capacidades.<br \/>\n(Trecho de entrevista de Ana Mae Barbosa concedida ao rep\u00f3rter Fl\u00e1vio Amaral. In. Revista de Educa\u00e7\u00e3o. Dispon\u00edvel em: revistaeducacao.uol.com.br\/textos\/97\/artigo233134-1.asp)<\/p><\/blockquote>\n<p>Agora, crie suas atividades j\u00e1 iniciadas! Seguramente elas ajudar\u00e3o a ampliar o repert\u00f3rio de cria\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos e, por consequ\u00eancia, sua capacidade de ensinar Artes Visuais.<\/p>\n<p>(Valeria Pimentel, coordenadora pedag\u00f3gica da Escola Verde que te quero verde&#8230; em S\u00e3o Vicente-SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>A autoexpress\u00e3o se desenvolveu nos Estados Unidos da Am\u00e9rica a partir dos anos 1930 e no Brasil, nos anos 1960, atingindo o auge nos anos 1970. Acreditava-se que a autoexpress\u00e3o abrangia todo o universo da Arte, especialmente para as crian\u00e7as mais novas, e que os professores deveriam deixar as crian\u00e7as se expressar e, dessa forma, seu compromisso com o ensino j\u00e1 estaria realizado. Havia a ideia de que o valor mais importante do ensino da Arte era a autoexpress\u00e3o, e a aprecia\u00e7\u00e3o da Arte era mais bem desenvolvida pela experi\u00eancia criativa do aluno.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>N\u00e3o abordaremos aqui os aspectos relacionados \u00e0 adequa\u00e7\u00e3o e significa\u00e7\u00e3o das varia\u00e7\u00f5es deste tipo de atividade. A Revista avisa l\u00e1 apresentou in\u00fameros artigos que abordaram esse tema: Conhecendo a crian\u00e7a \u2013 bem tra\u00e7adas linhas do desenho num percurso criador, de Val\u00e9ria Pimentel (n\u00ba 2, janeiro\/2000), Interfer\u00eancia gr\u00e1fica, desenho infantil (abril\/2001) e Interfer\u00eancias gr\u00e1ficas como apoio para o desenho infantil, de Daniela Pannuti (janeiro\/2008)<\/p>\n<div id=\"attachment_7283\" style=\"width: 479px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5012.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7283\" class=\"size-full wp-image-7283\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5012.jpg\" alt=\"Foto: Val\u00e9ria Pimentel\" width=\"469\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5012.jpg 469w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/sus5012-300x224.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 469px) 100vw, 469px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7283\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Val\u00e9ria Pimentel<\/p><\/div>\n<h4>Atividade j\u00e1 iniciada de argila e palito de sorvete colorido<\/h4>\n<p>1) Considere a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos.<\/p>\n<p>2) Lembre-se de conferir o que eles j\u00e1 conhecem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de imagens: s\u00e3o crian\u00e7as de cinco anos, que j\u00e1 fizeram v\u00e1rias atividades com argila, modelando-a com a mistura de materiais como tampinha, gravetos, papel\u00e3o, palito de sorvete, entre outros. Tamb\u00e9m j\u00e1 possuem habilidade manual suficiente para articular estes dois materiais com intencionalidade. Nesta idade, as crian\u00e7as podem representar imagens figurativas ou n\u00e3o, inclusive com estes materiais.<\/p>\n<p>3) Tenha clareza daquilo que voc\u00ea quer que o aluno aprenda com a atividade: se pretende que ele consiga combinar dois materiais \u2013 a argila e o palito \u2013, partindo de uma imagem tridimensional j\u00e1 iniciada pelo professor (uma bola de argila com um palito enfiado), que n\u00e3o dever\u00e1 ser modificada, mas sim continuada, ser\u00e1 preciso que ele experimente procedimentos de furar a modelagem para fazer sua imagem e que trabalhe tamb\u00e9m com o equil\u00edbrio. Como a proposta \u00e9 de tema livre, o aluno poder\u00e1 representar algo figurativo, ou somente representa\u00e7\u00e3o de linhas e volumes no espa\u00e7o.<\/p>\n<p>4) Considere o n\u00famero de alunos, o agrupamento de alunos (sozinho ou em grupos), os materiais, o espa\u00e7o f\u00edsico, o tempo para a atividade ser encaminhada:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00famero de alunos: 4 a 20 crian\u00e7as.<\/li>\n<li>Atividade individual.<\/li>\n<li>Alunos sentados em mesas de quatro cadeiras.<\/li>\n<li>Cada aluno recebe um papel\u00e3o para apoiar a atividade que ir\u00e1 fazer, com a atividade j\u00e1 iniciada de bola de argila com palito enfiado, colocada sobre ele. No centro da mesa s\u00e3o dispostos os materiais de argila e palitos suficientes para que o aluno crie \u00e0 vontade.<\/li>\n<li>Dura\u00e7\u00e3o: 40 minutos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>5) Elabore a atividade j\u00e1 iniciada combinando os seguintes aspectos:<\/p>\n<ul>\n<li>Modalidades: escultura (sem mistura de outras modalidades).<\/li>\n<li>Quem inicia a atividade: o professor.