{"id":5313,"date":"2010-02-05T22:57:45","date_gmt":"2010-02-06T00:57:45","guid":{"rendered":"http:\/\/avisala1.tempsite.ws\/portal\/?p=5313"},"modified":"2023-03-27T19:47:34","modified_gmt":"2023-03-27T22:47:34","slug":"nome-proprio-na-alfabetizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/conteudo-por-edicoes\/revista-avisala-41\/nome-proprio-na-alfabetizacao\/","title":{"rendered":"Nome pr\u00f3prio na alfabetiza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h5>Curso on-line com professores gera reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do uso do nome pr\u00f3prio na alfabetiza\u00e7\u00e3o. Compartilhar conhecimentos com os participantes das mais diferentes escolas \u00e9 uma possibilidade que a tecnologia oferece<\/h5>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-full wp-image-5315\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome5.jpg\" alt=\"nome5\" width=\"220\" height=\"252\" \/>O portal Al\u00e9m das Letras<sup>1<\/sup> ministrou o curso a dist\u00e2ncia O papel do nome pr\u00f3prio na alfa betiza\u00e7\u00e3o inicial. O produto compartilhado pelo grupo de alunos foi a organiza\u00e7\u00e3o de uma pequena colet\u00e2nea<sup>2<\/sup> composta de boas pro pos tas para utiliza\u00e7\u00e3o em sala relacionadas ao nome pr\u00f3prio. Agora, os alunos do curso 1 oferecem esse material, amplamente discutido pelos participantes nos f\u00f3runs e nos demais espa\u00e7os de estudos. Ningu\u00e9m melhor do que uma ass\u00eddua participante para apresentar os resultados: O percurso que realizamos at\u00e9 aqui nos trouxe reflex\u00f5es muito interessantes e at\u00e9 mesmo surpreendentes!<br \/>\n<!--more--><br \/>\nApesar dos cursos j\u00e1 trilhados na \u00e1rea de alfabetiza\u00e7\u00e3o, o presente trouxe um olhar muito pormenorizado de a\u00e7\u00f5es que j\u00e1 foram incorporadas \u00e0 pr\u00e1tica. Quem de n\u00f3s j\u00e1 havia pensado na hip\u00f3tese de refletir o porqu\u00ea de cada a\u00e7\u00e3o, se para tantos de n\u00f3s \u00e9 ponto pac\u00edfico que essas atividades colaboram para a apreens\u00e3o do conhecimento do aluno? Contudo, fazendo uma an\u00e1lise de cada uma dessas atividades, nosso papel como alfabetizador toma uma propor\u00e7\u00e3o diferente, pois cada uma dessas propostas passa a ter um significado espec\u00edfico, capaz de resolver as dificuldades que o estudante possa ter.<\/p>\n<p>Tr\u00eas propostas foram apresentadas e pudemos refletir quanto \u00e0 funcionalidade de cada uma no que tange \u00e0 aprendizagem da leitura e da escrita. Cabe, ent\u00e3o, ao profissional da \u00e1rea, compreender que as atividades podem ser apresentadas de maneiras diversas e, assim, atingir tamb\u00e9m objetivos diferentes. O que se adquire, ao final, \u00e9 autonomia tanto para refletir, quanto para buscar caminhos para alcan\u00e7ar a aprendizagem da leitura e da escrita. (\u00c9rika Miskolci)<\/p>\n<p><strong>Nem tudo \u00e9 o que parece<\/strong><br \/>\nA sensa\u00e7\u00e3o que voc\u00ea, leitor, ter\u00e1 ao ler as pr\u00f3ximas p\u00e1ginas \u00e9 de familiaridade. Voc\u00ea vai reencontrar pr\u00e1ticas sobre as quais j\u00e1 ouviu falar e possivelmente j\u00e1 fa\u00e7a. Portanto, essa colet\u00e2nea n\u00e3o tem como prop\u00f3sito apresentar nenhuma grande novidade. Queremos apenas refletir, avaliar e orientar essas propostas divulgadas h\u00e1 tempos, encontradas nas salas de aulas das mais diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Diversas atividades, embora amplamente difundidas, comumente s\u00e3o utilizadas nas escolas aleatoriamente, repetidas sem reflex\u00e3o sobre seus reais prop\u00f3sitos e desafios para as aprendizagens nas s\u00e9ries iniciais. Ao se analisar os detalhes da proposta, do tipo de consigna que se faz \u00e0s crian\u00e7as, das interven\u00e7\u00f5es e dos materiais oferecidos, nota-se a falta de intencionalidade educativa.<\/p>\n<p>Clidineia Ferreira tamb\u00e9m concorda com a necessidade de um planejamento mais reflexivo: Preparamos atividades que levam nossos alunos \u00e0 reflex\u00e3o, a mudar seus conceitos, desestabilizando concep\u00e7\u00f5es e construindo novas aprendizagens. (&#8230;) N\u00e3o precisamos facilitar para que eles aprendam a ler e a escrever convencionalmente e sim planejar estrat\u00e9gias que os levem a pensar em situa\u00e7\u00f5es reais de leitura e de escrita significativas dentro de um contexto socialmente aceito no mundo letrado. Planejar estrat\u00e9gias que levem os alunos \u00e0 reflex\u00e3o exige do professor saber exatamente n\u00e3o s\u00f3 o que ele tem por objetivo de trabalho, mas tamb\u00e9m decidir sobre as diferentes formas de proposi\u00e7\u00e3o de uma atividade, j\u00e1 que consignas diferentes podem produzir aprendizagens diversas. Como lembra Lorena Trescastro, \u201cas