{"id":7121,"date":"2011-08-11T19:42:54","date_gmt":"2011-08-11T22:42:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7121"},"modified":"2023-03-27T19:56:09","modified_gmt":"2023-03-27T22:56:09","slug":"muito-alem-de-carimbar-os-pes-e-as-maos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/tempo-didadico\/muito-alem-de-carimbar-os-pes-e-as-maos\/","title":{"rendered":"Muito al\u00e9m de carimbar os p\u00e9s e as m\u00e3os"},"content":{"rendered":"<h5>Crian\u00e7a pequena usa principalmente os sentidos visual e t\u00e1til para \u201cler\u201d o mundo e se expressar por meio de materiais, suportes e t\u00e9cnicas.<\/h5>\n<p>Quem trabalha com crian\u00e7as pequenas sabe como lidamos todos os dias com suas conquistas e desenvolvimento. No entanto, diversas pessoas ainda desconfiam de como pode acontecer o trabalho com os pequenos. \u00c9 comum ouvirmos muitas perguntas: o que voc\u00ea faz com uma crian\u00e7a de 1 ano? Como as crian\u00e7as se comunicam se ainda n\u00e3o sabem falar? Ah! Mas para que gastar determinado material com crian\u00e7as que n\u00e3o entendem nada? <!--more--><\/p>\n<div id=\"attachment_7128\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7128\" class=\"wp-image-7128 size-medium\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo-300x225.jpg\" alt=\"Foto: Mariana Americano\" width=\"300\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo-300x225.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo.jpg 374w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7128\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Mariana Americano<\/p><\/div>\n<p>Sabemos que as crian\u00e7as de 1 ano s\u00e3o curiosas, que usam diferentes partes do corpo para conhecer o mundo. Elas acabaram de dar os primeiros passos e ainda est\u00e3o incorporando esse movimento \u00e0 sua rotina. E assim como andar, podem cantar, explorar instrumentos, dan\u00e7ar, rolar, desenhar, descobrir o pr\u00f3prio corpo e o do outro. Usam as m\u00e3os para descobrir este mundo novo e logo trazem tudo para perto de si, para a barriga, para a boca, para o rosto. Querem sentir, conhecer, ver mais do que os olhos mostram.<\/p>\n<p>Est\u00e1 cada vez mais claro para n\u00f3s, educadores, que precisamos considerar essas caracter\u00edsticas nas atividades que propomos. E uma das formas de incentivar esse processo \u00e9 criar o espa\u00e7o adequado e estipular o tempo necess\u00e1rio para que isso aconte\u00e7a. Assim, uma das atividades que podem colaborar com esse crescimento \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de um Ateli\u00ea de Artes, um momento espec\u00edfico do dia para trabalhar com as diferentes linguagens expressivas, dentre elas as atividades pl\u00e1sticas.<\/p>\n<p>Devem ser oferecidos diferentes materiais, instrumentos e suportes para serem explorados pelos pequenos com o corpo e pelo corpo. Deve-se tomar todo o cuidado necess\u00e1rio no momento de preparar essa atividade para que cada material seja devidamente apresentado \u00e0s crian\u00e7as. Como educadora, neste momento, observo e auxilio o encontro deles com os materiais.<\/p>\n<p><strong>Experi\u00eancias no Ateli\u00ea<\/strong><br \/>\nMas o que exatamente acontece nesse momento com crian\u00e7as t\u00e3o pequenas?