{"id":7008,"date":"2011-05-08T16:14:33","date_gmt":"2011-05-08T19:14:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.avisala.org.br\/?p=7008"},"modified":"2023-03-27T19:55:03","modified_gmt":"2023-03-27T22:55:03","slug":"nosso-terreiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/assunto\/sustanca\/nosso-terreiro\/","title":{"rendered":"Nosso Terreiro"},"content":{"rendered":"<h5>Visitas a museus e a exposi\u00e7\u00f5es permitem n\u00e3o s\u00f3 que crian\u00e7as se envolvam em trabalhos sobre a vida e a obra de artistas, como tamb\u00e9m professores, pais e toda a comunidade escolar aprendam mais sobre arte<\/h5>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o, a revista Avisa l\u00e1 inicia a publica\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de artigos sobre a rela\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a com os espa\u00e7os de Arte, como museus e exposi\u00e7\u00f5es. A inspira\u00e7\u00e3o para a iniciativa vem do trabalho da Escola ALFA<sup>1<\/sup>, coordenado por Fernanda Assump\u00e7\u00e3o, assessora de Arte da institui\u00e7\u00e3o. Nesta oportunidade, o texto destaca o trabalho do artista Cildo Meireles<sup>2<\/sup>. Em agosto, ser\u00e1 a vez de Ernesto Neto<sup>3<\/sup> e, em novembro, de Nelson Leirner<sup>4<\/sup>.<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio de conversa<\/strong><br \/>\nNa Escola ALFA, a Arte \u00e9 concebida no curr\u00edculo como mais uma possibilidade de trabalhar com o sujeito em todos os seus aspectos. Essa concep\u00e7\u00e3o deriva da compreens\u00e3o de que a Arte possibilita \u00e0 crian\u00e7a tra\u00e7ar novos caminhos, desenvolvendo a sensibilidade e adquirindo novos modos de sentir e de pensar. Entendemos que a express\u00e3o art\u00edstica assume grande relev\u00e2ncia na Educa\u00e7\u00e3o Infantil, j\u00e1 que por ela os pequenos se aproximam da realidade de um jeito diferente, isto \u00e9, pela pintura, pelo desenho, pela m\u00fasica, pela modelagem, pela fotografia etc.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por sua riqueza simb\u00f3lica e pela ludicidade de seus materiais, a Arte adquire status de linguagem privilegiada nos espa\u00e7os educativos infantis, justamente pelo di\u00e1logo possibilitado. Na Escola ALFA, as a\u00e7\u00f5es que envolvem alunos, professores, coordenadores e especialistas denominam-se \u201ca\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u201d, que corresponde ao desenvolvimento simult\u00e2neo e permanente de atividades com tr\u00eas focos diferentes e complementares: a experimenta\u00e7\u00e3o, a express\u00e3o gr\u00e1fica e a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Bienal e Educa\u00e7\u00e3o Infantil<\/strong><br \/>\nO que nos aproximou da 29a Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo<sup>5<\/sup> foi a convic\u00e7\u00e3o de que o acesso \u00e0 Arte constitui-se em possibilidade de transforma\u00e7\u00e3o. A declara\u00e7\u00e3o do presidente da Funda\u00e7\u00e3o Bienal, Heitor Martins, veio ao encontro de nossas cren\u00e7as: \u201cAcreditando na import\u00e2ncia da Educa\u00e7\u00e3o e da Arte na forma\u00e7\u00e3o dos cidad\u00e3os e na sua maneira de enxergar o mundo, a Bienal de S\u00e3o Paulo dedica-se a promover o contato do p\u00fablico com a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica.\u201d<\/p>\n<p>O t\u00edtulo da Bienal <i>H\u00e1 sempre um copo de mar para o homem navegar<\/i> (inspirado num verso do poeta alagoano Jorge de Lima) sugeria a import\u00e2ncia da experimenta\u00e7\u00e3o referida acima. Segundo os curadores, a dimens\u00e3o ut\u00f3pica da Arte est\u00e1 contida nela e n\u00e3o fora dela. Ao pensarmos no projeto Nosso Terreiro (relatado a seguir), n\u00e3o pretend\u00edamos fazer uma reflex\u00e3o pol\u00edtica com crian\u00e7as de Educa\u00e7\u00e3o Infantil \u2013 pelo menos n\u00e3o com a dimens\u00e3o pensada e proposta pelos organizadores da Bienal.