atividades ensinam coisas diferentes: a grafar letras, a reconhecer letras e a pensar sobre o sistema de escrita \u2013 variedade e repeti\u00e7\u00e3o de letras nos nomes, nomes com tamanhos diferentes, com in\u00edcios e t\u00e9rminos com a mesma letra, ordenamento das letras na composi\u00e7\u00e3o das palavras. Tudo isso \u00e9 importante, mas os professores precisam entender que as atividades do modo como s\u00e3o propostas est\u00e3o ensinando coisas diferentes. Podem propor uma reflex\u00e3o sobre a escrita propriamente ou, ent\u00e3o, sobre o uso dessa escrita socialmente. Ou, ainda, focar aspectos da leitura ou da escrita\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_5316\" style=\"width: 187px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5316\" class=\"size-full wp-image-5316 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome2.jpg\" alt=\"Amanda Lopes, 4 anos\" width=\"177\" height=\"344\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome2.jpg 177w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome2-154x300.jpg 154w\" sizes=\"auto, (max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/><p id=\"caption-attachment-5316\" class=\"wp-caption-text\">Amanda Lopes, 4 anos<\/p><\/div>\n<p>A tarefa de realizar um planejamento de trabalho de alfabetiza\u00e7\u00e3o e letramento com as crian\u00e7as, respeitando seus processos de constru\u00e7\u00e3o do conhecimento, os conte\u00fados e os interesses de cada turma n\u00e3o ser\u00e1 poss\u00edvel sem que priorizemos uma organiza\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de nossas propostas pedag\u00f3gicas. Por\u00e9m, um ponto importante na a\u00e7\u00e3o docente alfabetizadora, sem o qual essa a\u00e7\u00e3o n\u00e3o se efetiva, \u00e9 o registro: a\u00e7\u00e3o pensante, onde pr\u00e1tica, teoria e consci\u00eancia s\u00e3o gestadas. (Renata Maria Oliveira)<\/p>\n<p><strong>Por que nome pr\u00f3prio?<\/strong><br \/>\nSobre essa quest\u00e3o, Raquel Relvas comenta:<\/p>\n<p>Sabemos que a escrita do nome pr\u00f3prio tem fun\u00e7\u00e3o social definida em nossa cultura: identificar as pessoas, identificar aquilo que a ela pertence, referir-se e localizar-se&#8230; ou seja, simplesmente \u201cse fazer existir\u201d. Al\u00e9m de a escrita do nome pr\u00f3prio na escola ser usada para tais identifica\u00e7\u00f5es, \u00e9 utilizado tamb\u00e9m para proporcionar \u00e0s crian\u00e7as um suporte que lhes d\u00ea condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para apoi\u00e1-las em seu processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o. Por fornecer a ela um modelo est\u00e1vel de escrita, esse trabalho proporciona avan\u00e7os significativos na aprendizagem da leitura e da es crita, porque o aprendiz encontra oportunidade para refletir sobre quais e quantas letras usar e em que ordem elas se apresentam. Assim, podem adquirir, aos poucos, os conhecimentos essenciais que impulsionar\u00e3o seu processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para \u00c9rika Miskolci:<br \/>\nA grande vantagem de se trabalhar com o nome pr\u00f3prio vem do fato que o nome encerra em si a unicidade no que tange ao assunto e a diversidade no que diz respeito a cada um ter um nome espec\u00edfico e, n\u00e3o obstante, poder ser trabalhado na classe como um todo.<\/p>\n<p>Para Lorena Trescastro:<br \/>\nO uso de nomes para nomear, identificar e organizar o grupo de crian\u00e7as em sala de aula \u00e9 uma atividade que insere o uso do nome na rotina, destacando a funcionalidade da escrita. Essa atividade coloca em evid\u00eancia o contexto de uso da escrita: \u00e9 necess\u00e1ria, real e socialmente aceita como pr\u00e1tica recorrente em nossa cultura (&#8230;). O nome, por si s\u00f3, ao identificar a pessoa e servir de chamamento em v\u00e1rias situa\u00e7\u00f5es discursivas cotidianas, tem contexto definido, claro e permanente. Em sala de aula, o que se faz \u00e9 tirar desse contexto situa\u00e7\u00f5es para fazer avan\u00e7ar a aprendizagem do sistema de escrita. Ao serem trabalhados na sala de aula os nomes, que pertencem a contextos de uso frequente pela crian\u00e7a, viram objetos de aprendizagem.<\/p>\n<p>Para Maria do Carmo Sim\u00f5es da Silva:<br \/>\nSegundo Rosa Antunes de Barros, \u201co conhecimento do nome representa uma oportunidade privilegiada de reflex\u00e3o por se tratar de um modelo est\u00e1vel, por ter valor compartilhado por emissor e receptor e clareza na fun\u00e7\u00e3o na fun\u00e7\u00e3o social da nossa cultura.\u201d<\/p>\n<p><strong>Tr\u00eas ideias validadas<\/strong><br \/>\nLorena Trescastro afirma que \u201cexistem in\u00fameras atividades que podem ser desenvolvidas a partir do nome pr\u00f3prio das crian\u00e7as. A partir disso, o curso proporcionou que selecion\u00e1ssemos, compartilh\u00e1ssemos e analis\u00e1ssemos um repert\u00f3rio de propostas bastante valioso, principalmente a partir de tr\u00eas crit\u00e9rios:<\/p>\n<ol>\n<li>Situa\u00e7\u00f5es em que o foco da atividade seja ler ou escrever.