{"id":537,"date":"2000-08-20T00:01:46","date_gmt":"2000-08-20T03:01:46","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=537"},"modified":"2023-03-27T10:24:58","modified_gmt":"2023-03-27T13:24:58","slug":"reuniao-de-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/programas\/reuniao-de-pais\/","title":{"rendered":"Reuni\u00e3o de Pais"},"content":{"rendered":"<h5>A reuni\u00e3o de pais \u00e9 pr\u00e1tica muito comum em creches e pr\u00e9-escolas. As institui\u00e7\u00f5es convocam os familiares para esses encontros que, em geral, s\u00e3o encarados como meras obriga\u00e7\u00f5es cansativas. Percebe-se que h\u00e1 por um lado falta de intencionalidade clara com os objetivos da reuni\u00e3o, por outro lado existe uma certa apatia daqueles que s\u00e3o convocados a participar. Para refletir sobre o assunto e buscar alternativas que possam tornar esses momentos mais interessantes e produtivos, trouxemos a palavra da especialista em psicologia da educa\u00e7\u00e3o Irene Franciscato<sup>1<\/sup> e as experi\u00eancias de profissionais que conseguiram criar espa\u00e7os reais de intera\u00e7\u00e3o escola\/fam\u00edlia nas reuni\u00f5es.<!--more--><\/h5>\n<div id=\"attachment_546\" style=\"width: 318px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-546\" class=\"size-full wp-image-546\" title=\"avisala_04_projeto\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_04_projeto.jpg\" alt=\"O Espet\u00e1culo de Marionetes, Victor Gabriel Gilbert (1847-1933). Agenda Unisef 1999.\" width=\"308\" height=\"228\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_04_projeto.jpg 308w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2012\/07\/avisala_04_projeto-300x222.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 308px) 100vw, 308px\" \/><p id=\"caption-attachment-546\" class=\"wp-caption-text\">Reuni\u00f5es de educadores com pais e m\u00e3es podem ter intera\u00e7\u00f5es significativas e l\u00edricas, como as que vemos nesta imagem<br \/>(O Espet\u00e1culo de Marionetes, Victor Gabriel Gilbert (1847-1933). Agenda Unisef 1999.)<\/p><\/div>\n<p>A reuni\u00e3o de pais tem assumido, historicamente, o papel burocr\u00e1tico de informar os pais sobre o regulamento da institui\u00e7\u00e3o, calend\u00e1rio escolar, etc. No entanto, a intera\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlias em creches e pr\u00e9-escolas deve ser muito maior do que simplesmente transmitir recados. Sobre isso, diz Irene Franciscato : &#8220;a intera\u00e7\u00e3o, quando significativa, geralmente leva a que educadores e familiares criem la\u00e7os, gerando o sentimento de pertencer a um grupo que tem algo em comum, uma cumplicidade \u00e0s vezes prazerosa, \u00e0s vezes \u00e1rdua: a educa\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as pequenas&#8221;.<\/p>\n<p>Dada a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias, a reuni\u00e3o de pais tem sido discutida pelos profissionais de educa\u00e7\u00e3o. Mas, afinal, para que serve? Irene afirma que &#8220;os objetivos das reuni\u00f5es s\u00e3o os de informar e discutir a proposta educacional e conhecer a realidade vivida pela crian\u00e7a em seu meio familiar e social. O entendimento e aceita\u00e7\u00e3o deste pressuposto de pronto elimina a elabora\u00e7\u00e3o da pauta de reuni\u00e3o, baseada em uma s\u00e9rie de pequenos avisos e recomenda\u00e7\u00f5es que tanto podem cansar e desmotivar os familiares.<\/p>\n<p>Certamente, outros momentos de contato com os familiares se prestam melhor a esse tipo de comunica\u00e7\u00e3o. No caso de lembretes importantes e intransfer\u00edveis, na melhor das hip\u00f3teses, devem ocupar o \u00faltimo item da pauta da reuni\u00e3o. Tamb\u00e9m se elimina o uso desse encontro para ensinar aos pais como cuidar de seus filhos ou como se tornar colaborador da institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o. Ao inv\u00e9s disso, \u00e9 mais coerente e interessante aproveitar a reuni\u00e3o para a troca de saberes entre pais e educadores.