<\/p>\n<p>Quer\u00edamos, sim, abrir um espa\u00e7o de di\u00e1logo, de experimenta\u00e7\u00e3o, para al\u00e9m de nossas salas e de nosso ateli\u00ea, invocando os pais, os professores e a\u00a0 comunidade para experimentar e pensar Arte. Tamb\u00e9m era nosso objetivo oferecer aos pequenos o acesso \u00e0s obras expostas na Bienal, em um trabalho com base na nossa \u201ca\u00e7\u00e3o art\u00edstica\u201d e tamb\u00e9m na elabora\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Reconhec\u00edamos no ato do planejamento que se tratava de um projeto ousado, considerando-se o contexto em que ele se desenvolve: a Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Por que e para qu\u00ea ousar? Para chamar a aten\u00e7\u00e3o de artistas, de educadores e da sociedade \u00e0s possibilidades de a\u00e7\u00e3o e de produ\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as por meio da Arte. Vale ressaltar aqui que, em geral, h\u00e1 visitas monitoradas para crian\u00e7as desta faixa et\u00e1ria em museus do Brasil. O que estaria por tr\u00e1s dessa exclus\u00e3o? Qual \u00e9 a vis\u00e3o de mundo, de sujeito, de Educa\u00e7\u00e3o e de Arte? Consideramos que a Bienal poderia ser tomada como um espa\u00e7o para ousar e questionar temas como esses que, a nosso ver, s\u00e3o de natureza pol\u00edtica.<\/p>\n<p><strong>Artistas brasileiros<\/strong><br \/>\nTendo em vista a import\u00e2ncia e a grandiosidade de um evento que aconteceria t\u00e3o pr\u00f3ximo de n\u00f3s e do papel da Arte na Educa\u00e7\u00e3o que se desenvolve em nossa escola, aceitamos o desafio de transpor a linguagem de diferentes artistas da mostra para o universo da Educa\u00e7\u00e3o Infantil, assumindo a Arte como linguagem privilegiada para esse p\u00fablico. Foi assim que nasceu o projeto Nosso Terreiro, que envolveu as crian\u00e7as de 2 a 7 anos, com o objetivo de orientar e organizar as a\u00e7\u00f5es desenvolvidas na Escola ALFA, tomando a 29\u00aa Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo como integradora das atividades curriculares no segundo semestre de 2010.<\/p>\n<p>Considerando a grande quantidade de artistas com obras na Bienal e a especificidade de nossos alunos, escolhemos estudar os artistas brasileiros representados nessa exposi\u00e7\u00e3o (e que est\u00e3o nas prateleiras da biblioteca de Arte da Escola), cujas obras as crian\u00e7as, as professoras, os funcion\u00e1rios e os pais certamente t\u00eam mais possibilidade de acesso em exposi\u00e7\u00f5es de galerias e demais espa\u00e7os.<\/p>\n<p>Seis artistas foram escolhidos para o trabalho, levando-se em considera\u00e7\u00e3o as diversidades do fazer art\u00edstico, sua import\u00e2ncia hist\u00f3rica no \u00e2mbito nacional e a capacidade de di\u00e1logo direto com a faixa et\u00e1ria em quest\u00e3o. S\u00e3o eles: Cildo Meireles, Ernesto Neto, H\u00e9lio Oiticica<sup>6<\/sup>, Mira Schendel<sup>7<\/sup>, Nelson Leiner e Ros\u00e2ngela Renn\u00f3<sup>8<\/sup>.<\/p>\n<p>Com base no estudo de cada um desses artistas, foi poss\u00edvel ensinar t\u00e9cnicas diferentes: intensidade crom\u00e1tica, com Cildo Meireles; instala\u00e7\u00e3o, com Ernesto Neto; constru\u00e7\u00e3o, com H\u00e9lio Oiticica; grafismo de letras, com Mira Schendel; colagem, com Nelson Leirner; e fotografia, com Ros\u00e2ngela Renn\u00f3. Todo o processo come\u00e7ou no primeiro semestre de 2010. No fim de maio e ao longo de junho, as coordenadoras pedag\u00f3gicas e eu participamos do curso elaborado pelo setor Educativo da Bienal que, al\u00e9m das preciosas informa\u00e7\u00f5es, distribuiu valioso material. Com isso, iniciou-se uma conversa com as professoras da Escola sobre a implanta\u00e7\u00e3o do projeto. Foi definido que todas as turmas participariam do trabalho, realizando as mesmas atividades, apenas adaptando-as \u00e0s caracter\u00edsticas de cada faixa et\u00e1ria. Cada um dos artistas foi trabalhado durante duas semanas, em duas etapas, da seguinte maneira:<\/p>\n<ol>\n<li>Atividade art\u00edstica proposta por mim para todas as turmas, com refer\u00eancia no trabalho do artista estudado.