{"id":7222,"date":"2012-02-17T20:10:45","date_gmt":"2012-02-17T22:10:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7222"},"modified":"2023-03-27T20:00:36","modified_gmt":"2023-03-27T23:00:36","slug":"gigantes-e-a-expressao-plastica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/gigantes-e-a-expressao-plastica\/","title":{"rendered":"Gigantes e a express\u00e3o pl\u00e1stica"},"content":{"rendered":"<h5>Depois de analisadas diferentes representa\u00e7\u00f5es de um personagem, crian\u00e7as constroem expressivo repert\u00f3rio imag\u00e9tico e avan\u00e7am na t\u00e9cnica da figura\u00e7\u00e3o em seus desenhos<\/h5>\n<div id=\"attachment_7228\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7228\" class=\"size-medium wp-image-7228\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus12-300x255.jpg\" alt=\"Produ\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a da escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o\" width=\"300\" height=\"255\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus12-300x255.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus12.jpg 539w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7228\" class=\"wp-caption-text\">Produ\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a da escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Todos sabemos que as crian\u00e7as gostam de desenhar e que o desenho \u00e9 uma das formas que elas encontram de se relacionar com a realidade e represent\u00e1-la de diferentes maneiras. Desde cedo, ao registrarem no papel algo que possa ser valorizado pelos outros, as crian\u00e7as ensaiam as primeiras tentativas de figura\u00e7\u00e3o e, aos poucos, v\u00e3o incorporando cada vez mais detalhes \u00e0s representa\u00e7\u00f5es, conforme ampliam o repert\u00f3rio visual ao entrarem em contato com a obra de diferentes artistas e com os trabalhos produzidos por outras crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Ao observar o desenvolvimento dos desenhos dos alunos do Grupo 5 da Escola de Educa\u00e7\u00e3o Infantil Gr\u00e3o de Ch\u00e3o, notei que muitos deles ainda n\u00e3o tinham a representa\u00e7\u00e3o da figura humana bem estruturada e que faltava observar alguns elementos da rela\u00e7\u00e3o topol\u00f3gica entre os objetos, como a proximidade e a dist\u00e2ncia entre eles e as quest\u00f5es referentes ao trabalho com propor\u00e7\u00e3o, por exemplo.<!--more--><\/p>\n<p>Aproveitando o interesse observado no grupo pelas hist\u00f3rias envolvendo personagens fant\u00e1sticos e animais, centrei o trabalho no personagem gigante para que explorassem, por meio de desenhos, a representa\u00e7\u00e3o da figura humana e as rela\u00e7\u00f5es de proporcionalidade desse personagem com os demais seres e objetos para que ele seja considerado um gigante.<\/p>\n<p>Inicialmente, propus a leitura de diferentes contos que tivessem esse personagem como protagonista para que, com base nos elementos descritivos da narrativa e das ilustra\u00e7\u00f5es que compunham cada uma das obras, as crian\u00e7as pudessem criar suas pr\u00f3prias representa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<div id=\"attachment_7227\" style=\"width: 460px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus14.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7227\" class=\"size-full wp-image-7227\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus14.jpg\" alt=\"Composi\u00e7\u00e3o feita pelas crian\u00e7as (Foto: Luc\u00edlia Helena Franzini)\" width=\"450\" height=\"351\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus14.jpg 450w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus14-300x234.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7227\" class=\"wp-caption-text\">Composi\u00e7\u00e3o feita pelas crian\u00e7as (Foto: Luc\u00edlia Helena Franzini)<\/p><\/div>\n<p><strong>Gigantes por qu\u00ea?