&#8221;Mas equilibrar os pap\u00e9is informativo e pedag\u00f3gico n\u00e3o \u00e9 tarefa das mais f\u00e1ceis.<\/p>\n<p>A Creche AMUNO<sup>2<\/sup>, em Osasco, recorre a algumas estrat\u00e9gias para garantir o sucesso das reuni\u00f5es. L\u00e1, os educadores costumam realizar um encontro no in\u00edcio do ano para apresentar o programa pedag\u00f3gico. Para os pais novos h\u00e1 uma data especial, para apresentar as regras da institui\u00e7\u00e3o e as pessoas que atuam na creche, a fim de que possam saber a quem se remeter quando precisarem de algo. Al\u00e9m dessa reuni\u00e3o inicial, de car\u00e1ter mais informativo, existem os encontros coordenados pela professora de cada grupo, cujo objetivo principal \u00e9 contar sobre os projetos e as aprendizagens daquela turma. Alguns minutos s\u00e3o reservados para os informes da institui\u00e7\u00e3o, como hor\u00e1rios, card\u00e1pio de almo\u00e7o, lanche, datas de festas, etc., dados sempre pela gerente da creche, que passa de sala em sala falando diretamente aos pais.<\/p>\n<p>Mas a \u00eanfase \u00e9 para o projeto pedag\u00f3gico: &#8220;As reuni\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o espa\u00e7os de aprendizagem dos pais \u2013 conta Vandr\u00e9a P\u00f3voa<sup>3<\/sup>, coordenadora pedag\u00f3gica da creche \u2013 porque eles acabam aprendendo sobre os assuntos que os filhos est\u00e3o tratando nos projetos. Nessas reuni\u00f5es, bem como no cotidiano, os pais trazem muitas perguntas, sempre em fun\u00e7\u00e3o do que os filhos est\u00e3o vivendo (veja textos destacados no p\u00e9 da p\u00e1gina).<br \/>\nParticipando dos encontros, as fam\u00edlias tomam conhecimento da nossa proposta, o que vamos ensinar \u00e0s crian\u00e7as, sabem o que podem esperar e concluem que aqui \u00e9 um lugar onde se pensa a educa\u00e7\u00e3o. Passam a respeitar e ter mais confian\u00e7a no que fazemos&#8221;.<\/p>\n<p><strong>Reuni\u00f5es tem\u00e1ticas: com a palavra, os pais<\/strong><\/p>\n<p>A escola Criarte<sup>4<\/sup> tamb\u00e9m tem uma experi\u00eancia interessante. L\u00e1, a presen\u00e7a e participa\u00e7\u00e3o dos pais nas reuni\u00f5es n\u00e3o \u00e9 problema: &#8220;Os pais participam muito, principalmente quando os filhos s\u00e3o pequenos, de 0 a 2 anos. Aqueles que faltam costumam ligar para saber o que foi discutido&#8221; \u2013 conta M\u00e1rcia Sbrissa, orientadora educacional da escola.<br \/>\nA grande participa\u00e7\u00e3o dos pais nas reuni\u00f5es da Criarte se deve ao espa\u00e7o que \u00e9 aberto a eles: as reuni\u00f5es privilegiam suas falas antes, na hora de decidir um tema que atenda a seus pedidos, durante os encontros, quando perguntam e se colocam, e depois, na hora de avaliar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos encontros com as professoras, para saber sobre os projetos e as aprendizagens das crian\u00e7as, a escola tamb\u00e9m convida as fam\u00edlias a participar de uma reuni\u00e3o tem\u00e1tica, decidida sempre a partir de uma demanda vinda dos pr\u00f3prios pais. &#8220;Muitos pais que queriam falar pessoalmente comigo \u2013 conta M\u00e1rcia \u2013 tinham d\u00favidas sobre a educa\u00e7\u00e3o dos filhos. Foi ent\u00e3o que comecei a perceber que haviam quest\u00f5es comuns a quase todos. Tematiz\u00e1-las nas reuni\u00f5es poderia dar conta, eu n\u00e3o precisaria atender cada fam\u00edlia individualmente&#8221;.<\/p>\n<p>Diagnosticando as principais d\u00favidas, foi poss\u00edvel escolher assuntos mais pertinentes para cada encontro, como, por exemplo, a alimenta\u00e7\u00e3o. &#8220;Os pais me procuravam<sup>5<\/sup> para saber como os filhos se alimentam na escola, pois em casa n\u00e3o queriam comer. Mas n\u00f3s n\u00e3o v\u00edamos isso acontecer aqui: na hora do lanche a maioria comia bem, at\u00e9 trocavam lanches com os amigos para experimentar outras coisas.