<\/p>\n<p>O corpo comunica, a m\u00e3o descobre o corpo e descobre o outro. Voc\u00ea j\u00e1 percebeu como algumas crian\u00e7as gostam de sentir a tinta fria se espalhando na barriga, chegando at\u00e9 a experimentar o seu gosto? \u00c9 dessa maneira que estamos instigando e respeitando o jeito de ser das crian\u00e7as, nas descobertas das diversas linguagens. Pensando nas peculiaridades infantis, preparamos as nossas propostas de Ateli\u00ea. Introduzimos novas possibilidades de express\u00e3o da crian\u00e7a, respeitando esse desejo de conhecer o mundo por meio do pr\u00f3prio corpo. Planejamos propostas diferentes para um mesmo material: tinta na mesa com as m\u00e3os, tinta no papel individual com pincel ou tinta no papel coletivo com rolinho. Percebemos que as tr\u00eas propostas acabam passeando pelo corpo, e, por mais que deixemos claro que \u201choje n\u00f3s vamos usar o pincel e vamos pintar o papel\u201d, conseguimos entender como para as crian\u00e7as ainda \u00e9 muito importante sentir a tinta e espalh\u00e1-la pelo pr\u00f3prio corpo. Aos poucos, elas v\u00e3o diferenciando esses momentos, mas agora est\u00e3o vivendo intensamente essa fase na qual o corpo fala mais alto.<\/p>\n<p>O planejamento da atividade deve contemplar a apresenta\u00e7\u00e3o dos diferentes materiais, suportes e instrumentos. Claro, independente da idade das crian\u00e7as, consideramos essa apresenta\u00e7\u00e3o, mas a especificidade aqui \u00e9 a descoberta. Entrar em contato, pela primeira vez, com determinado material faz que essa atividade comece de outra maneira, respeitando as sensa\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es que podem ser provocadas. Se for uma atividade de desenho, podemos oferecer diversos riscadores: l\u00e1pis, caneta, giz de cera, giz de lousa, giz pastel, carv\u00e3o, gravetos, enfim tudo o que possa deixar uma marca.<\/p>\n<p>Numa atividade de tinta, podemos utilizar tintas de diferentes texturas e densidades, al\u00e9m de instrumentos diferentes: pinc\u00e9is variados, rolinho, esponja, cotonete, algod\u00e3o, entre outros. Nas duas atividades, podem ser considerados os mais diversos suportes, planos e interfer\u00eancias. Um dia pode ser oferecida a mesa da forma convencional, convidando os pequenos a se sentarem nos banquinhos e, em outro, estimulando-os a trabalharem de p\u00e9. Tamb\u00e9m h\u00e1 a possibilidade de alterarmos os planos. Para isso, colocamos um papel na parede e, assim, podemos brincar com a altura do papel e propor um jogo de estic\u00e1-lo ou de abaix\u00e1-lo, registrando tais marcas. Em outro momento, propostas para que os pequenos trabalhem sentados no ch\u00e3o, com ou sem suportes.<\/p>\n<p><strong>Os recursos do Ateli\u00ea e as crian\u00e7as<\/strong><br \/>\nE para que tudo isso? Para instigar a curiosidade, para experimentar, sentir prazer e se expressar. Falar e deixar o corpo falar. Ao entrarem em contato com esses materiais, as crian\u00e7as se expressam e ficam curiosas para descobrir diferentes modos de utiliz\u00e1-los. Nesse momento n\u00e3o h\u00e1 certo nem errado, existem possibilidades de amplia\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio de cada um e do grupo. Assim como n\u00e3o h\u00e1 uma atividade que deu errado, aprendemos a lidar com as nossas expectativas em rela\u00e7\u00e3o ao que foi planejado, pois muitas vezes a atividade come\u00e7a de acordo com o que foi proposto e, \u00e0 certa altura, segue por outro caminho.<\/p>\n<p>Cabe a n\u00f3s, educadores, planejar e formular hip\u00f3teses poss\u00edveis de continuidade da atividade. N\u00e3o \u00e9 porque um material n\u00e3o foi aceito num dia que ele tem de ser descartado. Nunca me esque\u00e7o da cara de afli\u00e7\u00e3o de um grupo de crian\u00e7as a primeira vez que colocaram as m\u00e3os na tinta misturada com areia. Naquele dia n\u00e3o houve jeito de faz\u00ea-las gostar da atividade proposta, nem mesmo quando n\u00f3s, adultos, trabalhamos com elas, com a m\u00e3o literalmente na massa.