<\/strong><br \/>\nAp\u00f3s o trabalho com leitura, solicitei \u00e0s crian\u00e7as que fizessem uma primeira representa\u00e7\u00e3o de um gigante. Nesses trabalhos, observei que a maior parte dos alunos ainda n\u00e3o era capaz de observar quest\u00f5es referentes \u00e0 propor\u00e7\u00e3o, ou seja, faltava- lhes responder \u00e0 pergunta: meu gigante \u00e9 gigante em rela\u00e7\u00e3o a qu\u00ea?<\/p>\n<p>Para dar continuidade ao trabalho, retomei as ilustra\u00e7\u00f5es das obras lidas e das produzidas pelas crian\u00e7as e fiz as seguintes perguntas: Como \u00e9 poss\u00edvel saber, pelos desenhos, que esse personagem \u00e9 um gigante? O que ele tem de diferente em rela\u00e7\u00e3o a uma pessoa comum? Nos desenhos de voc\u00eas, \u00e9 poss\u00edvel saber se alguns personagens s\u00e3o gigantes? Por qu\u00ea?<\/p>\n<p>Ap\u00f3s essa reflex\u00e3o, propus-lhes novo desafio: representar um gigante em um papel maior (folha A1). Informei-lhes que, nesse desenho, deveriam incluir o maior n\u00famero poss\u00edvel de informa\u00e7\u00f5es visuais que pudessem deixar o personagem mais pr\u00f3ximo das descri\u00e7\u00f5es dos contos lidos e das ilustra\u00e7\u00f5es observadas nos livros. Pedi-lhes tamb\u00e9m que explorassem o tamanho do papel, utilizando-o ao m\u00e1ximo em toda a sua extens\u00e3o para dar a no\u00e7\u00e3o de grandeza da figura.<\/p>\n<p>Os desenhos ficaram fant\u00e1sticos. Foi poss\u00edvel notar que diversas crian\u00e7as haviam ampliado seu repert\u00f3rio imag\u00e9tico em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s primeiras representa\u00e7\u00f5es, pois passaram a incluir detalhes da figura humana pouco observados nas produ\u00e7\u00f5es anteriores. No entanto, para que pudessem explorar as no\u00e7\u00f5es de perspectiva e escala, era preciso estruturar esses desenhos em cen\u00e1rios que contribu\u00edssem para deixar clara a rela\u00e7\u00e3o de proporcionalidade entre o gigante desenhado e os demais seres e objetos com os quais se relacionaria na representa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Na aula seguinte, fizemos a aprecia\u00e7\u00e3o da obra O gigante (1808-1812) de Francisco de Goya (foto ao lado), e observamos a rela\u00e7\u00e3o entre o personagem e os demais elementos da cena. Quais recursos foram utilizados pelo artista para evidenciar o tamanho do gigante? Depois que as crian\u00e7as observaram e expressaram suas impress\u00f5es relativas \u00e0 obra, conversamos acerca do contexto hist\u00f3rico em que essa obra foi produzida e sobre a vida do artista.<\/p>\n<div id=\"attachment_7226\" style=\"width: 285px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus15.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7226\" class=\"wp-image-7226 size-medium\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus15-275x300.jpg\" alt=\"Francisco Jos\u00e9 de Goya y Lucientes (1746-1828) foi um importante pintor espanhol. Dentre suas obras mais conhecidas est\u00e1 o quadro O colosso, cuja autoria ainda hoje \u00e9 questionada por especialistas. Para alguns estudiosos, a obra teria sido feita por Asensio Juli\u00e1, disc\u00edpulo de Goya e ajudante em seu ateli\u00ea.\" width=\"275\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus15-275x300.jpg 275w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus15.jpg 330w\" sizes=\"auto, (max-width: 275px) 100vw, 275px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7226\" class=\"wp-caption-text\">Francisco Jos\u00e9 de Goya y Lucientes (1746-1828) foi um importante pintor espanhol. Dentre suas obras mais conhecidas est\u00e1 o quadro O colosso, cuja autoria ainda hoje \u00e9 questionada por especialistas. Para alguns estudiosos, a obra teria sido feita por Asensio Juli\u00e1, disc\u00edpulo de Goya e ajudante em seu ateli\u00ea.<\/p><\/div>\n<p>Inspirados pela observa\u00e7\u00e3o do quadro, pedi-lhes que recortassem os personagens desenhados e o colassem em um suporte r\u00edgido (de papel\u00e3o) para, em seguida, inseri-los em um cen\u00e1rio de miniaturas que seria criado em duplas a partir de objetos que encontrassem na escola ou que fossem trazidos de casa. Para ajud\u00e1-los nessa tarefa, fizemos a medi\u00e7\u00e3o dos gigantes desenhados, utilizando um barbante para que analisassem os poss\u00edveis elementos que comporiam os cen\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho do personagem constru\u00eddo por eles.