{"id":7042,"date":"2011-01-08T16:10:24","date_gmt":"2011-01-08T18:10:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7042"},"modified":"2023-03-27T19:53:45","modified_gmt":"2023-03-27T22:53:45","slug":"apoio-para-a-resolucao-de-conflitos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/apoio-para-a-resolucao-de-conflitos\/","title":{"rendered":"Apoio para a resolu\u00e7\u00e3o de conflitos"},"content":{"rendered":"<h5>As crian\u00e7as, mesmo as bem pequenas, podem aprender a solucionar problemas com os colegas. Cabe ao adulto mediar as situa\u00e7\u00f5es de conflito, tendo em vista a educa\u00e7\u00e3o de seres aut\u00f4nomos e cooperativos<\/h5>\n<p>A constru\u00e7\u00e3o de valores demanda um longo processo, que envolve emo\u00e7\u00f5es, sentimentos e intera\u00e7\u00f5es sociais e culturais. Saber o que \u00e9 certo ou errado e quais as atitudes e os comportamentos necess\u00e1rios para a vida em sociedade \u00e9 dif\u00edcil para adultos, e mais ainda para crian\u00e7as. No in\u00edcio, os pequenos aceitam as regras em respeito \u00e0 autoridade dos mais velhos e pelas rea\u00e7\u00f5es negativas aos seus atos demonstradas pelos seus pares. A autonomia para lidar com as diferen\u00e7as e enfrentar os dilemas morais \u00e9 constru\u00edda ao longo da vida, mas pode ter bom come\u00e7o na mais tenra idade.<\/p>\n<p><strong>Conflitos e interven\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\nImagine um lanche coletivo. H\u00e1 duas mesas compridas repletas de p\u00e3es, frios e frutas. Uma crian\u00e7a diz: \u201cVou comer tudo\u201d. Outra, ao escutar essa fala, reage fisicamente, com agress\u00e3o. Quando a professora conversa com elas sobre o acontecido, o agressor justifica: \u201cEle ia comer tudo. E n\u00e3o pode!\u201d Ele considera ao p\u00e9 da letra o que o amigo falou. Imagina, de fato, que o colega comeria sozinho todo aquele lanche, n\u00e3o deixando nada para os demais. Sente-se frustrado e, por isso, bate.<!--more--><\/p>\n<p>Donald Woods Winnicott (1896-1971) defende dois significados para agressividade. O primeiro est\u00e1 relacionado \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o, como \u00e9 o caso aqui relatado. O segundo refere-se \u00e0 diversidade de situa\u00e7\u00f5es nas quais a agressividade pode se manifestar. O autor chama a aten\u00e7\u00e3o para os diferentes tipos de agress\u00e3o para defini-los melhor, considerando a crian\u00e7a em evolu\u00e7\u00e3o. Portanto, a rela\u00e7\u00e3o entre desenvolvimento, agressividade e experi\u00eancia na inf\u00e2ncia deve ser considerada.<\/p>\n<p>De qualquer maneira, quais s\u00e3o as estrat\u00e9gias poss\u00edveis para a resolu\u00e7\u00e3o desse tipo de conflito? A primeira delas \u00e9 a indicada no texto: a crian\u00e7a sente-se perdedora e, por isso, reage fisicamente. A segunda pode se referir a uma resposta \u00e0 fala do colega: \u201cVoc\u00ea n\u00e3o vai comer tudo\u201d. A depender da crian\u00e7a, ela explicaria o que havia querido dizer ou, centrada em seu pensamento, ao descobrir que o outro havia pensado exatamente igual a ela, diria: \u201cVou sim!\u201d. Nesse caso, o conflito seria verbal.<\/p>\n<div id=\"attachment_7045\" style=\"width: 177px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7045\" class=\"size-medium wp-image-7045\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_2-167x300.jpg\" alt=\"O conv\u00edvio social \u00e9 um aprendizado di\u00e1rio (foto: acervo Daniela Munerato)\" width=\"167\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_2-167x300.jpg 167w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_2.jpg 418w\" sizes=\"auto, (max-width: 167px) 100vw, 167px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7045\" class=\"wp-caption-text\">O conv\u00edvio social \u00e9 um aprendizado di\u00e1rio (foto: acervo Daniela Munerato)<\/p><\/div>\n<p>Os pequenos conseguem resolver as quest\u00f5es pela a\u00e7\u00e3o f\u00edsica ou em conversas. No entanto, o ato de conversar tem de ser aprendido, j\u00e1 que, em geral, eles acreditam que o outro o compreende e que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio explicitar sentimentos, desejos e sugest\u00f5es. Cabe ao professor sugerir uma alternativa \u00e0 agress\u00e3o f\u00edsica ou verbal at\u00e9 que todos se apropriem das estrat\u00e9gias de negocia\u00e7\u00e3o. N\u00e3o basta dizer: \u201cN\u00e3o pode bater. Tem de conversar.