<\/p>\n<p>Tratamos desse assunto na reuni\u00e3o tem\u00e1tica: a import\u00e2ncia da autonomia na alimenta\u00e7\u00e3o. Os pais viram no v\u00eddeo crian\u00e7as manuseando as pr\u00f3prias lancheiras, preparando o lugar da refei\u00e7\u00e3o, escolhendo seus alimentos e servindo-se sozinhas. Propusemos ent\u00e3o uma investiga\u00e7\u00e3o sobre o processo de alimenta\u00e7\u00e3o em casa: As crian\u00e7as podem servir-se, comem sozinhas? Ou s\u00e3o os pais que t\u00eam uma expectativa muito acima do que os filhos podem atender? Nesse momento abrimos espa\u00e7o para que os pais conversassem entre si, pois sabemos que cada fam\u00edlia tem seu jeito de tratar a quest\u00e3o: cada um contou como fez em casa, falou sobre suas d\u00favidas e ang\u00fastias. Houve uma troca interessante que pode resultar numa outra forma de tratar o momento das refei\u00e7\u00f5es em casa.&#8221;<\/p>\n<p><strong>O resultado formativo das reuni\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Existem dois encontros com profissionais de fora da escola para falar de assuntos mais recorrentes, como a quest\u00e3o dos limites e da autonomia. Os pais gostam de ouvir um especialista. Mas o trabalho n\u00e3o acaba a\u00ed: informar os pais, tirar algumas d\u00favidas, \u00e9 o primeiro passo, mas \u00e9 preciso construir com eles a confian\u00e7a que devem ter ao tomar atitudes com rela\u00e7\u00e3o aos filhos. &#8220;N\u00e3o se pode afirmar que somente um especialista pode resolver um impasse com a crian\u00e7a, sem considerar que esses pais t\u00eam um saber. Nem \u00e9 conveniente que acreditem cegamente na palavra dos especialistas , sem dizer o que pensam sobre o assunto, afinal cada fam\u00edlia tem um jeito pr\u00f3prio de lidar com a quest\u00e3o&#8221;, diz M\u00e1rcia, que, dessa forma, aproveita muito melhor o espa\u00e7o das reuni\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>A avalia\u00e7\u00e3o dos encontros<\/strong><\/p>\n<p>O planejamento das reuni\u00f5es exige muito esfor\u00e7o de toda a escola. \u00c9 importante que, ao final, todo esse trabalho seja avaliado para que se possa identificar os resultados de a\u00e7\u00f5es e recursos utilizados. \u00c9 o que defende Irene Franciscato: &#8220;Assim como planejamos, coordenamos e avaliamos o trabalho com as crian\u00e7as, o mesmo procedimento cuidadoso deve estar presente quando agendamos as reuni\u00f5es com seus familiares&#8221;. Segundo ela, existem muitas formas de se avaliar os encontros: &#8220;pode-se pedir que os pais escrevam algo sobre a reuni\u00e3o ou que respondam a perguntas mais diretas sobre o tema tratado, a forma com que foi tratada, a dura\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o etc. Isso pode ser proposto de forma individual, em pares ou em pequenos grupos.<\/p>\n<p>Discutir em pequenos grupos favorece \u00e0quele pai ou m\u00e3e, que, por receio ou por inexperi\u00eancia, n\u00e3o se exp\u00f5e diretamente. Um grupo menor aproxima os novatos \u00e0queles que j\u00e1 est\u00e3o acostumados a expressar seus pontos de vista.<br \/>\nA prefer\u00eancia pelo uso da forma oral ou escrita tamb\u00e9m dever ser analisada em fun\u00e7\u00e3o das caracter\u00edsticas da comunidade: quando elas t\u00eam maior familiaridade com a forma de express\u00e3o oral do que com a escrita, pedimos que expressem suas id\u00e9ias falando em vez de escrever. Tamb\u00e9m h\u00e1 a possibilidade de usar outras formas de express\u00e3o como o desenho ou constru\u00e7\u00f5es com pe\u00e7as de montagem de uma imagem que diga algo sobre a reuni\u00e3o.<br \/>\nAp\u00f3s a avalia\u00e7\u00e3o feita pelos pais, caber\u00e1 a nossa pr\u00f3pria avalia\u00e7\u00e3o enquanto planejadores e coordenadores da reuni\u00e3o que se realizou. Nesse momento de reflex\u00e3o, cabe analisar alguns aspectos extra\u00eddos a partir de quest\u00f5es como:<\/p>\n<ul>\n<li>O objetivo inicialmente previsto para a reuni\u00e3o foi alcan\u00e7ado?<\/li>\n<li>Quais foram as nossas impress\u00f5es acerca do interesse e participa\u00e7\u00e3o dos familiares?