<\/p>\n<p>Passado algum tempo, os pequenos aceitaram a atividade, completamente felizes com a possibilidade de misturar tinta e areia. A escolha dos suportes \u00e9 mais um recurso para ampliar o repert\u00f3rio e possibilitar que o corpo trabalhe em diferentes posi\u00e7\u00f5es. Eles podem ser m\u00f3veis como pap\u00e9is, papel\u00f5es e caixas, ou fixos como o ch\u00e3o, a parede, um vidro, a mesa e at\u00e9 mesmo o pr\u00f3prio corpo. Todos esses suportes podem ser oferecidos pelos professores ou mesmo escolhidos pelas crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Nesse momento, n\u00e3o devemos nos restringir apenas \u00e0 pintura. H\u00e1 tamb\u00e9m modelagem, desenho, colagem e misturas, que s\u00e3o t\u00e9cnicas que oferecem outras formas de express\u00e3o das crian\u00e7as. Ou at\u00e9 mesmo fundir as linguagens, como no caso de uma proposta com farinha de trigo. A farinha pode ser oferecida para as crian\u00e7as em potinhos espalhados pelo ch\u00e3o com alguns pinc\u00e9is. Ao som de uma m\u00fasica agrad\u00e1vel, as crian\u00e7as come\u00e7am a manipular a farinha com os pinc\u00e9is, depois com as m\u00e3os, com a barriga, dan\u00e7ando, deslizando os p\u00e9s sobre a farinha esparramada no ch\u00e3o. O interessante \u00e9 que cada crian\u00e7a interage com o material de acordo com a vontade individual. Assim, num mesmo momento, podemos observar crian\u00e7as muito concentradas, fazendo desenhos minuciosos com o pincel; outras, \u00e0s gargalhadas, fazendo c\u00f3cegas com o pincel pelo corpo; algumas fazendo \u201cnuvens de fuma\u00e7a\u201d, jogando a farinha para o alto; outras apertando a farinha entre as m\u00e3os; as que migraram para o plano alto, deslizando-se pelo espa\u00e7o, deliciando-se com o poder escorregadio da farinha. Assim, como nessa atividade, h\u00e1 diversas outras que propiciam igual riqueza de conte\u00fados, de envolvimento e de expressividade.<\/p>\n<p><strong>Como a crian\u00e7a se expressa<\/strong><br \/>\nA crian\u00e7a dessa idade n\u00e3o est\u00e1 preocupada em criar formas definidas nem com o produto final. Para n\u00f3s, professores, \u00e9 dif\u00edcil saber em que momento a crian\u00e7a considera a atividade conclu\u00edda. Algumas d\u00e3o a atividade por encerrada porque est\u00e3o satisfeitas; outras, porque se sentiram atra\u00eddas por alguma coisa; e h\u00e1 crian\u00e7as que ficam t\u00e3o envolvidas com a atividade que, \u00e0s vezes, precisam de ajuda para sua conclus\u00e3o. Durante o trabalho, algumas delas ficam aflitas com a possibilidade de se sujar e querem logo se lavar. N\u00f3s, educadores, devemos respeitar essa vontade e, \u00e0 medida que o v\u00ednculo se estabele\u00e7a com a crian\u00e7a, podemos propor a continua\u00e7\u00e3o do trabalho ou, se for o caso, entender que, para essa crian\u00e7a, a atividade j\u00e1 est\u00e1 conclu\u00edda. As interven\u00e7\u00f5es, nessa faixa et\u00e1ria, est\u00e3o diretamente ligadas ao tipo de v\u00ednculo estabelecido entre o adulto e a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>Essas crian\u00e7as est\u00e3o envolvidas com a descoberta e absorvidas pelos prazeres motor e sensorial despertados pela atividade proposta. Quando come\u00e7am a trabalhar, elas est\u00e3o muito mais motivadas pelo prazer motor; bra\u00e7o e instrumento parecem uma coisa s\u00f3, e o corpo tamb\u00e9m trabalha como um bloco. Aos poucos, sua concep\u00e7\u00e3o corporal vai mudando e elas v\u00e3o adquirindo mais coordena\u00e7\u00e3o motora. Conforme o movimento \u00e9 realizado, elas percebem os efeitos produzidos.