<\/li>\n<li>Situa\u00e7\u00f5es em que a crian\u00e7a possa pensar sobre os usos e as fun\u00e7\u00f5es da escrita e como se escreve.<\/li>\n<li>Situa\u00e7\u00f5es em que ler e escrever o nome sejam pr\u00e1ticas necess\u00e1rias e socialmente reconhecidas.<\/li>\n<\/ol>\n<p>N\u00e3o s\u00e3o simplesmente atividades propostas, mas s\u00e3o oportunidades de gerar conflitos que impulsionam a aprendizagem de nossas crian\u00e7as e, por isso, merecem toda aten\u00e7\u00e3o antes, durante e ap\u00f3s sua realiza\u00e7\u00e3o. Tais sugest\u00f5es privilegiam condi\u00e7\u00f5es para que os pequenos reflitam sobre o sistema de escrita, apoiados em um referencial importante e significativo para eles, e que lhes d\u00ea seguran\u00e7a para escrever e ler seu pr\u00f3prio nome.\u201d.<\/p>\n<p>A seguir, apresentamos tr\u00eas ideias para se trabalhar com a lista de nomes da sala e seus diferentes usos. O jogo de bingo \u00e9 um dos mais comuns nas salas de Educa\u00e7\u00e3o Infantil e s\u00e9ries iniciais do Ensino Fundamental. V\u00e1rios professores o utilizam porque acreditam que seja um modo mais l\u00fadico de ensinar. Pensam que as crian\u00e7as aprendem brincando. De fato, elas brincam, mas n\u00e3o \u00e9 por isso que aprendem e, sim, pela quantidade de informa\u00e7\u00f5es \u00e0s quais elas t\u00eam acesso e pelas oportunidades de pensar que este tipo de jogo permite. Os pequenos adoram desafios e, por isso, os jogos s\u00e3o importantes durante todo o processo de ensino e aprendizagem. Com o jogo de bingo n\u00e3o \u00e9 diferente. Ele propicia \u00e0s crian\u00e7as a oportunidade de conhecer mais as letras, utilizar as estrat\u00e9gias de leitura (sele\u00e7\u00e3o, antecipa\u00e7\u00e3o, infer\u00eancia e verifica\u00e7\u00e3o), associar as letras iniciais e finais com os nomes de sua cartela etc. Al\u00e9m disso, desenvolve a aten\u00e7\u00e3o (para n\u00e3o perder nenhuma letra dita pelo professor).<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5317\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome7.jpg\" alt=\"avisala_41_nome7\" width=\"358\" height=\"132\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome7.jpg 358w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome7-300x110.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 358px) 100vw, 358px\" \/><\/p>\n<p>O professor \u00e9 bastante criativo e busca atividades ou as inventa para dinamizar o processo de aprendizagem. Por trabalhar com crian\u00e7as pequenas, temos de considerar a faixa et\u00e1ria, de modo que a aula n\u00e3o se torne cansativa e pouco envolvente. Espera-se que as atividades de leitura e escrita sejam sistematicamente organizadas na escola. (Maria do Carmo Sim\u00f5es da Silva)<\/p>\n<p>Portanto, para validarmos a qualidade do jogo como atividade de aprendizagem, precisamos perguntar: O que se aprende em cada uma das situa\u00e7\u00f5es? O que \u00e9 mais desafiador? Em nosso curso, estudamos tr\u00eas situa\u00e7\u00f5es de jogo de bingo facilmente encontradas e fizemos uma an\u00e1lise did\u00e1tica. No jogo de sorteio de letras do nome, o professor sorteia as letras, as l\u00ea e as mostra para as crian\u00e7as que, ent\u00e3o, devem procurar a letra igual em sua cartela, cuja base \u00e9 seu pr\u00f3prio nome. Ganhar\u00e1 o jogo aquele que cobrir todo o nome primeiro. De acordo com outra regra, a crian\u00e7a pode ter uma cartela com mais de um nome em uma pequena lista, mas a unidade a ser sorteada, ainda assim, ser\u00e1 a letra.<\/p>\n<p>Lorena Trescastro esclarece que, nos dois casos, o foco est\u00e1 nas letras. De fato, ambos podem contribuir para que a crian\u00e7a amplie seu repert\u00f3rio de letras, controle a quantidade e reflita sobre a disposi\u00e7\u00e3o delas nos nomes, mas serve apenas para isso. Quem j\u00e1 memorizou a ordem de seu nome, por exemplo, pouco tem a ganhar com essa atividade. Se a professora mostrar a letra, restar\u00e1 apenas procurar o igual. Como diz Erotides Santos Vit\u00f3rio, \u201cquando ela est\u00e1 apenas cobrindo, s\u00f3 est\u00e1 aprendendo a contornar as letras. N\u00e3o precisa colocar em jogo nada do que j\u00e1 sabe, apenas brinca.\u201d Sabemos, no entanto, que conhecer os nomes das letras n\u00e3o \u00e9 pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o, muito menos suficiente para saber ler. H\u00e1 jogos mais desafiadores que n\u00e3o se centram na letra como unidade da escrita, mas sim na lista de nomes.