\u201d \u00c9 necess\u00e1rio ensinar como fazer isso, para que eles possam simular novas possibilidades. A apropria\u00e7\u00e3o acontece por meio dessas experi\u00eancias. Vale ressaltar que a viv\u00eancia \u00e9 como um exerc\u00edcio e, portanto, leva certo tempo para tornar-se parte do repert\u00f3rio infantil.<\/p>\n<p>No momento de solucionar esse tipo de conflito, cabe a n\u00f3s, professores, percebermos o valor da forma\u00e7\u00e3o que, na verdade, \u00e9 um princ\u00edpio importante que permeia o universo dos conflitos. O professor poderia, simplesmente, chamar a aten\u00e7\u00e3o daquele que agrediu, solicitando que ele pedisse desculpas. Outro caminho seria conversar e, assim, refletir sobre a impulsividade ligada \u00e0quela situa\u00e7\u00e3o. Exemplo:<\/p>\n<p>\u201cO que ele disse que te deixou t\u00e3o bravo?\u201d,<br \/>\n\u201cVoc\u00ea acha poss\u00edvel algu\u00e9m comer toda essa comida sozinho?\u201d, \u201cAcho que o seu amigo quis dizer que experimentaria de tudo, n\u00e3o foi? Ou fez uma brincadeira diante da mesa cheia?\u201d, \u201cAgora voc\u00ea entendeu?\u201d,<br \/>\n\u201cQuando a gente conversa consegue compreender melhor o que o outro quer dizer; quando a gente bate, n\u00e3o h\u00e1 entendimento da situa\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Outro momento bastante comum \u00e9 quando as crian\u00e7as, durante os jogos dram\u00e1ticos, assumem pap\u00e9is diversos. Os her\u00f3is s\u00e3o os personagens preferidos. Uma crian\u00e7a, nesse papel, diz: \u201cVou te matar\u201d. A outra chora compulsivamente, com medo. Do ponto de vista do \u201cher\u00f3i\u201d, o interlocutor deveria saber que se tratava de uma brincadeira. O ofendido entra em conflito pessoal, na d\u00favida se o colega o mataria de fato. Essa \u00e9 outra caracter\u00edstica dos pequenos, que ainda est\u00e3o aprendendo a distinguir a realidade da fic\u00e7\u00e3o. \u00c9 fundamental mostrar aos envolvidos os dois lados. Para isso, \u00e9 importante elaborar quest\u00f5es que os fa\u00e7am refletir sobre os sentimentos que permeiam o acontecido. Para finalizar a conversa, chame a aten\u00e7\u00e3o dos pequenos para o fato de que n\u00e3o era inten\u00e7\u00e3o do amigo deixar o outro com medo porque ele acreditava que o outro soubesse disso.<\/p>\n<p><strong>Valor formativo<\/strong><br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o entre professores e alunos deve ser de respeito e de troca. O v\u00ednculo representa um eixo fundamental, sobretudo quando falamos dos pequenos, que obedecem em nome do amor ou do medo que sentem. O educador precisa criar um ambiente marcado pelo respeito e tornar evidente o prazer em v\u00ea-los juntos, em que sentimentos, interesses e ideias dos pequenos sejam considerados, como no exemplo a seguir. Em um momento de roda, a conversa era sobre rela\u00e7\u00f5es. A professora perguntou aos alunos o que \u00e9 poss\u00edvel fazer quando um amigo n\u00e3o deseja brincar da mesma coisa. Alguns sugeriram escolher outra brincadeira, perguntar ao colega sobre o que ele gostaria de brincar e at\u00e9 escolher outro parceiro. A educadora adota as sugest\u00f5es como boas possibilidades, que evitam o conflito e respeitam a vontade do outro.<\/p>\n<p>Quando se pensa em interven\u00e7\u00f5es, \u00e9 inevit\u00e1vel abordar as san\u00e7\u00f5es. Jean Piaget (1896-1980), por exemplo, sugere dois tipos: san\u00e7\u00f5es por reciprocidade e san\u00e7\u00f5es expiat\u00f3rias e punitivas. Na primeira, h\u00e1 as consequ\u00eancias naturais, a compensa\u00e7\u00e3o, a exclus\u00e3o, a censura&#8230; Na segunda, h\u00e1 uma san\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tem valor de forma\u00e7\u00e3o. A crian\u00e7a consegue compreender que errou, mas sem compreend\u00ea-lo totalmente. Dessa maneira, esse tipo de a\u00e7\u00e3o n\u00e3o gera reflex\u00e3o, muito menos mudan\u00e7a de atitude. Por um lado, o professor deve fazer escolhas, sempre em nome de um princ\u00edpio que permeia e fundamenta regras estabelecidas para a conviv\u00eancia no grupo. Por outro, deve ter claro que algumas escolhas e puni\u00e7\u00f5es podem estar relacionadas a outro foco, diferente do trabalho de forma\u00e7\u00e3o com a crian\u00e7a.