<\/li>\n<li>Com base no trabalho da semana anterior, cada professora, levando em conta as caracter\u00edsticas de seu grupo, elaborou uma proposta de produ\u00e7\u00e3o diferente, modificando o suporte inicial. Essas a\u00e7\u00f5es, coletivas ou individuais, caracterizaram-se em atividades como pintar por cima, cortar e remontar, rasgar e colar em um novo suporte, fotografar para fazer interven\u00e7\u00f5es etc.<\/li>\n<\/ol>\n<p>Antes de iniciar os trabalhos, as educadoras apresentaram para as crian\u00e7as imagens da vida e da obra dos artistas e uma breve biografia de cada um deles.<\/p>\n<div id=\"attachment_7012\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisa46_sus12.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7012\" class=\"size-medium wp-image-7012\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisa46_sus12-300x206.jpg\" alt=\"Pesquisas de diferentes suportes e materiais  (foto: Fernanda Assump\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisa46_sus12-300x206.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisa46_sus12.jpg 478w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7012\" class=\"wp-caption-text\">Pesquisas de diferentes suportes e materiais (foto: Fernanda Assump\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<p><strong>Tudo em vermelho<\/strong><br \/>\nTodas as crian\u00e7as assistiram a um v\u00eddeo<sup>9<\/sup> sobre a vida e a obra de Cildo Meireles. Depois, as professoras solicitaram a cada uma que levasse para a escola um objeto vermelho. No dia combinado, por sorteio, os pequenos colocaram seus objetos em um local onde todos puderam sentar-se em volta para apreci\u00e1-los. Tinta vermelha e riscantes de v\u00e1rios tons foram oferecidos, al\u00e9m de cartolina para que eles pintassem ou desenhassem o que quisessem. Para os maiores, havia l\u00e1pis grafite para desenho de observa\u00e7\u00e3o dos objetos, al\u00e9m de material de pintura.<\/p>\n<p>As crian\u00e7as das turmas de 5 e 6 anos realizaram, al\u00e9m das atividades apresentadas, uma pesquisa individual. Nesse momento, pedimos a colabora\u00e7\u00e3o dos pais e dos respons\u00e1veis. Era preciso encontrar, em qualquer momento da hist\u00f3ria da Arte Brasileira, um artista que, por alguma raz\u00e3o, lhes despertasse interesse particular e significativo. A atividade teve como objetivo construir repert\u00f3rio visual e pr\u00e1tico, com refer\u00eancia nos artistas brasileiros da Bienal.<\/p>\n<p>Como resultado, as pesquisas revelaram diversos tipos de informa\u00e7\u00e3o, como a hist\u00f3ria de vida do artista escolhido, sua trajet\u00f3ria art\u00edstica e, principalmente, fotos e imagens de seu trabalho. Depois, todos fizeram uma apresenta\u00e7\u00e3o para os demais colegas da sala. O envolvimento dos alunos e dos pais e a desenvoltura das crian\u00e7as durante a apresenta\u00e7\u00e3o da pesquisa para os colegas revelaram a potencialidade da Arte como integradora do processo de desenvolvimento infantil.<\/p>\n<p>Em setembro, combinamos que as crian\u00e7as visitariam a Bienal. Como parte da prepara\u00e7\u00e3o dessa sa\u00edda, as professoras visitaram antes a mostra. Tamb\u00e9m houve uma reuni\u00e3o com os pais para apresenta\u00e7\u00e3o do projeto Nosso Terreiro. Na ocasi\u00e3o, foram sorteados kits do material da Bienal para os interessados e distribu\u00eddos convites para os respons\u00e1veis a fim de que eles pudessem ir com a escola ao evento.<\/p>\n<p><strong>Exposi\u00e7\u00e3o de aprendizagens<\/strong><br \/>\nEm novembro de 2010, a Escola ALFA abriu as portas para receber alunos, fam\u00edlias e demais convidados para a exposi\u00e7\u00e3o de todos os trabalhos realizados no projeto Nosso Terreiro. O convite para o evento foram copos de quatro cores diferentes para cada fam\u00edlia, com o t\u00edtulo da Bienal: H\u00e1 sempre um copo de mar para o homem navegar. Assim como na Bienal, a Escola dividiu-se por terreiros. Foram seis, correspondendo aos artistas estudados.