<\/p>\n<p>No segundo caso de jogo de bingo, as crian\u00e7as possuem cartelas com alguns nomes de sua sala. O educador procura compor a lista de modo favorecer a reflex\u00e3o sobre algumas regularidades da escrita. Veja o exemplo:<\/p>\n<p>M A R C E L O<br \/>\nS O R A I A<br \/>\nN A T A L I A<br \/>\nL O R A I N E<\/p>\n<p>O professor, ent\u00e3o, sorteia um nome a partir da lista da sala e a crian\u00e7a precisa verificar se a possui em sua cartela. Ela l\u00ea, mas n\u00e3o mostra a tarjeta \u00e0 turma. Primeiro ele pergunta quem tem aquele nome e espera um instante at\u00e9 que todos verifiquem, leiam, discutam sobre as diverg\u00eancias e decidam como se escreve o nome. Depois mostra a tarjeta para a confer\u00eancia do grupo e cola-a no quadro ao lado para que fique dispon\u00edvel para consulta. Quem acertar os quatro nomes primeiro, ganha o jogo.<\/p>\n<p>Raquel Relvas avalia:<br \/>\nEssa proposta \u00e9 mais desafiadora porque al\u00e9m de exigir mais da crian\u00e7a, permite que ela fa\u00e7a muitas reflex\u00f5es sobre o que est\u00e1 lendo a fim de decidir qual o nome que dever\u00e1 marcar.<\/p>\n<p>Clidin\u00e9ia Ferreira esclarece:<br \/>\nNesse caso, a crian\u00e7a utiliza todas as estrat\u00e9gias para alcan\u00e7ar o objetivo proposto. Ela ter\u00e1 de refletir sobre o sistema de escrita, precisa comparar com o nome de outros colegas para checar suas infer\u00eancias, utilizar seus conhecimentos pr\u00e9vios sobre quais letras dever\u00e1 utilizar para escrever aquele determinado nome e, por fim, selecionar o correto para marcar.<\/p>\n<p>Tatiane Rodrigues concorda:<br \/>\nNessa situa\u00e7\u00e3o, h\u00e1 uma necessidade real de leitura. Isso faz a crian\u00e7a utilizar hip\u00f3teses de leitura, entrar em conflito com o que ela j\u00e1 sabe e o novo, enfim, contribui significativamente para a aprendizagem.<\/p>\n<p>Erotides Santos Vit\u00f3rio diz:<br \/>\n\u00c9 fato que ningu\u00e9m aprende as letras do nome a partir do nada. As situa\u00e7\u00f5es de aprendizagem precisam ser contextualizadas, a crian\u00e7a precisa fazer rela\u00e7\u00f5es: comparar, compreender, associar e pensar para compreender como se escreve seu nome e o dos colegas. Isso significa, portanto, aprender. Por isso, essa segunda proposta de bingo traz para as crian\u00e7as v\u00e1rios questionamentos, fazendo com que elas coloquem em jogo muito mais do que apenas seu conhecimento sobre as letras e seu som. As crian\u00e7as t\u00eam de diferenciar os nomes parecidos, reconhecendo as letras finais ou as iniciais, por exemplo. (&#8230;) Dependendo do questionamento feito pelo professor, isso pode promover a aprendizagem da leitura de v\u00e1rios nomes ao mesmo tempo.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m muito interessante pelo fato de oportunizar ao aluno contato com nomes muito parecidos, com letras iniciais ou finais iguais, onde ele ter\u00e1 de colocar em jogo outros conhecimentos anteriores para poder entender as diferen\u00e7as, reconhecer o nome e comparar sua grafia e leitura.<\/p>\n<p>M A R C E L O<br \/>\nM \u00c1 R C I A<br \/>\nA R I A N E<br \/>\nM A R I A N E<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5318\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome3.jpg\" alt=\"nome3\" width=\"390\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome3.jpg 390w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome3-300x164.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 390px) 100vw, 390px\" \/><\/p>\n<p><strong>2. Qual \u00e9 seu telefone?<\/strong><br \/>\nRaquel Relvas sugeriu um projeto para a confec\u00e7\u00e3o de uma agenda telef\u00f4nica. Seu uso \u00e9 especialmente interessante porque as crian\u00e7as sabem o que est\u00e1 escrito nela e, portanto, o exerc\u00edcio \u00e9 encontrar o nome que desejam em uma lista. Isso vai permitir a elas reconhecer as regularidades e pensar sobre isso, condi\u00e7\u00f5es imprescind\u00edveis para compreender como funciona o sistema de escrita, conhecimento que, como j\u00e1 sabemos, \u00e9 de natureza conceitual. O pr\u00f3prio uso da agenda j\u00e1 cria todos os desafios necess\u00e1rios para a reflex\u00e3o sobre o sistema, os usos e as fun\u00e7\u00f5es de uma agenda de telefones:<\/p>\n<p>Quando a crian\u00e7a precisa localizar e identificar um determinado nome, consultando a agenda para poder realizar o telefonema, faz uma atividade de leitura. Quando precisa saber em que p\u00e1gina da agenda dever\u00e1 escrever determinado nome, como ele se escreve, quais e quantas letras esse nome possui e em que ordem elas s\u00e3o escritas, ela reflete sobre a escrita. Os pequenos relacionam a letra inicial com o nome de outros amigos. Se quiserem ligar para um colega, saber\u00e3o em que letra dever\u00e1 estar e, se tiver dois nomes escritos iniciados com a mesma letra, isso j\u00e1 gera um enorme conflito. Eles precisar\u00e3o se arriscar na leitura e ter certeza de qual nome est\u00e1 escrito ali, para n\u00e3o correr o risco de ligar para o colega errado! Segundo o grupo, o projeto seguiria as seguintes etapas:<\/p>\n<p><strong>1\u00aa.