<\/p>\n<p>O docente que retira da sala um aluno, depois de tentar solucionar uma quest\u00e3o mal-sucedida, precisa de um tempo para se equilibrar, acalmar os sentimentos e retomar o que fazia em sala. Nesse caso, o foco \u00e9 o professor; n\u00e3o o aluno. \u00c9 fundamental que o profissional saiba distinguir o que cabe a ele ou n\u00e3o. Vale dizer que n\u00e3o h\u00e1 regras nem receitas que d\u00e3o certo em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Como diz o professor Yves de La Taille<sup>1<\/sup>, \u201cas regras se discutem, mas os princ\u00edpios n\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><strong>Autonomia infantil<\/strong><br \/>\nNo dia a dia das escolas, \u00e9 comum ver docente utilizando a palavra \u201cautonomia\u201d para se referir a expectativas ou conquistas dos estudantes. Quando observamos os alunos realizando a\u00e7\u00f5es que antes n\u00e3o faziam sozinhos, verificamos um avan\u00e7o no campo da autonomia. E o que significa autonomia? Segundo Piaget, autonomia refere-se, por um lado, a um n\u00edvel de desenvolvimento psicol\u00f3gico. Por outro, h\u00e1 uma dimens\u00e3o social. Autonomia pressup\u00f5e rela\u00e7\u00e3o com os outros. Por isso, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel realiz\u00e1-la como processo coletivo, que implica rela\u00e7\u00f5es de poder n\u00e3o autorit\u00e1rias. Quando o foco da autonomia \u00e9 o conflito, a situa\u00e7\u00e3o fica ainda mais complexa. Vale observar que a aquisi\u00e7\u00e3o da linguagem, marco importante no desenvolvimento dos pequenos, cada vez mais elaborada, n\u00e3o quer dizer que seja aplicada adequadamente, ainda.<\/p>\n<p>A linguagem \u00e9 o principal instrumento, mas deve ser ensinada, pois sua utiliza\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o clara. Portanto, pedir que as crian\u00e7as resolvam seus conflitos sozinhas pode n\u00e3o ser um caminho encorajador, construtor. Se elas nos pedem ajuda \u00e9 porque n\u00e3o sabem lidar com esse momento. Outro fator importante s\u00e3o os sentimentos envolvidos, que podem ajudar ou n\u00e3o. Se a crian\u00e7a estiver com medo de enfrentar um colega mais velho, por exemplo, guardar\u00e1 sua raiva e tristeza, mas n\u00e3o resolver\u00e1 a quest\u00e3o sozinha. Por outro lado, algumas falas revelam essa constru\u00e7\u00e3o de autonomia, que acontece progressivamente, como: \u201cEu quero esta p\u00e1 que est\u00e1 com ele.\u201d (express\u00e3o sem a\u00e7\u00e3o f\u00edsica), \u201cN\u00e3o quero esperar, quero agora. Voc\u00ea me ajuda?\u201d (pedido para conter a ansiedade e a vontade de tirar o brinquedo do outro), \u201cVoc\u00ea brinca e depois voc\u00ea me d\u00e1? Vamos fazer uma parlenda para ver quem brinca primeiro?\u201d (tentativa de acordo) e \u201cVamos brincar juntos?\u201d (proposta mais sofisticada).<\/p>\n<p>O papel do professor n\u00e3o \u00e9 resolver pelas crian\u00e7as, mas servir de scaffolding, termo cunhado por Jerome S. Bruner<sup>2<\/sup> e Edward Ross<sup>3<\/sup> , como sendo um processo que permite \u00e0 crian\u00e7a resolver um problema que estaria acima de sua capacidade Assim, estar com as crian\u00e7as nas situa\u00e7\u00f5es significa parceria importante nesse momento. Significa dar apoio, estar junto e, se houver necessidade, intervir. Muitas vezes, ter o educador perto j\u00e1 basta para que elas consigam expressar sentimentos e explicitar o acontecido, dialogar. \u00c0 medida que se apropriam de tais condutas e amadurecem sentimentos n\u00e3o precisar\u00e3o mais da nossa presen\u00e7a t\u00e3o constante. Para as crian\u00e7as dessa idade, autonomia significa saber identificar o conflito e falar sobre as ocorr\u00eancias antes de agir fisicamente, apropriar-se de possibilidades para resolver quest\u00f5es recorrentes, como a disputa por um brinquedo, por exemplo. O que importa \u00e9 saber quais s\u00e3o os recursos que cada um tem para resolver diferentes tipos de conflito sozinho, acompanhado ou com ajuda de um adulto. Para isso, \u00e9 preciso contar com a afinada observa\u00e7\u00e3o individual feita pelo professor, com os registros em forma de di\u00e1rios e pautas de observa\u00e7\u00e3o. Assim, pelo acompanhamento individual e coletivo, ser\u00e1 poss\u00edvel analisar como se formam os processos de constru\u00e7\u00e3o da autonomia das crian\u00e7as.