<\/p>\n<p>Como a\u00e7\u00e3o coletiva, montamos o s\u00e9timo espa\u00e7o para que cada turma escolhesse livremente o modo de trabalhar o tema da exposi\u00e7\u00e3o. O resultado desse terreiro-s\u00edntese expressou o alcance do projeto, pelo envolvimento de alunos e docentes na produ\u00e7\u00e3o de mares, barcos, cascatas, barcos \u00e0 vela, resultando em uma instala\u00e7\u00e3o de grande criatividade e beleza.<\/p>\n<p>Nos terreiros dos artistas, al\u00e9m da exposi\u00e7\u00e3o das obras produzidas pelas crian\u00e7as, foi montado um ateli\u00ea para os visitantes realizarem atividades art\u00edsticas. N\u00e3o havia limite de tempo nem de quantidade. A ideia era envolver pais e filhos em uma produ\u00e7\u00e3o conjunta, em que o l\u00fadico assumisse preval\u00eancia.<\/p>\n<p>No terreiro de Cildo Meireles, realizamos uma oficina de explora\u00e7\u00e3o do vermelho. As professoras montaram as mesas de luz e o retroprojetor para manuseio de v\u00e1rios objetos transl\u00facidos. Crian\u00e7as e pais podiam escolher os objetos (um ou v\u00e1rios), coloc\u00e1-los sobre a mesa de luz e v\u00ea-los projetados no teto, com formas que surpreendiam e encantavam. No mesmo espa\u00e7o, sobre uma mesa, havia tamb\u00e9m grandes cartolinas vermelhas (atividade individual) e um rolo de papel kraft aberto (atividade coletiva), al\u00e9m de riscantes e tinta vermelha de v\u00e1rios tons.<\/p>\n<p>Na hist\u00f3ria da ALFA, muitos foram os projetos realizados, sempre com o objetivo de integrar os conhecimentos das diversas \u00e1reas trabalhadas na Educa\u00e7\u00e3o Infantil e de sintetizar o processo vivido por crian\u00e7as e educadores ao longo do ano letivo. Contudo, o trabalho apresentado foi surpreendente, sobretudo pelas a\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es proporcionadas pela Arte Contempor\u00e2nea. A come\u00e7ar por nosso contato com a equipe do setor Educativo da Bienal, que se constituiu em parceiro na forma\u00e7\u00e3o da nossa equipe; pela receptividade e pelo envolvimento dos pais e dos respons\u00e1veis em todos os momentos; pelo envolvimento de v\u00e1rios funcion\u00e1rios da Bienal, que receberam as crian\u00e7as, que se encantaram com suas atitudes e conhecimento \u2013 elas sabiam os nomes dos artistas e de suas obras; pela habilidade de alguns alunos, que serviram de monitores e guiaram os pais em visita \u00e0 mostra; e, finalmente, pela disponibilidade das professoras, que se apropriaram de novos conhecimentos sobre Arte Contempor\u00e2nea, arriscaram inusitadas produ\u00e7\u00f5es com as turmas e guiaram os pais e demais visitantes em suas oficinas.<\/p>\n<p>O convite do setor Educativo da Bienal para que relat\u00e1ssemos o projeto Nosso Terreiro, em um dos terreiros, foi recebido com grande honra, e o relato feito pelas profissionais da Escola ALFA coroou uma a\u00e7\u00e3o que revelou a import\u00e2ncia da a\u00e7\u00e3o coletiva na Educa\u00e7\u00e3o e as reais possibilidades de avan\u00e7ar em qualidade quando unimos os profissionais da escola, os da Bienal e as fam\u00edlias, na promo\u00e7\u00e3o de algo que faz a diferen\u00e7a n\u00e3o s\u00f3 para as crian\u00e7as, mas para toda a comunidade.<\/p>\n<p>(Fernanda Assump\u00e7\u00e3o, arquiteta, artista pl\u00e1stica e assessora de Arte da Escola ALFA, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>A Escola ALFA dedica-se \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o Infantil, atendendo crian\u00e7as de 2 a 6 anos.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Cildo Meireles (Rio de Janeiro, 1948) \u00e9 um artista multim\u00eddia. Em toda a sua obra, h\u00e1 uma constante manifesta\u00e7\u00e3o de tens\u00e3o e tor\u00e7\u00e3o no \u00e2mbito da est\u00e9tica, da percep\u00e7\u00e3o, da ci\u00eancia ou da economia. Centrada na experi\u00eancia desses diferentes ramos do conhecimento, sua arte visa gerar novos significados por meio do reconhecimento dos limites e da falibilidade desses sistemas de compreens\u00e3o.