<\/li>\n<li>Materiais: neste caso os meios s\u00e3o o pr\u00f3prio suporte tridimensional: argila e palitos.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Atividade j\u00e1 iniciada de desenho no suporte pintado pelos alunos<\/h4>\n<p>1) Considere a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de imagens dos alunos.<\/p>\n<p>2) Lembre-se de conferir o que eles j\u00e1 conhecem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de imagens: s\u00e3o crian\u00e7as de tr\u00eas anos, que toda semana recebem propostas de pintura e desenho, variando meios, instrumentos e suportes, inclusive com varia\u00e7\u00e3o do suporte bidimensional no espa\u00e7o (grudado na parede, colocado no ch\u00e3o, sobre a mesa e at\u00e9 grudado embaixo da mesa). Elas est\u00e3o aprendendo a usar os materiais sem estrag\u00e1-los, sem coloc\u00e1-los na boca e sem fazer do corpo o suporte, a n\u00e3o ser que esta seja a proposta. S\u00e3o crian\u00e7as que est\u00e3o em plena explora\u00e7\u00e3o das possibilidades de sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, isto \u00e9, fazer para ver o que acontece.<\/p>\n<p>3) Tenha clareza daquilo que voc\u00ea quer que seu aluno aprenda com a atividade: se pretende que o aluno, al\u00e9m de explorar as possibilidades de combinar cores que j\u00e1 est\u00e3o na pintura com as que usar\u00e1 para desenhar, consiga dar continuidade \u00e0 pintura que ele fez com os colegas, usando, para isso, a modalidade de desenho e os procedimentos de rabiscar, fazer formas, explorando os espa\u00e7os ainda vazios do suporte ou desenhando sobre a tinta. Como o suporte \u00e9 grande, o aluno tamb\u00e9m pode experimentar movimentos variados de m\u00e3o e de corpo para fazer suas marcas. E poder\u00e1 vivenciar combina\u00e7\u00f5es com seu colega de onde desenhar, pois a atividade j\u00e1 iniciada \u00e9 coletiva.<\/p>\n<p>4) Considere de que maneira ser\u00e1 organizado o agrupamento de alunos (sozinho ou em grupos), os materiais, o espa\u00e7o f\u00edsico e o tempo para a atividade ser encaminhada:<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00famero de alunos: 5 a 20 crian\u00e7as.<\/li>\n<li>Atividade coletiva.<\/li>\n<li>Grupos de cinco alunos colocados em frente do suporte pendurado na parede. No ch\u00e3o, ao lado das crian\u00e7as, s\u00e3o colocados dois potinhos com os meios a serem usados.<\/li>\n<li>Dura\u00e7\u00e3o: 30 minutos.<\/li>\n<\/ul>\n<p>5) Elabore a atividade j\u00e1 iniciada combinando os seguintes aspectos:<\/p>\n<ul>\n<li>Modalidades: pintura iniciada e continuidade da imagem com desenho (com mistura de outras modalidades).<\/li>\n<li>Quem inicia a atividade: os pr\u00f3prios alunos.<\/li>\n<li>Materiais: o meio \u00e9 o pastel oleoso colorido; o suporte, o papel pardo pintado com tinta branca, rosa e amarela.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Verde que te quero verde&#8230;<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Pero Corr\u00eaa, 519\/533 \u2013 Itarar\u00e9. CEP: 11320-140 \u2013 S\u00e3o Vicente \u2013 SP<br \/>\nTel.: (13) 3324-3624<br \/>\nDire\u00e7\u00e3o: Sylvia Anne Timm Freire<br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o: Val\u00e9ria Pimentel<br \/>\nE-mail: escolaverde@escolaverde.com.br<br \/>\nE-mail: denisenalini@hotmail.com<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Para gostar de aprender arte, de Rosa Iavelberg. Porto Alegre: Ed. Artmed, 2003. Tel.: 0800-703-3444. Site: http:\/\/www.artmed.com.br<\/li>\n<li>Ensino de arte no Brasil, de Ana Mae Barbosa. S\u00e3o Paulo: Perspectiva, 2011. Tel.: (11) 3885-8388. Site: http:\/\/www.editoraperspectiva.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h6><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ampliar o repert\u00f3rio de imagens pode contribuir para que as crian\u00e7as se expressem de forma mais consistente e singular. Por Valeria Pimentel<\/p>\n","protected":false},"author":23,"featured_media":13875,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1243,27],"tags":[1304,28,31,1259,537,293,1258],"class_list":{"0":"post-7281","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-50","8":"category-sustanca","9":"tag-1304","10":"tag-arte","11":"tag-expressao","12":"tag-imagens","13":"tag-producao","14":"tag-valeria-pimentel","15":"tag-verde-que-te-quero-verde","17":"post-with-thumbnail","18":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7281","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/23"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7281"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7281\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13875"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7281"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7281"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7281"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}