<\/p>\n<p>Com crian\u00e7as de 1 ano, \u00e9 muito dif\u00edcil elas se darem conta do que est\u00e3o produzindo. Cada gesto e cada movimento feito ganham o encantamento da percep\u00e7\u00e3o desse prazer motor, aliado a todo o prazer sensorial despertado pelo contato com os materiais, temperaturas e texturas diferentes. A varia\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas dos materiais oferecidos \u00e9 \u00f3timo exemplo de como trabalhar as sensa\u00e7\u00f5es. Os materiais podem estar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o simultaneamente: um papel liso e um papel lixa, uma mistura tipo finger<sup>1<\/sup> bem quentinha e uma tinta guache, normalmente geladinha. Ou ent\u00e3o a varia\u00e7\u00e3o dessas caracter\u00edsticas pode ser experimentada em dias alternados, vivenciando as sensa\u00e7\u00f5es sem a preocupa\u00e7\u00e3o da compara\u00e7\u00e3o. E mesmo que os prazeres motor e sensorial sejam destacados, n\u00e3o deixamos de pontuar os efeitos produzidos.<\/p>\n<p>Vale destacar que somente mais tarde \u00e9 que o prazer visual vai ganhar espa\u00e7o. Cada crian\u00e7a descobre um jeito pr\u00f3prio de se expressar, e n\u00f3s, mais do que observadores, podemos ampliar esse repert\u00f3rio, mostrando algumas formas de segurar os instrumentos e salientando as descobertas feitas, que podem ser enriquecedoras para todos.<\/p>\n<p>Algumas vezes os pequenos fazem o esperado, mas tamb\u00e9m nos surpreendem com o inusitado. Durante a interven\u00e7\u00e3o do professor na atividade, \u00e9 importante apoiar as descobertas feitas pelas crian\u00e7as e auxili\u00e1-las quanto ao uso dos materiais. Assim, oferecemos, por exemplo, troca de cores ou outro material ainda n\u00e3o utilizado. \u00c0s vezes, a simples admira\u00e7\u00e3o do trabalho realizado pelas crian\u00e7as e a aten\u00e7\u00e3o dada durante todo o processo d\u00e3o a elas a seguran\u00e7a para continuar as investiga\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Em decorr\u00eancia da mescla de atividades individuais e coletivas surge a possibilidade do encontro dos trabalhos realizados individual e coletivamente. Muitas vezes uma crian\u00e7a observa o que a outra est\u00e1 fazendo e quer imit\u00e1-la ou procura outras maneiras de se expressar. Algumas querem ensinar o que sabem aos amigos, outras usam o amigo como suporte. Cabe a n\u00f3s observar e perceber se \u00e9 necess\u00e1ria uma interven\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Certa vez, numa atividade de desenho, um menino desenhava muito concentrado, sentado em seu banquinho, enquanto o amigo s\u00f3 queria fazer seu carrinho passear pela parede. Em determinado momento, os dois se encontraram e, juntos, produziram um novo desenho. Tra\u00e7o de um e tra\u00e7o do outro; encontro de giz, de carrinho e de muita cumplicidade. Assim, preserva-se a express\u00e3o de cada um e privilegiam-se encontro e descoberta do trabalho realizado conjuntamente. \u00c9 uma forma de dividir o espa\u00e7o e de compartilh\u00e1-lo.<\/p>\n<p>Repetir uma mesma proposta com a turma pode ser uma experi\u00eancia bastante enriquecedora, porque ela pode instigar a crian\u00e7a a explorar um determinado material de outra forma. Repetir o que foi feito no dia anterior pode fazer que a crian\u00e7a se aproprie do conhecimento produzido e se sinta segura para explorar mais. Dessa forma, buscamos sempre o equil\u00edbrio entre a novidade e a repeti\u00e7\u00e3o. Uma busca pela observa\u00e7\u00e3o do grupo, um olhar delicado que tenta captar a conversa de cada um com o seu trabalho e com o pr\u00f3prio corpo.