<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Ernesto Neto (Rio de Janeiro, 1964) expande a pr\u00e1tica da escultura utilizando-se, na maior parte das vezes, de tecidos com elasticidade, temperos e isopor como principais materiais, e a for\u00e7a da gravidade como elemento determinante. A intera\u00e7\u00e3o f\u00edsica \u00e9 outro aspecto fundamental de seu trabalho.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>Nelson Leirner (S\u00e3o Paulo, 1932) \u00e9 considerado um artista pol\u00eamico, sempre preocupado em atingir as ruas e, assim, criar indaga\u00e7\u00f5es nas pessoas. Para conseguir isso, utiliza v\u00e1rias estrat\u00e9gias est\u00e9ticas e\/ou comportamentais de modo experimental, mesmo que isso cause\u00a0 estranhamento \u00e0s pessoas.<\/p>\n<p><sup>5<\/sup>A Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma iniciativa da Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo com o apoio do Minist\u00e9rio da Cultura e da Prefeitura de S\u00e3o Paulo. A 29\u00aa edi\u00e7\u00e3o firmou parceria com a Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o do Estado e a do Munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo e de outras cidades vizinhas, com diversas institui\u00e7\u00f5es privadas de ensino e ONGs para a capacita\u00e7\u00e3o de mais de 35 mil educadores. Foi aberta ao p\u00fablico no per\u00edodo de 25 de setembro a 12 de dezembro de 2010, no Pavilh\u00e3o Ciccillo Matarazzo, localizado no Parque do Ibirapuera, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Site: www.fbsp.org.br<\/p>\n<p><sup>6<\/sup>H\u00e9lio Oiticica (Rio de Janeiro, 1937\u20131980) foi pintor, escultor, artista pl\u00e1stico e perform\u00e1tico de aspira\u00e7\u00f5es anarquistas. \u00c9 considerado um dos artistas mais revolucion\u00e1rios de seu tempo, cuja obra experimental e inovadora \u00e9 reconhecida internacionalmente.<\/p>\n<p><sup>7<\/sup>Mira Schendel (Zurique,1919\u20131988) estudou as potencialidades gr\u00e1ficas das letras em diversas explora\u00e7\u00f5es de suas formas, como se cada letra tivesse um mist\u00e9rio contido em seu pr\u00f3prio desenho. Foi a \u00fanica artista desse time que n\u00e3o nasceu no Brasil, mas foi escolhida por ter vivido no Pa\u00eds.<\/p>\n<p><sup>8<\/sup>Ros\u00e2ngela Renn\u00f3 (Belo Horizonte, 1962) prop\u00f5e a ressignifica\u00e7\u00e3o de imagens preexistentes. Negando-se a produzir novas fotografias, a artista passa a se interessar por imagens recolhidas em \u00e1lbuns e arquivos fotogr\u00e1ficos de sua fam\u00edlia.<\/p>\n<p><sup>9<\/sup>Cildo Meireles, produzido pelo Instituto Cultural Inhotim, Brumadinho \u2013 MG. 2008. Apresenta os trabalhos em exposi\u00e7\u00e3o permanente em Inhotim Arte Contempor\u00e2nea: Desvio para o vermelho, 1967\u20131984, Atrav\u00e9s, 1983\u20131989, Glober Trother, 1991 e Inmensa, 1982-2002.<\/p>\n<h4>Ficha T\u00e9cnica<\/h4>\n<ul>\n<li>Escola ALFA Endere\u00e7o: Rua dos Macunis, 333 \u2013 Alto de Pinheiros. CEP: 05444-000 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP Tel.: (11) 3031-8656\/3819-4567 E-mail:alfa@escolaalfa.com Site: www.escolaalfa.com<\/li>\n<\/ul>\n<p>Diretora pedag\u00f3gica: Cec\u00edlia Pereira de Almeida Assump\u00e7\u00e3o E-mail: cecilia@escolaalfa.com<br \/>\nAssessora institucional: Vera Trevisan de Souza<br \/>\nCoordenadora: Carla Gorga Guimar\u00e3es<br \/>\nAssessora de Arte: Fernanda Assump\u00e7\u00e3o E-mail: paraafe@hotmail.com<\/p>\n<ul>\n<li>Inhotim Arte Contempor\u00e2nea Endere\u00e7o: Rua B, 20, Inhotim. CEP: 35460-000 \u2013 Brumadinho \u2013 MG Tel.: (31) 3227-0001 E-mail: info@inhotim.org.br Site: www.inhotim.org.br<\/li>\n<\/ul>\n<div id=\"attachment_7013\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_46_sus4.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7013\" class=\"size-medium wp-image-7013\" src=\"http:\/\/www.avisala.org.