<\/strong> Antes da confec\u00e7\u00e3o da agenda telef\u00f4nica, a professora pode levar para a sala diferentes tipos de agendas e discutir sobre sua utiliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o, manuseio etc. Raquel Relvas j\u00e1 viveu essa experi\u00eancia em sua cidade e comenta:<\/p>\n<p>Algumas crian\u00e7as sugeriram comprar uma agendinha telef\u00f4nica, pois em nossa cidade h\u00e1 algumas lojas de produtos a R$1,00 e n\u00e3o ficaria custoso para ningu\u00e9m. Pensando assim, todos toparam e resolvemos adquirir as agendas. Chegaram agendas de todos os tipos e tamanhos. Eu gostei muito, os pequenos descobriram que apesar de diferentes, todas elas possu\u00edam caracter\u00edsticas em comum atendendo do mesmo modo \u00e0 fun\u00e7\u00e3o a que se destinavam.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa.<\/strong> As crian\u00e7as tamb\u00e9m podem manusear algumas listas e procurar alguns nomes, aproveitando boas situa\u00e7\u00f5es de leitura.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa.<\/strong> Em seguida, podem come\u00e7ar a confeccionar as agendas telef\u00f4nicas, encaixando os nomes dos colegas nas letras correspondentes e anotando os n\u00fameros de telefones de cada um.<\/p>\n<p>Para Clidin\u00e9ia Ferreira, essa etapa poderia ser planejada assim:<br \/>\nIniciaria com uma pesquisa onde cada aluno pesquisaria com os pais o n\u00famero correto do pr\u00f3prio telefone e o traria para a sala. Depois, as crian\u00e7as explorariam esses n\u00fameros levando os alunos a refletir sobre sua ordena\u00e7\u00e3o. Quanto \u00e0 escrita, depois de socializar a pesquisa, far\u00edamos uma listagem geral com os nomes e n\u00fameros de telefone dos alunos. Entregar\u00edamos uma c\u00f3pia da lista para que eles elaborassem as agendas em ordem alfab\u00e9tica, em duplas, discutindo a posi\u00e7\u00e3o de cada nome na agenda. Em uma outra aula, confrontar\u00edamos essa lista completando a agenda, verificando onde surgiu mais d\u00favida, ou verificando se todos conseguiram chegar \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o esperada.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa.<\/strong> Depois, pode-se solicitar aos alunos que liguem pelo menos para tr\u00eas amigos, em prazo combinado, para ver se as anota\u00e7\u00f5es est\u00e3o corretas.<\/p>\n<p><strong>5\u00aa.<\/strong> Para finalizar, podem produzir um pequeno texto para os demais colegas sobre a experi\u00eancia que tiveram: como ocorreu, para quem ligaram e qual foi o resultado. Isso pode ser fei to coletivamente se a professora for escriba.<\/p>\n<p>Lorena Trescastro amplia a proposta:<br \/>\nIncluir no trabalho uma reflex\u00e3o que favore\u00e7a a compreens\u00e3o da funcionalidade de letras (nomes) e n\u00fameros (c\u00f3digo de acesso telef\u00f4nico), destacando o uso de n\u00fameros em diferentes contextos.<\/p>\n<p><strong>Nenhum a menos<\/strong><br \/>\nAlgumas professoras, preocupadas com a inser\u00e7\u00e3o de todos os alunos no projeto, questionaram o fato de que tal proposta talvez n\u00e3o fosse adequada para os provenientes de fam\u00edlias de baixa renda. Muitos n\u00e3o possuem telefone em casa, passam a maior parte do dia fora e, por isso, talvez n\u00e3o o utilizam com a mesma frequ\u00eancia de determinadas fam\u00edlias. Sem considerar a conten\u00e7\u00e3o dos pulsos telef\u00f4nicos, que oneram o or\u00e7amento dos pais. Elas temem que esse problema possa se transformar, em muitos casos, em impeditivo para a realiza\u00e7\u00e3o de um projeto cujo prop\u00f3sito compartilhado seja construir uma agenda pr\u00f3pria.<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio cr\u00edtico e a discuss\u00e3o did\u00e1tica sobre os benef\u00edcios do desenvolvimento desse projeto para a crian\u00e7a que se alfabetiza levou o grupo a concluir que as aprendizagens envolvidas na confec\u00e7\u00e3o e uso da agenda s\u00e3o necess\u00e1rias, desej\u00e1veis e adequadas. Como lembra Raquel Relvas: A agenda tem uma fun\u00e7\u00e3o social e, por isso, ensinar a us\u00e1-la \u00e9 muito coerente com a pr\u00e1tica de alfabetiza\u00e7\u00e3o e valida nossos conhecimentos te\u00f3ricos e pr\u00e1ticos.<\/p>\n<p>Tatiane Rodrigues avalia:<br \/>\nA necessidade do projeto agenda reside no fato de possibilitar que a crian\u00e7a reflita sobre como se escreve. Essa atividade disp\u00f5e de muitos requisitos para isso e todos desejam que uma crian\u00e7a aprenda a ler e escrever de maneira necess\u00e1ria e real, utilizando materiais adequados, como uma agenda.