<\/p>\n<p>(Daniela Munerato, psic\u00f3loga, professora e orientadora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil da Escola da Vila e formadora de professores do Centro de Forma\u00e7\u00e3o da Escola da Vila, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>Psic\u00f3logo, professor titular do Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo, amplamente reconhecido por seus estudos sobre a chamada Psicologia Moral.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Jerome S. Bruner nasceu em 1915. Embora seja psic\u00f3logo por forma\u00e7\u00e3o e tenha dedicado grande parte de suas obras ao estudo da Psicologia, ganhou grande notoriedade na Educa\u00e7\u00e3o gra\u00e7as \u00e0 sua participa\u00e7\u00e3o no movimento de reforma curricular, ocorrido nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, na d\u00e9cada de 1960. Bruner apelida sua teoria de instrumentalismo evolucionista, uma vez que, para ele, o homem depende das t\u00e9cnicas para a realiza\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria humanidade.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> Edward Ross (1866-1951) foi um soci\u00f3logo americano. Foi o grande divulgador da ideia de que o objetivo da Sociologia era reformar a sociedade. Ross n\u00e3o teve pares entre os soci\u00f3logos americanos em sua vida. Foi um estudioso erudito, palestrante, inspirador, reformador, corajoso e intransigente defensor da liberdade individual.<\/p>\n<div id=\"attachment_7046\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7046\" class=\"size-medium wp-image-7046\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_1-300x181.jpg\" alt=\"As crian\u00e7as aprendem a dialogar e a resolver conflitos com o outro (foto: acervo Daniela Munerato)\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_1-300x181.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_45_aprend_1.jpg 885w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7046\" class=\"wp-caption-text\">As crian\u00e7as aprendem a dialogar e a resolver conflitos com o outro (foto: acervo Daniela Munerato)<\/p><\/div>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Daniela Munerato<br \/>\nE-mail: dani@vila.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<ul>\n<li>Escola da Vila<br \/>\nEndere\u00e7o: Rua Barroso Neto, 91, Butant\u00e3 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. CEP: 05585-010 Tel.: (11) 3726-3578<br \/>\nDiretora de Educa\u00e7\u00e3o Infantil: Vania Marincek<br \/>\nCoordenadora pedag\u00f3gica: Dayse Gon\u00e7alves<br \/>\nE-mail: info@vila.com.br<br \/>\nSite: www.escoladavila.com.br<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Para Saber Mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Seis estudos de Psicologia, de Jean Piaget. Ed. Forense Universit\u00e1ria. Tel.: (11) 5080-0780. Site: www.grupogen.com.br<\/li>\n<li>Moral e \u00e9tica: dimens\u00f5es intelectuais e afetivas, de Yves de La Taille. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444. Site: www.artmed.com.br<\/li>\n<li>Desenvolvimento psicol\u00f3gico e educa\u00e7\u00e3o, de C\u00e9sar Coll, \u00c1lvaro Marchesi e Jes\u00fas Palacios. Ed. Artmed. Tel.: 0800-703-3444. Site: www.artmed.com.br<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As crian\u00e7as, mesmo as bem pequenas, podem aprender a solucionar problemas com os colegas. 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Por Daniela Munerato<\/p>\n","protected":false},"author":197,"featured_media":11947,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[406,27],"tags":[1112,1156,1152,1153,513,1154,1157,1158,1155],"class_list":{"0":"post-7042","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-45","8":"category-sustanca","9":"tag-revista-avisa-la-2011","10":"tag-conflito","11":"tag-daniela-munerato","12":"tag-escola-da-vila","13":"tag-intervencao","14":"tag-jean-piaget","15":"tag-mediacao","16":"tag-scaffolding","17":"tag-yves-de-la-taille","19":"post-with-thumbnail","20":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7042","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/197"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7042"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7042\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7042"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7042"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7042"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}