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_46_sus4-300x202.jpg\" alt=\"A\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es proporcionadas pela Arte Contempor\u00e2nea (foto: Fernanda Assump\u00e7\u00e3o)\" width=\"300\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_46_sus4-300x202.jpg 300w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/avisala_46_sus4.jpg 881w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7013\" class=\"wp-caption-text\">A\u00e7\u00f5es e intera\u00e7\u00f5es proporcionadas pela Arte Contempor\u00e2nea (foto: Fernanda Assump\u00e7\u00e3o)<\/p><\/div>\n<h4><strong>Projeto Educativo da Bienal<\/strong><\/h4>\n<p>A 29\u00aa Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo elaborou extenso Projeto Educativo, com atividades e materiais de forma\u00e7\u00e3o variados para p\u00fablicos diferentes. Tendo como foco a experi\u00eancia com a Arte, as a\u00e7\u00f5es n\u00e3o constitu\u00edram um guia para a compreens\u00e3o dos trabalhos, mas uma cole\u00e7\u00e3o de convites para quem quisesse se aproximar dos conceitos e das po\u00e9ticas que integraram a mostra. A ideia foi encorajar o p\u00fablico a acreditar nas pr\u00f3prias percep\u00e7\u00f5es sobre os trabalhos expostos, lan\u00e7ando m\u00e3o de seus repert\u00f3rios e experi\u00eancias, e, ao mesmo tempo, oferecer informa\u00e7\u00f5es que ampliassem seu universo de compreens\u00e3o da Arte.<\/p>\n<p>Sob a curadoria de Stela Barbieri<sup>10<\/sup>, o programa teve in\u00edcio antes da exposi\u00e7\u00e3o, com a organiza\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o para educadores de escolas p\u00fablicas e particulares, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, comunidades e associa\u00e7\u00f5es culturais. A equipe de 320 educadores foi especialmente preparada para receber o p\u00fablico ao longo da mostra por meio de forma\u00e7\u00e3o organizada em parceria com 22 institui\u00e7\u00f5es culturais de S\u00e3o Paulo, dentre elas: Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo<sup>11<\/sup>, Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand (MASP)<sup>12<\/sup>, Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo (MAC)<sup>13<\/sup>, Centro Cultural S\u00e3o Paulo (CCSP)<sup>14<\/sup> e Instituto Ita\u00fa Cultural<sup>15<\/sup> \u2013 de modo a propiciar um contato com diferentes experi\u00eancias em media\u00e7\u00e3o cultural. Cursos para crian\u00e7as, adolescentes, jovens e adultos, encontros com cr\u00edticos, curadores e artistas, e um semin\u00e1rio internacional sobre Educa\u00e7\u00e3o, arte e pol\u00edtica complementaram as atividades.<\/p>\n<p>(Fonte: 29\u00aa Bienal \u2013 Educativo. Site: www.bienal.org.br\/FBSP pt\/Educativo)<\/p>\n<p><sup>10<\/sup>Artista pl\u00e1stica, educadora e contadora de hist\u00f3rias; curadora do projeto educativo da 29a Bienal de Arte de S\u00e3o Paulo e diretora da A\u00e7\u00e3o Educativa do Instituto Tomie Ohtake, em S\u00e3o Paulo \u2013 SP<\/p>\n<p><sup>11<\/sup>\u00c9 o museu de arte mais antigo da cidade de S\u00e3o Paulo, com \u00eanfase na produ\u00e7\u00e3o brasileira at\u00e9 a contemporaneidade. Pra\u00e7a da Luz, 2 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 3324-1000. Site: www.pinacoteca.org.br<\/p>\n<p><sup>12<\/sup>\u00c9 considerado o mais importante museu de arte ocidental do Hemisf\u00e9rio Sul. Em seu acervo destacam-se pinturas ocidentais, principalmente italianas e francesas, do s\u00e9culo XIII aos nossos dias. Avenida Paulista, 1578 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 3251-5644. Site: www.masp.art.br<\/p>\n<p><sup>13<\/sup>\u00c9 um dos mais importantes museus de arte moderna e contempor\u00e2nea da Am\u00e9rica Latina. Atualmente conta com 2 unidades: MAC USP Cidade Universit\u00e1ria, Rua da Pra\u00e7a do Rel\u00f3gio, 160 (antiga Rua da Reitoria) \u2013 Cidade Universit\u00e1ria \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11)3091-3039 e MAC USP Ibirapuera, Pavilh\u00e3o Ciccillo Matarazzo, 3\u00ba piso, Parque Ibirapuera \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 5573-9932. Site: www.mac.usp.br<\/p>\n<p><sup>14<\/sup>Oferece espet\u00e1culos de teatro, de dan\u00e7a e de m\u00fasica; mostras de artes visuais; proje\u00e7\u00f5es