<\/p>\n<p>Erotides Santos Vit\u00f3rio e Raquel Relvas concluem:<br \/>\nA constru\u00e7\u00e3o de uma agenda de telefones \u00e9 adequada, pois n\u00e3o podemos nos negar a fazer um trabalho como esse, que junta pr\u00e1ticas de leitura e escrita, o real e o necess\u00e1rio em uma s\u00f3 atividade. Al\u00e9m disso, a agenda n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para usar diariamente, \u00e9, principalmente, para usar nas emerg\u00eancias, para saber nomes e endere\u00e7os de amigos e parentes. \u00c9 tamb\u00e9m fonte de consulta do pr\u00f3prio n\u00famero de telefone e endere\u00e7o que pode ser usado para avisar a fam\u00edlia quando houver uma emerg\u00eancia.<\/p>\n<p>Em casa, por exemplo, utilizamos o telefone s\u00f3 em casos de necessidade. Por\u00e9m, \u00e0s vezes, precisamos ligar para um colega, justamente de quem n\u00e3o temos o n\u00famero do telefone, ou o anotamos em um pedacinho de papel perdido em algum canto da bolsa. Nessa agenda, as crian\u00e7as podem escrever e ler o nome do amigo que est\u00e3o procurando, podem at\u00e9 procurar o seu pr\u00f3prio, caso n\u00e3o o saibam de cor, ser\u00e1 um local para consultas, quando necess\u00e1rio, e at\u00e9 um exemplo para que usem em casa esse modelo de registro de endere\u00e7os e telefones.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 casos que necessitam de ajustes. Os alunos da professora Renata Maria Oliveira, por exemplo, em sua grande maioria, n\u00e3o possuem telefone residencial, nem aparelho celular. Portanto, a constru\u00e7\u00e3o de uma agenda telef\u00f4nica seria um projeto invi\u00e1vel porque n\u00e3o teria utilidade pr\u00e1tica. Nesse caso, ela optou por construir outro tipo de agenda, com os endere\u00e7os dos pequenos. Diz ela:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ficou um pouco mais complicado porque passou a envolver o nome da rua e o n\u00famero de suas resid\u00eancias, mas tenho certeza que atendeu melhor \u00e0s necessidades das crian\u00e7as. Elas est\u00e3o muito empolgados e os pais t\u00eam participado. Assim, em vez de telefonar, as crian\u00e7as poderiam combinar visitas aos colegas. D\u00e1 at\u00e9 para iniciar um trabalho referente ao bairro. Nessa discuss\u00e3o, conclu\u00edmos que o importante \u00e9 oferecer tudo \u00e0s crian\u00e7as, independente de classe social, para que elas possam aprender a ler e a escrever.\u00a0 Ningu\u00e9m fora nem da agenda, nem de uma sala de aula interessante, desafiadora e produtiva. <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5320\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome6.jpg\" alt=\"nome6\" width=\"248\" height=\"160\" \/><br \/>\n<strong>3. Usos da lista de nomes<\/strong><br \/>\nAl\u00e9m do jogo de bingo e do projeto agenda, h\u00e1 in\u00fameras possibilidades de trabalho com a lista de nomes da sala. O que vem a seguir n\u00e3o \u00e9 um projeto, n\u00e3o envolve toda a ludicidade do jogo, mas certamente \u00e9 interessante e desafiador. S\u00e3o as in\u00fameras ocasi\u00f5es em que podemos recorrer \u00e0 lista de nomes da sala para organizar o cotidiano em um contexto em que ler e escrever os nomes seja uma atividade real e necess\u00e1ria.<\/p>\n<p>Um dos recursos mais utilizados pelos professores \u00e9 o cartaz de pregas. Trata-se de um suporte, normalmente feito de cartolina ou papel kraft, onde se encaixam filipetas com os nomes de cada integrante da turma. S\u00e3o produzidas a partir de determinadas orienta\u00e7\u00f5es a fim de favorecer a atividade de leitura:<\/p>\n<p><strong>1\u00aa.<\/strong> Usa-se letra mai\u00fascula.<\/p>\n<p><strong>2\u00aa.<\/strong> Todos os nomes s\u00e3o escritos com a mesma cor, sem diferenciar os de meninas e os de meninos.<\/p>\n<p><strong>3\u00aa.<\/strong> As filipetas t\u00eam tamanhos variados, a depender do tamanho do nome da crian\u00e7a, mas o tamanho da letra n\u00e3o varia, \u00e9 sempre o mesmo.<\/p>\n<p><strong>4\u00aa.<\/strong> N\u00e3o h\u00e1 nenhum outro sinal que facilite a leitura, como desenhos, cores diferentes nas letras iniciais, fotos ou outras marcas que sirvam como um segundo s\u00edmbolo.<\/p>\n<p>Afinal, o que esse material tem de t\u00e3o especial? Nada. \u00c9 uma lista muito simples. Diferente do que muitos pensam, n\u00e3o basta coloc\u00e1-la na sala de aula. Ela n\u00e3o \u00e9 objeto de decora\u00e7\u00e3o. Muitos entendem que basta colocar a crian\u00e7a em contato com esse material e isso j\u00e1 seria suficiente, pois ela precisa olhar para os nomes. Isso n\u00e3o \u00e9 verdade. A aprendizagem da escrita n\u00e3o depende de atividades perceptivas. Isso significa que, ainda que ela se depare com a lista de nomes todos os dias, isso n\u00e3o \u00e9 suficiente para que, de fato, pense sobre o que est\u00e1 escrito.