<\/li>\n<li>Houve algum momento mais dif\u00edcil na condu\u00e7\u00e3o da reuni\u00e3o? A que atribu\u00edmos sua ocorr\u00eancia?<\/li>\n<li>Houve algum tipo de conflito emergente por algum dos participantes?<\/li>\n<li>Qual \u00e9 a natureza desse conflito?<\/li>\n<li>O que devo modificar para a pr\u00f3xima reuni\u00e3o?<\/li>\n<li>As reflex\u00f5es certamente contribuir\u00e3o para o planejamento das pr\u00f3ximas reuni\u00f5es que ainda teremos pela frente&#8221;.<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>O que os pais querem saber<\/strong><\/h4>\n<p>Os familiares das crian\u00e7as t\u00eam expectativas diversas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s<br \/>\nreuni\u00f5es. Nem sempre \u00e9 muito f\u00e1cil sab\u00ea-las com anteced\u00eancia e lev\u00e1-las em conta, especialmente \u00e0s v\u00e9speras do planejamento da primeira reuni\u00e3o. Certamente, para as reuni\u00f5es que se sucederem, teremos cada vez mais informa\u00e7\u00f5es sobre as demandas dos pais.<\/p>\n<p>Nossa experi\u00eancia tem mostrado que as expectativas familiares variam de acordo com a faixa et\u00e1ria dos filhos.<br \/>\nPais de beb\u00eas e crian\u00e7as bem pequenas querem saber se comem bem ou se choram durante o per\u00edodo de perman\u00eancia na institui\u00e7\u00e3o; outros esperam informa\u00e7\u00f5es sobre o que o filho faz todos os dias e como est\u00e1 se desenvolvendo; alguns esperam encontrar educadores seguros que lhes transmitam confian\u00e7a; alguns ainda desejam saber das observa\u00e7\u00f5es dos educadores quanto a algo que n\u00e3o tenham percebido na crian\u00e7a em casa; pais de crian\u00e7as maiores desejam saber se a creche\/ pr\u00e9-escola ensina a ler e escrever. Para o planejamento de reuni\u00f5es ulteriores, a pr\u00e1tica de recolher perguntas escritas entre uma reuni\u00e3o e outra pode nos dar mais algumas pistas de como conciliar nossas necessidades com as expectativas dos familiares. (Irene Franciscato<sup>1<\/sup>)<\/p>\n<p><strong>O que fazer para que os pais participem das reuni\u00f5es<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Para tratar de preocupa\u00e7\u00f5es com o desenvolvimento de alguma crian\u00e7a em particular , pode-se agendar uma reuni\u00e3o individual com os respons\u00e1veis por ela, reservando a reuni\u00e3o de pais para tratar de assuntos que interessem ao grupo todo, e n\u00e3o apenas a um ou outro familiar.<\/li>\n<li>Um bilhete atraente escrito de modo a estimular a presen\u00e7a dos familiares, que informe o que ser\u00e1 tratado juntamente com a previs\u00e3o de in\u00edcio e t\u00e9rmino da reuni\u00e3o, pode ser um bom come\u00e7o. Comparecer a uma reuni\u00e3o implica reorganiza\u00e7\u00e3o de rotina de vida pessoal dos pais e m\u00e3es, por essa raz\u00e3o devemos inform\u00e1-los o melhor poss\u00edvel, especialmente em rela\u00e7\u00e3o ao hor\u00e1rios.<\/li>\n<li>Os hor\u00e1rios em que as reuni\u00f5es s\u00e3o agendadas devem favorecer a presen\u00e7a dos familiares. Muitos podem deixar de comparecer \u00e0 reuni\u00e3o n\u00e3o porque estejam desinteressados, mas em raz\u00e3o de<br \/>\ndificuldades que podem ser criadas pelo hor\u00e1rio escolhido pela institui\u00e7\u00e3o de educa\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Os familiares apreciam falar sobre as conquistas observadas nos<br \/>\nfilhos e filhas, inserir esse espa\u00e7o de fala em pequenos grupos e depois, rapidamente, no grupo maior, al\u00e9m de ser agrad\u00e1vel para<br \/>\nos pais, favorece a integra\u00e7\u00e3o intragrupal e intergrupal.<\/li>\n<li>\u00c9 importante observar o turno das falas: ao professor reserva-se um tempo de fala dirigida aos pais. Deve ser previsto espa\u00e7o para que os pais tamb\u00e9m falem, seja com o educador ou com os pais e m\u00e3es de outras crian\u00e7as.