<\/p>\n<p>Observei, por meio dessa atividade, que as crian\u00e7as puderam explorar unidades de medida n\u00e3o convencionais, experimentando o uso de conceitos relacionados \u00e0 perspectiva, proporcionalidade e compara\u00e7\u00e3o. Era necess\u00e1rio n\u00e3o apenas construir um cen\u00e1rio, mas refletir sobre o tamanho dos objetos que fariam parte da composi\u00e7\u00e3o, sua posi\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao gigante para dar sentido \u00e0 proposta. Com todas essas cria\u00e7\u00f5es, os pequenos brincaram livremente, inventando narrativas sobre os personagens.<\/p>\n<p>Pedi-lhes, ent\u00e3o, que fizessem um desenho de observa\u00e7\u00e3o da composi\u00e7\u00e3o. Nele, foi poss\u00edvel perceber elementos da evolu\u00e7\u00e3o da figura\u00e7\u00e3o: maior presen\u00e7a de detalhes, no\u00e7\u00f5es de perspectiva e realismo virtual.<\/p>\n<p><strong>Gigantes que vivem perto de n\u00f3s <\/strong><br \/>\nPara desafi\u00e1-los ainda mais a explorar o conceito de proporcionalidade sugeri-lhes que pensassem sobre os gigantes que fazem parte do mundo real. O que conhecemos que poderia ser considerado gigante? Edif\u00edcios pr\u00f3ximos \u00e0 escola, \u00e1rvores, vulc\u00f5es e dinossauros foram os primeiros a serem lembrados pelas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Apresentei-lhes algumas esculturas gigantescas impressas no livro Escultura Aventura, de K\u00e1tia Canton<sup>1<\/sup>, que fazem parte do acervo cultural do Brasil. Obras como Cristo Redentor (Corcovado, RJ), de Heitor da Silva Costa, M\u00e3o (Memorial da Am\u00e9rica Latina, SP), de Oscar Niemeyer e Maman (Museu de Arte Moderna, SP), de Louise Bourgeois, foram algumas imagens apreciadas pelo grupo.<\/p>\n<p>Com isso, as crian\u00e7as puderam perceber que tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel estabelecer rela\u00e7\u00f5es de proporcionalidade em rela\u00e7\u00e3o aos objetos que fazem parte do cotidiano. Somos gigantes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s formigas, e pequenos se comparados a uma escultura como Cristo Redentor, por exemplo.<\/p>\n<p>Ao longo do trabalho, notei que a classe\u2013composta apenas de meninos \u2013 tamb\u00e9m estava fascinada com a ideia de se transformar em seres grandiosos e com superpoderes. Para explorar os elementos fant\u00e1sticos caracter\u00edsticos desse personagem, questionei-lhes: E se fosse poss\u00edvel tornarem-se gigantes? Como seriam? Sugeri-lhes que explorassem as fantasias da escola e se transformassem em gigantes. Durante essa brincadeira, perguntei-lhes como seria esse personagem que estava sendo criado, o que estaria fazendo, de que forma seriam suas roupas etc.<\/p>\n<p>Depois de muita brincadeira, fotografei-os vestidos como gigantes. Em outra aula, com as imagens impressas, pedi-lhes que recortassem as fotografias, colando-as em um suporte. Em seguida, propus-lhes que fizessem uma composi\u00e7\u00e3o, integrando a imagem do personagem a um cen\u00e1rio no qual ficasse clara a rela\u00e7\u00e3o de tamanho entre o gigante e os demais elementos do desenho. Novamente, fiquei surpresa com os resultados. Ao notar os recursos empregados pelas crian\u00e7as para assegurar a proporcionalidade entre a fotografia e as representa\u00e7\u00f5es que fizeram parte do cen\u00e1rio, percebi que os objetivos haviam sido atingidos.<\/p>\n<p><strong>Gigantes somos n\u00f3s!