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-5321\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome8.jpg\" alt=\"nome8\" width=\"151\" height=\"356\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome8.jpg 151w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome8-127x300.jpg 127w\" sizes=\"auto, (max-width: 151px) 100vw, 151px\" \/><\/p>\n<p>Lembra Raquel Relvas:<br \/>\nO cartaz de pregas \u00e9 um recurso para a realiza\u00e7\u00e3o de atividades. Para que o cartaz de pregas seja um valioso instrumento alfabetizador, \u00e9 necess\u00e1rio que o professor tenha realizado um planejamento com rela\u00e7\u00e3o ao seu uso na sala de aula.<\/p>\n<p>Renata Maria Oliveira diz:<br \/>\nO fato de possuir um cartaz de pregas em minha sala de aula n\u00e3o prova que as atividades realizadas sejam reflexivas para as crian\u00e7as.<\/p>\n<p>Clidin\u00e9ia Ferreira concorda:<br \/>\nO cartaz de pregas pode ser apenas um recurso se ele for utilizado apenas como uma lista fixa. A cada vez que \u00e9 utilizado, seguindo um prop\u00f3sito como \u00e9 a chamada di\u00e1ria, serve para que a crian\u00e7a perceba que alguns nomes se iniciam com as mesmas letras, mas n\u00e3o terminam igual. H\u00e1 nomes com quantidade de letras parecidas e diferentes. Som igual e escrita igual. A cada dia a crian\u00e7a pode refletir sobre algum nome de acordo com a proposta.<\/p>\n<p>Raquel Relvas lembra:<br \/>\nA elabora\u00e7\u00e3o de boas propostas de atividades com a utiliza\u00e7\u00e3o do cartaz de pregas permite o desenvolvimento de um bom trabalho. Montar a lista de nomes da turma no cartaz e sugerir diferentes classifica\u00e7\u00f5es e leituras (meninas e meninos, identifica\u00e7\u00e3o da plaquinha de nomes dos ausentes, leitura de nomes e ordena\u00e7\u00e3o, fazer a chamada) faz desse recurso um bom instrumento de trabalho.<\/p>\n<p>Erotides Santos Vit\u00f3rio, ao analisar uma das atividades do v\u00eddeo sobre nomes pr\u00f3prios do Profa<sup>3<\/sup>, contribui significativamente para a amplia\u00e7\u00e3o da discuss\u00e3o. Ela comenta: No v\u00eddeo O Nome pr\u00f3prio e os pr\u00f3prios nomes, a professora Regina pede que as crian\u00e7as de um determinado grupo ajudem a separar os nomes das crian\u00e7as das duas salas de pr\u00e9-escola, que est\u00e3o misturados. A proposta \u00e9 boa, pois p\u00f5e em cheque todo o conhecimento que elas possuem sobre nomes, faz com que usem todo o conhecimento que possuem.<\/p>\n<p>Em outra situa\u00e7\u00e3o, a docente prop\u00f4s que os pequenos fizessem uma lista separando as fichas com os nomes de duas salas. Os nomes eram conhecidos e, com isso, ela prop\u00f4s uma reflex\u00e3o sobre as caracter\u00edsticas do sistema de escrita. Enquanto algumas crian\u00e7as separavam os nomes, as outras, que j\u00e1 faziam uso de hip\u00f3teses mais adiantadas, escreviam a lista. Ao final, elas verificam se n\u00e3o esqueceram nenhum nome, o que faz com que as hip\u00f3teses pr\u00e9-sil\u00e1bicas adquiram novos conhecimentos e percebam que os nomes sempre se escrevem da mesma forma.<\/p>\n<p>Com essa atividade, as crian\u00e7as podem aprender a diferenciar os nomes pelas letras iniciais; a reconhecer que nomes parecidos t\u00eam apenas algumas letras diferentes; que apenas a primeira e a \u00faltima letra n\u00e3o garantem que o nome seja o que ela est\u00e1 procurando; que o nome sempre se escreve da mesma forma; que alguns nomes se escrevem com poucas letras e outros com muitas letras etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5322\" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/nome9.jpg\" alt=\"nome9\" width=\"264\" height=\"148\" \/><\/p>\n<p><strong>Para terminar&#8230;<\/strong><br \/>\nChegamos ao fim de nossa colet\u00e2nea. Esperamos que voc\u00ea, caro leitor, tenha aproveitado nossas ideias e que nos ajude a manter ativa essa comunidade de professores alfabetizadores. Para tanto, convidamos voc\u00ea a revisar suas pr\u00e1ticas: verificar todas as que deseja manter, as que pretende melhorar e, por fim, o que se mostrou novo e que ser\u00e1 incorporado em seu dia a dia de docente. Acesse nosso portal \u2013 www.alemdasletras.org.br \u2013 e nos envie coment\u00e1rios sobre o que voc\u00ea achou deste material e como o utilizou em sua escola. Indique tamb\u00e9m o que pode ser feito. Suas sugest\u00f5es podem ser importantes para outras produ\u00e7\u00f5es coletivas do portal.