<\/li>\n<\/ul>\n<h4><strong>Recursos que podem ser utilizados para tornar a reuni\u00e3o mais interessante<\/strong><\/h4>\n<p>N\u00e3o \u00e9 demais lembrarmos que n\u00e3o s\u00f3 o que se fala, mas o como se fala, contribui para que a comunica\u00e7\u00e3o entre este e os participantes da reuni\u00e3o ocorra de forma efetiva. A escolha dos recursos que podemos utilizar pede um exerc\u00edcio de criatividade. Seria imposs\u00edvel arrolar aqui uma s\u00e9rie exaustiva destas possibilidades, por isso, citamos apenas algumas situa\u00e7\u00f5es em que diferentes recursos aparecem em diferentes reuni\u00f5es. Assim, numa reuni\u00e3o com familiares dos pequenos em que a pauta seja a apresenta\u00e7\u00e3o da rotina, pode-se:<\/p>\n<ul>\n<li>recorrer a um v\u00eddeo ou fotos das crian\u00e7as, em diferentes momentos do dia, \u00e9 um excelente recurso, principalmente em se tratando de crian\u00e7as pequenas, pois por meio da imagem visual \u00e9 poss\u00edvel comunicar aquilo que fazem e que n\u00e3o podem ainda relatar diretamente pela linguagem oral.<\/li>\n<li>Quando a pauta versa sobre os desenhos infantis, pode-se optar por fazer uma exposi\u00e7\u00e3o dos desenhos, seguida das considera\u00e7\u00f5es do educador preparadas previamente com embasamento te\u00f3rico.<\/li>\n<li>Ainda, se o objetivo \u00e9 falar sobre o desenvolvimento das linguagens<br \/>\noral ou escrita, pode-se:<br \/>\n\u2013 trazer um conto da literatura universal para audi\u00eancia dos pais, e, a partir dessa experi\u00eancia, tratar de como se d\u00e1 o trabalho com contos orais e hist\u00f3rias dos livros lidas junto \u00e0s crian\u00e7as;<br \/>\n\u2013 propor aos familiares que relatem oralmente as experi\u00eancias escolares ligadas \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o, para a partir da\u00ed apresentar o<br \/>\ntrabalho realizado com as crian\u00e7as resultante de contribui\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas recentes sobre o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o ou letramento,<br \/>\ncomo preferem chamar alguns;<br \/>\n\u2013 analisar diferentes produ\u00e7\u00f5es escritas de crian\u00e7as para que os familiares compreendam o processo pelo qual passam seus filhos. Em qualquer dos casos vale lembrar que resgatar experi\u00eancias dos familiares, referentes \u00e0s viv\u00eancias de inf\u00e2ncia, mostra-se mais pertinente do que propor situa\u00e7\u00f5es em que os adultos devam se portar como crian\u00e7as numa situa\u00e7\u00e3o em que o constrangimento certamente poder\u00e1 surgir n\u00e3o s\u00f3 em fun\u00e7\u00e3o da brevidade de exist\u00eancia do grupo, como tamb\u00e9m em fun\u00e7\u00e3o dos objetivos das reuni\u00f5es com os familiares.<br \/>\n(Irene Franciscato)<\/li>\n<\/ul>\n<p><sup>1<\/sup>Irene Franciscato \u00e9 doutoranda em psicologia da educa\u00e7\u00e3o e conselheira do Crecheplan<\/p>\n<p><sup>2<\/sup> Associa\u00e7\u00e3o das M\u00e3es Unidas do Novo Osasco \u2013 Rua Aparecida Ivone Munhoz, 91, Osasco, SP, CEP 06142-050, tel. 7209-1091<\/p>\n<p><sup>3<\/sup> Vandr\u00e9a P\u00f3voa \u00e9 coordenadora pedag\u00f3gica da creche AMUNO.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>Escola Criarte, Rua Professor Vahia de Abreu, 696, CEP 04549-003, S\u00e3o Paulo, SP, tel: 822-7277, fax: 822-4613, e-mail: criarte@criarte.com.br<\/p>\n<p><sup>5<\/sup>Na Criarte \u00e9 a orientadora educacional quem recebe e conversa com as fam\u00edlias.<\/p>\n<h4><strong>Para saber mais<\/strong><\/h4>\n<ul>\n<li>As fam\u00edlias das crian\u00e7as atendidas pela creche segundo a \u00f3tica de seus profissionais. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado. Irene Franciscato. PUC, S\u00e3o Paulo.<\/li>\n<li>Com a Pr\u00e9-escola nas M\u00e3os. Uma Alternativa Curricular para a Educa\u00e7\u00e3o Infantil. Sonia Krammer e outros. Ed. \u00c1tica. Tel: (0XX11) 3346-3000.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reuni\u00e3o de pais \u00e9 pr\u00e1tica muito comum em creches e pr\u00e9-escolas. 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