de cinema e de v\u00eddeo; oficinas, debates e cursos, al\u00e9m de manter sob sua guarda expressivos acervos da cidade de S\u00e3o Paulo. Rua Vergueiro, 1000 \u2013 Para\u00edso \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 3397-4002. Site: www.centrocultural.sp.gov.br<\/p>\n<p><sup>15<\/sup>Instituto privado, voltado \u00e0 pesquisa e \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado, ao mapeamento, ao fomento e ao est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o de manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas. Avenida Paulista, 149 \u2013 S\u00e3o Paulo \u2013 SP. Tel.: (11) 2168-1777. Site: www.itaucultural.org.br<\/p>\n<h4><strong>Um pouco de Cildo Meireles<\/strong><\/h4>\n<p>Aos 10 anos, Cildo Meireles mudou-se para Bras\u00edlia, e foi nesse per\u00edodo que travou contato com a Arte Moderna e Contempor\u00e2nea. Em 1967, foi para o Rio de Janeiro e passou a dar mais aten\u00e7\u00e3o para obras tridimensionais. Sua primeira instala\u00e7\u00e3o foi Desvio para o vermelho, realizada no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-RJ), em 1967. Nesse mesmo ano, criou Espa\u00e7os Virtuais: Canto, ambientes assemelhados a interiores de casa, organizados segundo especula\u00e7\u00f5es geom\u00e9tricas.<\/p>\n<p>Em 1970, participou da exposi\u00e7\u00e3o coletiva Information, no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque \u2013 EUA (Museum of Modern Art \u2013 MoMA). A mostra reuniu boa parte da produ\u00e7\u00e3o de matriz conceitual da d\u00e9cada de 1960. Cildo participou com Inser\u00e7\u00f5es em circuitos ideol\u00f3gicos, trabalhos em que imprime frases subversivas em c\u00e9dulas de dinheiro e em garrafas de refrigerante. A interven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica em objetos banais \u00e9 constante em sua produ\u00e7\u00e3o entre 1970 e 1975.<\/p>\n<p>Morou tamb\u00e9m nos Estados Unidos da Am\u00e9rica, de 1971 at\u00e9 1973. Ao retornar ao Brasil, concentrou seu trabalho nas linguagens conceituais e na apropria\u00e7\u00e3o de objetos n\u00e3o art\u00edsticos. Realizou, em 1975, a instala\u00e7\u00e3o Eureka\/Blindhotland, na qual investigou propriedades sensoriais n\u00e3o visuais dos objetos utilizados. Na segunda metade da d\u00e9cada de 1970, ampliou essa discuss\u00e3o em esculturas. No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, alguns elementos pict\u00f3ricos foram incorporados \u00e0s suas instala\u00e7\u00f5es e esculturas. A obra deu escala monumental \u00e0 tem\u00e1tica pol\u00edtica de Cildo Meireles. A partir de 1989, passou a expor fora do Brasil com mais frequ\u00eancia.<\/p>\n<h4><strong>Entrevista com Stela Barbieri<\/strong><\/h4>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013 Qual \u00e9 a import\u00e2ncia de se visitar museus e exposi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\n<strong>Stela Barbieri \u2013<\/strong> \u00c9 importante criar possibilidades de acesso para que os alunos conhe\u00e7am outras culturas e vivenciem o encontro com a Arte desde sempre. Uma crian\u00e7a que se relaciona com a Arte pode ter uma vis\u00e3o mais abrangente do mundo, com respeito \u00e0s diferen\u00e7as em sua maneira de se relacionar consigo e com os outros.<\/p>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013 E as escolas que n\u00e3o possuem essa oportunidade de visita na cidade, o que devem fazer?<\/strong><br \/>\n<strong>Stela Barbieri \u2013<\/strong> O mais importante na Educa\u00e7\u00e3o por meio da Arte \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, que pode se dar com base na observa\u00e7\u00e3o do entorno e na percep\u00e7\u00e3o do lugar onde se vive \u2013 a temperatura, a arquitetura e a natureza. Os professores podem usar tamb\u00e9m a internet, pesquisar artistas que vivam na regi\u00e3o e, assim, criar um territ\u00f3rio de experi\u00eancias est\u00e9ticas vivo e significativo.