<\/strong><br \/>\nPara finalizar o trabalho, retomamos os personagens criados em uma roda de conversa. Convidei o grupo a construir um gigante coletivo que seria uma mistura de partes do corpo humano criadas pelas crian\u00e7as. Cada aluno fez o seu gigante, tentando colocar o m\u00e1ximo de detalhes poss\u00edvel. Em seguida, com base na an\u00e1lise dos desenhos, escolheram qual parte gostavam mais e que poderiam ampliar para integrar o gigante coletivo. Com caneta preta e guache, m\u00e3os, p\u00e9s, troncos, pesco\u00e7os, bra\u00e7os, pernas e cabe\u00e7as foram desenhadas. Por fim, criamos nosso personagem e sua respectiva ficha t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>Ao longo de todo esse processo, notei que o desenho infantil pode integrar-se ao universo de imagens de nossa cultura, a diferentes fontes de informa\u00e7\u00e3o visual e valores, fugindo da c\u00f3pia de modelos. A pr\u00e1tica, a an\u00e1lise e a observa\u00e7\u00e3o do trabalho de outros artistas propiciam a reflex\u00e3o sobre a pr\u00f3pria produ\u00e7\u00e3o, possibilitando avan\u00e7os no tra\u00e7o das crian\u00e7as. Basta apenas que n\u00f3s, educadores, estejamos atentos e que possamos construir nosso repert\u00f3rio, buscando fontes textuais e iconogr\u00e1ficas de boa qualidade. Devemos fazer das atividades de desenho um espa\u00e7o prop\u00edcio para o desenvolvimento cognitivo integrado da percep\u00e7\u00e3o, da a\u00e7\u00e3o, da imagina\u00e7\u00e3o, da sensibilidade em nossos alunos.<\/p>\n<div id=\"attachment_7224\" style=\"width: 378px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus13.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7224\" class=\"size-full wp-image-7224\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus13.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a da Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o\" width=\"368\" height=\"248\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus13.jpg 368w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus13-300x202.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 368px) 100vw, 368px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7224\" class=\"wp-caption-text\">Ilustra\u00e7\u00e3o de crian\u00e7a da Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>(Mariana Isnard Carneiro, professora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil na Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o, em S\u00e3o Paulo-SP; e Denise Guilherme Viotto, editora assistente da Revista Avisa l\u00e1)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Escultura Aventura, de K\u00e1tia Canton. S\u00e3o Paulo: DCL, 2004. Tel.: 3932-5222. Site: www.editoradcl.com.br<\/p>\n<h4>Composi\u00e7\u00f5es feitas pelas crian\u00e7as da Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o<\/h4>\n<p><em>O gigante Kevin<\/em><br \/>\nEra noite e, na fazenda, todas as pessoas estavam dormindo. De repente, as pessoas acordaram e ouviram passos bem altos. Elas olharam pela janela e viram que tinha o gigante Kevin no quintal! O gigante levantou os bra\u00e7os e soltou um barulho muito alto. Todas as pessoas sa\u00edram correndo, com medo do gigante. Os animais tamb\u00e9m fugiram dele. O gigante cansou de correr tanto atr\u00e1s das pessoas e resolveu ir para a praia dar um cochilo. Ele nunca mais voltou \u00e0 fazenda e as pessoas ficaram felizes. Fim. (Rodrigo e Daniel)<\/p>\n<p><em>Cabrito e Touro de Fogo<\/em><br \/>\nEra uma vez dois gigantes que se chamavam Cabrito e Touro de Fogo. Os dois foram passear em uma cidade. Enquanto andavam, um homem malvado jogou fogo na rua. Os gigantes quiseram apagar o fogo para n\u00e3o machucar ningu\u00e9m, mas trope\u00e7aram em uma pedra e ca\u00edram em cima de um pr\u00e9dio, que desmoronou e derrubou a casa vizinha. Os peda\u00e7os da casa ca\u00edram em cima do fogo e o apagou. Os dois gigantes se levantaram, viram que estavam sujos e machucados e foram para casa se limpar. (Guilherme e Leonardo)<\/p>\n<div id=\"attachment_7225\" style=\"width: 238px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus11.