<\/p>\n<p>(Clidin\u00e9ia Ferreira, \u00c9rica Miskolci, Erotides Santos Vit\u00f3rio, Lorena Trescastro, Maria do Carmo Sim\u00f5es da Silva, Raquel Relvas, Renata Maria Oliveira, Tatiane Rodrigues, alunas do curso a dist\u00e2ncia O papel do nome pr\u00f3prio na alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial<sup>4<\/sup>. A edi\u00e7\u00e3o \u00e9 de Silvana Augusto, formadora do Instituto Avisa L\u00e1 e coordenadora do curso)<\/p>\n<p><sup>1<\/sup>O portal Al\u00e9m das Letras re\u00fane conte\u00fados do Programa Al\u00e9m da Letras que \u00e9 uma iniciativa do Instituto Avisa L\u00e1, do Instituto Raz\u00e3o Social e do Grupo Gerdau, com o apoio da Avina, UNICEF, Undime e Ashoka. \u00c9 composto de uma premia\u00e7\u00e3o e de uma rede de formadores, que conta tamb\u00e9m com a tecnologia da IBM, por meio da iniciativa Reinventado a Educa\u00e7\u00e3o. Para mais informa\u00e7\u00f5es acesse: www.alemdasletras.org.br.<\/p>\n<p><sup>2<\/sup>Todos os nomes citados na colet\u00e2nea s\u00e3o de alunos do curso que participaram at\u00e9 a etapa final, tendo realizado as atividades propostas e, desse modo, obtido o certificado de conclus\u00e3o do curso. S\u00e3o, portanto, co-autores da publica\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><sup>3<\/sup>Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores realizado pela Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o B\u00e1sica (SEB) do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), Bras\u00edlia, 2001.<\/p>\n<p><sup>4<\/sup>Participaram como formadoras do Instituto Avisa L\u00e1: Ana Carolina Carvalho, Debora Rana e Denise Nalini.<\/p>\n<h4>Ficha t\u00e9cnica<\/h4>\n<p>Portal Al\u00e9m das Letras:<br \/>\nSite: www.alemdasletras.org.br<br \/>\nCurso on-line: O papel do nome pr\u00f3prio na alfabetiza\u00e7\u00e3o inicial, abril e maio de 2008.<br \/>\nCoordena\u00e7\u00e3o: Silvana Augusto<br \/>\nE-mail: silvana_augusto@uol.com.br<br \/>\nFormadoras: Ana Carolina Carvalho, Debora Rana e Denise Nalini<br \/>\nPrograma: Al\u00e9m das Letras<br \/>\nCoordenadora: Beatriz Gouveia<br \/>\nE-mail: biagouveia@uol.com.br<\/p>\n<div id=\"attachment_5323\" style=\"width: 249px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-5323\" class=\"size-full wp-image-5323 \" src=\"http:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome4.jpg\" alt=\"Luis Eduardo, 4 anos\" width=\"239\" height=\"326\" srcset=\"https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome4.jpg 239w, https:\/\/avisala.org.br\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/avisala_41_nome4-219x300.jpg 219w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><p id=\"caption-attachment-5323\" class=\"wp-caption-text\">Luis Eduardo, 4 anos<\/p><\/div>\n<h4>Para saber mais<\/h4>\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>O nome pr\u00f3prio e os pr\u00f3prios nomes. Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores (PROFA), m\u00f3dulo 2, n\u00ba 2, Programa 3, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental e Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o: Bras\u00edlia, 2001.<\/li>\n<li>O papel pedag\u00f3gico do nome pr\u00f3prio de Rosa Antunes de Barros. Artigo publicado no material de apoio do Programa de Forma\u00e7\u00e3o de Professores Alfabetizadores (PROFA), m\u00f3dulo 2, Secretaria de Educa\u00e7\u00e3o Fundamental e Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o: Bras\u00edlia, 2001.<\/li>\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Curso on-line com professores gera reflex\u00f5es sobre a import\u00e2ncia do uso do nome pr\u00f3prio na alfabetiza\u00e7\u00e3o. Compartilhar conhecimentos com os participantes das mais diferentes escolas \u00e9 uma possibilidade que a tecnologia oferece. Por  Clidin\u00e9ia Ferreira, \u00c9rica Miskolci, Erotides Santos Vit\u00f3rio, Lorena Trescastro, Maria do Carmo Sim\u00f5es da Silva, Raquel Relvas, Renata Maria Oliveira, Tatiane Rodrigues e Silvana Augusto<\/p>\n","protected":false},"author":176,"featured_media":4280,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1073,402],"tags":[1111,1325,255,1074,1082,1075,1076,1077,1078,1083,486,429,1079,1080,53,1081],"class_list":{"0":"post-5313","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","6":"hentry","7":"category-producao-do-professor","8":"category-revista-avisala-41","9":"tag-revista-avisa-la-2010","10":"tag-alfabetizacao","11":"tag-atividades","12":"tag-clidineia-ferreira","13":"tag-curso","14":"tag-erica-miskolci","15":"tag-erotides-santos-vitorio","16":"tag-lorena-trescastro","17":"tag-maria-do-carmo-simoes-da-silva","18":"tag-nome-proprio","19":"tag-pratica","20":"tag-professores","21":"tag-raquel-relvas","22":"tag-renata-maria-oliveira","23":"tag-silvana-augusto","24":"tag-tatiane-rodrigues","26":"post-with-thumbnail","27":"post-with-thumbnail-large"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5313","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/176"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5313\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4280"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/avisala.org.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}