<\/p>\n<p>(Mariana Americano, formadora do Instituto Avisa L\u00e1 e professora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil da Escola Viva, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Pintura produzida com os dedos.<\/p>\n<div id=\"attachment_7129\" style=\"width: 416px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7129\" class=\"size-full wp-image-7129\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo2.jpg\" alt=\"Foto: Mariana Americano\" width=\"406\" height=\"569\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo2.jpg 406w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/carimbo2-214x300.jpg 214w\" sizes=\"auto, (max-width: 406px) 100vw, 406px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7129\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Mariana Americano<\/p><\/div>\n<h4>Dicas para observa\u00e7\u00e3o do professor:<\/h4>\n<p><em>Materiais &#8211; como a crian\u00e7a:<\/em><\/p>\n<ul>\n<li>entra em contato com o material.<\/li>\n<li>lida com a variedade de materiais.<\/li>\n<li>reage quando se suja.<\/li>\n<li>interage com o material.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Suportes &#8211; Se a crian\u00e7a:<\/em><\/p>\n<ul>\n<li>aceita o suporte oferecido.<\/li>\n<li>se det\u00e9m nos limites do suporte.<\/li>\n<li>cria um jeito de utilizar o suporte.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Instrumentos<\/em><\/p>\n<ul>\n<li>Como a crian\u00e7a segura os instrumentos.<\/li>\n<li>Se a crian\u00e7a aceita os instrumentos oferecidos.<\/li>\n<li>Se a crian\u00e7a busca alternativas de segur\u00e1-los.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>Interven\u00e7\u00e3o do professor<\/em><\/p>\n<ul>\n<li>Cuidar da seguran\u00e7a e do bem-estar da crian\u00e7a.<\/li>\n<li>Auxiliar a crian\u00e7a a conhecer os materiais, suportes e instrumentos.<\/li>\n<li>Oferecer possibilidades \u00e0 crian\u00e7a, auxiliando na pesquisa de cada um.<\/li>\n<li>Mostrar os efeitos produzidos, ressaltando a autoria de cada um.<\/li>\n<li>Auxiliar na finaliza\u00e7\u00e3o dos trabalhos, na limpeza do corpo.<\/li>\n<li>Organizar o ambiente.<\/li>\n<\/ul>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Professora: Mariana Americano<br \/>\nE-mail: americano.mariana@gmail.com<\/li>\n<li>Escola Viva<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Prof. Vahia de Abreu, 664 &#8211; Vila Ol\u00edmpia. CEP 04549-003 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 3040-2250 Site: www.escolaviva.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livro<\/p>\n<ul>\n<li>Baby-Art \u2013 os primeiros passos com a arte, de Anna Marie Holm. S\u00e3o Paulo: Museu de Arte Moderna (MAM), 2007. Tel.: (11) 5085-1300. E-mail: atendimento@mam.org.br. Site: www.mam.org.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Crian\u00e7a pequena usa principalmente os sentidos visual e t\u00e1til para \u201cler\u201d o  mundo e se expressar por meio de materiais, suportes e t\u00e9cnicas. Por Mariana Americano<\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":11956,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[408,34],"tags":[1112,28,1192,31,1188,1189,1191,1190],"class_list":{"0":"post-7121","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-47","8":"category-tempo-didadico","9":"tag-revista-avisa-la-2011","10":"tag-arte","11":"tag-carimbo","12":"tag-expressao","13":"tag-mariana-americano","14":"tag-sentidos","15":"tag-tato","16":"tag-visao","18":"post-with-thumbnail","19":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7121"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7121\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11956"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}