<\/p>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013 Como o professor pode ajudar a turma a se preparar para visitas a museus e a exposi\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\n<strong>Stela Barbieri \u2013<\/strong> O professor pode participar de forma\u00e7\u00f5es e de cursos a dist\u00e2ncia, mas pode tamb\u00e9m trabalhar com os alunos as percep\u00e7\u00f5es do corpo e a observa\u00e7\u00e3o de tudo que o cerca. \u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m criar ateli\u00eas para pr\u00e1ticas art\u00edsticas em que os alunos, al\u00e9m de refletir sobre Arte, possam experimentar seu processo criador. A Arte Contempor\u00e2nea prop\u00f5e o questionamento do mundo atual e isso diz respeito a todos n\u00f3s.<\/p>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013 Sobre a Bienal, qual \u00e9 a import\u00e2ncia de um evento desse porte para as escolas?<\/strong><br \/>\n<strong>Stela Barbieri \u2013<\/strong> A Bienal \u00e9 uma das maiores exposi\u00e7\u00f5es de Arte do mundo, um evento que conta com a presen\u00e7a de grandes artistas, que est\u00e3o produzindo a Arte de nosso tempo, que refletem sobre nossos comportamentos, problemas sociais e econ\u00f4micos atuais e diferentes temas que nos cercam. As percep\u00e7\u00f5es de cada pessoa s\u00e3o \u00fanicas e \u00e9 importante que a escola reconhe\u00e7a a singularidade de cada aluno em suas leituras de Arte.<\/p>\n<p><strong>Revista Avisa l\u00e1 \u2013 Ainda sobre a Bienal, como \u00e9 poss\u00edvel que os professores e, consequentemente, os alunos, aproveitem um evento como esse?<\/strong><br \/>\n<strong>Stela Barbieri \u2013<\/strong> Nossa proposta \u00e9 que as pessoas reflitam sobre Arte, mas tamb\u00e9m sobre a vida, sobre o mundo. Para que os professores e os alunos possam aproveitar a Bienal como um todo, acreditamos que o mais importante \u00e9 estar aberto para sentir. A escola leva como aprendizado a possibilidade de olhar para coisas cotidianas de maneira diferente e perceber que a Arte faz parte da vida.<\/p>\n<h4><strong>Para Saber Mais<\/strong><\/h4>\n<p>Livros<\/p>\n<ul>\n<li>Cat\u00e1logo da 29a Bienal de S\u00e3o Paulo: H\u00e1 sempre um copo de mar para um homem navegar, organizado por Agnaldo Farias e Moacir dos Anjos: Funda\u00e7\u00e3o Bienal de S\u00e3o Paulo: S\u00e3o Paulo. Tel.: (11) 5576-7611. E-mail: educativo@fbsp.org.br<\/li>\n<li>CILDO MEIRELES, de Paulo Herkenhoff, Geraldo Mosquera e Dan Cameron. Cosac &amp; Naify: S\u00e3o Paulo. Tel.: (11) 3218-1472. Site: http:\/\/editora.cosacnaify.com.br \/AtendProfessorGeral.aspx<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Visitas a museus e a exposi\u00e7\u00f5es permitem n\u00e3o s\u00f3 que crian\u00e7as se envolvam em trabalhos sobre a vida e a obra de artistas, como tamb\u00e9m professores, pais e toda a comunidade escolar aprendam mais sobre arte. Por Fernanda Assump\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":199,"featured_media":11951,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[407,27],"tags":[1112,28,1136,1135,1132,1137,250,1130,1138,1133,1139,65,1140,1141,1134,1131],"class_list":{"0":"post-7008","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-revista-avisala-46","8":"category-sustanca","9":"tag-revista-avisa-la-2011","10":"tag-arte","11":"tag-artes-plasticas","12":"tag-bienal","13":"tag-cildo-meireles","14":"tag-ernesto-neto","15":"tag-exposicao","16":"tag-fernanda-assumpcao","17":"tag-helio-oiticica","18":"tag-inhotim","19":"tag-mira-schendel","20":"tag-museu","21":"tag-nelson-leiner","22":"tag-rosangela-renno","23":"tag-scola-alfa","24":"tag-stela-barbieri","26":"post-with-thumbnail","27":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7008","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/199"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7008"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7008\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7008"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7008"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7008"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}