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7225\" class=\"wp-image-7225 size-medium\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus11-228x300.jpg\" alt=\"Gigante coletivo criado pelas crian\u00e7as da Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o\" width=\"228\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus11-228x300.jpg 228w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/02\/sus11.jpg 358w\" sizes=\"auto, (max-width: 228px) 100vw, 228px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7225\" class=\"wp-caption-text\">Gigante coletivo criado pelas crian\u00e7as da Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o<\/p><\/div>\n<p><em>Gigante coletivo<\/em><br \/>\nNome: Ben<br \/>\nIdade: 1.000.000.000 de anos<br \/>\nAlimenta\u00e7\u00e3o: carne de mosca, de lesma e de barata.<br \/>\nPoderes: soltar fogo e veneno pelas bocas, voar, fazer as coisas congelarem e descongelarem, se transformar em alien\u00edgena e correr extremamente r\u00e1pido.<br \/>\nVelocidade: 400 km\/h<br \/>\nPlaneta em que vive: Marte<\/p>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li><strong>Escola Gr\u00e3o de Ch\u00e3o<\/strong><br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Tanabi, 275 \u2013 \u00c1gua Branca. CEP 05002-010 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP Tel.: (11) 3672-0208<br \/>\nSite: www.graodechao.com.br<br \/>\nDiretora e coordenadora de projetos de Artes Visuais: Luc\u00edlia Helena Franzini E-mail: lucilia@graodechao.com.br<br \/>\nProfessora: Mariana Isnard Carneiro E-mail: mary3000br@yahoo.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Hist\u00f3rias de gigantes<\/h4>\n<ul>\n<li>O gigante ego\u00edsta, de Oscar Wilde. S\u00e3o Paulo: Cortez, 2011. Tel.: (11) 3611-9616. Site: www.cortezeditora.com.br<\/li>\n<li>O BGA \u2013 o bom gigante amigo, de Roald Dahl. S\u00e3o Paulo: Editora 34, 2009. Tel.: (11) 3032-6755. Site: www.editora34.com.br<\/li>\n<li>O campo dos gigantes, de Rosane Pamplona. S\u00e3o Paulo: Brinque Book, 2009. Tel.: (11) 3032-6436. Site: www.brinquebook.com.br<\/li>\n<li>O gigante de meias vermelhas e outros contos, de Pierre Gripari. S\u00e3o Paulo: Martins Fontes, 2000. Tel.: (11) 3106-9133. Site: www.martinsfontes.com.br<\/li>\n<li>Jo\u00e3o e os sete gigantes mortais, de Sam Swope. S\u00e3o Paulo: Cosac Naify, 2008. Tel.: (11) 3823-6584. Site: www.cosacnaify.com.br<\/li>\n<li>Contos de gigantes: narrativas do folclore, de Ernani Ss\u00f3. S\u00e3o Paulo: Companhia das Letrinhas, 2008. Tel.: (11) 3707-3500. Site: www.ciadasletrinhas.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>O desenho cultivado da crian\u00e7a: pr\u00e1tica e forma\u00e7\u00e3o de educadores, de Rosa Iavelberg. Porto Alegre: Editora Zouk, 2006. Tel.: (51) 3024-7554. Site: www.editorazouk.com.br<\/li>\n<li>A crian\u00e7a e seu desenho: o nascimento da arte e da escrita, de Philippe Greig. Porto Alegre: Artmed, 2004. Tel.: 0800 7033444. Site: www.grupoa.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de analisadas diferentes representa\u00e7\u00f5es de um personagem, crian\u00e7as constroem expressivo repert\u00f3rio imag\u00e9tico e avan\u00e7am na t\u00e9cnica da figura\u00e7\u00e3o em seus desenhos. Por Mariana Isnard Carneiro e Denise Guilherme Viotto<\/p>\n","protected":false},"author":212,"featured_media":12021,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1217,27],"tags":[1304,1223,309,1232,1233,109,856,1231,1234],"class_list":{"0":"post-7222","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-49","8":"category-sustanca","9":"tag-1304","10":"tag-denise-guilherme-viotto","11":"tag-desenhos","12":"tag-gigante","13":"tag-goya","14":"tag-historia","15":"tag-mariana-isnard-carneiro","16":"tag-proporcionalidade","17":"tag-tamanhos","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7222","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/212"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7222"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7222\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12021"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7222"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7222"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7222"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}